A Treasure Chest of Letters

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Terminou, no passado dia 14, a atividade “A Treasure Chest of Letters”, dos International Pen Friends, que consistia na escrita e envio de uma carta para a Autrália, em Inglês, por todos aqueles que desejassem participar na iniciativa.
Esta atividade foi lançada por aquela organização com o objetivo de, simbolicamente, comemorar os 50 anos de existência dos International Pen Friends; 50 anos a aproximar povos e a derrubar fronteiras, a criar amizades através da escrita de cartas.
As cartas, depois de cuidadosamente abertas para a sua apreciação e participação num concurso, serão fechadas e guardadas num baú durante os próximos 50 anos! Nessa altura, esse baú será aberto e as cartas poderão, finalmente, cumprir o seu propósito: comunicar com alguém num futuro ainda distante!
Quem as irá ler? Onde serão encontradas? Seremos contactados de volta? Não sabemos… Vamos ficar à espera! Daqui por 50 anos veremos!
Os alunos das turmas do 8ºA, 9ºA, 9ºB, 10ºA, 10ºC, 11ºA, 11B e do 12ºA mostraram elevado interesse e dinamismo ao participar na atividade com a elaboração de 80 cartas inéditas e criativas para esta original cápsula do tempo.
Mais  ou menos extensas, mais simples ou mais elaboradas, mais ou menos coloridas, com fotografias ou desenhos, as cartas demonstram a capacidade dos nossos alunos partilharem as suas preocupações com o mundo atual e a possibilidade de especularem sobre um futuro que desconhecem.
Resta-nos aguardar, porque o futuro será, um dia, presente!
Professores Sílvia Ramadas e João Pinheiro

My International Pen Friends

Foto de thediaryofasquaretoothedgirl.blogspot.com
Foto de thediaryofasquaretoothedgirl.blogspot.com

O fim deste primeiro período e o início das férias de Natal ficou marcado por um momento especial para os 86 participantes na atividade My International Pen Friends: a tão aguardada chegada das listagens dos seus correspondentes! A alegria só não foi total porque as listas de correspondentes dos alunos da professora Sílvia Ramadas só chegaram à escola no primeiro dia de férias e, por isso, não puderam ser entregues aos alunos. Porém, assim que as aulas forem retomadas, em janeiro, a professora Sílvia Ramadas terá o prazer de lhes fazer chegar os nomes dos seus colegas que, ao redor do mundo, aguardam as suas cartas.

A atividade está a envolver alunos de países tão distantes como a Austrália, o Canadá, os Estados Unidos da América, a República da China, Suíça, Áustria (de onde um aluno do 12.º ano já recebeu uma carta, mais especificamente da região de Tirol), França, Alemanha, Itália, Espanha, Argentina, etc…

Cada aluno poderá corresponder-se com um total de 14 colegas de vários países, o que será bastante enriquecedor para todos os participantes.

A sua participação é gerida, ao longo de um ano, pela organização International Pen Friends, entidade responsável pelo cruzamento dos dados, atribuição de correspondentes aos participantes e fiscalização e, depois disso, os alunos são completamente livres de continuarem a corresponder-se com os seus amigos se assim o desejarem.

Incentivamos, neste momento, os alunos que já têm as listagens de pen friends consigo a  aproveitarem estes dias de férias para elaborarem as cartas, seguindo as instruções contidas neste documento para a sua correta escrita.

Partilhamos convosco este este artigo no jornal The Guardian, que destaca a importância da escrita como veículo de transmissão da nossa própria personalidade. Tomamos mesmo a liberdade de citar esta parte: “Writing has always been seen as expressing our personality. In his books the historian Philippe Artières explained how doctors and detectives, in the late 19th and early 20th century, found signs of deviance among lunatics and delinquents, simply by examining the way they formed their letters. “With handwriting we come closer to the intimacy of the author,” Jouvent explains. “That’s why we are more powerfully moved by the manuscript of a poem by Verlaine than by the same work simply printed in a book. Each person’s hand is different: the gesture is charged with emotion, lending it a special charm.”

Desejamos que estas férias estejam, para todos, carregadas de momentos de alegria e que a participação nesta atividade vos traga muitas cartas cheias de palavras bonitas e de emoções novas.

Divirtam-se!

Texto: professor João Pinheiro

Caligrafia ou A Arte de Bem Escrever

A palavra “caligrafia” tem a sua origem no “grego κάλλος kalli “beleza” + γραφή graphẽ “escrita”” e “é muitas vezes chamada de a “arte da escrita bela” ou “a arte de dar forma aos sinais de uma maneira expressiva, harmoniosa e habilidosa””. Esta é a forma como a Wikipedia define este termo que, nos nossos dias, tem cada vez menos adeptos.

Hoje, com os computadores e com os nossos telemóveis em continua ligação com o mundo através da Internet, cheios de aplicações que nos ajudam a contactar os nossos amigos e familiares, independentemente do lugar do mundo em que se possam encontrar, estamos muito rapidamente, demasiado rapidamente, a perder séculos de cultura, de arte que se concretizava na escrita manual de cartas ou de outros documentos.

Não é que tudo seja negativo, longe disso. Mas a rapidez e o efémero nem sempre são os aspetos mais agradáveis dos relacionamentos que os seres humanos estabelecem entre si.

Há elementos que por mais que os computadores evoluam nunca conseguirão transmitir. Há emoções que não passam através das teclas dos nossos PCs ou smartphones, por mais bonito que seja o tipo de letra escolhido. E eu não conseguirei fazer passar esse tipo de subtileza por aqui também.

Verdade seja dita, os nossos alunos têm cada vez mais dificuldades em escrever. E fazê-lo de forma esteticamente agradável, quando andamos todos a correr com falta de tempo, ainda mais difícil se torna.

No entanto, ao contrário do que se pode pensar, esta arte não está morta. Basta procurar na Internet e encontramos inúmeros sites dedicados a esta arte. Por mais irónico que vos pareça, o meio que parece ser o maior facilitador do desaparecimento da arte de bem escrever é, ao mesmo tempo, aquele que melhor a divulga, colocando ao alcance de todos nós materiais e conhecimentos que nos podem levar a querer desenvolver essa capacidade.

Vejamos um bom exemplo:

Texto: professor João Pinheiro