Clube do Desporto Escolar 2022/2023

Neste ano letivo 2022/2023, o Clube do Desporto Escolar conta, mais uma vez, com 6 grupos equipa fantásticos: Badminton, Boccia, Futsal Feminino, Futsal Masculino e Atividades Rítmicas Expressivas (Nível Elementar e Avançado)!

O quadro competitivo está a começar repleto de emoções que elevam o nome do nosso Agrupamento de Escolas Verde Horizonte – Mação a um nível de Excelência.

Podes fazer parte deste magnífico Clube de três maneiras: sendo Praticante (informa-te do horário dos treinos no Pavilhão Desportivo da nossa escola), sendo Juiz-árbitro de modalidade (informa-te junto ao professor responsável pelo grupo equipa) ou, por último, sendo Espetador (apoiando os teus colegas nos Encontros que vão ocorrer na nossa escola).

Todos somos necessários para trazer o espantoso mundo do Desporto Escolar para o nosso Agrupamento.

Contamos contigo!

A Coordenadora do Desporto Escolar

Eva Patrício

Dia da Excelência

Como reconhecimento da Excelência, o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação realizou, no dia 16 de dezembro, dois espetáculos – “Manhã e Noite da Excelência”.

Esta atividade, dinamizada pelo Clube Artes de Palco e Artista Residente, contou com momentos culturais e artísticos, inseridos no Plano Nacional das Artes e no Projeto Cultural de Escola.

A arte aconteceu… e tomou a forma de dança, música, canto e vídeo, encantando, mais uma vez, toda a comunidade educativa.

O Clube Artes de Palco

Natal no Centro de Dia Nossa Senhora do Pranto, Penhascoso

No último dia de aulas, antes da interrupção letiva de Natal, os alunos do Atelier das Artes deslocaram-se, juntamente com a Artista Residente, ao Centro de Dia Nossa Senhora do Pranto, em Penhascoso, para uma ação solidária. Para além de animarem os utentes com a sua presença, brindaram-nos ainda com três canções interpretadas por eles. “Portas do Sol”- Nena, “Do You Want To Build A Snowman” (do filme “Frozen”)- Disney’s Circle of Stars e “One Day”- Matisyahu foram os temas escolhidos para o dia. Os utentes do Centro de Dia apresentaram também uma canção de Natal e uma dança, à qual os alunos se juntaram no final, tornando assim o momento ainda mais especial. A tarde terminou com um ótimo lanche oferecido pela instituição.

Margarida Saramago, do 12.ºA, Sofia Cabrita, do 9.ºA, Catarina Cerdeira, do 9.ºB, Izilda Maseko, do 8ºB, Cristiano Rei, do 8.ºB e Tomás Timóteo, do 7.ºB, foram quem participou nesta iniciativa, inserida no Projeto Cultural de Escola, que, por sua vez, integra o Plano Nacional das Artes. Fica o enorme agradecimento ao Centro de Dia Nossa Senhora do Pranto, pelo convite.

Francisca Correia

Torneio de badmínton e demonstração de danças urbanas

No passado dia 22 de dezembro teve lugar no pavilhão gimnodesportivo da Escola Sede do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação o Torneio de Badmínton.

O evento, que decorreu durante todo o dia, teve como objetivo principal a promoção da modalidade junto dos alunos do nosso Agrupamento.

Estes mostraram-se bastante motivados para o evento, havendo a registar 72 participantes, provenientes de todas as turmas dos 2.º/ 3.º ciclos, secundário e ainda dos cursos profissionais, consolidando a abrangência prevista para a realização do evento.

A organização do torneio contou com a colaboração da turma de 1.º ano dos Cursos Profissionais de Desporto e Animação Sociocultural.

No intervalo do Torneio, houve lugar para uma demonstração de 3 coreografias de danças urbanas, com intuito de divulgar o trabalho que se tem desenvolvido pelos grupos dos vários níveis existentes na escola.

Foi ainda realizada a entrega de prémios do Corta-mato Escolar, realizado no dia 21 de dezembro no nosso Agrupamento.

Assim sendo, o balanço final do evento foi considerado bastante positivo, servindo de reflexão para a realização de eventos futuros.

O Agrupamento de Educação Física

Corta-Mato Escolar 2022/2023

No passado dia 21 de dezembro de 2022, realizou-se na nossa escola o Corta-Mato Escolar, que contou com a participação de cerca de 118 alunos do 2.º, 3.º Ciclos, Secundário e Ensino Profissional.

O dia, apesar de cinzento, foi perfeito para a realização desta atividade de prática desportiva.

Os alunos participantes revelaram muito empenho e fairplay pelos adversários, cumprindo, em corrida, as distâncias propostas.

Esta atividade contou com a colaboração dos alunos do 1.º ano dos cursos profissionais de Desporto e Animação Sociocultural que desempenharam as suas funções de uma forma exemplar.

Os 3 primeiros classificados de cada escalão/sexo foram premiados numa cerimónia formal de entrega de prémios.

Parabéns a todos os participantes.

O Agrupamento de Educação Física

Um Natal cheio de magia!

O dia 25 de dezembro aproximava-se. Nicolau e as suas renas andavam muito atarefados.

Entretanto, já milhares de pessoas, pelos quatro cantos do mundo, tinham montado a sua árvore natalícia e esperavam ansiosamente pelos presentes que haviam pedido ao Pai Natal.

As encomendas eram muitas, o tempo era pouco, as renas já estavam velhotas e Nicolau, já com idade avançada e cheio de trabalho, pensou na construção de uma máquina para acelerar o processamento das encomendas.

Sem perder tempo, pôs-se logo a trabalhar com a preciosa ajuda dos elfos na construção da máquina milagrosa.

Passadas algumas horas, a desejada máquina ficou pronta e todos perceberam o quão mais fácil era fazer e embrulhar todo o tipo de presentes.

Enquanto lia as cartas de crianças do mundo inteiro, Nicolau reparou numa em particular. Tratava-se de uma missiva emotiva escrita por um menino ucraniano. Nicolau espantou-se com o envelope que dizia “Sonho urgente!” e ao começar a lê-la logo ficou de lágrima no olho, pois Viktor, o menino que a enviara, não queria brinquedos, como a maioria das crianças, mas sim a Paz para o seu país. Pedia, ainda, que Nicolau derramasse Amor pelos povos da Terra.

Nicolau, emocionado, pensou, pensou e teve uma grande ideia. E se construísse uma máquina do esquecimento? Uma máquina que fizesse os homens esquecerem-se de todo o ódio que, infelizmente, reinava no mundo? Assim, mataria dois coelhos duma só cajadada, pois, sem ódio nos seus corações, os homens esquecer-se-iam das guerras que só causam destruição e dor.

Essa máquina, poderosa e mágica, cultivaria, ainda, sentimentos bons no coração do todos os Homens: amor, tolerância, compreensão, solidariedade e união…

Sem mais demoras, dirigiram-se à nova oficina de Nicolau e colocaram mãos à obra.

Horas depois, sem comer nem dormir, porque o desejo de Viktor era mais importante do que a fome ou o cansaço, um dos Elfos, esgotado da azáfama das últimas horas, acidentalmente acabou por cometer um erro de programação e… puf! A máquina do esquecimento, na qual os Elfos tinham despejado litros e mais litros de afetos, que funcionavam como combustível, explodiu!

– Ai que desgraça a nossa! Valha-nos Santo Agostinho! – gritava Nicolau.

– E agora, equipa veloz? Como é que vamos resolver este imprevisto?! – interrogava, aflito, Rodolfo, a rena de nariz vermelho e luzidio.

– Ei, malta, por acaso vocês já repararam naquele brilho invulgar vindo do céu?! – questionou a rena Dançarina que, de tão nervosa, não conseguia parar de rodopiar.

– Sim, já! – explodiu de admiração a rena Cometa.

– Ahhh! O céu está a ficar repleto de nuvens em forma de coração! – exclamaram em coro.

Nicolau, os elfos e as renas foram apanhados de surpresa, pois ninguém esperava que, ao explodir, a máquina do esquecimento lançasse lágrimas de afeto e impregnasse de amor e bondade todos os habitantes do mundo!

Inexplicavelmente, uma gigante nuvem cor-de-rosa, em forma de coração, cresceu, cresceu, cresceu, cobrindo, num abrir e fechar de olhos, todas as Nações.

Lentamente, ia lançando sobre a Terra suaves pozinhos mágicos. A magia pairava no ar. O ódio, que habitava no coração dos homens, foi secando, aos poucos, até deixar de existir. Os seus corações pulsavam de Amor. Esqueceram-se as mágoas. Travaram-se tréguas. Já ninguém conhecia a palavra “guerra”. A Paz, tão desejada por Viktor, voltou a reinar no seu e em todos os países! A união entre os povos nasceu magicamente, tal como o brilho no olhar e a alegria de viver que Viktor tinha perdido.

E o Natal, em todas as famílias, foi vivido com alegria e amor!

Que a compreensão e a tolerância possam habitar no coração de TODOS os Homens para que a PAZ reine na Terra inteira!

Os alunos do 5.ºA desejam BOAS FESTAS a toda a comunidade educativa!

Texto coletivo do 5.ºA

Evocação do Dia da Acessibilidade no AEVH

“Nascer diferente” é uma realidade para muitos. Em 1998, a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. A partir dessa data, passaram a comemorar-se, no dia 3 de dezembro (Dia Internacional da Pessoa com Deficiência), os direitos das pessoas com deficiência.

A tão conhecida frase “Todos diferentes, todos iguais” remete-nos para o facto inegável de que, por debaixo do que os homens, na sua ignorância, chamam de “diferenças”, estão as semelhanças que nos tornam iguais, pois todos somos seres racionais, criativos, pensadores e reflexivos. Assim sendo, todos devíamos ter os mesmos direitos, as mesmas oportunidades. Mas nem sempre isto acontece, sendo que uma das principais causas da exclusão social das pessoas com deficiência motora se relaciona com a falta de acessibilidades. Os obstáculos diários com que estas pessoas lidam, existem dentro e fora de casa: nos prédios, nos transportes, nos serviços públicos, nos restaurantes, nas praias, nas escolas…

E é por isso que, anualmente, a 5 de dezembro, também se evoca o Dia da Acessibilidade. Esta data pretende mobilizar a sociedade para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com deficiência. Criar condições de inclusão destes cidadãos, de modo a garantir a sua independência e autonomia, é um assunto que, no AEVH, não queremos descurar. Urge colocarmo-nos no lugar do outro, sentirmos na pele as suas reais dificuldades, falarmos sobre este tema e darmos a conhecer os desafios que a falta de acessibilidades impõe.

Para mudarmos mentalidades e caminharmos para uma escola mais inclusiva, sensibilizando toda a comunidade educativa para a temática da deficiência e acessibilidade, o Clube Ubuntu do AEVH assinalou, na escola sede, no passado dia 5 de dezembro, o Dia da Acessibilidade, cujo principal objetivo foi passar a mensagem de não deixar ninguém para trás!

Foi neste âmbito que se promoveu a atividade “E se fosse contigo?”, na qual as alunas Margarida Saramago e Joana Rodrigues, com o apoio do aluno Luís Delgado e da professora Eva Patrício, percorreram, em cadeira de rodas, os vários espaços físicos da escola sede, para perceber qual a acessibilidade aos mesmos, por parte de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Detetar obstáculos, com vista a suprimi-los, foi o objetivo primordial do “circuito” levado cabo pelos referidos alunos. E foi com agrado que verificámos que a escola sede, apesar de alguns pormenores que precisam de ser melhorados, passou com distinção nesta simulação.

Durante a “viagem em quatro rodas especiais”, as barreiras encontradas foram as seguintes:

  • a entrada na escola tem de ser feita, obrigatoriamente, pelo portão grande, dado a entrada pelo portão principal ser estreita e não permitir a largura necessária a uma cadeira de rodas;
  • a avaria (temporária) do elevador do Bloco C não permitiu a subida ao primeiro andar;
  •  a entrada para o Pavilhão Gimnodesportivo contempla um pequeno degrau, facto que impossibilita o acesso autónomo e imediato ao mesmo. Para se colmatar este “entrave” foi solicitado aos técnicos do Curso Profissional de Mecatrónica a construção de uma rampa de acesso ao local.
  • ainda no Pavilhão Gimnodesportivo, os alunos detetaram a falta de um elevador que facilite o acesso às salas do 1.º andar, facto que, acreditamos, poder ser ultrapassado.

Em relação aos restantes espaços físicos, a acessibilidade em cadeira de rodas está perfeitamente garantida, com gente de coração enorme, sempre pronta a ajudar, caso haja necessidade de se “dar uma mãozinha”.

Na escola sede há um total de quatro WC, para pessoas com deficiência, que se distribuem pelo Bloco A, C e dois no Pavilhão Gimnodesportivo, sendo que um deles está equipado com chuveiro. Todos os serviços da Biblioteca, Secretaria, Papelaria, Reprografia, SPO, Refeitório, Bar, Direção e Sala dos Alunos são de fácil acesso.

Consciencializar a comunidade para a importância da integração de pessoas com deficiência, na sociedade e na escola, diligenciar atitudes de cooperação, interajuda e respeito pelo próximo, sensibilizando para as diferenças e contribuindo, assim, para a criação de um mundo mais inclusivo e equitativo são alguns dos importantes pilares do nosso Agrupamento. Pretendemos que esta seja uma luta de todos e não apenas de “uma minoria”.

O conceito de acessibilidade pressupõe a eliminação de qualquer tipo de barreiras e os membros do Clube Ubuntu do AEVH, enquanto agentes de mudança, pretendem a criação de uma Escola sem muros, nem barreiras. Uma Escola acessível a todos e não apenas a alguns. Uma Escola que estimule e possibilite a igualdade de oportunidades. Uma Escola que se destaque pelo compromisso de construção de um futuro solidário sustentável, inclusivo e transformador, no qual TODOS possam atingir o seu potencial.

Que a evocação deste Dia da Acessibilidade possa marcar o compromisso de sociabilizar e trabalhar com pessoas com deficiência, garantindo-lhes o acesso a ambientes sem barreiras.

A Equipa Ubuntu do AEVH

Ação – “Traz o que não precisas, leva o que te faz falta…”

A  equipa Horizonte Solidário,  em articulação com as equipas Ubuntu e a Associação de Estudantes, vêm apelar ao contributo e colaboração de toda a comunidade escolar na ação: “Traz o que não precisas, leva o que te faz falta…”.

Esta ação, a realizar entre 12 e 22 de dezembro (de 12 a 15 de dezembro – “Traz o que não precisas” e de 19  a 22 de dezembro – “leva o que te faz falta…”) visa promover não só a troca de bens, assente no lema “No Dar e Receber se constrói a Solidariedade Humana”, como também a reutilização de materiais, ainda em estado de uso, como ação promotora de um processo educativo, cujo principal objetivo se prende com a sensibilização da comunidade escolar para a modificação de hábitos no que diz respeito ao consumo exagerado e ao desperdício. 

As Equipas envolvidas e a Associação de Estudantes agradecem antecipadamente a colaboração e o envolvimento de todos.

“Quem estende a mão ao próximo percebe que o alcance do poder das suas ações é infinito.”

Clique no link abaixo para visualizar o cartaz.

Cartaz Ação Solidária

A Equipa HS

Outubro Rosa 2022

Infelizmente, os dados mais recentes apontam para o cancro da mama como o mais frequente em Portugal e no mundo e, por isso, durante todo o mês de outubro, o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, através do Projeto Horizonte Solidário, em articulação com o PES, voltou a assinalar, com várias atividades, o Outubro Rosa.

Este ano, com o reaproveitamento de alguns materiais já usados em anos anteriores, construiu-se a Moldura Rosa e, posteriormente, um padlet fotográfico.

Com pequenos apontamentos, embelezaram-se, na cor rosa, todos os Blocos da Escola Sede, do Agrupamento Verde Horizonte, e foram ainda dinamizadas, no dia 19 de outubro, duas sessões de sensibilização para a prevenção precoce do cancro da mama.

Para estas sessões foram convidados elementos do Grupo de Apoio de Abrantes da Liga Portuguesa Contra o Cancro e do Grupo de Apoio Concelhio de Mação. As mesmas destinaram-se às turmas de 12º ano (12ºA e 12ºB) e às turmas do Ensino Profissional, dos décimos e décimos primeiros anos (10.º.B, 10.ºC, 11.ºC e 11.ºD).

Através das ações desenvolvidas, procurou-se, mais uma vez, alertar alunos, professores, assistentes técnicos e assistentes operacionais para a prevenção precoce do cancro da mama e, em simultâneo, HOMENAGEAR quem passou e passa pela doença.

No dia 19 de outubro foi ainda realizado um almoço convívio entre a equipa HS e todos os convidados que connosco colaboraram na dinamização das sessões.

A todos os que se envolveram nestas ações, o HS vem expressar publicamente a sua gratidão e destacar o seu maior agradecimento aos que se disponibilizaram a estar, para partilhar, na primeira pessoa, o que foi ser… o que é ser um doente oncológico com cancro da mama.

Agradece, assim, às seguintes individualidades: à Matilde Sacavém, coordenadora do Grupo de Apoio de Abrantes da Liga Portuguesa Contra o Cancro; à Cláudia Almeida, Psicóloga da LPCC; à Paula Villaverde, coordenadora do Movimento Vencer e Viver de Abrantes; à Julita Silvestre, ex-professora e voluntária do Movimento Vencer e Viver; ao Sr. Rui Cardoso, voluntário do Grupo de Apoio Concelhio de Mação e à Isabel Mendes, Técnica do Banco Local de Voluntariado de Mação.

O HS agradece, ainda, o maravilhoso almoço que contou também com o “toque” dos alunos de Cozinha, que nos receberam, como é seu costume, com toda a pompa e circunstância! Para todos vós e para os Chefes, Raquel Rosa, Bárbara António e Tiago Ferreira, a nossa maior gratidão! “Juntos vamos mais longe!”

Made with Padlet

A Equipa Horizonte Solidário

Debate – “Transformar a Educação: Dá voz às tuas ideias!”

Conclusões – Ensino Secundário

Na sequência da atividade dinamizada na biblioteca escolar e coordenada pelo projeto Comunicar Saberes, na pessoa da professora Lucília Nogueira, os alunos foram levados a refletir, desafiados pelo tema “Transformar a Educação: Dá voz às tuas ideias!”

Após visionamento de um vídeo que lançava o tema “A educação tem o poder de gerar convivência saudável?”, os discentes referiram que estar na escola vai muito para além da aprendizagem da matemática e de outras disciplinas. Mencionaram que o ambiente escolar nos ensina a aprender a lidar com diferentes situações e a estabelecermos diversos laços; é uma segunda casa onde aprendemos não só a respeitar os outros, mas também a respeitarmo-nos a nós próprios. Reconhecem, também, que as instituições educacionais se têm afastado do dogma primitivo que era lecionar exaustivamente a matéria, para a memorizar forçadamente, e se focam, agora, no desenvolvimento das competências, feito de um modo muito mais saudável, física e mentalmente, e muito mais inclusivo.

Já noutra linha de pensamento, os debatentes mencionam que, atualmente, a escola tem vindo a evoluir em relação à igualdade de género, dando o exemplo da disciplina de Educação Física, onde, num conjunto de testes de avaliação diagnóstica inicial, cada género tem os seus parâmetros, chamando a isto diferenciação pedagógica e justificando que um dos muitos objetivos da educação é o alcance da igualdade de género. Assim, consideraram a nossa escola como um bom exemplo da difusão dos ideais de que a desigualdade de género deve acabar, uma vez que, em diversas modalidades desta disciplina, homens e mulheres trabalham lado a lado, aprendendo a respeitarem-se mutuamente. Acrescentaram que, de igual forma, já existem obras literárias inseridas no Plano Nacional de Leitura que retratam/espelham a inclusão dos géneros.

Numa outra pergunta, as turmas debateram se a adoção da Lei da Paridade seria, ou não, suficiente para alcançar a igualdade, chegando, posteriormente, a um consenso. No presente, parece que esta lei é necessária; no entanto, esperam que esta seja dispensável no futuro, o que pode revelar que a desigualdade de género é quase nula, não sendo necessária a adoção de medidas legislativas.

No que diz respeito à prática da escola em relação à existência de estereótipos, os alunos afirmaram que cada vez menos esta lhes transmite valores tradicionais, dando como exemplo “Os homens têm de crescer para serem grandes e fortes”. Cada pessoa tem o direito de querer, ou não, expressar o que sente. Se um homem quiser chorar, chora. Se uma mulher quiser ser grande e forte, nada a deve impedir disso. A sociedade, ainda estereotipada, nada deve intervir na vida das pessoas, muito menos discriminar os seus atos. Mencionam ainda que, nas escolas, estes assuntos não são muito falados, embora o possam vir a ser, dando como solução a criação de aulas onde se possam debater temas como este.

Ainda assim, estes alunos referem que a forma como o conhecimento é transmitido pelos manuais escolares ocorre de uma forma acessível e inclusiva, usando o sistema de exercícios, presente no manual de Filosofia, como justificação para a sua opinião (nos exercícios estão assinalados os respetivos graus de dificuldade).

De seguida, foi inferido que a escola, na visão destes alunos, pode ser transformadora em alguns setores da vida humana. Foram, nesse momento, apresentados exemplos dos muitos projetos e clubes escolares que contribuem, de diferentes maneiras, para a inclusão e o bem-estar psicológico dos alunos.

Já quando o assunto é a sustentabilidade, enquadrada no espaço escolar, é apurado que a escola procura reutilizar, reduzir e reciclar. Contudo, foi apontado o desperdício alimentar como uma problemática, mas logo os alunos apresentaram ideias para ultrapassar esse obstáculo, que passavam pela compostagem desses alimentos ou, ainda, pela alimentação de animais abandonados ou, eventualmente, animais domésticos criados pelos habitantes do concelho.

Para pôr fim ao debate, concluiu-se que a nossa escola se encontra num bom caminho, quando falamos na inclusão social e na diluição da discriminação, e que, apesar de haver alguns aspetos a melhorar, é importante que a escola continue a promover momentos como este, onde os alunos consigam debater e refletir de que forma podem ser solucionados os problemas identificados na comunidade escolar.

No ar ficou a pergunta: “Ser cidadão é opcional?”.