Notícias da Biblioteca Escolar

Feira do Livro

 

Hoje começam as nossas Feiras do Livro no Agrupamento.

Os preços são ótimos e a disponibilidade de títulos também. Esta atividade, como todas as outras, teve o apoio do senhor Diretor do Agrupamento e da sua direção.

A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

 

Notícias da L.E.C.A.

 

Uma história inesperada

         Olá, eu sou o Cristiano, e tenho um amigo chamado Felizberto Tintim, ele era de uma família pobre, que passava dificuldades. Ele foi trabalhar para um bosque, mas muitos senhores mais velhos diziam que o bosque era encantado. Era mais conhecido por bosque encantado, mas ele não tinha medo, pois ia fazer aquilo pela família. Fez as malas e lá foi.

Quando lá chegou, ficou surpreendido com a quantidade de crianças que havia. Ele também ficou impressionado com a beleza do lugar, as árvores brilhavam, ouviam-se os pássaros a cantar. Passaram algumas semanas e ele cada vez mais contente com aquele trabalho.

Na noite de Natal, quando os alunos estavam a ler livros, ele reparou que apareceu um animal pequeno, era uma gata, que começou a miar sem parar e virou costas em direção a um caminho de terra batida. Felisberto, curioso, foi atrás da gata, até que ela finalmente parou num lugar maravilhoso, um laguinho azulado a refletir o céu estrelado. Num banco, a gata virou-se para ele e disse:

-Eu não sou um animal pequeno, sou uma gata mágica, que pode fazer tudo o que bem entender, e eu posso-te ajudar!

Ele respondeu :

– Como assim, podes-me ajudar?

– Posso-te dar o dinheiro que precisas para tirar a tua família da dificuldade em que se encontra.- respondeu a gata num tom convincente.

– A sério? Dá-me ! – pediu ele curioso.

A gata olhou meio torto para Felizberto e disse :

– Só se conseguires levar o David, o teu belo gato do acampamento, até mim!

Felizberto exclamou:

– Claro, eu posso tudo!

Então levou o David até à gata e ela deu-lhe o dinheiro.

Felizmente, acabou tudo bem, o Felizberto conseguiu tirar a família das dificuldades e a gata mágica casou com o gatão David.

 

 

Denisa e Eva, 7ºB

Notícias da L.E.C.A.

 

Em Ler, Escrever e Contar com Arte, as turmas do 7º ano desenvolveram, entre outras, a atividade que partiu da realização de cubos e das suas planificações e culminou na elaboração de textos, passando pela revisão das categorias e estrutura do texto narrativo.

Aliando as competências de Matemática e de Português, tentando colmatar dificuldades manifestadas pelos alunos, complementando competências de socialização (trabalho de grupo), passando pelo uso das novas tecnologias e sempre numa perspetiva lúdica, chegou-se a vários textos que aqui se divulgam.

Regista-se o ambiente de trabalho saudável e o empenho dos alunos.

 

As professoras Glória Afonso e Anabela Ferreira

Experiência de vida

Quem viveu mais Primaveras
Tem mais anos, é certo
Mas possui mais sabedoria!

Tem a experiência
Que a vida lhe deu
Em cada ano que viveu.

As suas vivências podem partilhar
E os nossos conhecimentos aumentar.
E a felicidade alcançar
Se com os jovens lidar!

Beatriz Barreta do 5.ºB

Idosos

Ser idoso é ter uma certa idade,
É ter cabelos brancos,
Que são a sua vaidade!

A diversão é para todos,
É um direito que temos.
Ter idosos felizes,
É o que todos queremos.

Os idosos são a nossa família,
E transmitem-nos muita arte.
Eles não são diferentes de nós,
para quê deixá-los à parte?!

A nossa geração
Aos idosos não presta atenção
Mas com eles devemos aprender
E ter gratidão!

Já tiveram muita genica,
Mais do que alguns de nós!
Ensinam-nos técnicas e histórias,
Que bom é ter avós!!
Ana Rita Claro do 5.ºB

Sem pontapés na gramática!

2. Coitado do número treze!

Treuze ou treze?!

Há falantes da nossa língua que ao pronunciarem este número cardinal – 13 – alongam a primeira sílaba em ditongo: treuze. Este desvio à norma deve-se, provavelmente, a algum regionalismo. No entanto, e regionalismos à parte, apesar de todo o respeito que merecem, todos nós aprendemos na escola as normas vigentes. Assim sendo, a norma de 13, tanto na oralidade como na escrita, é treze, sem ditongo…

Para bem falares e bem escreveres não percas a próxima rubrica de Sem Pontapés na Gramática.

Até para a semana e… cuidado com a língua!

As professoras: Clara Neves e Ana Gameiro

Poesia… a arte das palavras tocadas pelos poetas

A nossa história é longa

E cheia de trambolhões,

Mas o que nunca entre nós houve

Foram grandes discussões.

 

Olho para ti

E fico preso ao chão,

Pois

A curva dos teus olhos abraça o meu coração!

 

Eu quero-te muito e sei que

Somos apaixonados doentes…

Quando nos abraçamos

Traço sinais sobre os teus olhos ausentes.

 

É algo grande

Que não dá para descrever.

Eu espero e desespero

Só para te poder ver.

 

Quando falamos, eu paro de pensar

A tua voz é suave como um beijo…

Quando percebo, pareces um anjo a voar

És tudo o que eu mais desejo.

 

Rafael Lobo, 9.º B

Alunos do 8º ano têm tido aulas diferentes e mais divertidas

Joana Santos, uma das jornalistas mais jovens do jornal digital mediotejo.net, licenciou-se em Jornalismo e Comunicação no Instituto Politécnico de Portalegre. Desde pequena gosta de ler jornais e escrever, mas confessa que nunca pensou vir a ser jornalista na sua vida adulta.

No dia 21 de outubro, na Escola EB 2,3 e Secundária de Mação, os alunos do 8.ºano, na aula de Português, estiveram “À conversa com…” a jornalista Joana Santos, que falou sobre o seu trabalho, e respondeu às questões dos alunos. O objetivo destes jovens era ouvir na primeira pessoa como é ser jornalista num mundo cada vez mais digital.
Joana começou a sua carreira em 2016, e faz jornalismo nos concelhos de Mação, Vila de Rei, Tomar e Constância. Foi com grande à vontade que Joana começou por falar sobre a sua vida vida profissional, respondendo às várias perguntas, não deixando de questionar os alunos sobre o que era para eles o jornalismo, sintetizando que “é a partir do jornalismo que temos acesso à notícia, aos acontecimentos da atualidade. É essencial para estarmos informados, todavia devemos ser críticos perante a informação que recebemos através dos media“.
De seguida, perante a curiosidade dos adolescentes, foi hora de responder à questão “O que são as Fake News ?”. “Elas são o maior obstáculo para os jornalistas, porque qualquer notícia pode ser fake. O jornalista terá de ter certezas, daí a necessidade de fazer muita pesquisa. O jornalista tem de ser inteligente e crítico, de forma a filtrar a informação. A informação tem de estar documentada e confirmada por fontes credíveis. Todavia, as Fake News tornaram-se uma das nossas maiores rivalidades nos dias que correm, pondo em causa o papel do jornalista numa sociedade que vive em ritmos alucinantes e que absorve informação de forma rápida e imediata, muitas vezes sem aprofundar”. Esclareceu os alunos que pensavam que eram criadas pelos jornalistas para atrair a atenção ou até para causar polémica sobre algum assunto, mas não é bem assim. Qualquer pessoa pode criá-las, com o intuito de instalar polémicas, sem conhecimento de causa e desinformado, seja profissional da área ou não. O próprio cidadão comum, de forma automática e inconsciente, consegue fazer proliferar fake news sem questionar a veracidade dos factos que lhes são apresentados, partilhando-os e tomando-os como verdades absolutas.
Durante cerca de uma hora, a jornalista mostrou bastante entusiasmo ao falar da sua profissão e manteve um diálogo interessante com os alunos, tendo deixado boa impressão. Cativou, com toda a certeza, alguns jovens para o seu trabalho.

Entrevista
Interessou-se pelo mundo dos Media desde criança?
Sim, posso confessar que tinha um rádio onde gravava cassetes a imitar os jornalistas e os pivôs dos telejornais. Sempre gostei muito de ler jornais, revistas e houve sempre o hábito de assistir e comentar notícias em família. Julgo que daí surgiu o interesse.

O que a levou a ser jornalista?
Posso dizer que não foi paixão à primeira vista. Eu gostava de muitas áreas, mas interessava-me pela escrita, pela nossa língua e pela disciplina de português. Foi no ensino secundário que decidi escolher do jornalismo e coloquei-me esse desafio, de ingressar numa área da comunicação, também na lógica de crescimento pessoal e de aprendizagens diversas.

O que mais gosta no mundo do jornalismo?
O que mais gosto é contactar de perto com as pessoas e tentar compreender a situação por que estão a passar. Dar a conhecer o que de bom ou mau se faz, e de alguma forma estar a contribuir para a evolução de uma região ou de uma problemática, sempre com vista a manter informados os leitores e ajudar na manutenção da sua opinião pública.

Acha difícil conciliar a vida pessoal com a vida profissional?
O jornalismo é um trabalho árduo, e sim, é difícil conciliar a vida pessoal com a vida profissional. Primeiro o jornalista não tem horário, estão sempre a acontecer coisas, e nós temos que estar lá. A nossa agenda muda constantemente, e “o bichinho” está sempre ativo, até nas férias e folgas, sendo difícil desligarmo-nos da atualidade. É uma profissão de compromissos, é algo que nós vivemos intensamente e é feita de muitos sacrifícios.

Gosta do jornalismo regional?
Gosto de fazer jornalismo regional/local. No meu caso, não só por me identificar com a nossa região e porque me permite ainda hoje conhecer pessoas, cantos e recantos que até então me passavam despercebidos. Mas também mostrando que, ao contrário do que muita gente pensa, acontecem muitas coisas e fazem-se coisas muito boas aqui. Ao trabalhar neste meio, mostro-lhes que estão errados. No jornalismo regional, nós estamos no local onde a notícia acontece e temos uma relação de proximidade, um privilégio que outros meios não têm.

Qual é o concelho de que mais gosta?
Bem, é difícil. Acho que não consigo dizer o que mais gosto … mas, sem dúvida, que Mação me cativa e nutro um carinho especial, uma vez que é um dos concelhos que acompanho ininterruptamente desde que ingressei na profissão.

“Às vezes o jornalista é considerado o chato, mas sim, temos de ser chatos, porque temos que pesquisar e investigar para conseguirmos uma boa notícia ou para conseguirmos comprovar a informação, termos provas/factos a fim de a divulgar. ” Joana Santos

8.º ano
(Texto final elaborado com excertos de vários trabalhos
apresentados pelos alunos.)

rbt

Selos Europeus de Qualidade eTwinning

 

Recentemente os projetos eTwinning The People in Our History, You Can Be a Hero, too! e We Wear What We Sing, coordenados e desenvolvidos pela professora Ana Sofia Pereira com as turmas dos 7º e 9º anos, respetivamente, foram galardoados com Selos Europeus de Qualidade eTwinning.

“Este prémio é concedido pelo Serviço Central de Apoio (CSS), sediado em Bruxelas, a professores em projetos que tenham sido indicados para Selo Europeu de Qualidade por, pelo menos, um Serviço Nacional de Apoio, após um processo de seleção. Cada Serviço Nacional de Apoio propõe um terço dos melhores projetos que tenham recebido um Selo Nacional de Qualidade com base na sua classificação. Os projetos devem ainda incluir pelo menos dois parceiros que tenham recebido o Selo Nacional de Qualidade.”

Aqui podem encontrar a lista de premiados. https://www.etwinning.pt/site/node/208

A todos os envolvidos neste processo, os mais sinceros Parabéns pelo trabalho desenvolvido!!

Sem pontapés na gramática!

A língua é um dos traços mais importantes da nossa identidade nacional, logo é preciso valorizá-la.

Uma língua tão rica quanto a nossa, a tão nobre língua portuguesa, tem naturalmente muitas rasteiras e ratoeiras, mas basta um bocadinho de atenção para não resvalarmos na gramática.

Sabias, por exemplo, que uma ovelha é ronhosa e não ranhosa, mesmo que ande constipada? E que a expressão “mal e porcamente”, usada erroneamente por muitas pessoas, nada tem a ver com os simpáticos suínos?

Na rubrica Sem pontapés na gramática vais ficar a conhecer alguns dos erros mais comuns que desgraçam a ilustre língua portuguesa.

Por isso, se queres ler, escrever e falar sem erros, acompanha os artigos publicados no teu jornal escolar online e torna-te um mestre na arte de bem falar e bem escrever em bom português.

As professoras,

Ana Gameiro e Clara Neves

 

  1. “Nós” e “A gente”…

As voltas que a língua dá (ou que a gente dá) às palavras que, coitadas, não têm culpa do desconhecimento dos seus falantes!

Ouve-se às vezes dizer que é incorreto o uso da expressão “a gente”. Ora, o que é incorreto é usar a expressão “a gente” com o verbo na primeira pessoa do plural!

A gente” pede, assim, o uso do verbo na 3.ª pessoa do singular e “Nós” usa-se com o verbo na 1.ª pessoa do plural.

Concluindo:

“A gente fazemos”? Não!!! “A gente faz.” Ou então: “Nós fazemos.”

Para bem falares e bem escreveres não percas a próxima rubrica de Sem Pontapés na Gramática.

Até para a semana e… cuidado com a língua!