A saga dos verbos com segredos escondidos!

Diz-se “Intervim” ou “intervi”?

Intervim, intervieste, interveio, interviemos, interviestes, intervieram e intervindo são formas do verbo intervir.

Este verbo, como podes observar, é constituído por dois elementos; um deles é precisamente o verbo vir. Ora, acredito que saibas conjugar o verbo vir (vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram, etc.).

 

Pois é, não tem nada que enganar. O verbo intervir conjuga-se como o verbo vir, tal como outros compostos e derivados desse verbo (advir, convir, desavir, desconvir, entrevir, etc.), pois manda a regra gramatical que os verbos compostos e derivados sigam o paradigma de conjugação do seu verbo de base.

Mas por que motivo acontecem estes erros com o verbo intervir? Pensa bem! Acontecem talvez porque nos esquecemos de que o verbo que estamos a conjugar é o verbo vir e não o verbo ver (vi, viste, viu, etc.), não é?

Depois de leres esta notícia, decerto nunca mais te vais esquecer de como deves conjugar o verbo intervir!

Assim, para bem falares e bem escreveres não percas o próximo artigo deste Sem Pontapés na Gramática.

Até à próxima e… cuidado com a língua!

Prof.ª Ana Gameiro

Comemoração do centenário de Vergílio Ferreira

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No âmbito da comemoração do centenário de Vergílio Ferreira (1916-2016), o Arquivo Nacional da Torre do Tombo  e a Câmara Municipal de Gouveia, promovem a exposição VERGÍLIO FERREIRA: Espaço do (In)visível, patente de 6 de dezembro a 31 de janeiro de 2017.

Horário: segunda a sexta feira, 9h30 – 19h30 ; sábado, 9h30 – 12H30

Entrada livre.

Contribuição: professor António Bento

Dia Internacional da Língua Materna

A 17 de novembro de 1999, a Unesco declarou o dia 21 de fevereiro como sendo o Dia Internacional da Língua Materna.

A data, comemorada anualmente em todos os estados membros da Unesco, tem como objetivo primordial promover as diversidades linguísticas, culturais e o multilinguismo.

A língua lusa, com oito séculos de existência, é hoje uma das mais faladas do mundo (língua oficial de oito países) e abrange uma população de 250 milhões de pessoas.

Ninguém tenha dúvidas de que a língua que falamos é, por assim dizer, muito mais do que um simples meio de comunicação. Num país à beira mar plantado, ela é mar de muitos mares, História de muitas histórias. É património singular, forma de pensar, modo de sentir, maneira de ser, jeito de dizer, habilidade de lembrar, baú de inumeráveis recordações, arquivo de inexplicáveis memórias. É passado, é presente, é futuro!

Sabendo que é necessário encorajarmos o ensino da língua materna, lutarmos contra o analfabetismo, contribuirmos para uma melhor educação, valorizarmos e darmos visibilidade à língua de Camões, o Agrupamento de Língua Portuguesa não quis deixar passar este dia em branco.

Deste modo, e porque a língua de um povo é acima de tudo o reflexo intrínseco da sua alma, os alunos da escola sede do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, fazendo jus a esta data comemorativa, deram asas à imaginação escrevendo frases simples, mas profundas e verdadeiras, onde a essência da alma lusa claramente se fez sentir.

Parafraseando Fernando Pessoa, a nossa pátria é, indubitavelmente, o nosso idioma – a bela e inigualável língua portuguesa!

Profª Ana Gameiro

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