“Centenário da 1ª Guerra Mundial: a presença portuguesa e os heróis de Mação”

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“Centenário da 1ª Guerra Mundial: a presença portuguesa e os heróis de Mação” foi o tema escolhido para a exposição que esteve patente na Escola sede do nosso Agrupamento entre os dias 1 e oito de Junho. A mesma contou com trabalhos elaborados pelos alunos das turmas A e B do nono ano, no âmbito da disciplina de História, ao longo do ano letivo.

A exposição contou com cartazes; trabalhos práticos e de pesquisa; reprodução de monumentos de evocação aos mortos na Guerra do Concelho de Mação; testemunhos de soldados portugueses (nomeadamente do avô da professora Graça Bento); recolha de pensamentos e reflexões sobre a Guerra, ao longo dos tempos, da autoria de diferentes personalidades de diversos setores (desde a literatura, a política, as artes, a economia…), bem como da recolha de cem testemunhos (fotos, recortes de jornal, pinturas, poemas, discursos, comunicados…) sobre a presença portuguesa na guerra, desde a preparação do CEP em Tancos e da partida dos portugueses, passando pelas duas frentes da guerra (África e França) até ao retorno dos portugueses.

Foi ainda dado destaque às homenagens feitas aos soldados portugueses (aqui destacou-se a réplica do monumento aos sete soldados maçaenses que morreram na guerra), ao papel desempenhado pelas mulheres portuguesas durante a guerra em Portugal e em França, não esquecendo a visão artística e humorística da guerra.

Escolheram-se três cores: o preto da guerra, da dor, da escuridão; o branco da paz e da esperança e o vermelho do sangue derramado.

Pretendeu-se evocar o heroísmo, a coragem, as dificuldades, o sofrimento e o papel desempenhado pelos soldados portugueses neste grande conflito militar, dando uma visão transversal da guerra, de como era a sociedade portuguesa da altura e de como foi vivenciada e sentida pelos diferentes setores e intervenientes.

Pretendeu-se igualmente desenvolver várias competências nos alunos, operacionalizando uma “História viva”, que se faz, se constrói e se atualiza através do trabalho e da identificação dos alunos com as temáticas que exploram.

Profª  Ermelinda Martins

Cavalo sem Cabeça da Ribeira da Ocreza

20150226_132500CavaloGravura rupestre: Cavalo sem Cabeça da Ribeira da Ocreza (Mação)

Uma das maiores riquezas do Concelho de Mação destaca-se num conjunto de gravuras rupestres junto à Ribeira da Ocreza, entre elas a representação de um equídeo (cavalo) figurado em perfil absoluto, o primeiro achado de arte paleolítica ao ar livre no sul de Portugal, que segundo os especialistas terá mais de 20.000 anos.É uma gravura isolada, num pequeno painel de xisto-grauváquico, muito patinada, de estilo paleolítico (períodos Gravettense ou Solutrense antigo).
Para divulgar melhor este ícone do património regional na comunidade escolar, o docente Sebastião Pimenta efetuou uma pintura-gravura em tela (120/90 cm), utilizando gesso e tinta acrílica, a qual está exposta no átrio da nossa escola e fará parte do espólio escolar.

Texto: professor Sebastião Pimenta

Foto: professor João Pinheiro

Exposição “Por mares nunca antes navegados”

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“Por mares nunca antes navegados…”  foi o tema escolhido para a exposição que esteve patente na nossa escola, na segunda semana do segundo período, logo no início de Janeiro. A mesma contou com trabalhos práticos elaborados pelos alunos das três turmas do oitavo ano da nossa escola, no âmbito da disciplina de História.

 Os trabalhos abordaram a importância que a época dos descobrimentos e da expansão portuguesa tiveram, quer para o nosso país, quer para o mundo. De facto, os portugueses iniciaram corajosamente, logo no início do século XV (mais concretamente em 1415), um período de grandes viagens, descobertas e conquistas nos vários continentes, dando a conhecer lugares, povos, costumes, lendas, tradições, línguas, animais, plantas… até então desconhecidos, dando assim, a conhecer “novos mundos ao Mundo”.

Os alunos reproduziram alguns instrumentos de navegação e orientação astronómica (astrolábios, balestilhas, quadrantes e bússolas) utilizados pelos nossos navegadores; embarcações (barinéis, barcas, caravelas e naus) que rasgaram mares e oceanos, enfrentando perigos e medos; fortalezas e feitorias portuguesas; mapas e cartografia dos descobrimentos.

Apresentaram também a reprodução e a biografia dos corajosos navegadores portugueses, pois foram eles que “sonharam mudar o mundo”; pesquisas e livros sobre as especiarias e outros produtos trazidos pelos portugueses de África, da Ásia e da América; diários de bordo; padrões dos descobrimentos e poemas.

Estes trabalhos e reconstituições permitiram aos alunos que os elaboraram “viajar no tempo”, imaginando as dificuldades sentidas e os medos, mas também a aventura de partir para o desconhecido, valorizando um período áureo da nossa História e os feitos dos portugueses aventureiros que um dia sonharam ir mais além e espalharam a nossa língua e o nosso povo “pelos três cantos do mundo”. Permitiram também consciencializar-se que não há impossíveis e que com vontade, empenho, trabalho e espírito de sacrifício tudo se pode alcançar!

                                                                                       Profª Ermelinda Martins

Exposição de trabalhos “Monumentos megalíticos”

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Os alunos do Curso Vocacional do 3.º Ciclo fizeram maquetes de monumentos megalíticos após ter sido lecionado o 1.º módulo na disciplina de História.

Foi utilizada pasta para modelar, de cor castanha e branca, para os monumentos megalíticos e cartão para a base. Posteriormente os alunos decoraram o seu trabalho com areia, pedrinhas e algumas folhas.

Texto e fotografias de: Lígia Silva (professora de História)

Um olhar sobre a Pré-História: a evolução da técnica no desenvolvimento da humanidade

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“Um olhar sobre a Pré-História: a evolução da técnica no desenvolvimento da humanidade” foi o tema escolhido para a exposição que esteve patente na nossa escola entre os dias 19 e 25 de novembro. A mesma contou com trabalhos elaborados pelos alunos da turma A do sétimo ano, no âmbito da disciplina de História, que reproduziram alguns instrumentos, utensílios, objetos de culto, maquetas e formas de arte, aplicando (sempre que possível) os materiais e as técnicas utilizadas na época do Paleolítico como pedra, madeira, osso, chifres, marfim, peles de animais e conchas.

Os alunos apresentaram também alguns dos novos utensílios e objetos do Neolítico, elaborados com novos materiais e técnicas (olaria, tecelagem, cestaria e moagem), maquetas com a reconstituição de como era a vida no Neolítico e reprodução dos principais monumentos megalíticos, como é o caso de antas ou dólmenes, alinhamentos e cromeleques.

Estas reconstituições permitiram aos alunos que os elaboraram viver a História de uma forma mais prática, “Historiando” e tomar consciência das dificuldades com que se confrontaram os homens da Pré-História em projetar, elaborar e encontrar os materiais necessários para o seu fabrico, bem como constatar que foi a evolução da técnica que permitiu e contribuiu para o desenvolvimento da humanidade e da sua sobrevivência e adaptação ao meio.

Posteriormente, através da sua exposição, permitiram a toda a comunidade escolar reviver esse período da Pré-História  com um “simples olhar”.

Ermelinda Martins

Evocação do centenário da 1ª Guerra Mundial – 1914/1918

Trincheiras
Portugueses nas trincheiras em França (1917).

Comemoram-se este ano cem anos do início da 1ª Guerra Mundial, um dos acontecimentos mais devastadores da História da humanidade. Para evocar este acontecimento, estão agendadas durante três anos (2014/2018) várias efemérides, cerimónias, congressos, um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, foi preparada uma Comissão de Comemoração deste 1º centenário que, em articulação com várias associações, universidades e com as próprias autarquias, levam a cabo várias atividades que se integram quer a nível nacional, quer a nível local, na evocação da participação portuguesa neste conflito.

Em Mação,a Autarquia, em articulação com a Liga dos Antigos Combatentes de Abrantes, já assinalou esta data com uma cerimónia levada a cabo no passado dia 18 de Outubro junto ao monumento de homenagem aos antigos combatentes.

A nossa escola não quer deixar passar este acontecimento em vão e, assim sendo, no decorrer do segundo período os alunos do nono ano, no âmbito da disciplina de História, vão integrar-se nestas comemorações, realizando várias atividades, entre elas uma exposição, para assinalar a passagem do centenário dos traumáticos acontecimentos que afetaram Portugal e o Mundo.

Pretende-se dar a conhecer este episódio da História de Portugal, tão mal estudado, tão pouco valorizado, no qual tantos milhares de portugueses, entre eles maçaenses, deram a sua vida pela defesa da pátria e dos ideais da paz. Pretende-se relembrar a valentia, a coragem, mas também a dor e o sofrimento que passaram aqueles cuja memória foi esquecida e dizer, tal como um soldado português afirmou numa carta que escreveu à família “ isto que está escrito e apesar de dizer muito, não diz nada em comparação com o que foi passado”.

Deixamos, de seguida, um pequeno resumo sobre a participação portuguesa, destacando a entrada de Portugal no conflito e as frentes de combate para onde foram os nossos soldados que integraram o Corpo Expedicionário e convidamos toda a Comunidade Educativa a juntar-se a nós nesta evocação.

A participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial  – viver a memória!

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A 5 de agosto de 1914 toda a Europa estava em Guerra. No dia 2 desse mês, em Portugal começaram-se a fazer sentir os efeitos psicológicos da guerra: a moeda de prata desapareceu de circulação, as mercadorias subiram de preço e deu-se uma corrida aos bancos para levantar dinheiro.

A par do pânico da população, o Governo não sabia o que fazer. No dia 7 de agosto, o Governo de Bernardino Machado levou ao Congresso da República uma declaração sobre a política externa a seguir face à emergência da guerra. Esta declaração reafirmava a tradicional aliança com a Inglaterra sem declarar guerra à Alemanha.

Porém, apenas cinco dias depois, Portugal organiza uma expedição militar com destino a Angola e Moçambique, começando, desta forma, a combater não na Europa, mas em África, isto é, a posição de Portugal na Primeira Guerra Mundial não se podia separar da defesa das colónias ultramarinas, já que as ambições da Alemanha sobre estas eram bastante grandes.

Assim, numa primeira etapa, Portugal participou, militarmente, na guerra com o envio de tropas para a defesa das colónias ameaçadas pela Alemanha. Face a este perigo e sem declaração de guerra, o Governo português enviou contingentes militares para África.

Começam aqui as divisões na união política nacional. As opiniões acerca da entrada de Portugal no conflito dividiam-se cada vez mais no seio da sociedade portuguesa. A Grande Guerra marcou, assim, os destinos da Primeira República Portuguesa, a partir de 1914. Uma República recém formada (a 5 de Outubro de 1910), fragilizada pela grave crise económica, social e pela grande instabilidade política.

Por um lado, surgem os evolucionistas, indecisos, embora a partir de 1916 partilhassem as responsabilidades de Portugal entrar na guerra. As suas ideias guiavam-se no sentido de acompanhar a Inglaterra; por outro lado, surgem os democráticos e inteletuais republicanos, que defendiam a participação de Portugal no confronto. Estes intervencionistas viam na guerra a oportunidade de afirmação da autonomia de Portugal há muito submetido ao protetorado inglês.

Despedida
Despedida de soldados portugueses que integravam o CEP.

O primeiro Corpo Expedicionário Português (CEP) partiu em fins de janeiro de 1917 para a Flandres. Este corpo perdeu muitos homens devido aos bombardeamentos alemães, ao confronto homem a homem, à utilização de gases venenosos por parte do inimigo e à estadia prolongada das tropas em combate, já que Sidónio Pais se recusou substituí-las.

Desfile do CEP, em Lisboa, aquando da partida para a frente de combate na Flandres.
Desfile do CEP, em Lisboa, aquando da partida para a frente de combate na Flandres.

O CEP foi a principal força militar que Portugal enviou para a França, com a finalidade de, através da sua participação ativa no esforço de guerra contra a Alemanha, conseguir tirar vantagens no final desta.

Prisioneiros portugueses sobreviventes da Batalha de LaLys.
Prisioneiros portugueses sobreviventes da Batalha de LaLys.

A principal batalha foi a de LaLys, nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial, os exércitos alemães, provocaram uma grande derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa.

Neste esforço de guerra, chegaram a estar mobilizados quase 200 mil homens portugueses. As perdas atingiram quase 10 mil mortos e milhares de feridos, além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional.

No entanto, foi o facto de termos entrado na guerra ao lado dos países vencedores, que permitiu a Portugal manter os direitos sobre as suas colónias. Com custo e valentia os soldados portugueses defenderam a sua pátria, numa guerra que quando iniciou em 1914 se julgava rápida, mas que a realidade prolongou por quatro e longos anos de sofrimento e horror.

Professora Ermelinda Martins