Poesia Visual

 

Foto do professor António Bento

 

Durante o estudo do texto lírico, as turmas A e B do 8º ano elaboraram poemas visuais.

Destes trabalhos alguns integraram uma pequena exposição que esteve patente na biblioteca da escola sede do Agrupamento.

O gosto dos alunos e a sua criatividade revelaram que os nossos jovens estão despertos para a poesia, os seus significados e para a sua beleza.

 

 

Professora Anabela Ferreira

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feiradolivro

É já a partir de dia 15 de novembro que se irão iniciar as nossas feiras do livro. Uma na biblioteca da escola sede e a outra na biblioteca escolar da Escola do 1º ciclo do Ensino Básico.

É necessário, cada vez mais, promover o interesse, o contacto, o manuseamento com os livros apoiando o gosto, o estímulo, o incentivo pela leitura, como forma de prazer e de complemento de aprendizagens, criando espaço de partilha com todos e servindo de ponto de encontro para todos.

Esta atividade, como todas as outras, teve o apoio do senhor Diretor do Agrupamento e da sua direção.

A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

Poesia

A cidade

 

 

Numa janela via uma cidade

com muitas casas amarelas

pintadas com aguarelas

cheias de ambiguidade.

 

Aí pessoas foram encontradas

todas a descansar

porque foram ordenadas

pelo senhorio a jogar.

 

 

 

 

 

Filipe Serra, 8ºA

Poesia

O amor à janela

 

Cinzenta como os teus olhos

Era aquela janela

Daí se via a cidade maravilhosa

Daquela época, a mais bela.

 

Dos velhos bons tempos me lembrei

No dia em que regressei à cidade

Corria, saltava e sorria

Mas sempre com grande vaidade.

 

Em todas as manhãs

Dos quadradinhos eu via

O moço mais esbelto da cidade

Com alegria sorria.

 

Não era moço de uma só

No entanto apaixonou-se
Fiquei somente triste

E a coisa complicou-se.

 

Fui morar para outra cidade

E o meu amor ali deixei

Deixou muitas saudades

Mas à cidade regressei

Onde reencontrei o amor

Que dos quadradinhos observei.

 

Marta Mousaco, 8ºA

Poesia

escolaenergia.zip.net

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A Senhora Nadadora

 

No rio desaguava a ribeira,

ribeira de água cor de alecrim

com pétalas de roseira,

a passar por Almeirim

 

Nessa ribeira havia uma senhora,

que andava a pescar,

e sem mais temer

começou a nadar;

 

Ribeira acima, ribeira abaixo

aí vai ela sem parar

Quando a filha chegou começou logo a gritar

– Oh mãe não nades mais que te vais afogar!

 

– Filha não tenhas medo,

eu já sei nadar,

Com as pernas a bater,

e a filha sempre a gritar …

 

Esta é a história de uma

Senhora nadadora,

Que espontaneamente

Começou a nadar e

Nunca mais conseguiu parar …

 

Eduardo Mendes, 8º A

Poesia

A aldeia

 

Nesta janela vejo

que não eras assim.

Eras bem mais gira

do que aqui.

 

A aldeia que eu vejo

tem casas sujas,

e tortas.

Partes repetidas

e não só…

 

Dividida em doze

partes, não pode ser!

Dessa estrutura,

não pode ser!

 

Mas como surgistes

aqui?

                                    Xu Biying,  8ºA

POESIA

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Janela azul

As revistas à janela

Moldura tão bela

Um lenço de renda

E acessórios de seda

Moldura brilhante

Homem fulgurante

E deserdado

Mas sempre tudo consertado

Gonçalo Filipe, 8ºA