Reportagem

Web Summit

A nona edição da Web Summit ocorreu entre os dias 6 e 9 de novembro de 2017, em Lisboa. Contou com 150 empresas portuguesas, onde muitas destas tornaram a estar presentes neste que é um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo.

Os bilhetes de entrada rondaram de mil a vinte e cinco mil euros.

Uma das empresas destacadas foi a que apresentou um programa para diagnosticar doenças do cérebro, a partir de ressonâncias magnéticas, analisando as características das diferentes doenças que afetam o cérebro. Esta empresa procura identificar padrões para ajudar os médicos a traçar um diagnóstico mais preciso e precoce.

A vencedora do concurso pitch do Web Summit 2017 foi a francesa Lifeina, ao apresentar o “frigorífico mais pequeno do mundo” que conserva a medicação, bem como relembra o paciente de a tomar. Esta afirma que este produto não é só um frigorífico. É uma ferramenta para o coração e para a liberdade”.

 

 

Maria Beatriz, 10ºA

 

 

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Reportagem

Lisboa Games Week

 

A Worten volta a realizar, pela terceira vez, no Parque das Nações, a Lisboa Games week que desta vez ocupou dois pavilhões (pavilhões 3 e 4 da FIL [feira internacional de Lisboa]) diferente das três primeiras convenções que decorreram apenas num.

 

Em primeiro lugar, a meu ver, e como frequente observação de alguns entrevistados, a maior mudança desta edição da convenção foi, de certeza, o aumento do espaço para dois pavilhões. Desde o primeiro evento que um dos grandes problemas era o “pequeno” espaço de apenas um pavilhão em relação à quantidade de pessoas. O acréscimo de um pavilhão ajudou não só na movimentação das pessoas, mas também deu lugar a mais atividades.

No evento, estiveram representadas algumas marcas conceituadas no mundo dos jogos: Playstation (Sony), Xbox (Microsoft), Nintendo, Omen (HP) , Republico of Gamers (ASUS), Lenovo, LG, algumas lojas de informática: PCDiga, a própria Worten, AlienTech , GlobalData e outras marcas que não fazem parte da categoria de informática nem de jogos mas que também patrocinaram o evento: CTT, Moche, Cigala e Blue.

As marcas presentes tinham stands com jogos para demonstração, as lojas tinham, cada uma, os seus “minimercados” onde vendiam principalmente Jogos e componentes “Gamer” e as restantes patrocinadoras tinham os seus próprios espaços de publicidade, e no caso da Cigala e Blue, que são marcas de culinária e de refrigerantes, respetivamente, também tinham a venda dos seus produtos. Para além disso, também havia à venda outro tipo de produtos do universo dos vídeo-jogos e de cultura Pop Japonesa com posters, T-Shirts, etc., realizaram-se torneios de E-Sports: FIFA 18, Counter Strike Global Offensive, Overwatch, etc. e estiveram presentes bastantes Youtubers a dar autógrafos e a tirar fotografias com os seus fãs.

Para finalizar, esta terceira edição foi a melhor, muito devido ao aumento do espaço e á adição de mais espaços com consolas para testar os novos lançamentos de vídeo-jogos. Se este evento continuar a melhorar, cada vez mais irá atrair mais gente e, quem sabe, no futuro, aumentar mais um pavilhão.

 

João Garcia, 10º A

Leituras livres…

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A massificação da utilização dos computadores pessoais, tablets e smartphones é um fenómeno que tem possibilitado o acesso livre e gratuito à informação e à cultura como nunca antes tinha acontecido.

O livro, enquanto meio de transmissão de conhecimento, cultura e como forma de recreação, é um elemento marcante das sociedades modernas, sendo inquestionável a sua relevância para a evolução da humanidade.

Da união entre o mundo da tecnologia e a tradição da escrita sob a forma de livro nasceu o ebook, em 1940, segundo uns, em 1971, segundo outros, pela mão de Michael Hart, fundador do Projeto Gutenberg, o mais antigo produtor de livros electrónicos do mundo.   Esta segunda data é mais consensualmente aceite como sendo a data de nascimento deste tipo de media.

Hoje podes encontrar, facilmente, milhares de ebooks gratuitos (e legais) na Internet. Para tirares partido dessas enormes bibliotecas disponíveis on-line, podes usar um organizador de bibliotecas como o Calibre (disponível para Linux, OS X e Windows) ou o FBReader, entre muitos outros, para Android. Com estes programas poderás navegar por estas bibliotecas e fazer o download dos livros que mais gostas. Podes encontrar mais informação sobre como ler estes livros aqui.

Se quiseres pesquisar diretamente em algumas das maiores bibliotecas digitais da Internet, segue os links que se seguem:

Project Gutenberg

Free-eBooks

Feedbooks

Biblioteca Digital Camões

Ler eBooks – 50 sites com ebooks gratuitos

Texto: professor João Pinheiro

Fotos: capturas de ecrã dos respetivos sites

Raspberry Pi – 3

Então muito bem, decidimos encomendar o Raspberry Pi e aguardamos ansiosamente a chegada pelo correio. Quando finalmente chega, abrimos a surpreendentemente pequena encomenda, retiramos o Raspberry Pi (ou apenas Pi para os amigos) e… E agora? Pois é. O Pi é um sistema computacional completo, mas não traz monitor, nem rato, nem teclado, nem sequer um “disco rígido”! A definição de “sistema informático” apenas nos diz que um dispositivo é capaz de aceitar dados, processá-los e enviá-los. Não diz nada sobre monitores ou teclado. Não podemos esquecer que o Raspberry Pi foi criado com o único propósito de fazer com que os utilizadores aprendam como funciona um computador e que se divirtam a fazer experiências. Por isso a embalagem traz apenas o que é essencial para começar, todo o resto, desde a fonte de alimentação ao próprio sistema operativo, tem de ser adicionado, peça a peça, pelo próprio utilizador.

Se estavam à espera de pegar no Pi e ter imediatamente na mão um computador de secretária, um computador portátil, uma consola de jogos, um servidor multimédia ou um robo, temos pena. O Pi não É nenhuma dessas coisas, mas PODE SER todas essas coisas!

Vamos começar um projeto. Vamos transformar o Pi num PC de secretária.

Chamada de atenção aos mais distraídos: o objetivo deste pequeno projeto é que APRENDAM. Se o ato de aprender algo de novo e útil vai contra os vossos princípios, por favor parem agora de ler.

Energia

Bom vamos então ligar o Pi pela primeira vez, deixa lá ver onde é que está o botão… Ah, pois. Não há. Na verdade não há sequer fonte de alimentação. Felizmente o Pi usa sempre as ligações que são mais comuns e a alimentação é fornecida através de uma ligação MicroUSB. Atenção que esta ligação NÃO SERVE para transferir ficheiros com outro dispositivo, apenas serve para fornecer energia elétrica ao Pi. A alimentação elétrica deve ser de 5 V e entre 0,3 A e 1,1 A (dependendo do modelo e dos periféricos USB ligados, os valores mais baixos podem não fornecer energia suficiente), o que significa que é compatível com a maioria dos carregadores de telemóvel atuais. Procurem no transformador as indicações “5V” ou “5.0V” e um valor em A compatível com os intervalos. Não convém experimentar ligar a um transformador com valores muito mais elevados, porque o Pi é construído de forma a ser resistente, mas tudo tem um limite e correm o risco de queimar os circuitos…

Cabo USB-MicroUSB

Cabo USB-MicroUSB

Visão

O Pi possui duas formas de ligação a um monitor/TV. Uma ligação de vídeo composto para ligar a TVs mais antigas e uma ligação HDMI para monitores e TVs mais recentes. O vídeo composto é facilmente identificável, pois usa um conector redondo (RCA) amarelo. O conector HDMI é semelhante a uma porta USB com dois cantos “cortados”. É possível ligar a outros tipos de monitor (VGA ou DVI) usando um conversor de HDMI para VGA ou HDMI para DVI. Não há necessidade de comprar cabos caros.

Ligação RCA

Ligação RCA

Cabo HDMI

Cabo HDMI

Som

O Pi possui uma saída de som stereo analógico padrão de 3,5 mm, por isso é compatível com quaisquer colunas e auscultadores.

Ligação Jack 3,5 mm para colunas ou auscultadores

Ligação Jack 3,5 mm

Rato e teclado

O modelo A possui apenas uma porta USB e o modelo B duas. Assim, para usar um rato e um teclado no modelo A é necessário um hub USB externo para aumentar o número de portas. Com o modelo B também é aconselhável, caso se queira usar uma pen USB em simultâneo com o teclado e rato.

Teclados e ratos (e outros periféricos) com ligações mais antigas apenas podem ser usados com um conversor para USB.

“Disco rígido”

O Pi não possui um disco rígido no verdadeiro significado da palavra. Possui uma interface SD que permite a ligação a cartões de memória SD (cartões de memória muito usados em máquinas fotográficas, por exemplo).

O cartão precisa de ter pelo menos 4 GigaBytes de espaço e ser classe 4 ou superior. Para tornar o Pi mais interessante é  conveniente que o cartão tenha mais espaço. A classe dos cartões está diretamente relacionada com a sua velocidade de leitura e escrita, quanto maior a classe, mais rápido o cartão (e mais caro). Por isso também convém adquirir um cartão com a maior classe que a carteira suporte 🙂

Os cartões SD existem em vários tamanhos (físicos), o SD padrão, MiniSD e MicroSD. O Pi apenas pode ser ligados a SD de tamanho padrão, pelo que se quisermos utilizar um MiniSD ou MicroSD é indispensável a utilização de um adaptador.

Agora já podemos ligar tudo e… não acontece nada!

Falta um componente: o sistema operativo. Mas isso fica para o próximo número.

R. A. T. 7 MMO

SONY DSC(Foto retirada deste site)

Quem à primeira vista não conseguir perceber o que é o dispositivo apresentado na imagem acima, está completamente perdoado. Apesar de parecer uma nave espacial, é um rato de computador. A sério, é mesmo.

O aspeto futurista é dado pela grande quantidade de modificações que é possível fazer. O apoio da palma da mão desliza sobre um carril, podendo ser ajustado ao comprimento da mão do utilizador. As peças laterais podem ser mudadas para se ajustar ao tamanho dos dedos polegar e mindinho, evitando que estes dedos toquem a superfície da mesa. A base do rato tem um sistema de pesos que permite alterar a posição do centro de massa e possui ainda 15 botões programáveis distribuídos pela superfície do dispositivo.

Usa um sensor laser com resolução até 6400 dpi.

É um rato com alma gamer e inclui um plugin para Wold of Warcraft que pemite reprogramar os botões a partir do próprio WoW.

Pronto, já sabem o que me podem oferecer no próximo Natal.

Raspberry Pi – 2

Vimos já a história e filosofia detrás do aparecimento do Raspberry Pi, mas não chega ter um Raspberry para que os utilizadores (potencialmente miúdos) comecem a aprender. No início dos anos 80, na era dos dinossauros da informática, havia livros, artigos, revistas e até programas de rádio e TV que ensinavam os entusiastas a explorar os seus aparelhos.

Na época atual, de FaceBook e conteúdos criados pelos utilizadores, os recursos para o Raspbery Pi estão na internet, criados tanto pelos próprios criadores do Raspberry como pela comunidade cada vez maior de utilizadores.

Alguns dos projetos mais interessantes são, por exemplo, a utilização do XBMC (um software que transforma um PC num centro multimédia completo). XBMC significava inicialmente XBox Media Center, pois foi criado para transformar uma XBox original num sistema multimédia completo. Com o tempo foi evoluindo para o PC e a XBox ficou como um projeto secundário, no entanto manteve o nome original.  O Raspberry é minúsculo, barato e não possui ventoinhas que possam fazer barulho, portanto é o ideal para colocar na sala.

XBMC

XBMC

Um efeito secundário inesperado é a criatividade na criação de caixas. O Raspberry é vendido apenas como uma placa, sem nenhum tipo de caixa, pelo que os utilizadores têm de o utilizar sem caixa, comprar uma das muitas caixas desenhadas especificamente para o Raspberry disponíveis na internet ou inventar a sua própria.

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Apple pretende desenvolver equipamentos a energia solar

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De acordo com a CNET, a Apple está a trabalhar no desenvolvimento de equipamentos capazes de recolherem energia solar de forma direta, convertendo-a em energia utilizável por computadores portáteis, telemóveis, etc.

Apesar da ideia não ser nova, este dispositivo terá a vantagem de ser simples e de incluir o seu próprio micro-controlador e carregador, de modo a converter a energia solar na energia necessária para carregar o aparelho portátil.

Podes encontrar mais informação sobre este projeto clicando aqui.

Texto: professor João Pinheiro