Raspberry Pi – 3

Então muito bem, decidimos encomendar o Raspberry Pi e aguardamos ansiosamente a chegada pelo correio. Quando finalmente chega, abrimos a surpreendentemente pequena encomenda, retiramos o Raspberry Pi (ou apenas Pi para os amigos) e… E agora? Pois é. O Pi é um sistema computacional completo, mas não traz monitor, nem rato, nem teclado, nem sequer um “disco rígido”! A definição de “sistema informático” apenas nos diz que um dispositivo é capaz de aceitar dados, processá-los e enviá-los. Não diz nada sobre monitores ou teclado. Não podemos esquecer que o Raspberry Pi foi criado com o único propósito de fazer com que os utilizadores aprendam como funciona um computador e que se divirtam a fazer experiências. Por isso a embalagem traz apenas o que é essencial para começar, todo o resto, desde a fonte de alimentação ao próprio sistema operativo, tem de ser adicionado, peça a peça, pelo próprio utilizador.

Se estavam à espera de pegar no Pi e ter imediatamente na mão um computador de secretária, um computador portátil, uma consola de jogos, um servidor multimédia ou um robo, temos pena. O Pi não É nenhuma dessas coisas, mas PODE SER todas essas coisas!

Vamos começar um projeto. Vamos transformar o Pi num PC de secretária.

Chamada de atenção aos mais distraídos: o objetivo deste pequeno projeto é que APRENDAM. Se o ato de aprender algo de novo e útil vai contra os vossos princípios, por favor parem agora de ler.

Energia

Bom vamos então ligar o Pi pela primeira vez, deixa lá ver onde é que está o botão… Ah, pois. Não há. Na verdade não há sequer fonte de alimentação. Felizmente o Pi usa sempre as ligações que são mais comuns e a alimentação é fornecida através de uma ligação MicroUSB. Atenção que esta ligação NÃO SERVE para transferir ficheiros com outro dispositivo, apenas serve para fornecer energia elétrica ao Pi. A alimentação elétrica deve ser de 5 V e entre 0,3 A e 1,1 A (dependendo do modelo e dos periféricos USB ligados, os valores mais baixos podem não fornecer energia suficiente), o que significa que é compatível com a maioria dos carregadores de telemóvel atuais. Procurem no transformador as indicações “5V” ou “5.0V” e um valor em A compatível com os intervalos. Não convém experimentar ligar a um transformador com valores muito mais elevados, porque o Pi é construído de forma a ser resistente, mas tudo tem um limite e correm o risco de queimar os circuitos…

Cabo USB-MicroUSB

Cabo USB-MicroUSB

Visão

O Pi possui duas formas de ligação a um monitor/TV. Uma ligação de vídeo composto para ligar a TVs mais antigas e uma ligação HDMI para monitores e TVs mais recentes. O vídeo composto é facilmente identificável, pois usa um conector redondo (RCA) amarelo. O conector HDMI é semelhante a uma porta USB com dois cantos “cortados”. É possível ligar a outros tipos de monitor (VGA ou DVI) usando um conversor de HDMI para VGA ou HDMI para DVI. Não há necessidade de comprar cabos caros.

Ligação RCA

Ligação RCA

Cabo HDMI

Cabo HDMI

Som

O Pi possui uma saída de som stereo analógico padrão de 3,5 mm, por isso é compatível com quaisquer colunas e auscultadores.

Ligação Jack 3,5 mm para colunas ou auscultadores

Ligação Jack 3,5 mm

Rato e teclado

O modelo A possui apenas uma porta USB e o modelo B duas. Assim, para usar um rato e um teclado no modelo A é necessário um hub USB externo para aumentar o número de portas. Com o modelo B também é aconselhável, caso se queira usar uma pen USB em simultâneo com o teclado e rato.

Teclados e ratos (e outros periféricos) com ligações mais antigas apenas podem ser usados com um conversor para USB.

“Disco rígido”

O Pi não possui um disco rígido no verdadeiro significado da palavra. Possui uma interface SD que permite a ligação a cartões de memória SD (cartões de memória muito usados em máquinas fotográficas, por exemplo).

O cartão precisa de ter pelo menos 4 GigaBytes de espaço e ser classe 4 ou superior. Para tornar o Pi mais interessante é  conveniente que o cartão tenha mais espaço. A classe dos cartões está diretamente relacionada com a sua velocidade de leitura e escrita, quanto maior a classe, mais rápido o cartão (e mais caro). Por isso também convém adquirir um cartão com a maior classe que a carteira suporte 🙂

Os cartões SD existem em vários tamanhos (físicos), o SD padrão, MiniSD e MicroSD. O Pi apenas pode ser ligados a SD de tamanho padrão, pelo que se quisermos utilizar um MiniSD ou MicroSD é indispensável a utilização de um adaptador.

Agora já podemos ligar tudo e… não acontece nada!

Falta um componente: o sistema operativo. Mas isso fica para o próximo número.

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