Projeto “FÔLEGO – PIGMENTOS”

No âmbito do Projeto “Fôlego – Pigmentos”, promovido pela Academia de Produtores Culturais, tendo como parceiros cinco municípios que integram a Associação de Desenvolvimento Local Pinhal Maior, a turma MAC4, do 3º ano de escolaridade, participou, no passado dia 9 e dia 10 de maio, em pinturas de murais.

O trabalho desenvolvido pode ser observado no edifício de arrecadação e na portaria da entrada principal da Escola Básica de Mação.

Turma MAC4 – 3º Ano

 Professor Carlos Fernandes

Semana Ubuntu do AEVH

Entre os dias 9 e 13 de maio teve lugar no Auditório Elvino Pereira a primeira semana Escolas UBUNTU do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte (AEVH), na qual participaram 24 alunos, 4 professores e dois técnicos do SPO.

Numa parceria com o Instituto Padre António Vieira (IPAV) – Academia de Líderes Ubuntu – o programa Escolas Ubuntu, promovido pela DGE e criado a partir de um modelo de educação não formal, foi implementado ao abrigo do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar (PNPSE) e visa a capacitação pessoal e social de jovens para a liderança servidora.

A filosofia do movimento universal Ubuntu, nascido na África do Sul, baseia-se no poder da entreajuda, do altruísmo e da confiança a partir da comunidade escolar. Assim, para que possamos construir pontes, criando ligações empáticas, é importante saber colocarmo-nos no lugar e no sentir do outro.

Sabendo que UBUNTU se traduz na expressão “Eu SOU porque TU ÉS” e colocando a tónica na valorização da interdependência e da solidariedade, esta filosofia, desenvolvida a partir do modelo de liderança servidora e inspirada em figuras como Nelson Mandela, Malala, Gandhi, Martin Luther King Jr., Desmond Tutu ou Madre Teresa de Calcutá, tem em vista a construção de uma sociedade mais proativa, justa, equitativa e resiliente. “Eu sou porque tu és” é a tradução de uma prática que reflete, pois, a crença na bondade humana e a esperança num futuro mais solidário e feliz.

O método Ubuntu tem como principal objetivo o desenvolvimento de cinco pilares centrais – o autoconhecimento, a autoconfiança, a resiliência, a empatia e o serviço – sendo que ao longo da Semana Ubuntu do AEVH, estes cinco pilares foram trabalhados pelos participantes através de diferentes dinâmicas de trabalho, jogos, visualização de filmes e debates. Durante cinco intensos dias de crescimento pessoal e coletivo, alunos e professores, com a preciosa ajuda de uma representante da Academia de Líderes Ubuntu, Vera Lomba, embarcaram numa “fascinante viagem ao âmago de si e do outro”, vivenciando cinco maravilhosos seminários temáticos: Liderar como Mandela (dia 1); Construir Pontes (dia 2); Vencer Obstáculos (dia 3); Vidas Ubuntu (dia 4) e I Have a Dream (dia 5).

Todos os participantes tiveram a oportunidade de experienciar momentos únicos de partilha, de reflexão, de responsabilidade e de cuidado para com o outro, pondo em prática diversificadas atividades que visaram, sobretudo, o desenvolvimento e a promoção das suas competências pessoais, emocionais, sociais e cívicas.

No final desta experiência enriquecedora, os intervenientes foram unânimes em afirmar que as ferramentas pessoais e sociais que adquiriram e/ou lapidaram, potenciaram não só as suas capacidades cognitivas, como contribuíram, também, para o aumento das suas competências de comunicação e criatividade, aptidão na gestão de conflitos e faculdade de negociação. O espírito/laços de grupo estabelecidos, a consciência do outro e as competências socioemocionais alcançadas são, sem dúvida, poderosas ferramentas de trabalho, essenciais e transformadoras, capazes de criar a ponte entre a realidade individual de cada um e as suas verdadeiras aprendizagens para a vida.

Findada esta inesquecível semana, e porque o querer continuar a “crescer” e a fazer mais e melhor, quer por si, quer pelo outro, é palavra de ordem, segue-se a criação do Clube UBUNTU do AEVH, cuja missão se prende com a execução de um plano de atividades que concretize a ética do cuidado para consigo, para com o outro e para com o planeta, fundada na construção de pontes e no espírito de uma liderança servidora.

Nas palavras de Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz, “Ubuntu é uma maneira de estar na vida. É uma palavra que condensa a verdadeira essência do que é ser Humano. A minha humanidade está intrinsecamente ligada à tua e, por isso, eu sou humano porque pertenço, participo e partilho de um sentido de comunidade. Tu e eu somos feitos para a interdependência e para a complementaridade.”

A nós, professores e técnicos, resta-nos dizer que foi com um enorme orgulho e satisfação que vimos a entrega, a motivação, o empenho, o entusiasmo e a atenção com que os nossos alunos viveram e/ou dinamizaram, de forma reflexiva, os vários momentos desta memorável semana.

Concluímos, afirmando em uníssono, que acreditamos ter, nas mãos destes jovens Ubuntus, transformados em verdadeiros empreendedores sociais, a esperança de um mundo melhor, mais coeso, mais justo, mais humano…

As formadoras Ubuntu do AEVH

Poluição dos mares e oceanos

Os oceanos representam 71% da superfície da Terra e 97% dos recursos hídricos do nosso planeta, sendo uma das maiores fontes de recursos biológicos, naturais e económicos. Apesar da sua importância para a vida na Terra, os mares e oceanos estão cada vez mais poluídos.

Hoje em dia, a poluição marítima é de tal maneira preocupante, que é necessário que o homem tome consciência dos erros que diariamente comete.

Todos os anos são despejadas nas praias e nos mares cerca de 8 milhões de toneladas de plásticos, o equivalente a 57 mil baleias azuis!

O plástico que existe no mar é superior ao número de peixes que aí habitam. Acredita-se que existem 270000 toneladas de plástico e de lixo marinho a boiar nas águas marítimas. 70% desse lixo afunda, acumulando-se no fundo do mar. Entre os países que mais contribuem para esta poluição encontram-se a China e a Indonésia. Como consequência, os mares e oceanos estão a transformar-se na maior lixeira do nosso planeta!

Dado que os plásticos não se decompõem, pois não são biodegradáveis, eles acabam por trazer grandes prejuízos para o Ambiente. É difícil calcularmos o tempo de degradação dos diferentes plásticos, mas sabemos que, por exemplo, as redes e fios de pesca demoram 600 anos a degradar-se e as garrafas de plástico e as fraldas permanecem intactas durante 450 anos. Já os sacos de plástico demoram entre 10 a 20 anos a decompor-se e as pontas de cigarro ficam inteiras entre 2 a 5 anos.

A enorme quantidade de plástico que existe nos oceanos origina grandes impactos na biodiversidade e ecossistemas marinhos, sendo a causa de morte de imensos animais que ficam presos nesses lixos ou que, por confundi-los com as suas presas, os ingerem.

Porque não há Planeta B, para minimizarmos este problema, devemos pôr em prática, entre outras, as seguintes ações: reduzir o consumo de plásticos descartáveis; reutilizar o maior número de vezes possível, os diferentes materiais de plástico para a função a que se destinam; reciclar todo o lixo de plástico já sem utilidade; não atirar lixo para o chão; ajudar a sensibilizar familiares, amigos e conhecidos para a questão da poluição marítima e, sempre que possível, participar em ações de limpeza das praias e dos locais onde habitamos.

Texto coletivo da turma A, do 6.º ano

17 de maio – Dia Internacional da Reciclagem

Devido à falta de cuidado e de responsabilidade cívica, o homem tem feito dos mares e oceanos um enorme “caixote de lixo”, colocando em perigo toda a biodiversidade neles existente.

O plástico flutua pelos mares de todo o mundo, razão pela qual já todos ouvimos falar dos “mares de plástico”. É aterrador percebermos que os detritos de plástico, que vão parar aos oceanos, são responsáveis pela morte anual de 100 mil mamíferos marinhos e de milhões de peixes, tartarugas e aves! As redes de pesca que andam à deriva no mar, vagueando livremente pelos oceanos, apresentam-se como outro grave problema de lixo marinho! Por sua causa, milhares de animais que nelas ficam presos, não se conseguindo libertar, acabam por morrer. Ao ingerirem lixo plástico, por confundi-lo com alimento, muitos dos animais marinhos morrem, quer por asfixia, quer por obstrução do seu aparelho digestivo.

Face a esta grave realidade ambiental, é urgente que a população se consciencialize de que acabar com a poluição está apenas nas nossas mãos, ou melhor, nos nossos gestos! Com vista a alertar a comunidade local para a poluição marítima, nós, alunos do AEVH, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, implementámos o projeto “Do rio ao mar”, unindo-nos em torno de uma causa comum – o dizer não à poluição! Assim, ao longo do ano letivo, fomos pondo em prática uma série de medidas, simples mas eficazes, com vista à redução do plástico de utilização única em rotinas específicas do nosso dia a dia.

Este projeto, que pretendeu agitar consciências, alertando para as consequências, tantas vezes irreversíveis, do lixo marinho, contou com o envolvimento de alunos do pré-escolar ao ensino secundário, regular e profissional, abraçando parceiros e toda a comunidade educativa. Ao implementá-lo, percebemos que se pusermos diariamente em prática pequenas medidas com vista à proteção de rios, mares e oceanos, estaremos a contribuir para a construção de um mundo muito mais saudável e mais equilibrado.

E dado que é de pequenino que se torce o pepino, percebemos também que essas pequenas e simples medidas começam connosco, pequenos-grandes ambientalistas. E é por isso que os alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo, resolvendo fazer a diferença, arregaçaram as mangas e, pondo mãos à obra, substituíram os sacos de plástico onde guardavam os seus lanches matinais por bolsas de pano. Numa parceria com a Universidade Sénior e a Biblioteca Municipal de Mação, pequenos e graúdos decoraram-nas com materiais reutilizados, tais como botões, missangas, fios de lã e outros desperdícios que tinham em casa, pondo em prática o lema “recriar, reduzir, reutilizar, reciclar”!

Esses alunos também substituíram as garrafas de água de uso único, com que diariamente saciavam a sua sede, por garrafas reutilizáveis, gentilmente oferecidas pela Câmara Municipal, nas quais se encontra gravado um slogan apelando para comportamentos ambientalmente corretos!

Vagueando pelos estabelecimentos comerciais, os alunos do Clube Eco-Escolas, juntamente com alunos do ensino secundário, não só recolheram, para reciclar, garrafas de plástico de uso único, como também distribuíram cartazes de sensibilização para a correta reciclagem /separação do lixo. Fizeram ainda cartazes e flyers com vista a sensibilizar a comunidade maçaense para o problema dos microplásticos, o que nos faz acreditar que a redução do consumo de plásticos descartáveis em Mação é já uma realidade.

Na escola sede, um peixe, construído em metal, foi recebendo as imensas garrafas de água usadas diariamente pela comunidade escolar, para sua posterior colocação no correto ecoponto. Reciclar todo o plástico já sem utilidade, colocando-o no ecoponto amarelo é, sem dúvida, uma mais-valia para a proteção do meio ambiente!

Tomando as nossas ações como exemplo a seguir, uma vez que somos alunos preocupados, conscienciosos e verdadeiros “ambientalistas”, há toda uma série de boas práticas ambientais que gostaríamos da dar a conhecer a toda a comunidade educativa. Seria bom se todos as pudessem pôr em prática, contribuindo, assim, para um planeta mais saudável e harmonioso. Eis, abaixo, algumas das nossas sugestões:

– Nas idas ao super ou hipermercado, se levarmos sacos reutilizáveis para transportar as compras, evitaremos trazê-las em sacos de plástico ou outras embalagens poluentes. No entanto, se em casa tivermos sacos ou outros materiais plásticos, devemos reutilizá-los o maior número possível de vezes para a função a que se destinam.

– Fazer compras a granel revela-se uma ótima opção para regressarmos a casa sem saquinhos, caixinhas e outras embalagens. Levando os nossos próprios recipientes de vidro ou embalagens de pano, deixamos de produzir o lixo das embalagens das comidas e, ao escolhermos a exata quantidade do que precisamos, economizamos e geramos menos desperdício.

– Dar nova vida às cápsulas de café, tampinhas ou garrafas de refrigerantes e iogurtes, construindo brinquedos, vassouras, cortinas e até árvores de Natal, passa por pôr a imaginação à prova, adaptando estes materiais a novos fins utilitários ou decorativos.

– Durante a época balnear, não atirar para o chão ou não deixar na areia pontas de cigarro ou qualquer outro tipo de lixo, é uma questão de querer! Frequentar praias limpas, sem resíduos, é um direito de todos! Mas, enquanto cidadãos responsáveis, contribuir para a limpeza destes espaços, é, também, um dever comum. Para quem mora junto ao rio, a praias fluviais ou junto ao mar, participar em ações de limpeza destes locais é um excelente exemplo cívico.

– Em casa, caso ainda não o façam, fazer a reciclagem doméstica do lixo é um hábito precioso. Esta separação é rápida, fácil e eficaz, sendo fundamental para a diminuição da poluição no planeta. Com esta ação retiram-se do lixo vários materiais que levariam muito tempo a decompor-se no meio ambiente. Falamos não só do plástico como também do vidro. A sua decomposição pode durar até um milhão de anos e a do plástico pode ir até aos 450 anos!

A 17 de maio evoca-se o Dia Internacional da Reciclagem, mas todos os dias devem ser dias de reciclagem! Sensibilizar amigos e familiares para esta questão é nossa obrigação! Os pequenos gestos de hoje, serão as grandes conquistas de amanhã! Juntos, construiremos um mundo mais limpo e bem mais saudável!

Preserve o Planeta! Ele não é reciclável!

Alunos do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte – Mação

Dia Mundial da Atividade Física

A Organização Mundial de Saúde define atividade física como sendo qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos, que requeiram gasto de energia, incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens ou atividades de lazer.

O Dia Mundial da Atividade Física foi celebrado pelas duas turmas do 1.º ano da Escola Básica de Mação, em parceria com o Museu de Mação, com a realização de uma caminhada até à Anta da Foz do Rio Frio, em Ortiga.

Pequenos e graúdos exercitaram corpo e mente, pois, para além de combater a obesidade, fazer exercício físico reduz a ansiedade, aumenta a autoconfiança, melhora a qualidade do sono e mantém a memória em forma!

E foi a movimentar o corpo e a aumentar o bem-estar, que assim se passou uma manhã de abril muito agradável, repleta de alegria e boa disposição, onde crianças e adultos puderam desfrutar dos benefícios da caminhada livre pela natureza e da observação de vestígios, quer do passado, quer do presente.

Durante a caminhada, o grupo pôde observar ao pormenor a fauna e a flora da região, ouvir os sons tranquilizantes e apaziguadores da natureza, encher profundamente os pulmões de ar puro e apreciar os cheiros suaves e florais que se faziam sentir. E quão agradável foi, para este grupo de “caminhantes”, desfrutar das belas paisagens envolventes, com o rio Tejo ali tão perto!

Sabendo que é preciso preservar o planeta e torná-lo mais sustentável, no final, de corpo e alma renovados, todo o grupo refletiu sobre os impactos negativos do homem no meio ambiente, tomando consciência da necessidade urgente de dizer não à poluição.

Em suma, os pequenos-grandes “ambientalistas” do 1.º ano aprenderam com emoção a lição. Aprenderam que exercitar o corpo é importante e benéfico para a saúde e que preservar e conservar a floresta, os rios, o ambiente envolvente é um dever de todos nós!

Professores: José Manuel Sequeira e Eugénia Grácio

Dia Internacional do Livro Infantil

Assinalou-se, no dia 2 de abril, o Dia Internacional do Livro Infantil e, para comemorar este dia especial, as duas turmas do primeiro ano da Escola Básica de Mação visitaram a Biblioteca Municipal e participaram divertidamente numa atividade sobre a leitura, as histórias e o universo da imaginação.

Iniciaram a atividade com a visualização de livros e respetiva leitura das suas capas e títulos. A bibliotecária construiu uma bonita história com os títulos dos livros apresentados, sugerindo às crianças que realizassem um desenho, usando os dedos e o guache, e que, numa palavra, escrevessem um título sugestivo, repleto de fantasia e muita criatividade. A partir daqui, foi dar asas à imaginação para construírem uma bonita história com os desenhos e palavras atribuídas a cada um.

Já no final, os pequenos leitores ainda tiveram oportunidade para brincar e aproveitar todos os cantinhos da Ludoteca. Todas as crianças saíram satisfeitas e com vontade de voltar a ler e a brincar na Biblioteca.

Professores: José Manuel Sequeira e Eugénia Grácio

Comemoração do Dia Mundial da Proteção Civil

            O Dia Mundial da Proteção Civil celebra-se, anualmente, a 1 de março, já que foi nesta data que entrou em vigor a Constituição desta organização. Os objetivos principais desta celebração são atrair a atenção das populações mundiais para as questões da proteção civil, em especial para a prevenção e para a coordenação de esforços em caso de emergência e calamidade.

            Os alunos do primeiro ano da Escola Básica de Mação visitaram, no dia 4 de março, as instalações dos Bombeiros Voluntários de Mação. Pretendeu-se, com esta atividade, que os alunos ficassem a compreender parte da dinâmica envolvida na prevenção, previsão e combate a incêndios, quer a nível nacional, quer a nível do concelho, compreendendo, também,. a importância das medidas de sensibilização da população, na medida em que a maior parte dos incêndios resulta da negligência. Pretendeu-se, ainda, dar a conhecer outras funções da corporação, nomeadamente o trabalho de desencarceramento, em caso de acidentes, e o de transporte de doentes.

            Os alunos manifestaram muito interesse em todas as atividades, regressando à escola, em grupos, num veículo dos Bombeiros, a quem agradecemos a disponibilidade e o carinho com que nos receberam.

Os professores: José Manuel Sequeira e Eugénia Grácio

Semana da Empatia do AEVH

Entre 21 e 25 de fevereiro foi celebrada, no AEVH, a “Semana Ubuntu da Empatia”, cujas atividades, inspiradas no Movimento Internacional “Empathy Week”, tiveram como principal objetivo a criação de uma escola cada vez mais empática e inclusiva, na qual o espírito de entreajuda e o olhar atento sobre o outro pudessem passar a ser a norma e não a exceção.

Para pôr em prática todas as atividades, a equipa Ubuntu do AEVH contou com a colaboração da comunidade escolar, fazendo desta semana uma verdadeira “revolução empática”.

De entre as várias atividades realizadas destacam-se as seguintes:

“Ver e sentir o mundo com os olhos do outro”, que teve como principal objetivo levar pequenos e graúdos a “pensar e a sentir a partir do ponto de vista do outro”. Os alunos, seguindo o “Calendário Semanal da Empatia”, puderam debruçar-se sobre as questões colocadas no seu “Passaporte da Empatia”, construindo, com as respostas dadas, um empático, reflexivo e emotivo Padlet. Acreditamos que, depois desta “viagem” ao seu interior, os alunos passarão a olhar para todos os que os rodeiam com outros olhos, muito mais sensíveis – os olhos da alma.

“Voando nas asas da empatia”, direcionada aos discentes do 12.º ano, ensino regular e profissional, teve com objetivo primordial levar os alunos a ver o outro como pedra preciosa que, tantas vezes, precisa apenas de ser lapidada. Para isto, os discentes foram desafiados a visionar a curta-metragem “O Circo das Borboletas”, para, posteriormente, equacionarem a mensagem implícita na mesma. Após um entusiástico debate, perceberam que as dificuldades são, no fundo, oportunidades de crescimento pessoal, servindo de trampolim para a transformação interior e para a resiliência. Ao invés de olharmos para os defeitos do outro, devemos olhar para o que de mais valioso existe nele.

“Vidas Ubuntu“: À conversa com Ricardo Murteira”. Este maçaense de gema fez uma retrospetiva sobre o seu percurso de vida e as várias fases em que deu o seu tempo, voluntariamente, por diversas causas, referindo tudo o que sente e o que ganhou ao DAR de coração aberto. Ajudar, de forma despretensiosa, faz-nos crescer interiormente.

Biblioteca Escolar – “Montra de livros” – exposição literária, aberta a toda a comunidade escolar do Agrupamento. Subordinada ao tema “empatia”, esta exposição, que ao visitá-la alguns docentes e alunos abraçaram com gestos e palavras, esteve patente na biblioteca escolar da escola sede. Muitos foram os visitantes que levaram consigo um dos vários livros expostos, para ler e refletir, quer em contexto familiar, quer em contexto de sala de aula. Uma experiência enriquedcedora e a repetir.

“Abre as portas à empatia” – atividade de empatia global onde toda a comunidade escolar, no papel dos seus diretores de turma, deu as mãos, sendo convidada a cooperar na elaboração da sua “porta da empatia”. Envolvendo alunos, famílias, professores, psicólogas do SPO e auxiliares de ação educativa, a elaboração destas “portas empáticas”, repletas de emoção, levou todos os que nela participaram a refletir, conjuntamente, sobre a sua relação com os demais.

Álbum fotográfico “Empatia Verde Horizonte”, do qual fazem parte um conjunto de fotos que narram a “História” daqueles que, ao longo dos anos, foram trilhando caminho no AEVH. Uma história de empatias que nos ancora no presente e nos projeta no futuro, na dedicatória redigida pelo Diretor do Agrupamento.

Concluindo, a Semana da Empatia descerrou, de par em par, as portas de um Agrupamento cujas sementes da empatia, há muito lançadas e diariamente regadas, floriram. Com ela se criaram novas oportunidades, para que toda a comunidade educativa continue a crescer em valores sólidos, ancorados no espírito da filosofia Ubuntu: “Eu sou porque tu és”.

A equipa Ubuntu do AEVH, agradece a todos os que acolheram, de braços abertos, os vários desafios lançados!

Para aceder ao registo fotográfico de algumas das atividades realizadas, clique no link abaixo:

Álbum de fotos da Semana da Empatia 2022.

Prof.as Ana Gameiro e Sílvia Ramadas

Projetos Individuais de Habitação

Nos dias 11 e 18 de fevereiro de 2022, e dando seguimento ao projeto “Histórias com cheirinho a casa”, a turma MAC1, do 1.º ano da EB de Mação, recebeu na sala de aula mais um encarregado de educação, para, desta vez, contar e mostrar aquilo que profissionalmente faz e também trabalhar com os alunos nessa área.

A Arquiteta Joana Rosa explicou aos “olhitos vivaços e curiosos que a escutavam com muita atenção”, que a sua atividade se refere à construção e reconstrução de habitações, indo desde o projeto – maquete , até ao produto acabado. Acompanhando no terreno as obras que projeta, pôde mostrar algumas imagens do seu trabalho, em gabinete e no terreno, nomeadamente no que respeita à recuperação de habitações.

De seguida, propôs aos alunos que se colocassem no lugar de “gente grande”, tomando o papel de verdadeiros profissionais, para que, com rigor, pudessem desenhar a sua própria habitação. Depois de alguns aperfeiçoamentos feitos nos trabalhos destes pequenos-grandes arquitetos da MAC1, os alunos puderam, finalmente, passar a sua habitação para o papel usado pelos arquitetos na apresentação dos seu projetos.

Na segunda sessão de trabalho, num cartaz previamente impresso com uma rua na qual se incluíam todas as habitações que os alunos desenharam, os “arquitetos de palmo e meio” pintaram as suas casas, desenharam-nas por dentro e construíram, também em cartão reciclado, a sua própria maquete.

Este trabalho foi muito interessante, tendo motivado bastante os alunos, que gentilmente agradeceram a importante presença da arquiteta Joana Rosa na sua sala de aula.

Professor: José Manuel Sequeira   

Tradutores

No âmbito do projeto “Histórias com cheirinho a casa”, no dia 14 de janeiro de 2022, a turma MAC1, do 1.º ano da EB de Mação, recebeu na sala de aula mais um familiar – avó de um aluno -, para, desta vez, contar aquilo que hoje faz.      

Depois de ter trabalhado muitos anos como professora, agora é tradutora. A dona Teresa Valério explicou que o seu trabalho consiste em ler documentos noutras línguas, nomeadamente livros de instruções, e escrevê-los depois em português, para que todas as pessoas os possam perceber.

À atenta audiência de alunos sedentos de curiosidade, que a escutava com muita atenção, referiu que para traduzir não basta apenas conhecer o idioma estrangeiro, mas ter, também, um excelente domínio da língua portuguesa e conhecer, ainda, a cultura e os costumes das sociedades de outros países.

Continuou a sua exposição explicando que para se ser tradutor de textos, é importante estar familiarizado com a tecnologia, porque um tradutor trabalha a maior parte do tempo no computador.

Por último, mostrou à turma algumas imagens sobre o que fazem os tradutores, e o pedido dos alunos foi que traduzisse, para inglês, algumas das palavras afixadas na sala de aula.

Quem sabe se, após esta interessante presença da dona Teresa Valério na aula, os alunos não terão ficado com o bichinho da tradução?

Será que algum destes pequenos-grandes “aprendizes” vai seguir a profissão?!

A suspeita fica no ar…

Professor: José Manuel Sequeira