Poemas com números III

Um menino comprou

Dois gelados e

Três maçãs para seus

Quatro amigos.

Cinco cachorros roubam

Seis gelados,

Sete peras caem em

Oito caminhões e em

Nove minutos chegam

Dez ladrões

                                       Beatriz Teixeira, nº 5 – 7º A

1 cão tinha

2 coleiras

3 dentes

4 patas

5 manchas brancas.

                                                Afonso Dias, nº 2 – 7º A

1 gato a miar

2 cães a ladrar

3 carros a buzinar

4 pessoas a reclamar

5 vizinhos a falar.

                                                     Cláudia Pereira, nº 8 – 7º A

Uma rapariga brincava

Dois cães ladravam

Três homens diziam:

Para de ladrar e

Quatro rapazes ricos

Cinco pássaros cantavam.

                                                              Marioara Bolocan, nº 18 – 7º A

1 história inesquecível

2 palavras mal contadas

3 situações embaraçosas

4 palavras inesperadas

5 segredos escondidos.

                               Thamara Nogueira, nº 23 – 7º A

Poesias com números II

Um condutor a conduzir

E duas pessoas sentadas a rir

Três carrinhas a voar

Com quatro crianças a brincar

Cinco cães a passear

E seis adultos a telefonar

Com sete carros a buzinar

E oito pessoas a reclamar

Nove cartas a voar

E dez pessoas a olhar.

         Adriana Antunes, nº 1 – 7º A

O menino a brincar,

O 1 lhe vai apanhar.

E o 2 a olhar para os bois.

Era uma vez os 3 porquinhos

que me fizeram uns brinquedinhos.

Olha aí o 4, ele está pintando um quadro.

Com 5 anos estava a brincar e o meu irmão estava a lavar.

No 6º ano estava distraído

e no 7º estava contraído.

O 8 está a uivar e o meu primo estava a cantar.

O 9 a olhar para os carneiros

e o 10 a olhar para os pedreiros.

Daniel Cardoso, nº 10 – 7º A

1 cão corria

2 gatos saltavam

3 pássaros cantavam

4 macacos trepavam

5 pessoas filmavam.

Duarte Carias, nº 11 – 7º A

1 amigo e

2 amigas,

3 sandes para comer

4 tapetes para estender

5 bolachas para comer

6 amigos vão aparecer.

7 amigos finalizaram

8 histórias de encantar.

Francisco Vicente, nº 13 – 7º A

Enquanto o João jogava realizou

Um jogador eliminado

E dois a soro usando apenas

Três cliques no lado direito e

Quatro cliques no lado esquerdo do rato.

Depois foi ver e tinha

Cinco trabalhos de casa e

Seis dias para os fazer. Quando foi jantar, comeu

Sete colheres de sopa para aquecer e

Oito bocados de tomate para acompanhar,

Nove folhas de alface para terminar e

Dez colheres de gelado para esfriar.

Gonçalo Mota, nº 14 – 7º A

O que há na minha quinta?

1 cão

2 gatos doentes

Com 3 patas

4 vacas com olhos

6 cabras

7 ovelhas cada uma com

8 borreguinhos e mais

9 galinhas

Com 10 pintainhos.

               Matilde Gueifão, nº 19 – 7º A

1 ladrão roubou

2 latas de feijão.

3 pessoas para fazer,

4 para comer

5 couves para comer.

6 pessoas a trabalhar e

7 vão ralhar.

     Rodrigo Clarinha, nº 21 – 7º A

Poemas com números…

1 menino foi passear. Encontrou

2 idosos a conversar e os

3 começaram a comer

4 pães cada um e apareceram

5 crianças com

6 cães com

7 anos.

8 pessoas deram-lhes comida.

                                             Cláudio Parente, nº 9 – 7ºA

Um padeiro estava a trabalhar

quando dois clientes entraram a resmungar.

Disseram que foram a três padarias

E nenhuma os conseguia agradar.

Pediram quatro pães de milho

E cinco pastéis de bacalhau. Depois foram os pães provar.

Seis minutos depois, voltaram a entrar,

Deram-lhe sete razões para as receitas mudar.

O padeiro foi buscar os aventais

e deu-lhes oito razões para começarem a trabalhar.

                                                               Sofia Cabrita, nº 22 – 7º A

Veja aquela casa como é linda!
Que número é aquele?
É o 1.
E o outro?
É o 2.
2 + 1 é igual a 3?
Sim.
E o que vem antes do 1?
O 0.
O que é 0?
É a negação de um número.
E o que vem depois do 3?
O 4.
Nossa, como é lindo!
Sim, mas então veja o 5!
Como é esguio!
E o 6 bem-conceituado.
E depois vem o 7?
Sim, o esbelto 7.
E depois?
É o 8! Uma bolinha em cima da outra e temos um belo número.
Depois é o 9.
Exatamente, e por fim…
É o 10.
Sim, brincar com os números é demais!!!   

Mariana Vieira, nº 17 – 7º A  

Concurso de Estrofes BE/CRE

Com a nossa Biblioteca Escolar,

Nos estudos podemos brilhar!

Com tantos recursos à mão de semear,

É tão rica como o sistema solar!

O equipamento teremos de levar,

Para Educação Física praticar.

Em Visual, técnicas vamos aplicar…

Com lápis e borracha todos vamos desenhar.

Agora História vamos estudar,

Sabendo que nela estamos a participar.

Uma paisagem vamos fotografar,

Para na aula de Geografia a irmos apresentar.

Somos como uma estrela a brilhar,

E Ciências gostamos de estudar.

O Francês vamos melhorar,

E até de avião vamos viajar!

Com as palavras gostamos de brincar,

E o livro de Português nisso vai-nos ajudar!

Já em TIC estamos sempre a digitar,

Para que em novos mundos possamos navegar.

O sétimo A veio para reinar,

E com a Matemática vai brincar.

One, two, three, em Inglês a contar,

Four, five, six, vamos terminar.

Trabalho conjunto realizado pela turma A do 7º ano

Quando uma simples folha de papel ganha a essência de quem a manuseou…

Mação, 30 de outubro de 2020

Olá, prima!

Aqui estão as últimas novidades que te prometi. O meu regresso às aulas foi fantástico! Fiquei feliz por rever os meus amigos, colegas e conhecer pessoas novas, na minha nova escola. E agora passei a ter, também, tantos professores que nunca tinha visto!

Mas sabes, gosto muito dos novos professores e professoras que me couberam, embora, com a mudança de ciclo e as novas responsabilidades, tenha passado a ter inúmeras disciplinas e imensos livros para carregar!

Ter vindo para esta escola grande foi muito divertido, mas também foi estranho ver todos os colegas, professores e auxiliares com máscara e a desinfetarem frequentemente as mãos com álcool gel! É esquisito não podermos ver o rosto uns dos outros…Mas há quem diga que os olhos são o espelho da alma, não é?

Bom, quero dizer-te que, apesar de toda esta situação invulgar que vivemos, o mais importante deste regresso à escola foi rever os meus amigos e amigas e, sobretudo, voltar a brincar com eles, mesmo mantendo o distanciamento a que somos obrigados.

Por hoje é tudo! Em breve, voltarei a escrever-te.

Beijinhos desta tua prima que te adora,

Mafalda

P.S. Aguardo uma carta tua. Vê se a envias depressa!

(Mafalda Silva, 5ºA)

Escrever cartas à mão: uma agradável terapia!

Mouriscas, 29 de outubro de 2020

Querida amiga Matilde,

Nem imaginas a felicidade que senti quando começaram as aulas! Isto de ter de ficar muito tempo em casa só com os meus irmãos, acabou por ser aborrecido.

Com o começo das aulas e a vinda para uma nova escola, não só conservei os velhos amigos, como fiz amigos novos! Também conheci novos professores! Já sei onde ficam as salas, o pavilhão gimnodesportivo, o bar, a cantina, a papelaria, etc.

Gosto muito da nova escola, mas, por causa da Covid-19, este ano escolar está a ser muito diferente e estranho. Temos de andar sempre de máscara, temos de lavar as mãos frequentemente, higienizá-las com álcool gel, manter a distância dos outros colegas, arejar as salas de aula… São muitas regras novas, mas, felizmente, temos tudo controlado desde que cumpramos as regras de higiene e nós, na nossa turma, cumprimo-las todas!

Mas a minha vida não é só escola. Também é casa e família. E brincadeiras e jogos.

Com a chegada do outono, nas Mouriscas, onde moro, chove cada vez mais, embora isto seja um bom sinal, porque a chuva rega as terras de cultivo e as plantas, sendo, pois, muito importante para a nossa sobrevivência.

Bom, hoje vou ficar por aqui. Tenho que ir arrumar a mochila para amanhã.

Um grande abraço desta tua amiga,

Sofia

P.S. Quando tiver mais novidades, voltarei a escrever-te.

(Sofia Gai, 5ºA)

Escrever cartas à mão

Se há coisa que a atual situação pandémica nos veio relembrar foi a importância que a afetividade e os relacionamentos têm para o nosso bem-estar, tanto físico como psicológico. Criar laços com quem nos rodeia é essencial para nos encher o coração de alegria e nos desenhar um sorriso no rosto! Com o distanciamento a que o confinamento nos obrigou/obriga, nada melhor do que escrever cartas para nos aproximarmos de quem gostamos e de quem sentimos saudades. Uma carta escrita à mão, mais do que ajudar a desenvolver o cérebro, aproxima pessoas, estreita laços, aprofunda sentimentos. Escrever cartas preenche quem as lê, mas também quem as escreve. Uma carta cria memórias felizes, duradouras e profundas… memórias especiais que permanecerão para sempre na nossa mente e nos nossos corações.

O desafio foi lançado e os alunos do 5ºA agarraram-no.

Mação, 27 de outubro de 2020

Querida avó:

Espero que esteja tudo bem contigo.

As minhas aulas já começaram, mas estão a ser muito diferentes.

Como deves saber, agora todos usamos máscara na escola e não podemos estar muito perto das outras pessoas. Há regras de distanciamento e de higiene que temos de cumprir, para nossa segurança e bem de quem nos rodeia.

Apesar de todos estes constrangimentos, foi muito bom poder voltar à escola e rever os meus amigos e amigas.

Como mudei de ciclo, frequento uma escola nova, muito maior que a anterior e com muitos professores e professoras. A primeira semana foi espetacular! Adaptei-me rapidamente a esta nova realidade, sabias? Adoro a minha Diretora de Turma e todos os outros professores.

De ti gosto muito, muito, muito, daqui até ao céu!

Fica bem e até quando Deus quiser.

Beijinhos,

Catarina

(Catarina Silva, 5ºA)

Uma carta inesperada

Mação, 24 de setembro de 2020

Minha querida tia,

As aulas começaram e vou falar-te um pouco das minhas vivências neste novo ciclo.

Como sabes, mudei para uma nova escola, da qual estou a gostar muito. Conheci novos colegas e novos professores, com quem simpatizo, e passei a ter inúmeras disciplinas! Não fazes ideia de quantas! No entanto, como deves calcular, estou tranquila, pois sou uma aluna aplicada, concentrada e gosto muito de trabalhar. Nem imaginas a atenção com que estou nas aulas!

Hoje, com o professor de Matemática, fiz a minha primeira pesquisa sobre números naturais e, para segunda-feira, terei de fazer uma outra sobre expressões idiomáticas! Na aula de Português iremos assinalar o Dia Europeu das Línguas.

No fim de semana, escrever-te-ei para te pôr a par das novidades. Por agora terei de ir, pois a responsabilidade chama-me. Vou preparar a mochila para amanhã. Não me quero esquecer de nada!

Espero que esteja tudo bem por aí. Sabes que gosto muito de ti.

Grandes beijinhos da tua sobrinha que te adora,

Eva (5ºA)

P.S. Na aula de Ciências Naturais, a professora falou sobre o planeta Terra!

                             

                                                

A importância das cartas escritas à mão

Há quem nunca tenha ido aos correios enviar uma carta! Não é de estranhar, pois, nos dias de hoje, enviam-se mensagens rápidas e práticas, que estão à distância de um clique: SMS, e-mail, WhatsApp, Messenger, Facebook, Instagram são alguns dos meios de comunicação da chamada “era digital” em que todos mergulhámos!

Mas, sabias que receber uma carta de agradecimento, por correio, causa um maior impacto emocional do que receber mais um e-mail, que chega juntamente com outros 300 do mesmo género?!

Escrever uma carta à mão é, pois, uma poderosa ferramenta de comunicação. Para além de estreitar laços com aqueles que as recebem, ela será relembrada, relida e apreciada sempre que essas pessoas o desejarem. Sim, todos sabemos que, com o passar dos anos, o papel poderá amarelecer. Todavia, a mensagem nelas contida permanecerá fisicamente eterna, sendo guardada no velho baú das recordações felizes e mantida emocionalemente viva na memória de quem as recebeu…

Assim, aproveita as épocas festivas, como o Natal, a Páscoa ou uma data especial, como um aniversário, para enviares uma carta por correio.

Vivemos, fruto da atual situação pandémica, num mundo cada vez mais isolado e tendencialmente mais individualista. Fomos /somos obrigados a afastarmo-nos de familiares e amigos que tanto estimamos e sabemos que a solidão impera em muitos lares, sobretudo junto dos mais idosos, que tanto precisam de companhia e de afetos.

Para encurtares a distância daqueles que te são mais queridos, dedica-lhes um pouco do teu tempo e envia cartas! Acende sorrisos, ilumina corações, suaviza as saudades dos que estão longe, mesmo que, geograficamente, possam viver bem próximos de ti…

Boas missivas e… boas leituras!

Profª Ana Gameiro

Soltando as palavras como bolas de sabão…

POESIA… uma janela aberta sobre o mundo maravilhoso das palavras. Palavras que sentimos e guardamos no fragmento mais profundo, mágico, intenso, misterioso e secreto do nosso âmago

ANSIEDADE

Hoje regresso às aulas,

Desinfeto as mãos antes de entrar…

Nas salas

Tento respirar,

Mas sinto o pânico a atacar.

Sento-me numa cadeira a ouvir

O professor a falar.

Sinto olhos que me estão a fitar

E esforço-me para não deixar

As lágrimas derramar.

As minhas mãos tremem como

Um barco no mar.

Respiro, lentamente, para me acalmar.

Pode parecer triste, mas na realidade

Isto é só a minha ansiedade.

                               Sofia Cabrita, 7ºA