Poesia

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A aldeia

 

Nesta janela vejo

que não eras assim.

Eras bem mais gira

do que aqui.

 

A aldeia que eu vejo

tem casas sujas,

e tortas.

Partes repetidas

e não só…

 

Dividida em doze

partes, não pode ser!

Dessa estrutura,

não pode ser!

 

Mas como surgistes

aqui?

                                    Xu Biying,  8ºA

POESIA

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Eu era um cavaleiro navegante

 

Eu era um cavaleiro navegante,

Que andava a navegar,

Para encontrar um lugar

Onde pudesse conhecer

A luz do meu olhar .

 

Tinha um cavalo saltitão

Que só gostava de saltitar

E por isso, muitas vezes,

Tinha de andar a pé

Se não queria focinhar.

 

Naveguei, naveguei, naveguei,

Até que encontrei

Uma terra a que chamam

Terra dos Navegantes.

 

Aí encontrei

Um sol muito brilhante,

Que não sabia eu

Que me faria ficar

Naquela terra

Daí adiante.

 

Ah, mas quem diria

Que o meu cavalo saltitão

Ficaria apanhado de todo

Por uma égua que lhe chegou

Ao coração.

 

Tiago Fernandes, 8ºA

POESIA

Desenho de Ana Dias
Desenho de Ana Dias

Aldeia do Sol

 

Naquele fim de tarde, via-se ao pôr do sol

uma magnífica aldeia com reflexos brancos

e amarelos, e de seu nome Aldeia do Sol.

 

Tinha este nome porque o sol ali nascia,

e também morreria

ali naquela baía,

ao fundo daquela aldeia, que mais tarde se

transformaria numa antiga vila onde

existiria uma romaria.

 

Ao fim do dia ali se contaria a célebre

história da antiga vila.

 

 

 

 

Ana Catarina Dias, 8ºA

 

 

O descobrir da Literatura Portuguesa

La Batalla por Pedro Caldeira Cabral - SALTARELLO
La Batalla por Pedro Caldeira Cabral – SALTARELLO

Um dia cheguei à minha escola já atrasado.
Escutei pelo corredor uma música muito estranha, antiga e intrigante…parecia ter origem árabe, sons diferentes e longínquos misturados….
Perguntei a várias pessoas, mas ninguém sabia que melodia era aquela … Eu estava curioso, queria descobrir que música estranha e antiga era aquela que tocava.
Por fim, dirigindo-me para a minha sala de aula, consegui descobrir: era uma cantiga originária da Idade Média La Batalla por Pedro Caldeira Cabral – SALTARELLO
e tudo se passava na minha aula de Literatura Portuguesa!…
Aqui fica o endereço: http://youtu.be/OCnY8xTPu4Y
Experimenta!
Era algo estranho, mas diferente e fiquei interessado em saber mais.

David Alexandre 10º B

Nem que me custe o sono

Sei que um dia vou conseguir,

Vou conseguir!

Nem que me custe o sono,

Eu não desisto!

Nos meus planos, a palavra desistir é proibida.

Nos meus sonhos, só há um sentido,

E mesmo que esse sentido se encontre bloqueado,

Vou sempre superar o obstáculo,

Nem que não durma,

Nem que me custe o sono!

Nos meus planos, a palavra cair é proibida.

Nos meus sonhos sou eu quem mando,

Os meus sonhos, sou eu quem os decide,

Porque por mais obstáculos que me apareçam à frente,

Eu não vou cair,

Eu nunca irei desistir.

A vida ensina-nos a ser fortes,

E eu vou consegui-lo sempre!

Vou sonhar, vou viver,

Quebrar os planos, se for preciso.

E se o plano é viver,

Eu vou fazê-lo,

Nem que me custe o sono!

Amélia Silva

Acrósticos sobre Aventura

aventura

Aventureiro pelo mar

Valente por terra

Enamorado por Penélope

Navio naufragado na ilha de Córcira

Tudo alcançou este nosso herói

Ulisses, o maior aventureiro da história

Rei da mais linda terra grega, Ítaca

Amou sem limites o mar e a terra!

Mónica Silva, 6ºC

aventuras

Alcançar o infinito

Vencer a guerra e o mar

Enfrentar o vento, o mistério e todos os perigos

Navegando pelos mares desconhecidos

Tempestades furiosas enfrentar

Ultrapassar os nossos medos

Rasgar o mar

Abraçar o desconhecido!

Alunos do 6ºC, sob orientação da profª Clara Neves

Nas asas da poesia…

“Amor”

Obrigado!

Por tudo o que me deste,

Pelo que sofres e sofreste

Sem pensar….mas a amar,

Te entregaste sonhando,

Na vida que vais chorando.

Foste tudo, foste nada,

Foste flor abençoada.

Foste mãe… fruto geraste,

E no mundo me lançaste

De olhos fechados… chorando,

Quando de ti vim “chegando”.

Tudo vês com teu olhar

Sorrindo-me com doce ternura,

Soubeste-me transformar,

No teu amor, na “loucura”,

No fruto por ti desejado…

E acabas a chorar…

Por te dizer: obrigado!

                                                                                                                       Sol

Nas asas da poesia…

A PEDRA

O distraído, nela tropeçou,

O bruto a usou como projétil,

O empreendedor, usando-a construiu.

O campónio, cansado da lida,

Dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou,

Já Davi matou Golias…

Por fim,

O artista concebeu a mais bela escultura.

E em todos esses casos,

A diferença não esteve na pedra.

Mas, no Homem.

 António Pereira

À sombra de Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage
Manuel Maria Barbosa du Bocage

Desafio lançado a alunos de Literatura Portuguesa:

Redigir um poema, construído por quadras de rima cruzada, cujo tema seja a natureza. Na composição, não poderiam incluir nenhum verso integral dos textos de Bocage, mas deveriam basear-se no vocabulário utilizado em alguns dos poemas estudados do autor.

Resultado:

Vê, Marília, o Tejo agreste

Envolto em ares de mil cores

As aves soam de nordeste

Notando a beleza dos amores

Marília, vem comigo

Louvar campos ardentes

Lograr a fértil natureza contigo

Beijando as perfeições das flores inocentes

O Outono chegou,

As flores começam a recolher.

As aves ele levou

O vento sopra, creio que vai chover.

As folhas vagueiam no ar,

Os campos brancos com tamanha beleza

O vento ouve-se a soprar

Estas são as perfeições da Natureza.

Autores: Leonardo e Marisa