Dia Mundial da Criança

Infelizmente, e em pleno século XXI, ainda encontramos espalhadas pelo mundo crianças a quem são negados os cuidados mais básicos de saúde, segurança e educação. Ao contrário do que seria desejável, ainda se encontram por cumprir tantos dos princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança.

A criação de um Dia Mundial da Criança, em 1950, teve como principal objetivo sensibilizar a comunidade internacional para os problemas que atingiam tantas crianças mundo afora. Em Portugal, este dia é celebrado anualmente a 1 de junho, mas, neste cantinho tão peculiar e tão nosso, ainda existem crianças privadas de coisas tão simples e gratuitas como a atenção, a ajuda, o amor e o carinho…

Bom seria que todas as crianças pudessem crescer em harmonia, alcançando uma vida próspera e feliz!

Em Mação, os alunos da turma MAC6 deram voz à sua felicidade, celebrando este dia que lhes pertence por direito, da melhor forma possível.

Eis, abaixo, o texto e as fotos com que nos brindaram. Obrigada, crianças!

Este ano, o Dia da Criança em Mação foi diferente. Para o comemorar, a Câmara Municipal resolveu vir até nossa casa. Deram-nos um saquinho com um cantil para a água, um docinho e um moinho de vento. Aqui fica o nosso muito obrigado ao Município e algumas fotos da nossa turma (MAC6).

Enquanto crianças altruístas que somos, pedimos aos adultos para que nunca se esqueçam dos princípios da Declaração Universal dos Direitos das Crianças que abaixo enumeramos:

  1. Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade.
  2. Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica.
  3. Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa a sua cor, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
  4. Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade.
  5. Todas as crianças têm direito a um nome e nacionalidade.
  6. Todas as crianças têm direito à alimentação e ao atendimento médico.
  7. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito à educação e a cuidados especiais.
  8. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
  9. Todas as crianças têm direito à educação.
  10. Todas as crianças têm direito de não serem violentadas verbalmente ou serem agredidas pela sociedade.

O nosso maior desejo é que todas as crianças do mundo sejam livres e que, tal como nós, possam crescer saudáveis e FELIZES!

Como dizia Fernando Pessoa no seu poema “Liberdade”, “Grande é a poesia, a bondade e as danças…/Mas o melhor do mundo são as crianças.”

De MAÇÃO para o MUNDO, que o vento leve, sobretudo às crianças mais necessitadas, o nosso sorriso colorido, repleto de esperança num mundo melhor, e o nosso abraço solidário!

Os alunos da MAC6 da E.B. de Mação

Professor José Manuel Sequeira

Dá Voz Ao Teu Mundo – parte II

Os “alunos-artistas” da turma Mac6, que tantas vezes partilham com os leitores a sua criatividade, deram novamente voz às suas emoções, brindando-nos com mais uma série de extraordinários trabalhos. Eis, abaixo, a explicação da atividade que executaram.

Na disciplina de Educação Artística temos vindo a falar sobre os conceitos de linha, plano, forma, estrutura, espaço, padrão e volume em diferentes contextos visuais, para desenvolvermos capacidades de observar e interpretar.

Foi-nos proposto representar, através da linha da silhueta, da sobreposição e da transparência, e criar estruturas geométricas modulares num espaço bidimensional ou tridimensional.

Com materiais que tínhamos disponíveis, construímos um carimbo que funcionou como módulo. Aplicamos tintas no carimbo, apenas na parte de relevo, pressionamos no papel ou em tecido e fizemos composições utilizando o padrão, a simetria, a translação, a rotação ou a alternância.

Também desenhamos elementos de uma composição em plásticos opacos e transparentes. Recortamos esses elementos desenhados e colamos num suporte, recorrendo à sobreposição dos plásticos.

Aqui fica a exposição dos nossos 25 trabalhos. Esperamos que os apreciem tanto como nós!

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Alunos do 4º ano da MAC6 da Escola Básica de Mação

Professor José Manuel Sequeira

Dá forma ao teu mundo

Os “alunos-artistas” da turma Mac6 deram voz às suas emoções, brindando-nos com mais uma série de trabalhos fabulosos. Eis, abaixo, a explicação da criação das suas obras-primas.

No dia 21 de abril, na primeira aula de Educação Artística no #EstudoEmCasa, foi-nos proposto fazer música com o nosso corpo. Ouvimos um excerto da abertura da Ópera de Guilherme Tell, composta por Rossini, e aprendemos a lavar bem as mãos ao ritmo da música.

Depois ouvimos falar do ponto, da sua variação, do seu deslocamento, da sua espessura, das linhas, das texturas (…)

Através dos desenhos que tão habilmente desenhámos, pudemos representar os nossos sentimentos.

Foi-nos proposto criar uma composição através de linhas, pontos e texturas ao som da música “As quatro estações” de Vivaldi.

Deixamos aqui os surpreendentes trabalhos criados por nós. Espero que gostem de os apreciar!

Os alunos do 4º ano, de turma MAC6 da escola Básica de Mação.

Professor: José Manuel Sequeira

Faróis

Os alunos da MAC 6 abraçaram mais um desafio lançado pelo professor José Sequeira. Desta vez, dedicaram-se à definição e posterior construção ou ilustração de faróis.

E que bonitas que ficaram as suas construções! Que talentosos pequenos-grandes artistas, não acham? Diria mesmo uns verdadeiros arquitetos! Outros fizeram desenhos. E que bonitos que ficaram também!
Apreciemos, pois, os fantásticos trabalhos destes “arquitetos” ou “ilustradores” de mão-cheia!

E o que é um farol?

Um farol é uma estrutura elevada, normalmente uma torre, equipada com um potente aparelho ótico, fontes de luz e espelhos refletores. A sua luz é visível a longas distâncias. Estão instalados junto ao mar, na costa ou em ilhas próximas, tendo como objetivo orientar os navios durante a noite.

Os faróis desempenharam um papel importante na cultura portuguesa e são, hoje, monumentos nacionais muito acarinhados, embora alguns já se encontrem muito degradados. Os faróis foram concebidos para avisar os navegadores que se estavam a aproximar da terra, ou de porções de terra que irrompiam pelo mar adentro.

Quando estudámos a costa portuguesa, os seus aspetos e a sua sinalização, o nosso professor desafiou-nos a construir ou a desenhar um farol.

Espero que tenham apreciado os nossos trabalhos, que foram feitos com muita dedicação!

 Alunos do 4º ano da MAC6 da Escola Básica de Mação

Professor: José Manuel Sequeira

Superstições ou crendices populares portuguesas

As velhas superstições existem desde que o homem se entende por homem e podem não só ter influenciado como garantido a própria evolução humana.

A superstição é uma espécie de crendice popular que não possui qualquer explicação científica. Sendo criadas pelo povo, as superstições ou crendices costumam passar de geração em geração, perpetuando-se ao longo dos tempos.

Estas crendices estão geralmente associadas à suposição de que alguma força sobrenatural, que pode inclusive ser de origem religiosa, agiu para promover a suposta causalidade, isto é, as crenças ou superstições apelam à compreensão dos modos de sentir e de agir de um povo, perante factos ou acontecimentos inexplicáveis, ocorridos num determinado quadro temporal ou social.

E porque é importante manter a riqueza do passado, os pequenos “historiadores” da MAC6 foram à procura de algumas das superstições populares portuguesas mais comuns.

Eis, abaixo, o resultado da sua árdua pesquisa.

13 pessoas à mesa, dá azar.

Abrir um guarda-chuva dentro de casa, dá azar.

Andar com um Olho Turco, dá sorte.

Andar para trás é ensinar o caminho ao diabo.

Assobiar à noite, atrai cobras.

Bater três vezes na madeira, afasta as desgraças.

Cobrir espelhos durante as tempestades, pois atraem os raios.

Colocar sal no ombro esquerdo, dá sorte.

Colocar a mala de senhora no chão, perde dinheiro.

Colocar uma vassoura ao contrário atrás da porta, faz com que a visita chata se vá embora.

Contar segredos perto dos gatos, dá azar.

Cruzar facas, dá azar.

Cruzar os dedos indicadores, dá sorte.

Deitar alecrim no lume quando faz trovoada, afasta os raios.

Deixar um chinelo virado, causa a morte da mãe.

Deixar um copo de vidro cheio de sal grosso, traz sorte.

Encontrar um gato preto à noite, dá azar.

Encontrar um trevo de quatro folhas, dá sorte.

Entornar sal, dá azar.

Entrar com o pé direito, dá sorte.

Fazer figas para afastar os espíritos maus.

No dia do casamento, o noivo não deve ver a noiva antes da cerimónia.

No fim do arco-íris há um tesouro.

O número 13 dá azar.

Para fazer sair bichos de dentro de casa, queimam-se trapos velhos.

Partir um espelho dá sete anos de azar.

Passar por baixo de uma escada, dá azar.

Passar por cima de uma criança, ela não cresce.

Pé de coelho como amuleto, dá sorte.

Quando a coruja canta no telhado de uma casa, é sinal que a morte está próxima.

Quando a orelha direita está quente, estão a dizer mal de nós.

Quando a orelha esquerda está quente, estão a dizer bem de nós.

Quando as andorinhas andam rasteiras, é sinal de chuva.

Quando um cão uiva, a morte está perto.

Quando um pássaro faz cocó na sua cabeça, é sinal de abundância.

Quem pela manhã ouvir cantar o cuco, não morre nesse ano.

Sexta-feira 13, é o dia da má sorte.

Se sentir vontade de coçar a palma da mão, é sinal de dinheiro a chegar.

Ter uma ferradura de um cavalo preto em casa, dá sorte.

Varrer os pés de uma pessoa faz com que ela não se case.

Embora não haja comprovação científica de que realmente funcionem, crendices de toda a espécie resistem até hoje.

Os alunos da MAC6

Professor: José Manuel Sequeira

 

Rifões de A a Z

 

Um povo sem memória é um povo sem futuro, por isso é necessário exercitá-la. No nosso quotidiano, usamos muitas vezes expressões baseadas no senso comum, que constituem uma parte importante da cultura deste país à beira-mar plantado.

Essas expressões são provérbios ou ditados populares, também conhecidos como adágios, anexins ou rifões, que se mantiveram imutáveis ao longo dos anos, significando exemplos morais, filosóficos e religiosos.

Dado que a história de um povo se constrói pela sua memória, os pequenos “historiadores” da MAC6, fizeram a recolha de alguns desses ditados, tão enraizados na cultura portuguesa.

Abaixo, deliciemo-nos com 100 rifões lusos. Uma pesquisa de A a Z…

A água de janeiro vale dinheiro.

A árvore não nega a sua sombra nem ao lenhador.

A barba não faz o filósofo.

A cabeça não se fez só para usar chapéu.

A cavalo dado não se olha ao dente.

A culpa morreu solteira.

A esperança é a última a morrer.

A fome é o melhor tempero.

A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.

A mentira tem perna curta.

À noite, todos os gatos são pardos.

A palavra é prata, o silêncio é ouro.

A pressa é inimiga da perfeição.

A união faz a força.

Abelha não leva chumbo.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Águas passadas não movem moinhos.

Amigos, amigos, negócios à parte.

Amor com amor se paga.

Apressado come cru.

As aparências iludem.

As paredes têm ouvidos.

Bom serás, se morto estás.

Cada macaco no seu galho.

Cão que ladra não morde.

Cobra que não ande, não engole sapo.

Dá Deus nozes a quem não tem dentes.

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Depois da batalha aparecem os valentes.

Depressa e bem, não faz ninguém.

Deus ajuda quem madruga.

Deus tem mais para dar do que o diabo para tirar.

Deus vê o que o diabo esconde.

Devagar se vai ao longe.

Em abril, águas mil.

Em boca fechada não entra mosquito.

Em briga de marido e mulher, ninguém meta a colher.

Em casa de ferreiro, espeto de pau.

Em terra de cegos, quem tem olho é rei.

Errar é humano.

Falar é fácil, difícil é fazer.

Filho de peixe, peixe é.

Filho de peixe, sabe nadar.

Filhos criados, trabalhos dobrados.

Gato escaldado, de água fria tem medo.

Grão a grão enche a galinha o papo.

Há males que vêm por bem.

Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão.

Longa viagem começa por um passo.

Mal de muitos, consolo é.

Mal por mal, antes cadeia que hospital.

Março, marçagão, manhãs de inverno, tardes de verão.

Muita parra, pouca uva.

Não adianta chorar sobre o leite derramado.

Não adianta lamentar a morte da bezerra.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.

Não há rosa sem espinhos.

Não se vive para comer, come-se para viver.

Não vales pelo que tens, vales pelo que dás.

Nem tudo o que luz é ouro.

Ninguém é profeta na sua terra.

No Carnaval nada parece mal.

O pior cego é aquele que não quer ver.

O preguiçoso trabalha dobrado.

O que não mata engorda.

O que não tem solução, solucionado está.

O que os olhos não veem, o coração não sente.

O saber não ocupa lugar.

O seguro morreu de velho.

O trabalho do menino é pouco, quem o perde é louco.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Pela boca, morre o peixe.

Plantar verde para colher maduro.

Por pouco que se tenha, deve chegar sempre para os outros.

Quando um burro fala, os outros baixam as orelhas.

Quem com ferros fere, com ferros será ferido.

Quem com ferros mata, com ferros morre.

Quem conta um conto, acrescenta um ponto.

Quem espera sempre alcança.

Quem não arrisca, não petisca.

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.

Quem ri por último é o de raciocínio lento.

Quem ri por último, ri melhor.

Quem semeia vento, colhe tempestade.

Quem semeia ventos, colhe tempestades.

Quem te avisa, teu amigo é.

Quem tem boca vai a Roma.

Quem tem telhados de vidro, não atire pedras ao vizinho.

Quem tudo quer, nada tem.

Quem tudo quer, tudo perde.

Quem vir as barbas do vizinho a arder ponha as suas de molho.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia lá fica.

Todo o homem com dinheiro tem amigos com fartura, quando o dinheiro se acaba, mais ninguém o procura.

Um dia da caça, outro do caçador.

Um olho no peixe, outro no gato.

Uma consciência culpada não necessita de nenhum acusador.

Vale mais quem Deus ajuda que quem cedo madruga.

Vale mais tarde que nunca.

Vale mais um pássaro na mão que dois a voar.

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Os alunos da MAC6

Professor: José Manuel Sequeira

A minha Escola em casa…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se até há bem poucos dias, o habitual caminho até à escola se fazia quer a pé, quer de carro, quer de autocarro, de repente a sala de aula ficou à distância de vários cliques no computador, pois, como forma de combate ao novo coronavírus, os estabelecimentos de ensino em Portugal (e pelo mundo) foram obrigados a suspender as atividades letivas presenciais.

Numa semana, tudo mudou para alunos e professores. E se a escola fosse sempre assim?! Tendo em conta esta questão, o nosso professor José Manuel lançou-nos um desafio: todos nós deveríamos fazer uma reflexão sobre esta “nova escola” em casa.

Nós, alunos obedientes que somos, pensámos e escrevemos. E, para mais tarde recordarmos, eis abaixo as nossas opiniões…

Ashley: “A minha Escola em casa é uma seca, não temos o professor para dar as aulas nem os colegas a falar e a atrapalhar. Saio mais tarde para ir brincar, fico a molengar na cama sem me querer levantar e é tudo difícil de acompanhar.”

Catarina: “A minha Escola em casa é diferente, pois, não estando na escola, não temos as coisas controladas, com professor a observar. Mas nós próprios é que temos de controlar as coisas e lembrarmo-nos de que não estamos de férias e continuar a esforçarmo-nos nos trabalhos que o professor manda por e-mail.”

Clara: “A minha Escola em casa é diferente da escola em Mação. Lá em Mação estava ao lado dos meus colegas e do meu professor e aqui em casa, estou ao lado da minha mãe. Na escola em casa, faço muitos trabalhos, mas sinto falta dos horários para cada tarefa, do recreio, dos amigos e do professor.”

Filipa: “Na minha Escola em casa, todos os dias acordo às 09h00, tomo o pequeno-almoço, lavo os dentes, as mãos e a cara. De seguida, faço a ficha de Matemática e faço uma pausa. Vou fazer a minha cama e arrumar o quarto. De seguida, lavo as mãos e faço as fichas de Inglês e Português, faço uma pausa para o almoço. Começo a tarde a lavar as mãos e faço a ficha de Estudo do Meio. Durante o resto do dia ajudo nas tarefas de casa e estudo mais um pouco.”

Guilherme Pita: “Não sei bem descrever a minha Escola em casa, mas não está a ser nada parecida, porque não vejo os meus amigos nem o meu professor e tenho de copiar para o caderno, coisa que dá trabalho, mas já me habituei. “

Guilherme Martins: “Na minha Escola em casa estou a gostar dos meus novos professores. Claro que estou com saudades da escola e do meu professor.”

Lara: “A Escola em casa é bom, mas é melhor estarmos fisicamente na escola, porque brincamos com os colegas e consegue-se explicar melhor as matérias.”

Laura: “A minha Escola em casa é diferente, sem amigos e sem o professor. Não estava habituada a este ritmo. Ainda me faz confusão fazer tudo em casa. Mas espero voltar a vê-los.”

Lourenço: “Eu até estou a gostar da minha escola em casa, mas tenho saudades do professor e dos colegas. De manhã, abro a ficha no computador e faço as tarefas. Quando tenho dúvidas, peço ajuda à minha mãe.”

Lucas: “A Escola em casa está a ser difícil. Os meus pais continuam a trabalhar, quem me ajuda é a minha avó e ela tem muitas dificuldades. O meu professor tem sido incansável, mas mesmo assim preferia estar na escola com os meus colegas e professor.”

Madalena: “Devido às circunstâncias que hoje em dia vivemos, a minha escola foi transferida para dentro da minha casa. O meu dia começa por lavar bem as mãos e tomar o pequeno-almoço. Inicio o meu dia escolar a rever a matéria e a fazer exercícios. De seguida, aproveito para brincar, mas como o dia ainda não chegou ao fim, vou rever novamente a matéria até o meu professor me mandar a correção e o trabalho proposto. Começo por saber se o que fiz no dia anterior está correto e depois faço o trabalho do dia seguinte.”

Mafalda Silva: “Estar na Escola em casa está a ser muito bom mas, preferia estar na escola ao pé dos meus amigos(as). Os trabalhos estão a ser bastante fáceis e divertidos. O professor está a ser muito fixe para nós. Eu sinto muitas saudades da escola e espero que os outros também. Queria estar na escola porque poderia sair para a rua. Quero melhorar a determinado tipo de disciplinas e também espero que estas coisas do Covid-19 passem. Espero que isto passe de uma vez por todas.”

Mafalda Basso: “A minha Escola em casa é como se fosse na escola a fazer as fichas e os trabalhos  que o professor  propôs  e  brincar como se fosse nos intervalos na escola.”

Margarida: “A minha Escola em casa tem corrido muito bem. Tem havido algumas dificuldades, mas nada que não se resolva.”

Miguel: “A minha Escola agora é em casa, não é por causa das férias, mas sim por um vírus chamado covid-19 (coronavírus). Eu estudo em casa e não tenho tido muitas dificuldades, mas preferia estudar e aprender na escola.”

Murilo: “A minha Escola em casa é fazer os deveres que o professor manda pelo e-mail. Uso a internet para ver o que é preciso fazer, às vezes uso para jogar e pesquisar coisas. Sinto falta das AEC e dos intervalos da manhã e da tarde.”

Paulo: “Desde o dia em que apareceu o vírus, inimigo da humanidade, que fui privado da companhia do meu professor e dos meus colegas. Na minha Escola em casa, continuo a empenhar-me nos meus estudos e deveres da escola. Está a ser bom, mas não é a mesma coisa que estar na escola. Conto com a ajuda do meu pai e da minha mãe. Nos meus tempos livres, brinco com as minhas irmãs. Tenho saudades da escola e dos meus amigos.”

Samuel: “A minha escola em casa é diferente, porque já sinto falta dos colegas e dos professores, em casa não posso brincar com os amigos. Na escola faço coisas que em casa não posso fazer; na escola posso jogar futebol, mas em casa não devo o fazer. Em casa posso ir treinar no ginásio do sótão, jogar jogos como: Monopoly, Cluedo e cartas. Já tenho muitas saudades de tudo da escola!”

Santiago: “A minha Escola em casa tem sido muito boa porque estou sempre em casa com os meus irmãos mais novos e a minha mãe. Assim estou muito feliz.”

Sofia Matias: “A minha Escola em casa é muito diferente do que na própria escola, porque não tem professor nem colegas para ou falar ou brincar ou ensinar melhor. Na escola, nos intervalos têm pessoas para brincar, já em casa não.”

Sofia Pereira: “Na minha Escola em casa tudo é diferente, todos os dias, antes de me deitar, imprimo os trabalhos. Normalmente, levanto-me às 8:00 horas, por volta das 9:00 começo a trabalhar e ao longo do dia trabalho ao meu ritmo. Ao fim do dia, faço a correção dos trabalhos sozinha e repito isso todos os dias. Sinto muitas saudades da Escola e de tudo.”

Tomás: “Neste momento, na minha Escola em casa, estou a passar por uma fase difícil, porque anda por aí uma gripe muito forte que se chama Coronavírus. Essa gripe já anda pelo mundo inteiro e transmite-se muito rapidamente. Em Mação as escolas fecharam por causa disso e os alunos tiveram de ficar em casa. O meu professor decidiu mandar e-mail todos os dias com exercícios para fazer, como se estivéssemos na escola. É um bocado diferente mas é a única maneira e ainda bem que a temos. Lavem bem as mãos.”

Vasco:A minha Escola em casa é uma experiência diferente, fazemos os trabalhos e estudamos a partir de casa. Estamos sempre em contacto com o nosso professor, por e-mail ou por telefone. Fazemos alguns trabalhos no computador e tenho mais tempo para estar com a minha família. Estou a gostar da experiência, mas tenho saudades dos meus amigos e do meu professor.”

Vitória: “Na minha Escola em casa eu faço os trabalhos que o Professor manda pelo e-mail. No tempo que tenho livre, que é pouco, brinco, vejo televisão e também já comecei a ler um livro “A namorada japonesa do meu avô” que a minha mãe me obrigou. Eu gosto de estar em casa, com a minha irmã, a mãe e o pai, mas eles têm que ir trabalhar e não é a mesma coisa. Acho que prefiro ir para a escola.”

Diego: “A minha experiência com a Escola em casa tem sido ligeiramente diferente por motivos positivos e menos positivos. Os menos positivos têm sido a falta dos meus amigos, do professor, dos recreios e da interação nas aulas. Já os mais positivos têm sido o facto de conseguir ficar mais concentrado a fazer os trabalhos e tenho sido mais autónomo.”

Mesmo sabendo que todos ansiamos estar, em breve, com os nossos professores, amigos e colegas, pois todos concordamos que as aulas “ao vivo” são muito mais divertidas, finalizamos as nossas reflexões, desejando a todos os alunos de Portugal, uma feliz Escola em Casa, enquanto o desejado regresso às suas escolas, com todo o calor humano que nelas existe e que tanta falta nos faz, não ocorrer…

Alunos da MAC6

Professor: José Manuel Sequeira

As nossas cestas de Páscoa carregadas de esperança

Devido à quarentena e ao isolamento social, impostos pela pandemia do COVID-19, fomos, num breve piscar de olhos, forçados a permanecer em casa, deixando para trás as aulas presenciais e, com elas, os nossos amigos, colegas, professores e auxiliares de ação educativa.

Para tentar dar continuidade às atividades letivas, o nosso professor José Manuel manteve-se em contacto diário connosco, orientando-nos na realização de diversificadas tarefas escolares.

Assim, durante o tempo em que ficámos em casa, para cumprir esse distanciamento social e não ficarmos doentes com o vírus que chegou ao nosso país, o nosso professor enviou-nos um trabalho de expressão plástica, que podíamos imprimir ou não. Tínhamos, apenas, de completar na cesta os seguintes elementos: os ovos em branco com padrões à nossa escolha; pintar os ovos que já tinham padrão e decorar a cesta e o laço com diferentes materiais reciclados.

E… se bem o pensámos, melhor o fizemos! Demos corda aos sapatos e fomo-nos apetrechar de todo o material necessário à realização das nossas obras de arte. Depois, demos asas à imaginação, pusemos mãos à obra e… transformámo-nos em verdadeiros artistas!

Eis, aqui, na galeria fotográfica, o resultado dos nossos incríveis 25 trabalhos.

Para terminar, queremos deixar a toda a Comunidade Educativa uma singela mas sincera mensagem: nós, alunos da MAC6, esperamos que estas cestas, feitas com tanto amor e carinho, cheguem até vós a transbordar de alento, na crença de que, em breve, este vírus acabe de vez, e que possamos celebrar a VIDA, sem distanciamento físico, junto de todos os nossos familiares e amigos.

Desejamos a todos os que nos leem, que estas cestas tão “docinhas” possam consolar-vos a alma, acendendo, nesta Páscoa, a chama da esperança, do entusiasmo e da harmonia nos vossos corações.

Votos de uma Doce, Alegre e Feliz Páscoa!

Os alunos da MAC6

Professor: José Manuel Sequeira

 

Palestra sobre Segurança Rodoviária

A fim de recordarem regras básicas e recomendações úteis, os alunos do 9.º ano tiveram a oportunidade de assistir, no passado dia 10 de janeiro do ano em curso, a uma palestra sobre segurança rodoviária, apresentada pelo comandante da GNR de Mação.

A palestra, realizada no âmbito da disciplina de Físico-Química como forma de complemento ao estudo do tema “Forças na Segurança Rodoviária”, foi ministrada pelo comandante da GNR de Mação e teve lugar no auditório da escola sede do Agrupamento.

Durante a palestra, o comandante da GNR elucidou os alunos sobre os fatores que condicionam negativamente a condução, tal como o consumo de álcool ou drogas, o uso de telemóvel ou até a sonolência, falando-lhes também das regras de circulação rodoviária para carros, peões e bicicletas.

Os presentes tiveram a oportunidade de observar testes de presença de álcool ou de drogas no organismo e até de observar ao vivo, in loco, essas mesmas substâncias.

Outro dos temas abordado foi o das cartas de condução por pontos. Foi ainda feita uma comparação dos veículos atuais com os mais antigos, para se perceber as formas como, atualmente, absorvem a energia e a segurança que proporcionam ao condutor e aos passageiros.

Esta palestra revelou-se uma experiência educativa marcante, na medida em que os alunos puderam aprofundar os seus conhecimentos sobre o tema referido, relacionando os conteúdos estudados na disciplina de Físico-Química com as situações da vida real.

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Margarida Saramago, nº11, 9.ºB

SONHOS DE MENINO!

Quando for crescido…Quando for crescido quero ser futebolista. Ser futebolista é fantástico, porque é uma coisa de que eu gosto e sei que sempre me vou divertir.

Eu sou médio, por isso, não marco muitos golos, mas quando marco são sempre golaços! Eu nunca andei de avião, mas se um dia jogar num clube Europeu e tiver de andar de avião, sei que vai ser fenomenal. Eu gostava de jogar no Benfica, no Manchester City, no Barcelona e depois voltar ao Benfica. Mas o clube que até agora me deu mais alma é o clube de Mação (A.D.M).

Vou querer a minha camisola com o número 10 ou 7 e o nome Brito. E nunca me vou esquecer da minha mãe e do meu pai, que foram as pessoas que sempre me apoiaram.

Os meus amigos também gostam de jogar à bola e desejo que eles também possam jogar na Europa.

Vou sempre gostar de futebol e acredito muito que seja a minha profissão.

Francisco Brito, 3.º Ano, Turma MAC4

(Professor: Victor Santos)