“Os Caminhos são para ir…” – Projeto de Cidadania e Desenvolvimento – 11ºA

A turma continua a desenvolver o projeto da Cidadania e Desenvolvimento em articulação direta com o projeto do Parque Arqueo Social “Andakatu”. O projeto contemplou no ano letivo 2021/22, deslocações mensais em que a equipa do Museu de Arte Rupestre de Mação veio à escola ou a escola foi ao Museu.

Pretendeu-se que os alunos saíssem para fora dos muros da escola e que desenvolvessem atividades no parque, no museu ou no ITM em estreita articulação com as disciplinas do currículo (Curso de Ciências e Tecnologias) ou ainda que pudessem, em contexto escolar receber os colaboradores do Museu de Mação.

Quanto às atividades já desenvolvidas, os alunos tiveram a primeira abordagem ao projeto no dia 13 de dezembro: no espaço do ITM, fazendo um curto workshop sobre Geologia, dinamizado pela Prof. Dra. Sara Garcês e participaram numa conversa o Prof. Dr. Hugo Gomes sobre a importância e o impacto da Geologia nas nossas vidas no século XXI.

Depois fizeram voluntariado ao serem colaboradores construtores da cabana do neolítico (transportando molhos de centeio e aprendendo a fazer cordas com ráfia no espaço do Arqueo Parque Social) para a cobertura da cabana. Os alunos tiveram ainda a oportunidade de assistir a uma pequena explicação sobre a importância da arqueologia e do estudo das ossadas dos humanos deste período da pré-história. Os alunos estiveram acompanhados pelas professoras de FQ, Biologia e Geologia, Matemática e pela DT, Coordenadora do projeto.

No dia 13 de janeiro assinalaram o “Dia da Lógica” na segunda deslocação ao Arqueo Parque Social, onde tiveram o privilégio de participar na atividade “Conversas sobre o que é a lógica”, com o Prof. Doutor Luíz Oosterbeek, o Dr. José António Almeida, Diretor do AEVH, Mação, o Dr. Vasco Estrela, Presidente da Câmara Municipal de Mação em articulação com as disciplinas de Filosofia e Português e na presença das docentes destas disciplinas e da DT.

A terceira deslocação, aconteceu no dia 21 de fevereiro e envolveu as disciplinas de FQ (reações químicas) e Biologia e Geologia (fermentação), pois os alunos fizeram e viram fazer a moagem do cereal e a cozedura do pão de há 7 mil anos atrás. Também viram fazer queijo com coalho de cardo. Depois, piquenicaram no parque – pão e queijo que levaram de casa, antes do regresso à escola. Em março assistiram às “Conferências Internacionais” no Museu/ITM, em língua Inglesa.

No âmbito da disciplina de Ed. Física praticaram atividades desportivas que estimularam a velocidade, a força e a agilidade, fazendo caminhada, etc, e, por fim, em junho dinamizaram a atividade “Visita Guiada”, simulando dois grupos de turistas de nacionaidade espanhola e inglesa e respetivos guias turísticos, numa exploração do Parque Arqueo Social “Andakatu”. Assim, concluiu-se o passado ano letivo, com a participação das disciplinas de Espanhol e de Inglês. A Coordenadora do projeto, a DT Sílvia Ramadas participou em algumas reuniões informais com as colaboradoras dos Museu, Dras. Anabela Borralheiro e Sandra Alexandre, no AEVH e no Museu no sentido de orientar os trabalhos.

Este ano o projeto continua…

Assim, no passado dia 2 de dezembro, a turma deslocou-se ao Parque Arqueo Social Andakatu para mais uma ação de voluntariado… As imagens falam por si.

Cidadania e Desenvolvimento – Turma 11ºA

II Semana UBUNTU no AEVH/IPAV

  • Um programa de educação não-formal marcado por uma dimensão experiencial e relacional

A Escola Básica 2,3 com Ensino Secundário de Mação realizou a segunda Semana Ubuntu Escolas, entre os dias 21 e 25 de novembro, com um grupo de 35 alunos do 10º ao 12º ano no Centro de Formação de Mação, sob orientação do IPAV (Instituto Padre António Vieira). Esta semana contou com o apoio precioso das psicólogas Sílvia Matela e Patrícia Filipe, e das professoras Sílvia Ramadas, Ana Gameiro, Eva Patrício e Maria João Almeida.

Durante cinco dias muito emotivos e intensos, os alunos desenvolveram valores e competências pessoais, sociais e cívicas através de diversas atividades (como jogos, escrita, desenho e visionamento de filmes, entre outros) que se focaram nos cinco pilares do método Ubuntu: Autoconhecimento, Autoconfiança, Resiliência, Empatia e Sentido de serviço.

Ubuntu, é um programa de capacitação destinado a crianças e jovens, desenvolvido a partir do modelo de liderança servidora, inspirado em figuras como Nelson Mandela, Martin Luther King, Malala, Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e Desmond Tutu, entre outras figuras defensoras dos direitos humanos. Ubuntu é uma filosofia de origem africana que tem como lema “Eu Sou porque tu És”.

Deste modo, esta formação promoveu a educação para a cidadania, empatia, diálogo, promoção da paz e justiça social, o fortalecimento da cultura democrática, a participação cívica de estudantes de contextos vulneráveis e a liderança servidora. Desenvolveu ao mesmo tempo competências de resolução de conflitos e de construção de pontes, contribuindo assim para a transformação dos alunos em agentes de mudança ao serviço da comunidade, ajudando a construir um mundo mais justo e solidário.

Terminada esta formação, os alunos e os professores envolvidos definem esta semana como transformadora, já que a filosofia Ubuntu promove a mudança positiva dos alunos e do mundo.

Margarida Saramago, 12ºA

Dia das Bibliotecas Escolares

No dia das Bibliotecas Escolares, vinte e quatro de outubro, o Representante dos Pais e Encarregados de Educação do 6.ºA, Sr. Vasco Marques, disponibilizou-se para ir à turma da sua educanda, Francisca Marques, para participar na atividade “Ouvir com atenção” com a leitura do artigo “Queixoperra, a nossa história” publicado na revista, de História Local, intitulada “Zahara.”

Esta atividade teria a duração de apenas quinze minutos, mas ocupou a aula de História e Geografia de Portugal, devido ao interesse manifestado pelos alunos face às histórias contadas pelo Sr. Vasco Marques sobre a sua terra natal.

Os alunos também intervieram contando algumas tradições dos locais onde vivem e foi com agrado que pude constatar que esta iniciativa resultou numa troca de experiências sobre vivências da história local.

Lígia Silva (Diretora de Turma do 6.ºA)

Começo por agradecer o convite e dar os parabéns ao AEVH pela iniciativa que me parece uma excelente oportunidade para aproximar os Encarregados de Educação à escola.

Oportunidade essa, que além de ler um texto, aproveitei para contar um pouco da história de Mação e das suas aldeias.

Nesse sentido, embalados pelo interesse e o entusiasmo demonstrado pelos alunos, partilhámos  conhecimentos e histórias dos locais onde cada um reside.

Concordo com a necessidade de conhecer a história do país e do mundo, no entanto, julgo que também será importante, ensinar a história da nossa terra, para que os nossos jovens, possam desde a tenra idade, valorizar o que é seu.

Vasco Marques

(Representante dos Pais e  Encarregados de Educação  do 6.º A )

 “Queixoperra, a nossa história”





No dia da Biblioteca Escolar, 
Recebemos uma visita.
O Sr. Vasco Marques presenteou-nos,
Com uma história bem catita.

Falou-nos da Queixoperra,
A sua aldeia do coração.
É uma aldeia pacata,
Cheia de vida e tradição.

Quando longe da nossa terra estamos
Sentimos muita saudade.
É lá que queremos estar,
A bem da Felicidade.

Todos nós devemos assim
Dar valor ao que temos.
Preservar e melhorar a nossa terra,
Ajudar a evoluir no que podemos!

Francisco Brito N.º7 do 6.º A

No dia 24 de outubro o Sr. Vasco Marques foi à minha turma ler um artigo que escreveu sobre a sua terra, Queixoperra, pois era o Dia das Bibliotecas Escolares. Falou da história da sua terra e depois perguntou aos meus colegas se queriam contar alguns costumes das suas aldeias.

Foi uma aula diferente que nos ensinou a valorizar mais a história da nossa terra natal!

Mariana Moço N.º15 do 6.ºA

Eu gostei de ouvir o Sr. Vasco Marques ler um artigo que tinha escrito para a revista Zahara sobre a Queixoperra.

Eu também contei a história pela qual o Pego da Rainha tinha aquele nome, porque é um local onde gosto de passear os dias durante o Verão.

Descobri que o Pego da Rainha deve o seu nome à presença da rainha Santa Isabel que, quando passava naquele local, aproveitava para se refrescar/banhar. Daí o nome Pego da Rainha.

Janaína Pinheiro N.º9 do 6.ºA

Neste dia achei a proposta diferente e importante quando o meu Encarregado de Educação foi ler um artigo, da sua autoria, publicado na revista Zahara, que falava sobre as tradições de uma pequena aldeia chamada Queixoperra, local onde moro.

No artigo falava-se sobre as suas tradições e algumas histórias.

Também houve a partilha de algumas tradições e histórias dos lugares onde cada um dos meus colegas vive e assim pudemos conhecer um pouco mais sobre cada uma das terras.

A presença do meu pai foi muito importante, pois os alunos da minha turma conseguiram aprender um pouco mais sobre as tradições do nosso meio local e a mensagem transmitida foi: Não podemos esquecer o nosso amor à terra onde nascemos!

Francisca Marques N.º6 do 6.ºA

Witches’ Pets na Escola sede do AEVH

Fotos da Professora Sílvia Ramadas

Entre os dias 27 de outubro e 03 de novembro esteve patente no nosso Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, uma exposição de Witches’ pets que nos deu muito gosto a pensar, desenhar, construir e criar!

Um desafio das nossas professoras de inglês que procuram motivar-nos todos os dias, valorizando as nossas habilidades criativas e evidenciando a importância das tradições dos países anglo-saxónicos e da sua identidade cultural. Foi bom poder criar e imaginar animais de estimação que nos levaram para as mais diversas dimensões da nossa imaginação.

Agradecemos também aos nossos pais, encarregados de educação e professores que nos ajudaram a ser mais imaginativos e felizes.

Alunos de Inglês do 5º, 6º e 7º anos da escola sede

It’s Halloween!

Os alunos da E.B.1 de Cardigos, tal como os colegas do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, celebraram o Halloween na aula de Inglês.

Algumas aulas antes do dia 31 de outubro, a professora Mónica pediu para os alunos fazerem os animais de estimação da bruxa. Para que os animais ficassem mais engraçados, a professora pediu para misturarmos dois ou mais animais e nós divertimo-nos muito a criá-los.

Já no dia 28 de outubro, durante a aula, todos nós ajudámos a professora a preparar a exposição. Uns desenharam e recortaram letras, outros ajudaram a decorar os placares e a abóbora e, todos juntos, colocámos os nossos animais na exposição.

No final, chamámos os colegas do primeiro e segundos anos para verem a exposição e, em conjunto, comemos doces.

Jéssica Silva, com a colaboração dos colegas de 3º e 4º anos

O Agrupamento de inglês agradece a todos os alunos que participaram nas exposições alusivas ao Halloween, cujos trabalhos se destacaram pela imaginação e qualidade. Agradece ainda aos E.E. e, no caso do 1º CEB, aos professores titulares de turma, sem a colaboração dos quais, tudo seria mais difícil de concretizar.

Fotos da Professora Mónica Santos

Uma história de Halloween na E.B.1 de Mação – Witches’ Pets!

Era uma vez uma aula de Inglês!

Alunos endiabrados, mas muito empenhados

Quiseram festejar o Halloween e assim o fizeram.

Levaram trabalho de casa

E, depressa, acabaram a tarefa.

Já de volta à escola, o animal vinha na sacola.

Pais e mães ajudaram e os professores guardaram

Até chegar o dia em que o trabalho

A luz do dia veria…

“É agora! É agora!”, gritavam, cá fora.

E o dia da exposição chegou e a confusão reinou.

Todos queriam mostrar onde o seu animal iriam colocar.

No final, tudo se arranjou e a preparação da exposição terminou.

“Venham, venham já e vejam que bonito isto está!”

Não houve travessura, mas a nossa professora não se esqueceu da doçura.

O Agrupamento de inglês agradece a todos os alunos que participaram nas exposições alusivas ao Halloween, cujos trabalhos se destacaram pela imaginação e qualidade. Agradece ainda aos E.E. e, no caso do 1º CEB, aos professores titulares de turma, sem a colaboração dos quais, tudo seria mais difícil de concretizar.

Agrupamento de Inglês

Fotos da Professora Mónica Santos

Outubro Rosa 2022

Infelizmente, os dados mais recentes apontam para o cancro da mama como o mais frequente em Portugal e no mundo e, por isso, durante todo o mês de outubro, o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, através do Projeto Horizonte Solidário, em articulação com o PES, voltou a assinalar, com várias atividades, o Outubro Rosa.

Este ano, com o reaproveitamento de alguns materiais já usados em anos anteriores, construiu-se a Moldura Rosa e, posteriormente, um padlet fotográfico.

Com pequenos apontamentos, embelezaram-se, na cor rosa, todos os Blocos da Escola Sede, do Agrupamento Verde Horizonte, e foram ainda dinamizadas, no dia 19 de outubro, duas sessões de sensibilização para a prevenção precoce do cancro da mama.

Para estas sessões foram convidados elementos do Grupo de Apoio de Abrantes da Liga Portuguesa Contra o Cancro e do Grupo de Apoio Concelhio de Mação. As mesmas destinaram-se às turmas de 12º ano (12ºA e 12ºB) e às turmas do Ensino Profissional, dos décimos e décimos primeiros anos (10.º.B, 10.ºC, 11.ºC e 11.ºD).

Através das ações desenvolvidas, procurou-se, mais uma vez, alertar alunos, professores, assistentes técnicos e assistentes operacionais para a prevenção precoce do cancro da mama e, em simultâneo, HOMENAGEAR quem passou e passa pela doença.

No dia 19 de outubro foi ainda realizado um almoço convívio entre a equipa HS e todos os convidados que connosco colaboraram na dinamização das sessões.

A todos os que se envolveram nestas ações, o HS vem expressar publicamente a sua gratidão e destacar o seu maior agradecimento aos que se disponibilizaram a estar, para partilhar, na primeira pessoa, o que foi ser… o que é ser um doente oncológico com cancro da mama.

Agradece, assim, às seguintes individualidades: à Matilde Sacavém, coordenadora do Grupo de Apoio de Abrantes da Liga Portuguesa Contra o Cancro; à Cláudia Almeida, Psicóloga da LPCC; à Paula Villaverde, coordenadora do Movimento Vencer e Viver de Abrantes; à Julita Silvestre, ex-professora e voluntária do Movimento Vencer e Viver; ao Sr. Rui Cardoso, voluntário do Grupo de Apoio Concelhio de Mação e à Isabel Mendes, Técnica do Banco Local de Voluntariado de Mação.

O HS agradece, ainda, o maravilhoso almoço que contou também com o “toque” dos alunos de Cozinha, que nos receberam, como é seu costume, com toda a pompa e circunstância! Para todos vós e para os Chefes, Raquel Rosa, Bárbara António e Tiago Ferreira, a nossa maior gratidão! “Juntos vamos mais longe!”

Made with Padlet

A Equipa Horizonte Solidário

Debate – “Transformar a Educação: Dá voz às tuas ideias!”

Conclusões – Ensino Secundário

Na sequência da atividade dinamizada na biblioteca escolar e coordenada pelo projeto Comunicar Saberes, na pessoa da professora Lucília Nogueira, os alunos foram levados a refletir, desafiados pelo tema “Transformar a Educação: Dá voz às tuas ideias!”

Após visionamento de um vídeo que lançava o tema “A educação tem o poder de gerar convivência saudável?”, os discentes referiram que estar na escola vai muito para além da aprendizagem da matemática e de outras disciplinas. Mencionaram que o ambiente escolar nos ensina a aprender a lidar com diferentes situações e a estabelecermos diversos laços; é uma segunda casa onde aprendemos não só a respeitar os outros, mas também a respeitarmo-nos a nós próprios. Reconhecem, também, que as instituições educacionais se têm afastado do dogma primitivo que era lecionar exaustivamente a matéria, para a memorizar forçadamente, e se focam, agora, no desenvolvimento das competências, feito de um modo muito mais saudável, física e mentalmente, e muito mais inclusivo.

Já noutra linha de pensamento, os debatentes mencionam que, atualmente, a escola tem vindo a evoluir em relação à igualdade de género, dando o exemplo da disciplina de Educação Física, onde, num conjunto de testes de avaliação diagnóstica inicial, cada género tem os seus parâmetros, chamando a isto diferenciação pedagógica e justificando que um dos muitos objetivos da educação é o alcance da igualdade de género. Assim, consideraram a nossa escola como um bom exemplo da difusão dos ideais de que a desigualdade de género deve acabar, uma vez que, em diversas modalidades desta disciplina, homens e mulheres trabalham lado a lado, aprendendo a respeitarem-se mutuamente. Acrescentaram que, de igual forma, já existem obras literárias inseridas no Plano Nacional de Leitura que retratam/espelham a inclusão dos géneros.

Numa outra pergunta, as turmas debateram se a adoção da Lei da Paridade seria, ou não, suficiente para alcançar a igualdade, chegando, posteriormente, a um consenso. No presente, parece que esta lei é necessária; no entanto, esperam que esta seja dispensável no futuro, o que pode revelar que a desigualdade de género é quase nula, não sendo necessária a adoção de medidas legislativas.

No que diz respeito à prática da escola em relação à existência de estereótipos, os alunos afirmaram que cada vez menos esta lhes transmite valores tradicionais, dando como exemplo “Os homens têm de crescer para serem grandes e fortes”. Cada pessoa tem o direito de querer, ou não, expressar o que sente. Se um homem quiser chorar, chora. Se uma mulher quiser ser grande e forte, nada a deve impedir disso. A sociedade, ainda estereotipada, nada deve intervir na vida das pessoas, muito menos discriminar os seus atos. Mencionam ainda que, nas escolas, estes assuntos não são muito falados, embora o possam vir a ser, dando como solução a criação de aulas onde se possam debater temas como este.

Ainda assim, estes alunos referem que a forma como o conhecimento é transmitido pelos manuais escolares ocorre de uma forma acessível e inclusiva, usando o sistema de exercícios, presente no manual de Filosofia, como justificação para a sua opinião (nos exercícios estão assinalados os respetivos graus de dificuldade).

De seguida, foi inferido que a escola, na visão destes alunos, pode ser transformadora em alguns setores da vida humana. Foram, nesse momento, apresentados exemplos dos muitos projetos e clubes escolares que contribuem, de diferentes maneiras, para a inclusão e o bem-estar psicológico dos alunos.

Já quando o assunto é a sustentabilidade, enquadrada no espaço escolar, é apurado que a escola procura reutilizar, reduzir e reciclar. Contudo, foi apontado o desperdício alimentar como uma problemática, mas logo os alunos apresentaram ideias para ultrapassar esse obstáculo, que passavam pela compostagem desses alimentos ou, ainda, pela alimentação de animais abandonados ou, eventualmente, animais domésticos criados pelos habitantes do concelho.

Para pôr fim ao debate, concluiu-se que a nossa escola se encontra num bom caminho, quando falamos na inclusão social e na diluição da discriminação, e que, apesar de haver alguns aspetos a melhorar, é importante que a escola continue a promover momentos como este, onde os alunos consigam debater e refletir de que forma podem ser solucionados os problemas identificados na comunidade escolar.

No ar ficou a pergunta: “Ser cidadão é opcional?”.

Debate – “Transformar a Educação: Dá voz às tuas ideias!”

Conclusões – 3.º ciclo

Na sequência da atividade dinamizada na biblioteca escolar, coordenada pelo projeto Comunicar Saberes na pessoa da professora Lucília Nogueira, os alunos das turmas de oitavo e nono anos foram desafiados a refletir sobre o tema Transformar a Educação: Dá voz às tuas ideias!

Após visionamento de um vídeo, intitulado “Acima e Além”, e sob a orientação dos moderadores, os discentes tiveram a oportunidade de refletir e discutir várias questões relacionadas com as suas expectativas face à escola do futuro.

Após caloroso debate, verificou-se que a maioria dos alunos concorda que lhes deverão ser fornecidos materiais diferenciados, adequados às características específicas de cada um, para que todos possam atingir os resultados idealizados: “Diferentes alunos, diferentes materiais” e “Se cada aluno é diferente, a avaliação tem de adequar-se a cada indivíduo”, foram palavras de ordem.

De igual forma, e face às diferentes áreas de aprendizagem/interesses, considerou-se que deverá ser dada aos discentes a oportunidade de, nelas todas, demonstrarem o seu potencial. Fazer trabalhos iguais, dizem, limita o horizonte dos estudantes e não desenvolve as suas capacidades.

Relativamente aos trabalhos de grupo, estes são, no entender dos intervenientes, ótimos para desenvolver as suas competências. Contudo, nem todas as disciplinas privilegiam, com a frequência desejável, esta estratégia. Por outro lado, há grupos que obtêm melhores ou piores resultados, consoante as capacidades dos alunos que deles fazem parte, facto que não consideram muito adequado.

Para contrariar esta constatação, consideram fundamental a existência de um líder que consiga coordenar e incentivar a participação de todos. Acreditam que, deste modo, o trabalho será verdadeiramente colaborativo, podendo mesmo verificar-se uma autêntica aprendizagem por parte de todos os seus membros.

Concluiu-se, então, que todos devemos aprender a trabalhar com diferentes colegas, respeitando as suas características. Para isso é essencial que cada um coloque, ao serviço do grupo, as suas capacidades.

De modo geral, todos concordaram que a escola oferece oportunidades de aprendizagem que permitem aos alunos irem acima e além, preparando-os para enfrentarem os desafios do século XXI. Contudo, alguns aspetos deverão ser melhorados, nomeadamente a aposta dos professores em utilizarem mais atividades inovadoras que coloquem o aluno e os seus interesses no centro das aprendizagens, levando-o a resolver, de forma mais autónoma, problemas e desafios. Continuar a privilegiar a diferenciação pedagógica, bem como minimizar qualquer tipo de discriminação em sala de aula, é traço fundamental.

Finalmente, para que os discentes possam usufruir plenamente de todas as oportunidades que lhes são e/ou possam ser proporcionadas na escola, é imprescindível o seu empenho, espírito de iniciativa e de colaboração, acolhendo com entusiasmo, responsabilidade e interesse as atividades inovadoras e diferentes que lhes forem propostas.

Todavia, a escola continua refém dos exames, impedindo, muitas vezes, a valorização das Soft Skills: Crítica, Colaboração, Comunicação e Criatividade.

A terminar, referiram que a Escola do século XXI não devia estar presa à monodisciplinaridade, devendo criar muito mais oportunidades para os alunos apresentarem as suas ideias e, assim, desenvolverem a sua criatividade.

Segundo o testemunho da aluna Iara Dias, “a escola limita, por vezes, a criatividade e habilidades dos alunos, pelo que deveriam ser propostas atividades mais lúdicas e outros métodos que estimulassem estas competências. Somos crianças, não somos robôs.”. De acordo, ainda, com o testemunho da aluna Matilde Borges, “os testes causam muita pressão, pelo que a avaliação dos discentes deveria contemplar, cada vez mais, outro tipo de atividades realizadas em sala de aula”.

Clube Ubuntu no “Dia Mundial de Combate ao Bullying e Ciberbullying

No dia 20 de outubro, os alunos do Clube Ubuntu AEVH assinalaram o Dia Mundial de Combate ao Bullying e ao Ciberbullying circulando pela escola sede do Agrupamento com um olhar especialmente atento a situações de possível bullying. Vamos intervir! Somos líderes servidores! Estamos aqui para ti! Nós somos porque tu és!

A data é um alerta internacional para o problema do bullying com que muitos jovens vivem.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é vítima de bullying na escola regularmente.

Consciencializar a população escolar para esta forma de violência, apoiar e incentivar as vítimas a denunciarem estas graves situações e encontrar formas de as prevenir, são os desafios colocados por esta data, visto que a luta contra o bullying não é uma tarefa de um dia, nem de um grupo de pessoas, mas sim de todos os dias do ano e de todas as pessoas.

A Equipa Clube Ubuntu