Texto de opinião

 

A sociedade do “eu”

A sociedade atual tem vindo a ser cada vez mais fustigada com atitudes que revelam que o ser humano está cada vez mais egoísta.
O poder e a riqueza influenciam o comportamento e a atitude de muitas pessoas. O “eu” está cada vez mais presente em detrimento do “nós”. E, infelizmente este pensamento egoísta tem vindo a aumentar especialmente nas pessoas que possuem mais poder, basta ligar a televisão ou outro meio que transmita informação para perceber que a corrupção é uma palavra com que a sociedade tem que lidar atualmente.
Parece que o ser humano tem no seu ADN a informação que quanto mais tem, mais quer e este pensamento que tem, cada vez mais, cava um fosso entre os ricos e os pobres e se não se fizer nada em relação a isso esse fosso pode nunca ser fechado.
Felizmente, para a sociedade, atitudes altruísta ainda existem (ações de solidariedade, voluntariado, etc.) porém estas atitudes por vezes são manchadas por quem se aproveita delas para retirar algum benefício para si, como é o caso de algumas fundações que se aproveitam da solidariedade de uns e da necessidade dos outros para tirarem benefícios para seu próprio proveito.
Em suma, toda a sociedade devia repensar as suas atitudes e pensar mais no “nós” do que no “eu”, pois só assim poderá existir um mundo com mais igualdade.

Sara Bento, 10ºA

Anúncios

Poesia Visual

 

Foto do professor António Bento

 

Durante o estudo do texto lírico, as turmas A e B do 8º ano elaboraram poemas visuais.

Destes trabalhos alguns integraram uma pequena exposição que esteve patente na biblioteca da escola sede do Agrupamento.

O gosto dos alunos e a sua criatividade revelaram que os nossos jovens estão despertos para a poesia, os seus significados e para a sua beleza.

 

 

Professora Anabela Ferreira

Opinião

 

 

Influência dos modelos de beleza

 

 

O ideal de beleza feminino é algo antigo, é uma construção social que varia de época para época.

O padrão de beleza já variou imenso, as figuras femininas já foram consideradas perfeitas com um índice de gordura maior do que apresentam agora. Atualmente, as figuras excessivamente magras que dominam os circuitos da moda funcionam como padrão de beleza.

Considero que, no século XXI em que nos encontramos, as principais influências dos modelos de beleza são as redes sociais e as figuras públicas que nelas se expõem, manipulando e seduzindo as figuras femininas que anseiam ficar como elas.

Por vezes pessoas mais débeis e menos estruturadas fomentam comportamentos miméticos que resultam em situações de anorexia e bulimia.

Certas pessoas para ascenderem socialmente sujeitam-se a qualquer tipo de comportamento, mesmo que esse não seja o mais adequado.

Na minha opinião, o ideal de beleza feminino não deveria ser um mero e inútil padrão físico, mas sim um padrão espiritual e de cultura. O nosso corpo não deveria ser algo que usássemos para nos vincarmos no mundo da moda ou para termos uma postura social altiva. O nosso carácter, atitude e bondade é que deveria ser, seguramente, uma arma para nós mulheres nos afirmarmos no mundo.

A anorexia e a bulimia são problemas sérios que afetam a nossa sociedade e as suas vítimas são pessoas que não se conseguem integrar no meio ao seu redor e, por isso, tentam aparentar o ideal feminino imposto pela sociedade.

Os circuitos da moda deveriam ser mais abrangentes e não tipificar e rotular medidas para as figuras masculinas e/ou femininas serem aceites.

Concluindo, o ideal de beleza feminino já se alterou e continua a alterar. No meu ponto de vista, as redes sociais, assim como as figuras públicas, deveriam combater esta tipologia sobre a influência dos modelos de beleza.

 

Maria Margarida, 11ºA

Agrupamento Solidário

 

 

 

 

“Mochilas Solidárias: Achas que a tua Turma podia incluir mais um aluno?”

 

A Educação não é a preparação para a vida, é a própria vida…” (Raquel Parente, 12º A). E, na intenção de contribuir, um pouco, para que algumas crianças em Cabo Verde possam sonhar e condignamente crescer na sua Vida Escolar, a turma do 12º A, a convite da Diretora de Turma, desafiou todas as turmas da escola a colaborar com a iniciativa “Mochilas Solidárias: Achas que a tua Turma podia incluir mais um aluno?”, campanha do projeto Cabo Verde, Associação juvenil dos Álamos, em Lisboa – projectocaboverde.wixsite.com. Nesta campanha era pedido a cada turma, interessada, a composição de uma mochila com materiais escolares e afins, para crianças dos 5 aos 17 anos. O desafio lançado pela turma do 12º A foi garantidamente um sucesso pois superaram-se as expectativas, conseguindo-se a composição, na sua maioria com materiais novos, de 29 mochilas, número acima das turmas existentes na escola Básica 2,3 Ciclos c/ Ensino Seundário de Mação. Angariaram-se ainda 20 estojos, alguns brinquedos, bonecas e várias mochilas vazias. A entrega das Mochilas Solidárias, à Associação Juvenil dos Álamos, realizou-se na semana de término das aulas para o 12º Ano, na nossa Escola, a uma representante da Associação. A entrega em Cabo Verde poderá posteriormente ser acompanhada no site da Associação, por altura do verão! Está atento!

 

A Turma do 12º A agradece o envolvimento das turmas 5.º A (4 mochilas), 5.º B (1 mochila), 6.º A (2 mochilas), 6.º B (2 mochilas), 6.º C (1 mochila), 7.º B (1 mochila), 8.º A (1 mochila), 8.º B (1 mochila), 9.º A (1 mochila), 9.º B (1 mochila), 10.º A (1 mochila), 10.º B (2 mochilas), 10.º C (2 mochilas), 11.º A (2 mochilas), 11.º B (1 mochila), 12º A (2 mochilas) e 12º C (1 mochila). Agradece ainda ao Agrupamento de Educação Física (1 mochila), à Professora Graça Dias (1 mochila) e ao Clube Europeu e Agrupamento de Educação Física (1 mochila). Agradece igualmente ao Professor José Gonçalves, à Professora Ana Montargil, às Assistentes Operacionais, Rosário Casola e Ana Alves pelos materiais oferecidos e ainda a todos os Diretores de Turma, Professores e Assistentes Operacionais envolvidas que, de coração, se envolveram nesta iniciativa.

“E que o mundo mágico da infância…  acompanhe, SEMPRE, os meninos de Cabo Verde!” (Ana Vicente, 12º A)

 

A professora Cláudia Olhicas

Opinião

 

 

Bahia tem 954 mil crianças e jovens em situação de pobreza …

 

Igualdade de oportunidades

                No tempo em que vivemos, no séc. XXI, já com a tecnologia e a ciência avançada, revolta-me como ainda é possível haver gente que não vai à escola, mulheres que não podem ter a mesma liberdade que os homens e que pessoas passem fome e que não tenham as mesmas oportunidades que as outras pessoas.

Há pessoas que têm orgulho em dizer que são ricas, que fazem isto e aquilo, e que têm tudo. Mas, se têm tudo, porque não podem, por exemplo, enviar ou dar alimentos ou dinheiro para aqueles que mais precisam? Quando dão, dão indignadas, porque depois não podem ir passear ao estrangeiro ou porque não podem ir comer a um restaurante cinco estrelas.

É interessante como há uma elevada desigualdade de raça, por exemplo. Não podem ter a oportunidade de nem sequer beber um copo de água transparente. Devia-se ajudar também os outros a ter oportunidades como muita gente tem. Os Africanos, por exemplo, não são mais “burros” ou mais inteligentes que os Chineses ou os Portugueses. A educação e os valores são algo que deve ser transmitido para toda a gente. Se as pessoas não disseram, por exemplo, “bom dia” ou “boa tarde” quase ninguém se fala. Há muita gente que não tem muitas oportunidades, mas que com a sua vontade própria tenta chegar longe!

Com o rumo que hoje em dia o mundo leva, vemos que há muita gente que tem tudo, mas não tem nada e aqueles que deviam de ter não têm, mas têm o mais importante.

 

Daniel Maia, 10A

Apreciação crítica

Amor de Perdição | Luso Livros

Amor de Perdição

 

A obra Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco é uma história que tem um título e um subtítulo, baseia-se numa história duma família que nos é apresentada mesmo como realidade e não como ficção. Esta obra fala sobre de um amor proibido entre Teresa e Simão que nunca se concretiza completamente devido ao ódio das suas famílias uma com a outra.

Esta obra é muito interessante porque relata uma história que é baseada numa história real, daí a ser interessante e ter gostado bastante de a ter lido.

Um aspeto que achei muito interessante foi o facto de Teresa e Simão, apesar de saberem que era complicado terem um romance, nunca desistiram e tentaram sempre encontrar-se mesmo sabendo que era muito perigoso, por isso gostei desta parte, pois nos permitiu ver que nunca devemos desistir daquilo que queremos, mesmo que haja muitas dificuldades para isso se concretizar.

Outro momento que considerei bastante interessante foi quando Simão matou Baltasar, pois após ter matado Baltasar Coutinho e saber que poderia ser preso, Simão em vez de fugir com a ajuda de João da Cruz, preferiu entregar-se mostrando que assumiu o que fez, sendo apenas um rapaz com dezoito anos, demonstrava grande maturidade para o ato que praticou e continuando assim a não desistir do seu amor com Teresa.

Em suma, a obra Amor de Perdição é muito interessante e importante para o meu futuro, pois é uma história que ficamos a pensar em como era a sociedade no século XIX.

 

 

Filipe Serra, 11ºA

Opinião

Art Ideias Ideais
artesanatosideiasideais.blogspot.com

 

Mudar de destino

Ninguém escolhe onde nasce, mas cada pessoa pode escolher o seu destino: resignar-se ao primeiro obstáculo que pode ser o nascer num meio desfavorecido e não fazer nada para mudar e continuar à deriva a ver a vida passar ou pode aceitar o seu primeiro obstáculo, levantar a cabeça e trabalhar para ter uma condição melhor.

Mas será que todos têm as mesmas oportunidades de construir uma vida melhor?

Uma condição social favorável dá mais meios para ter melhores oportunidades como, por exemplo, na educação, porém esta condição favorável não traz talento, pois este não é algo que se compre, é algo que se tem desde sempre e que se vai trabalhando ao longo da vida.

Atualmente, no meio do desporto e das artes são muitos aqueles que nasceram e cresceram em meios sociais desfavoráveis, mas com talento, trabalho e com humildade tiveram a tal oportunidade para contrariar o seu destino traçado logo ao nascer.

Não é sempre um mar de rosas e por vezes aquela tal oportunidade não aparece e podemos seguir por maus caminhos.

Em suma, a vida mostra que a oportunidade aparece com maior ou menor frequência, cabe a cada um agarrá-la com todas as suas forças e cabe-nos a nós lutar para que no fundo todos tenham o mesmo número de oportunidades.

 

 

Sara Bento, 10ºA

Leituras

O meu gosto pela leitura

 

Eu posso dizer que não odeio os livros nem os amo, mas posso dizer que adoro os livros especialmente de aventuras, livros que indicam cenas míticas e também os livros de mitologia grega, mas não quer dizer que eu não leia outros livros.

Os livros que mais me marcaram foram: Os cinco, Uma aventura e todos os livros do Percy Jackson entre outros.

Os cinco e Uma aventura são livros de aventura e os livros do Percy Jackson são uma mistura de elementos míticos e de aventura.

Para mim, os livros de aventura são como se eu estivesse a viver essa mesma aventura, porque parece tão real que não consigo explicar. Os livros de cenas míticas fazem com que a história seja mais perigosa, mas ao mesmo tempo haja mais ação, e, por fim, aprecio os livros de mitologia porque assim conhecemos mais deuses antigos, o que eles faziam, onde eles viviam e outras coisas sobre os deuses.

Por fim, as personagens que mais me marcaram foram: Percy Jackson, Zeus, Hades, Poseidon, o Tim e a Zé.

 

Mateus Fouto, 8ºB

 

Pensamentos

O que é ser amado?

Se me perguntassem o significado do que é ser amado, penso que não iria ser capaz de dar uma explicação certa ou credível de tal. Na verdade, como é ser amado? É sentir que a pessoa tem uma grande afeição por nós e que se preocupa connosco? É também saber que, independentemente do que façamos temos o apoio e a confiança da pessoa? Sei que não sei o que é ser amado, mas pelas grandes tristezas e desilusões que vejo por aí não tenho a certeza se o quero ser.

 

                Outra questão que também tenho: o que é amar?

Será que nós, sociedade de hoje em dia, sabemos o que realmente é amar? Questões como estas surgem na minha cabeça de tempos a tempos e sei que nunca ninguém me vai responder da forma certa ou igual a outra, porque, supostamente, cada um tem o seu jeito de amar e de demonstrar. Questiono-me se algum dia serei capaz de amar e ser amada pelo meu conceito de amor, mas até lá ainda tenho de descobrir o que é realmente este sentimento para mim.

 

Nicole Duarte, 10º A

Reportagem

 

Turistas a mais em Lisboa?

                O turismo em Portugal, e especialmente em Lisboa, tem vindo a aumentar exponencialmente assim como todos os tipos de negócio ligados, direta ou indiretamente ao turismo.

Segundo o “lobal Destinations Cities Index”, da Mastercard, entre 2009 e 2016 houve um crescimento de 7,4% no número de visitantes internacionais que pernoitam na cidade, colocando assim Lisboa no “top” 5 das cidades europeias com o crescimento mais rápido.

Um outro estudo afirma que a grande maioria dos lisboetas, 90%, está satisfeita ao ver o número de turistas na cidade aumentar de dia para dia. Contudo, ainda existem 10% dos lisboetas inquiridos que se mostram insatisfeitos com o aumento de visitantes internacionais na cidade.

O ponto de vista destes 10% de pessoas inquiridas é completamente compreensível e visível por toda a cidade.

Por exemplo, devido à grande ocupação da capital portuguesa por parte de cosmopolitas e não só, a inflação de preços no setor da habitação subiu bastante nestes últimos anos e consequentemente o número de antigos habitantes da cidade que ficaram sem a sua casa, devido à grande procura de grandes empresas de construção e de hotelaria aumentou. Outro grande problema que estes inquiridos apontam é a “Invasão dos Tuk- Tuks”.

O trânsito na cidade tem ficado cada vez mais caótico, devido aos Tuk-Tuks– veículos de três rodas que, consoante os modelos, podem transportar até seis pessoas em visitas guiadas-que circulam por toda a metrópole, especialmente, nos bairros históricos, provocando incómodos na vida das populações ali residentes e originando várias queixas, como, por exemplo, o ruído e a poluição produzida por estes veículos, por parte dos moradores de várias freguesias da cidade. Em 2015, a freguesia de Santa Maria Maior juntou-se aos subscritores de uma petição que visava o controlo de Tuk-Tuks em Alfama. O presidente da junta reivindicava ainda o controlo da circulação destes veículos noutras zonas da freguesia.  Acabaram por conseguir a proibição da circulação destes veículos em algumas ruas da zona do Castelo. Foram ainda aplicadas regras a este meio de transporte, como, por exemplo, a proibição de transporte de bagagens.

Devido a este crescente interesse, por parte de estrangeiros no nosso país, o investimento em Portugal tornou-se mais atrativo. Segundo o relatório do Fórum Económico Mundial, Portugal encontra-se na 14º posição mundial, num ranking sobre os mercados mais atrativos para negócios no setor das viagens e turismo. Existem até países, como é exemplo a Turquia, que anunciaram investimentos no mercado nacional, neste caso um conjunto de investimentos no valor de 300 milhões de euros, em turismo, habitação, entrada no capital de um estaleiro naval do Norte e no terminal do Barreiro.

Contudo, a maioria dos nossos compatriotas lisboetas está bastante contente com a acessão de turistas que visitam a cidade.

Lisboa, assim como muitas outras cidades, aplica uma taxa turística de 1 euro por noite até ao valor máximo de 7 euros (7 noites seguidas por dormida e por hóspede). Esta medida entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2016.

Segundo um relatório do Instituto Nacional de Estatística a atividade de alojamento turístico em Portugal (hotelaria, turismo no espaço rural e alojamento local) registou 21,3 milhões de hóspedes e 59,4 milhões de dormidas, portanto pode concluir-se que os proveitos totais e os de aposento do setor de alojamento turístico ascenderam, respetivamente, a 3,1 mil milhões de euros e 2,3 mil milhões de euros. Sendo o turismo, atualmente, um grande setor que contribui bastante para a economia do país, estes grandes números pressupõem um crescimento na economia nacional que irá criar novos projetos, estudos, equipamentos ou infraestruturas que produzam impacto direto ou indireto na promoção e qualidade do turismo na cidade de Lisboa numa perspetiva de crescimento sustentável a longo prazo.

O turismo contribui também para a diminuição da taxa de desemprego, o que apenas traz benefícios para o nosso país. Por exemplo, se caminharmos pela Rua Augusta, é quase incontável o número de pequenas lojas de comércio local e de performances de rua, que penso contribuírem tanto para a imagem da cidade de Lisboa como para o aumento do rendimento de inúmeras famílias e indivíduos.

De acordo com um estudo realizado pela “Intercampus” revela que 91% dos residentes e para 80% dos que trabalham em Lisboa a cidade “tem hoje mais vida”. Há ainda 73% da população lisboeta que concorda com a afirmação “o turismo tem-me ajudado a sentir mais orgulhoso em relação a Lisboa“.

 

 

 Mónica Silva, 10ºA