A reflexão existencial em Caeiro e em Reis

Uma das principais características da poesia de cada um dos heterónimos pessoanos é a reflexão existencial.

   Dois dos principais heterónimos pessoanos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, têm uma visão, acerca do tema da reflexão existencial, diferente um do outro. Alberto Caeiro, o poeta da natureza, acredita que vive num espaço bucólico, ou seja, num espaço onde as coisas acontecem de forma natural e fluída, algo que este demonstra no seu poema “O Guardador de rebanhos”, por exemplo. No entanto, Ricardo Reis, o poeta clássico, demonstra uma visão da reflexão existencial diferente, este acredita no destino, ou seja, não importa o que façamos porque as coisas, ou seja,  tudo está destinado a acontecer, e não há nada que se possa fazer para mudar isso. Um dos seus poemas que exemplifica de maneira clara esta sua visão é o poema “Vem sentar-te comigo, Lídia”, neste poema o “eu” lírico utiliza muitas vezes a palavra “rio” como metáfora da vida, isto é, independentemente do que aconteça, o rio vai continuar sempre a passar, a correr, e o seu destino vai ser o mar, ou seja, a vida é uma passagem e o nosso destino, inevitavelmente, é a morte e não há nada que se possa fazer para mudar esse fim.

   Concluindo, a visão destes dois heterónimos pessoanos acerca da reflexão existencial distingue-se, pois segundo Caeiro tudo acontece de forma natural e fluída, já segundo Reis tudo o que acontece já está destinado a acontecer e ninguém, nem nada, pode mudar isso.

Ana Filipa Serras Alexandre, 12ºA-L.H

Quarentena

Corpo confinado,

a sociedade posta de lado.

Alma acorrentada

já traumatizada,

com medo, coitada.

As emoções escassas,

e quando felizes , caminham descalças.

Famílias isoladas , 

amizades acabadas.

A nossa voz tapada ,

a querer acabar uma frase inacabada.

Todos resguardados,

a fugir do vírus para que não nos deixe acamados.

Com a economia a descer,

vários problemas irão aparecer.

Muitos adolescentes num sono profundo,

sem perceber o que está a acontecer com o mundo.

E para acabar,

queria dizer que este vírus ainda está para durar.

 Inês Jesus Ferreira  8ºA  Nº6     

Poesia

As palavras

São azuis como o céu e as águas brilhantes dos rios, dos lagos e do mar

Voam como as aves que rasgam o céu indo para Sul

Planam como os papagaios de papel dourado

Sopram como o vento nas tempestades

Flutuam como os dentes de leão

Aquecem todos os que as ouvem, como o Sol e a fogueira

Com elas escrevo saúde, amor, família, planeta e sonhos

A minha história num poema…

 

 

Texto poético coletivo, 7ºA

Poesia

As palavras

São azuis como o céu e as águas brilhantes dos rios, dos lagos e do mar

Voam como as aves que rasgam o céu indo para Sul

Planam como os papagaios de papel dourado

Sopram como o vento nas tempestades

Flutuam como os dentes de leão

Aquecem todos os que as ouvem como o Sol e a fogueira

Com elas escrevo saúde, amor, família, planeta e sonhos.

A minha história num poema…

 

Texto poético coletivo, 7ºA

 

Poesia… a arte das palavras tocadas pelos poetas

A nossa história é longa

E cheia de trambolhões,

Mas o que nunca entre nós houve

Foram grandes discussões.

 

Olho para ti

E fico preso ao chão,

Pois

A curva dos teus olhos abraça o meu coração!

 

Eu quero-te muito e sei que

Somos apaixonados doentes…

Quando nos abraçamos

Traço sinais sobre os teus olhos ausentes.

 

É algo grande

Que não dá para descrever.

Eu espero e desespero

Só para te poder ver.

 

Quando falamos, eu paro de pensar

A tua voz é suave como um beijo…

Quando percebo, pareces um anjo a voar

És tudo o que eu mais desejo.

 

Rafael Lobo, 9.º B

Poesia Visual

 

Foto do professor António Bento

 

Durante o estudo do texto lírico, as turmas A e B do 8º ano elaboraram poemas visuais.

Destes trabalhos alguns integraram uma pequena exposição que esteve patente na biblioteca da escola sede do Agrupamento.

O gosto dos alunos e a sua criatividade revelaram que os nossos jovens estão despertos para a poesia, os seus significados e para a sua beleza.

 

 

Professora Anabela Ferreira

feiradolivro

É já a partir de dia 15 de novembro que se irão iniciar as nossas feiras do livro. Uma na biblioteca da escola sede e a outra na biblioteca escolar da Escola do 1º ciclo do Ensino Básico.

É necessário, cada vez mais, promover o interesse, o contacto, o manuseamento com os livros apoiando o gosto, o estímulo, o incentivo pela leitura, como forma de prazer e de complemento de aprendizagens, criando espaço de partilha com todos e servindo de ponto de encontro para todos.

Esta atividade, como todas as outras, teve o apoio do senhor Diretor do Agrupamento e da sua direção.

A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

Poesia

www.allodi.com
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O amor à janela

 

Cinzenta como os teus olhos

Era aquela janela

Daí se via a cidade maravilhosa

Daquela época, a mais bela.

 

Dos velhos bons tempos me lembrei

No dia em que regressei à cidade

Corria, saltava e sorria

Mas sempre com grande vaidade.

 

Em todas as manhãs

Dos quadradinhos eu via

O moço mais esbelto da cidade

Com alegria sorria.

 

Não era moço de uma só

No entanto apaixonou-se
Fiquei somente triste

E a coisa complicou-se.

 

Fui morar para outra cidade

E o meu amor ali deixei

Deixou muitas saudades

Mas à cidade regressei

Onde reencontrei o amor

Que dos quadradinhos observei.

 

Marta Mousaco, 8ºA