Evocação do Dia da Acessibilidade no AEVH

“Nascer diferente” é uma realidade para muitos. Em 1998, a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. A partir dessa data, passaram a comemorar-se, no dia 3 de dezembro (Dia Internacional da Pessoa com Deficiência), os direitos das pessoas com deficiência.

A tão conhecida frase “Todos diferentes, todos iguais” remete-nos para o facto inegável de que, por debaixo do que os homens, na sua ignorância, chamam de “diferenças”, estão as semelhanças que nos tornam iguais, pois todos somos seres racionais, criativos, pensadores e reflexivos. Assim sendo, todos devíamos ter os mesmos direitos, as mesmas oportunidades. Mas nem sempre isto acontece, sendo que uma das principais causas da exclusão social das pessoas com deficiência motora se relaciona com a falta de acessibilidades. Os obstáculos diários com que estas pessoas lidam, existem dentro e fora de casa: nos prédios, nos transportes, nos serviços públicos, nos restaurantes, nas praias, nas escolas…

E é por isso que, anualmente, a 5 de dezembro, também se evoca o Dia da Acessibilidade. Esta data pretende mobilizar a sociedade para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com deficiência. Criar condições de inclusão destes cidadãos, de modo a garantir a sua independência e autonomia, é um assunto que, no AEVH, não queremos descurar. Urge colocarmo-nos no lugar do outro, sentirmos na pele as suas reais dificuldades, falarmos sobre este tema e darmos a conhecer os desafios que a falta de acessibilidades impõe.

Para mudarmos mentalidades e caminharmos para uma escola mais inclusiva, sensibilizando toda a comunidade educativa para a temática da deficiência e acessibilidade, o Clube Ubuntu do AEVH assinalou, na escola sede, no passado dia 5 de dezembro, o Dia da Acessibilidade, cujo principal objetivo foi passar a mensagem de não deixar ninguém para trás!

Foi neste âmbito que se promoveu a atividade “E se fosse contigo?”, na qual as alunas Margarida Saramago e Joana Rodrigues, com o apoio do aluno Luís Delgado e da professora Eva Patrício, percorreram, em cadeira de rodas, os vários espaços físicos da escola sede, para perceber qual a acessibilidade aos mesmos, por parte de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Detetar obstáculos, com vista a suprimi-los, foi o objetivo primordial do “circuito” levado cabo pelos referidos alunos. E foi com agrado que verificámos que a escola sede, apesar de alguns pormenores que precisam de ser melhorados, passou com distinção nesta simulação.

Durante a “viagem em quatro rodas especiais”, as barreiras encontradas foram as seguintes:

  • a entrada na escola tem de ser feita, obrigatoriamente, pelo portão grande, dado a entrada pelo portão principal ser estreita e não permitir a largura necessária a uma cadeira de rodas;
  • a avaria (temporária) do elevador do Bloco C não permitiu a subida ao primeiro andar;
  •  a entrada para o Pavilhão Gimnodesportivo contempla um pequeno degrau, facto que impossibilita o acesso autónomo e imediato ao mesmo. Para se colmatar este “entrave” foi solicitado aos técnicos do Curso Profissional de Mecatrónica a construção de uma rampa de acesso ao local.
  • ainda no Pavilhão Gimnodesportivo, os alunos detetaram a falta de um elevador que facilite o acesso às salas do 1.º andar, facto que, acreditamos, poder ser ultrapassado.

Em relação aos restantes espaços físicos, a acessibilidade em cadeira de rodas está perfeitamente garantida, com gente de coração enorme, sempre pronta a ajudar, caso haja necessidade de se “dar uma mãozinha”.

Na escola sede há um total de quatro WC, para pessoas com deficiência, que se distribuem pelo Bloco A, C e dois no Pavilhão Gimnodesportivo, sendo que um deles está equipado com chuveiro. Todos os serviços da Biblioteca, Secretaria, Papelaria, Reprografia, SPO, Refeitório, Bar, Direção e Sala dos Alunos são de fácil acesso.

Consciencializar a comunidade para a importância da integração de pessoas com deficiência, na sociedade e na escola, diligenciar atitudes de cooperação, interajuda e respeito pelo próximo, sensibilizando para as diferenças e contribuindo, assim, para a criação de um mundo mais inclusivo e equitativo são alguns dos importantes pilares do nosso Agrupamento. Pretendemos que esta seja uma luta de todos e não apenas de “uma minoria”.

O conceito de acessibilidade pressupõe a eliminação de qualquer tipo de barreiras e os membros do Clube Ubuntu do AEVH, enquanto agentes de mudança, pretendem a criação de uma Escola sem muros, nem barreiras. Uma Escola acessível a todos e não apenas a alguns. Uma Escola que estimule e possibilite a igualdade de oportunidades. Uma Escola que se destaque pelo compromisso de construção de um futuro solidário sustentável, inclusivo e transformador, no qual TODOS possam atingir o seu potencial.

Que a evocação deste Dia da Acessibilidade possa marcar o compromisso de sociabilizar e trabalhar com pessoas com deficiência, garantindo-lhes o acesso a ambientes sem barreiras.

A Equipa Ubuntu do AEVH

Advertisement

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s