As 10 tecnologias mais promissoras de 2013

Esta notícia chega-nos sugerida pelo professor João Gonçalves.

Global Agenda Council on Emerging Technologies (Conselho para a Agenda Global sobre Tecnologias Emergentes), parte do World Economic Forum (Fórum Económico Mundial), identificou as dez tecnologias com maior potencial para provocar um impacto significativo na nossa sociedade a curto ou médio prazo.

Isto é, são as tecnologias que é mais provável que venham a ser desenvolvidas, provocando uma alteração nos hábitos de milhões de consumidores de todo o mundo.

As 10 tecnologias são, então, as seguintes:

1. Veículos elétricos online

Apesar dos carros elétricos ainda serem uma novidade já se fala no próximo passo: a distribuição de energia elétrica aos veículos enquanto eles se encontram em movimento, minimizando a necessidade de parar para “abastecer” e aumentando significativamente a autonomia destes veículos. A autonomia dos carros elétricos tem sido um dos principais fatores de crítica à adoção generalizada.

Já estão a decorrer testes com este tipo de carros na Coreia do Sul.

2. Impressão 3D

A impressão 3D, de que já falámos anteriormente aqui e aqui, está cada vez mais próxima da secretária do utilizador comum. Há já várias empresas que comercializam dispositivos de impressão 3D, com preços que se podem comparar aos de uma impressora laser de há uns anos atrás.

Há ainda o projeto Rep Rap, que permite a um utilizador construir a sua própria impressora 3D por cerca de 300€.

3. Materiais autorregeneradores

Imaginem um condutor que ao estacionar raspa com a porta do carro num muro. Normalmente é uma fonte de grande frustração para o condutor, mas os materiais com autorregeneração podem mudar esta situação completamente. Estes materiais, inspirados pelo comportamento dos organismos vivos, são capazes de reparar, sozinhos, pequenos danos.

4. Purificação eficiente de água

Apesar do nosso planeta estar coberto por cerca de 70% de água, na verdade a água disponível para consumo é uma pequena fração. A maior parte da água está nos oceanos e é demasiado salgada para ser consumida. Alguns países têm grandes necessidades de água potável, que apenas conseguem obter a partir da água do mar, retirando-lhe o sal, num processo chamado dessalinização. A dessanilização é um processo relativamente simples, mas caro porque necessita de utilizar muita energia. Estão a aparecer, no entanto, novos métodos de dessalinizar a água de forma muito mais eficiente, o que irá provocar uma grande mudança na qualidade de vida das populações com poucos recursos hídricos potáveis, mas que vivem à beira-mar (como, por exemplo, em pequenas ilhas).

5. Utilização e conversão do dióxido de carbono

O dióxido de carbono é apontado como um dos principais responsáveis do aquecimento global e têm-se procurado formas de diminuir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Até ao momento ainda não há nenhuma tecnologia que consiga realmente resolver este problema, mas há algumas que se apresentam como cada vez mais viáveis.

6. Nutrição melhorada

O desenvolvimento de técnicas de análise do genoma permite compreender melhor as necessidades nutritivas do ser humano. Podem assim ser criados suplementos alimentares melhor adaptados às reais necessidades de cada indivíduo, promovendo uma melhor qualidade de vida e diminuindo as doenças provocadas por erros alimentares.

7. Sensores remotos

Esta área, bastante genérica, tem sofrido uma enorme evolução nos últimos anos e não mostra sinais de abrandar o seu ritmo de desenvolvimento. Os sensores remotos permitem captar informação à distância (desde alguns centímetros até muitos quilómetros,  dependendo do sensor). Permitem, por exemplo, na área das ciências médias, detetar o ritmo cardíaco ou a pressão arterial de um indivíduo e agir em caso de necessidade. Também podem ser usados entre veículos para trocarem informação sobre o estado da estrada ou para detetar lençóis de água subterrânea, etc.

8. Distribuição precisa de medicamentos através de nanotecnologia

A nanotecnologia (construção de dispositivos mecânicos tão pequenos que apenas podem ser vistos ao microscópio) pode vir a permitir a entrega de medicamentos apenas nos locais e às células que deles precisem. Atualmente quando recebemos um medicamento este espalha-se por todo o nosso corpo, chegando a todas as células, quer precisem desse medicamento ou não. Isto é um grande desperdício de medicamentos e pode provocar até alguns efeitos secundários.

9. Circuitos fotovoltaicos orgânicos

Os circuitos eletrónicos que usamos atualmente baseiam-se na utilização de silício. Apesar de o silício ser um material bastante barato, o processo de construção dos circuitos é bastante complexo e dispendioso. Usando materiais orgânicos será possível obter um tipo de circuitos eletrónicos equivalentes mas a um custo muito mais baixo, pois poderão ser até criados por uma simples impressora de jato de tinta (usando um tinteiro com uma “tinta” especial, claro). Espera-se que esta tecnologia permita, por exemplo, criar de forma muito barata os coletores de energia solar, acelerando muito a adoção desta fonte de energia e diminuindo o consumo de combustíveis fósseis.

10. Reatores nucleares e reciclagem de lixo nuclear

A energia nuclear já é usada há mais de 50 anos, mas sempre com grande perigo (Chernobyl, Fukushima), com grandes custos e criando um tipo de lixo muito difícil de tratar (lixo nuclear).

Uma nova geração de reatores promete ser mais segura, mais simples e gerar lixo nuclear em menor quantidade e menos perigoso, reutilizando até algum lixo dos reatores mais antigos.

E tu? Tens alguma ideia de qual vai ser a próxima tecnologia que vai revolucionar o mundo?

Fontes:

http://forumblog.org/2013/02/top-10-emerging-technologies-for-2013/

http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/dez-tecnologias-emergentes-para-2013-1585260

Professor Ilídio Vicente

A impressão 3D e o carpinteiro da África do Sul

Rich Van As é um carpinteiro da África do Sul. Não consta que seja um carpinteiro especialmente dotado, nem que seja possuidor de nenhuma outra característica que o viesse a tornar conhecido. Excepto, talvez, força de vontade. Na verdade tudo indicava que Rich Van As seria para sempre um nome desconhecido de todos os mais de 7 000 milhões de habitantes do planeta, exceptuando, é claro, o seu círculo de familiares e amigos na África do Sul. Nada vinha a indicar que nós alguma vez nos iríamos cruzar com o nome deste carpinteiro.

Rich e Ivan
Rich e Ivan

Muito menos havia a indicação que Rich viria a conhecer Ivan Owen, um técnico de efeitos especiais da cidade de Bellingham, no estado de Washington, Estados Unidos. Na verdade viviam quase no outro lado do mundo, um do outro. Ivan é um apreciador de ficção científica. Em abril de 2011 participou numa convenção de ficção científica usando um fato com alguns “apetrechos tolos” inventados por ele. Os apetrechos fizeram imenso sucesso entre os restantes participantes da convenção.  Ivan até fez um vídeo a mostrar o seu dispositivo.

Rich, o carpinteiro da África do Sul, não sabia absolutamente nada sobre Ivan e o seu gosto por ficção científica. E continuava sem saber nada disto no dia em que, ao cortar uma tábua na carpintaria, um movimento mal calculado colocou os seus dedos na frente de uma serra de corte, que lhe cortou os quatro dedos da mão direita. Não sendo homem de desistir, Rich decidiu comprar uma prótese para substituir os dedos cortados. Pesquisando na Internet, conseguiu encontrar uma empresa que produzia uma prótese indicada para a sua situação. Infelizmente a prótese custava alguns milhares de euros, tanto quanto um pequeno carro. Era impossível para um modesto carpinteiro conseguir juntar dinheiro suficiente para comprar a prótese.

Foi então que Rich, por acaso, viu o vídeo de Ivan com a “garra” que fez para a convenção de ficção científica.

Passado pouco tempo, Ivan recebeu um e-mail do carpinteiro Rich, a pedir-lhe ajuda para construir uma prótese…

Mais de um ano após este e-mail, Rich tem uma prótese nova, com um custo muito inferior ao pedido pela empresa especializada em próteses.

Não só isso, mas há também uma criança de 5 anos, o Liam, que nasceu sem dedos na mão direita, que usa também uma prótese construída pelo Rich e Ivan, com um custo aproximado de 110 € (ou 150 $).

Além do Liam, há já outras pessoas, um pouco por todo o mundo, a usar estas próteses do Ivan e do Rich.

Prótese de Liam
Prótese de Liam

Na construção das próteses, Rich e Ivan esforçam-se por usar materiais fáceis de encontrar. Isto é, usam porcas e parafusos que se possam encontrar facilmente em qualquer loja de ferragens e não utilizam nenhuma forma de dispositivo electrónico.  Todas as próteses são movidas usando a energia do próprio utilizador.

Mesmo assim, há algumas peças que têm de ser especialmente construídas, mas mesmo nesse caso utilizam um método rápido, barato e extremamente eficaz. A impressão em 3D.

A impressão 3D (de que já tínhamos falado aqui no Verde Horizonte On Line: http://verdehorizonteonline.com/2010/05/25/impressoras-3d/) funciona basicamente como a impressão “normal” mas, em vez de se usarem tintas numa folha de papel, é usado plástico derretido para formar objetos tridimensionais.

Assim, usando modelos criados em computador, podem desenhar e “imprimir” as peças necessárias para construir as próteses.

As próprias impressoras 3D podem ser construídas por quem tiver algum jeito para a Educação Tecnológica e electrónica, por umas poucas centenas de euros (cerca de 300€).

Mas Rich e Ivan fizeram algo ainda mais importante. Libertaram a ideia! Não registaram nenhuma patente, nem pedem dinheiro a quem precisar das suas próteses. Muito pelo contrário, disponibilizaram toda a informação necessária e dão apoio para que qualquer pessoa possa construir a prótese que necessitar.

Este é o espírito open source.

Mais informação:

Artigo da Popular Science (em inglês): http://www.popsci.com/diy/article/2013-02/how-two-makers-built-customizable-new-prosthetic-hand-150-and-changed-boys-life

Blog de Ivan e Rich sobre o seu projeto (em inglês): http://comingupshorthanded.com/

Texto: professor Ilídio Vicente

Inglês, Ciências e Artes – Visita de Estudo Interdisciplinar

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Fotos de Sílvia Ramadas  e de Matilde Matias (7º A)

No dia 07/11/2012 as turmas do 7ºA, do 7ºB e do CEF2A foram a Lisboa.

Saímos de Mação às 8h20min. Quando chegámos, fomos diretamente ao teatro onde vimos uma peça,denominada de Roundheads & Cavaliers, no âmbito da disciplina de Inglês. No espectáculo, vários alunos das escolas que estavam a assistir, interagiram com os atores, tornando a peça mais expressiva. Ao acabar o espectáculo, todos os alunos agradeceram aos atores.

Quando acabou a peça de teatro fomos para o Pavilhão do Conhecimento, onde almoçámos e fomos ver o T-Rex– Quando As Galinhas Tinham Dentes, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Depois de respondermos a um questionário, pudemos ir às outras salas do piso superior.

Por fim, fomos ao Centro Cultural de Belém, no âmbito da disciplina de Educação Visual, e observámos várias obras de famosos escultores, pintores…

Acabadas as visitas ao Teatro, ao Pavilhão do Conhecimento e ao Centro Cultural de Belém, voltámos para casa.

 Duarte Caetano 7ºB

No dia 7 de novembro de 2012, as turmas – 7º A, 7º B e  CEF2A foram a uma visita de estudo a Lisboa.

Saímos de manhanzinha para assistir à peça de teatro Roundheads and Cavaliers. A peça de teatro foi falada na língua inglesa e nós pudemos participar como atores convidados!

Ao fim de uma hora e meia de teatro, partimos para o Parque das Nações onde visitámos a Exposição T-Rex – Quando As Galinhas Tinham Dentes, no Pavilhão do Conhecimento.

Depois de almoçarmos, dividimo-nos em dois grupos, que por sua vez exploraram as atividades temáticas Vê, Faz e Aprende, Explora e T-Rex.

Na exposição Vê, Faz e Aprende, podíamos tocar, mexer, observar e concluir diversos temas. Depois, podíamos voltar ao princípio e fazer tudo de novo!

Na exposição T-Rex – Quando As Galinhas Tinham Dentes, descobrimos dinossauros em tamanho real a devorarem outros dinossauros, e tivémos também a oportunidade de ver o trabalho de um paleontólogo…

Na exposição Explora, aprendemos mais sobre uma área da química onde pudemos ver pormenores da visão, da perceção, da luz, das ondas magnéticas… Percebemos, assim, como existem fenómenos extraordinários!

Por fim, fomos ao CCB, onde vimos uma exposição de diferentes obras de arte, incluindo 3D, refletindo a inspiração dos artistas.

Foi um dia bem passado! Conhecemos mais sobre Ciências Naturais, Inglês, Educação Visual e também um pouco de Química… Descobrimos como algumas coisas à nossa volta ACONTECEM!

Ana Maria Vicente 7º A

Beatriz Mousaco 7ºA

Portátil 3D da Toshiba

A Toshiba já lançou em Portugal o modelo Sattellite A665 3D Vision. Tem como principais características:

  • processador Intel Core i7;
  • até 8 GiB de RAM DDR3;
  • placa gráfica nVidia GTS 350M;
  • ecrã LED de 15,6″ 1366×768;
  • disco de 640 GB;
  • drive óptica Blu-Ray;
  • teclado retro-iluminado de 101 teclas;
  • cerca de 3 kg de peso.
Além, é claro, das habituais ligações wi-fi, Bluetooth, áudio, USB, etc. Mas o que este portátil tem de especial é o facto de já vir preparado para apresentar conteúdos a três dimensões.
Incluídos na compra do portátil vêm um par de óculos para poder ver jogos e filmes em 3D. No caso dos filmes é necessário que sejam filmes já preparados para ser apresentados em 3D. Ou seja, não estejam à espera de colocar qualquer DVD no computador e começar a ver as imagens a saltar para fora do écrã. Apenas os mais recentes filmes, já editados em formato 3D, podem ser vistos em três dimensões, como por exemplo o célebre Avatar.
Em relação aos jogos é diferente. Quase qualquer jogo 3D recente pode ser visto em toda a sua glória tridimensional com este portátil.
O portátil vem já com Windows 7 Home Premium de 64 bits e uns pouco agradáveis 1799 € de preço recomendado.
Ilídio Vicente