Há Debate na escola!

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Fotos de Margarida Cardoso
No dia 03 de abril, do corrente ano letivo, assistimos ao primeiro debate seguindo o modelo parlamentar britânico, organizado e dinamizado pelo Clube de Debate do agrupamento.
A atividade foi um sucesso!
Os alunos Clara Minhoto, da turma 10º A, do curso de CT, Marta Mousaco, Henrique Silva, Gonçalo Sereno, Khel Huot e Igor Valente, da turma 10ºB, dos cursos de CT e SE e Daniela Martins, João Delgado, Amélia Silva, Leonor Bento, Ana Carolina Marques, Mónica Marques, e Inês Pereirinha da turma 12ºA, dos cursos de CT e LH apresentaram fortes argumentos ao debater as moções “A Fome será erradicada dos países pobres num futuro próximo” e “Fame is not an easy thing to deal with”
Esta atividade destinou-se a alunos do ensino secundário e contou com a presença das docentes Alexandra Ribeiro e Lucília Nogueira que integraram o júri e a Dra. Rosa Walpole, membro da ESU, organização não governamental sem fins lucrativos com décadas de história e que foi buscar inspiração nas mais antigas sociedades de debate britânicas.

O Clube de Debate teve o apoio da SDAL, Sociedade de Debates Académicos de Lisboa e da ESU, na figura da Dra. Rosa Walpole que confessou o seu entusiasmo pela excelência, desenvolvimento de ideias e da articulação do conhecimento dos nossos alunos.

Texto de Sílvia Ramadas

Coordenadora do Clube de Debate

Interculturalidade

www.adus.org
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Os refugiados

Atualmente no nosso mundo fala-se muito dos refugiados. São as notícias que dão no mundo inteiro.
Os refugiados têm saído muito dos seus países para a Europa, a União europeia tem acolhido muita gente. Mas algumas pessoas estão a vir para cá de barco e morrem afogadas, outras vêm dentro de camiões cheios de gente e morrem por falta de ar.
Essas pessoas fogem do seu país por causa da guerra e porque querem arranjar melhores condições de vida e um trabalho bem pago.
O meu país, por exemplo, está a oferecer alojamento, trabalho, comida e roupas a alguns refugiados. Muitos países europeus já estão a fechar às suas fronteiras para que não entrem mais refugiados no seu país.
Desde que os refugiados começaram a vir para a Europa, tem havido conflitos em alguns países. Algumas pessoas concordam com a vinda deles porque lhes podem ensinar um pouco da sua cultura e porque têm pena deles. Já outras não dizem o mesmo, dizem que para acolher refugiados mais vale apoiar os sem-abrigo do seu país.
Quanto a mim, considero que devemos ajudar estas pessoas, mas também concordo com que não devemos acolher muita gente porque gasta-se mais dinheiro com os refugiados do que com a população do próprio país.

Filipe Correia Serra, 9ºA

Parlamento dos Jovens – Resultados

Sessão Escolar
Resultados da Eleição

O programa Parlamento dos Jovens, aprovado pela Resolução n.º 42/2006, de 2 de junho, é uma iniciativa da Assembleia da República, dirigida aos jovens do ensino secundário.

Nome do aluno                  Resultados da eleição
Ana Catarina P. Antunes                                3
Ângela Calado Marques                                 2
Beatriz Isabel E. Branco                               31
Catarina Alves Matos                                    0
Diogo João T. Marques                                 2
Francisco José Sousa                                   15
Glória Morais Alves                                      0
Inês Rodrigues Delgado                               1
João Pedro Martins                                       1
Nuno Filipe Serras                                       37
Raquel Fernandes C.H. Parente                 9
Votos Nulos                                                     6
Votos em Branco                                            0

(Foram eleitos 2 deputados efetivos e 1 deputado suplente)

A Equipa do Clube Europeu

Imigração ilegal e direitos humanos III

www.theguardian.com
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“As questões da imigração ilegal chegaram ao topo das prioridades da agenda europeia. Estima-se que haverá entre três e cinco milhões de imigrantes ilegais no território da União(…)”

É um tema sensível, um problema que assombra a União e por isso um tema a ser discutido e refletido.

A imigração ilegal pode parecer, para quem opta por este caminho, a única solução possível para fugir à opressão que por motivos políticos, económicos e sociais, assombram as suas vidas. No entanto, este não é nem será no futuro a solução mais viável. Longe disso! Este tipo de imigração deve de ser travado. Na grande maioria dos casos, o país que é escolhido pelas pessoas para lá retomarem a sua vida, não tem capacidades nem condições para lhes proporcionar uma vida digna, vida digna que é direito, direito humano.

Mas, refletindo sobre isto, o que podem os governos europeus fazer para equilibrar a situação livrando estas pessoas do caos em que vivem, sem terem de fugir do seu país? Ou pelo menos, impedir que se dirijam todas para um mesmo local e possibilitar que sejam inseridas de uma forma bem sucedida na sociedade? O que deve a União impor a estas pessoas que, no fundo, nada têm?

Sim, são questões difíceis, questões que não podem passar ao lado de ninguém! Questões que já muitos tentaram resolver, mas que, infelizmente, ninguém conseguiu. E por agora? Continuarão os países europeus a receber imigrantes não lhes dando o mínimo que merecem? Continuarão as pessoas a morrer em Lampedusa na tentativa de melhor vida? É difícil, demasiado difícil.

 

Mariana Silva, 11ºA

 

TEXTO DE OPINIÃO: A POLÍTICA VISTA PELOS JOVENS

Depois de protestos, vozes revoltadas, e ataques em praça pública, PS, vence.
Quatro semanas passadas das legislativas e uma das autárquicas, é possível apurar os verdadeiros vencedores, e desmistificar as verdades sobre os resultados.
A “Politica de Verdade”, como intitula o PSD, valeu-lhe a esmagadora derrota, num cenário onde reuniam todas as condições favoráveis para ganhar, e ainda assim, conseguem obter um resultado semelhante ao de Santana Lopes aquando das eleições de 2005. E não, não é por a população portuguesa não gostar da verdade. Antes pelo contrário, o povo português dá primazia à verdade, não tendo votado por isso num partido que prima por transmitir a verdade que convém às elites desse “Rectângulo Ingovernável” termo que Alberto João, aquele mesmo que diz que o “País endoidou”. Se pensarmos bem, percebemos porque é que uma figura destas se encontra “Orgulhosamente Só” numa ilha, separando-se até das bases do seu partido.
Nas autárquicas, o PSD deu-se como vencedor, mas eu, esperava a qualquer momento um “Especial Última Hora”, onde Manuela Ferreira Leite aparecesse lendo o seu discurso de demissão. Pois este resultado não foi bom, não foi satisfatório, não foi mediano, foi medíocre. PSD perdeu 20 autarquias, e contas feitas, se deixarmos de lado as coligações (o que é essencial para avaliar com clareza os dados), o PSD fica com 119 autarquias, quando em 2005 tinha 158, e PS, fica com 131, registando dessa forma um aumento de 21 câmaras, na sua grande maioria roubadas ao PSD. Mas depois reflecti melhor e cheguei à conclusão, que o seu discurso de demissão, tinha sido o discurso de derrota do Santana Lopes, que fez o favor de fazer a caminha à Dona Manuela, que tanto insistiu em nomeá-lo para a Câmara de Lisboa contra a vontade do partido.
O CDS encheu o peito de orgulho, e não, não foi devido ao novo branqueamento dentário de Paulinho das Feiras, mas sim devido ao resultado estrondoso de dois dígitos, que há muito tempo não se via por aquelas bandas, um crescimento que se deveu em parte, ao deslocamento não só de eleitores do PS, mas em grande maioria, do PSD. Claro que já nas autárquicas a conversa foi outra, e por mais resultados que tentasse manipular, Paulo Portas não conseguiu no seu discurso encontrar uma ponta de vitória, embora bem tentasse.
Louçã, cuspiu na cara de Sócrates fazendo um discurso tão arrogante, que alguns militantes devem ter ficado assustados e pensado que estavam na sede de campanha de um outro partido que não a de Louçã, aquele senhor que se diz tão humilde. Meio milhão de votos deram-lhe a impulsão para um fracasso total nas autárquicas, onde o velho ditado do “Não cuspas para o ar, que te pode cair em cima”, funcionou lindamente. Caiu-lhe em cima, e Louçã afogou-se nos seus resultados míseros, que tentou compensar com uma demonstração de humildade, que poucos ou nenhum convenceu. Resta-lhe a consolação do seu principal objectivo que era “derrotar as políticas do engenheiro Sócrates” e retirar-lhe a maioria absoluta. Porque Louçã, parece-me a mim, quer isolar-se na esquerda, e inviabilizar uma convergência de interesses PS/CDU/BE. Não está interessado em misturas e tal como o senhor Alberto João, e o exímio Oliveira Salazar deve sentir-se “Orgulhosamente Só”, Só que então o senhor Louçã encontra-se na bancada com a cor errada. Devem ser problemas de daltonismo, certamente! (De salientar que essa força de mudança que é o Bloco de Esquerda, nem emprego para o Luís Fazenda arranjou.)

Jerónimo de Sousa “nem levantou os pés” naquilo que se afigurou uma derrota sem precedentes, está mais que demonstrado que até já os mais velhos começam a ter juízo. O PCP ficou parado em 1974, e os Verdes apanharam por tabela. Ninguém quer mais Álvaros Cunhais, porque precisamos de um líder que se afigure às necessidades actuais, e não um que em cada frase que diga, precise de no fim exclamar “Viva o 25 de Abril”. Até Beja, nas autárquicas, rejeitou o seu partido de berço. Uma mudança de atitude no PCP, precisa-se.
José Sócrates foi o grande vencedor, numas eleições que se assemelhavam quase impossíveis de ganhar, e onde lhe foram apontadas estatísticas de derrotas estrondosas. A verdadeira política de verdade prevalece, agora com o trabalho acrescido de uma maioria relativa, à qual certamente, o PS e José Sócrates estarão à altura, restando apenas saber se a oposição se encontrará em pé de igualdade. Nas autárquicas, PS foi sem dúvida o vencedor da noite, com um crescimento de 21 câmaras, arrecadando mais de dois milhões e trezentos mil votos, quase mais um milhão que o PSD. Em Lisboa António Costa brilhou e com razão, com uma maioria absoluta histórica. Elisa Ferreira não decepcionou, mas há que falar verdade, Rui Rio não é tão mau autarca quanto isso.

Surpresas mais que positivas foram as derrotas de Avelino Ferreira Torres e Fátima Felgueiras, foi de notar que houve um “Basta!” às políticas de corrupção. Quanto a Oeiras, apesar de ser a localidade com maior nível de ensino superior, foi aquela que maior burrice cometeu, ao eleger novamente um corrupto como governante.
Depois de analisadas todas as situações, fica claro que os próximos anos de governação, dependerão em muito das próximas eleições presidenciais. PS precisa de impor um afastamento às influências soaristas, e dar lugar a um PS de Manuel Alegre, que possa fazer frente a um Cavaco Silva, distanciado do PSD e enfraquecido politicamente.
PS necessita convergir à esquerda, o que não será tarefa fácil, e, PSD necessita reorganizar-se internamente, talvez, Marcelo Rebelo de Sousa fosse indicado para isso. Os abutres já começam a pairar, resta saber quem leva o seu quinhão de quê.

Como nota final, gostaria de deixar que, Santana Lopes não aprende. Deveria ter mais bom senso para poder perceber que é melhor escolher outra alternativa. Perde legislativas, directas do PSD e agora autárquicas, qualquer dia é vê-lo candidatar-se à junta de freguesia de São Domingos de Benfica. 

A mim, resta preparar-me, porque estes próximos dois anos, vão ser os melhores que críticos políticos poderão viver, e disparates, vai ser vê-los saltar em todo o jornal e revista, é melhor ir já economizando, e no fim construo um álbum de anedotas.

João Coelho, 12.º A