O tabu – A Interrupção Voluntária da Gravidez

cratonoticias.wordpress.com
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O aborto propositado sempre foi um tema tabu e totalmente intolerável nas gerações mais antigas e principalmente na igreja.

A decisão de ter um filho deve ser tomada conscientemente, procurando dar à criança um ambiente saudável para crescer, a presença de ambos os pais e recursos para sustentar a mesma. Mas isto nem sempre acontece.

Frequentemente, o casal não tem uma relação saudável e, por vezes, nem relação existe e as mulheres são abandonadas pelos companheiros ou pelos pais do bebé e, por vezes, até pela família. Estas, vendo-se assim sozinhas, tem duas opções: abortar ou trazer a criança ao mundo.

Quando, mesmo sem qualquer tipo de ajuda, decidem trazer a criança ao mundo, procuram sustentar-se a si e sobretudo ao filho, usualmente, por meios ilegais. Como, por exemplo, muitas delas entram nos caminhos da venda de droga ou na prostituição para poderem dar uma vida ao filho. Mas será isto um ambiente minimamente razoável para que alguém cresça? Não será melhor nestes casos abortar? Porque no final, tanto a mãe como o filho terão uma vida infeliz e sem o mínimo de condições.

Mas nem todas as mulheres querem ver nascer um filho indesejado e veem como única solução o aborto. Por vezes, nos países onde residem, o aborto voluntário é ilegal. Então, estas veem como única saída fugir para países onde o aborto é permitido. Por exemplo, em Portugal, nos tempos em que o aborto era ilegal, muitas mulheres viajavam para países da Europa de leste, onde abortavam sem o mínimo de cuidados de saúde e higiene. Por esta razão, para quê proibir o aborto se quem o pretende fazer o faz de qualquer das maneiras, no seu país de origem ou noutro qualquer?

Concluindo, as entidades que estão contra a legalização da interrupção voluntária da gravidez deveriam refletir e tentar entender a posição destas mulheres, não vendo o aborto apenas como a morte de alguém, mas como uma das soluções para diminuir o sofrimento de um ou dois indivíduos.

  Rita Marques, 11ºA

 

 

VISITA DO SR. MINISTRO DA EDUCAÇÃO

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(Clica aqui para veres a reportagem fotográfica completa.)

No passado dia 10 de dezembro, o sr. Ministro da Educação e Ciência, prof. Doutor Nuno Crato visitou o Agrupamento.

Do programa constava a inauguração das novas instalações na Escola Básica de Mação, seguida de uma sessão, no auditório da Escola Sede, subordinada ao tema: Projeto de Partilha Pedagógica com Timor.

Cerca das 16:40h, o sr. Ministro, juntamente com outras individualidades, nomeadamente o sr. Diretor Geral dos estabelecimentos Escolares, Dr.José Alberto, professores oriundos de Timor, acompanhados dos respetivos Diretores de Escola chegaram à escola Básica de Mação.

Na sala polivalente do bloco C, os alunos do ensino pré-escolar e 1º ciclo brindaram todos os presentes com a apresentação de algumas músicas de Natal, seguindo-se a apresentação dos discursos do sr. Presidente da Câmara Municipal de Mação e o sr. Ministro da Educação. A visita às instalações da Escola Básica encerrou esta primeira etapa.

Seguidamente, todos os presentes foram recebidos no auditório da escola sede do Agrupamento. Esta sessão iniciou-se com a bonita declamação de um poema de Fernando Pessoa, pela aluna Clara do 7º ano, seguindo-se a Francisca Correia, que, brilhantemente, entoou três fados. A sessão prosseguiu com a apresentação, pelo Diretor, José António Almeida, dos principais projetos que norteiam a vida do Agrupamento e também com uma retrospetiva da presença do professor timorense, Carlito Ximenes Fernandes, no Agrupamento, à qual se seguiu um emocionado discurso do próprio Carlito. A emoção de todos os presentes era grande, as lágrimas não brilhavam só nos olhos dos professores timorenses… Todos quiseram partilhar as suas experiências e vivências, o reconhecimento e gratidão estiveram presentes nas palavras e corações dos professores timorenses. Afinal, viveram tantas coisas novas, aprenderam tanto, sentiram tanto…

A visita terminou com um jantar no Restaurante pedagógico do Agrupamento, confecionado e servido pelos alunos dos cursos de Cozinha e Serviços de Restauração. O sr. Ministro teve oportunidade de constatar, «in loco», que estes cursos profissionais não funcionam bem apenas nas escolas profissionais, também as escolas direcionadas para outras ofertas educativas os podem ministrar com excelência.

As emoções estavam longe de terminar. Em local de destaque, encontrava-se um bolo que pretendia homenagear os dois países: Portugal e Timor, através do desenho das bandeiras de ambos os países.

No dia 19 de dezembro estes professores timorenses partirão rumo às suas famílias e país. Desejamos que este Projeto de Partilha possa ter continuidade no futuro e, a estes profissionais, que não esqueçam o que aprenderam e possam, tanto quanto possível, replicar estes conhecimentos junto da comunidade timorense!

A Todos um Feliz Natal!

Texto: professora Rufina Costa

Fotos: professor João Pinheiro

e

professora Margarida Cardoso

Visita à sala da CPCJ de Mação

   Foi proposto ao 3º ciclo, pela representante da CPCJ de Mação, uma atividade subordinada ao tema “Diga Não à Violência”, tendo como objetivo apelar à consciência cívica de todos os cidadãos.

   Para a concretização desta atividade, a turma do 8ºB dividiu-se em grupos, elaborando, respetivamente, os seus cartazes.

   Neles foram abordados todos os tipos de violência, desde a doméstica ao bullying.

   No último dia de aulas do primeiro período, os alunos dirigiram-se à sede da CPCJ de Mação, acompanhados pela Diretora de Turma, para visualizar a exposição e observar o cartaz vencedor.

   Após uma visita guiada pelas instalações e uma breve explicação dos objetivos da CPCJ feita pela Assistente Social, foram entregues os prémios aos grupos vencedores, que levaram consigo livros diversos.

   Todos os presentes puderam saborear deliciosos rebuçados e caramelos como recompensa pela participação na atividade.

   A turma aceitou com agrado o desafio, estando pronta para outros que se sigam…

Amélia Silva, 8ºB

Sabes o motivo deste feriado?

 

No dia 5 de outubro, o calendário dos portugueses assinala um feriado nacional.

Comemora-se a implantação da República.

Até 1910, a forma de governo era uma Monarquia.

Nas monarquias, o poder transmite-se de pais para filhos, dentro da família real.

A partir da implantação da República, o regime monárquico deixou de existir.

Hoje, o Presidente da República é eleito por voto nas urnas, livre e democraticamente, por cinco anos. Cada cidadão escolhe, entre os candidatos que se lhe apresentam na campanha eleitoral, aquele que lhe parece o mais adequado para exercer o alto cargo de Presidente da República.

O 1º Presidente da República foi o Dr. Manuel de Arriaga.

Actualmente, o Presidente da República Portuguesa é o Dr. Aníbal Cavaco Silva.

Projecto AproxiMação

É já no próximo dia 21 de Setembro que o Clube de Pais II vai ter a sua 1.ª sessão sobre o tema “A (In)Segurança das Crianças e Jovens na Internet — consequências positivas e negativas da utilização das novas tecnologias”, com o Dr. Vítor Tomé. Aparece!

“Rapazes maus”…

Fonte público

Rapazes maus
Daniel Sampaio

Os chamados “rapazes maus” inquietam. Em casa não obedecem, gritam, usam
palavrões e estão sempre a dizer que se vão embora. Na escola, ou a deixam
de vez ou ficam na última fila da sala de aula, nos momentos raros em que
não deambulam pelo pátio. Recusam as regras, insultam os professores e batem
nos colegas. Muitas vezes são temidos, noutras ocasiões são admirados pela
coragem e força física, ou então acabam preferidos pelas raparigas pelo seu
ar sedutor e maior experiência sexual. Têm maus resultados escolares e
muitas faltas, por isso no ano passado repetiram sem sucesso as provas de
recuperação, essa ideia inútil que só serviu para complicar a vida de alunos
e professores. No final do ano, os mais novos reprovaram e mudaram de
escola, os mais velhos foram vender pizzas ou ficaram em casa a dormir.

Os rapazes maus também podem pertencer a grupos juvenis violentos, que cedo
se iniciam no mundo da droga e do crime. Nos actos delinquentes juvenis, são
sobretudo os rapazes que agridem e violentam, porque há muito deixaram para
trás um projecto de vida que passe pela escola e por um emprego aceitável
(cada vez mais difícil de encontrar). Nesses rapazes predominam o gosto pelo
poder e pela dominação, o prazer do humor insensível, a grosseria agressiva
e o permanente desejo do risco, que os faz viver no fio da navalha. Quando
se integram em grupos marginais, são conhecidos pela destreza em fugir à
polícia e pela capacidade crescente na procura de um crime mais arriscado e
mais perfeito.

O problema é que estes rapazes vivem no meio de nós e alguns são colegas dos
nossos filhos e netos. Vemos professores esforçados a tentar que estudem; ou
assistimos a acções de formação, onde psicólogos académicos e inexperientes
falam de “estratégias” para os reintegrar. Esquecem que os códigos éticos
subjacentes nessas “metodologias” não fazem qualquer sentido para esses
rapazes maus, há muito habituados a viver o momento e a conseguir soluções
fáceis e arriscadas, cujo êxito efémero alimenta a continuação a um nível
mais destemido. Quando têm menos de 16 anos, vivem em famílias patogénicas
e, como ainda não entraram no mundo do crime, são encaminhados pelo tribunal
para centros da Segurança Social, casas com escassos recursos humanos e
sobrelotação de jovens, onde é difícil a organização de um projecto de vida
diferente. Mais tarde, voltam ao tribunal por crime já imputável e então o
próprio sistema judiciário alimenta o problema, porque não dispõe de
soluções adequadas.

Precisamos compreender que há dois factores na origem da proliferação
crescente destes rapazes maus: a pobreza e a ausência de cuidados parentais
adequados. É provável que a crise actual vá agravar a pobreza, por isso é
crucial desenvolver novas formas de solidariedade, de que é exemplo a
recente proposta de aproveitamento da comida que sobra, a iniciativa
“Direito à alimentação”.

Como cidadãos, devemos lutar por apoio profissional junto das famílias
incapazes de serem responsáveis pelos seus próprios filhos. Para isso, temos
de aceitar que não existem famílias perfeitas, mas devemos exigir o mínimo
irredutível de cuidados familiares: casa, alimentação e apoio emocional. Aos
governantes, pede-se menos legislação e mais actuação na área, sobretudo no
apoio aos pais problemáticos nos primeiros anos de vida dos filhos. Na lista
de prioridades, estão a educação parental, a intervenção precoce nas
questões de saúde das crianças e uma atenção permanente às dificuldades de
aprendizagem nos primeiros tempos da escola.

É também nosso dever solicitar aos responsáveis melhores condições de
trabalho para os técnicos que se ocupam destes rapazes maus, a quem devemos
antes chamar “rapazes perdidos”.

LIVROS – O FIM DA INOCÊNCIA

Sem querer, encontrei este livro que todos os pais deviam ler…

‘O Fim da Inocência’ conta a história verdadeira de uma jovem portuguesa. Autor quer alertar os pais.
“Deu-me uma garrafa de água para as mãos e disse que era um tipo de ecstasy com efeito mais retardado. Os efeitos só iriam ser sentidos daí a, pelo menos, hora e meia. O tempo suficiente para chegarmos ao festival e ter uma experiência única na vida.” O relato de Inês, a jovem do livro O Fim da Inocência, de Francisco Salgueiro, é verídico e espelha a vida dos novos adolescentes portugueses, garante o autor.
Uma realidade de droga, álcool e sexo vivida por um grupo de amigos desde os 12 anos. O escritor diz que o livro é “um alerta para todos os pais que desconhecem a vida dos filhos”. A jovem que contou a sua história a Francisco Salgueiro tem agora 19 anos e deixou Portugal para tentar começar uma vida nova.
Os psicólogos alertam para a distância que existe entre pais e filhos. “Os pais têm muitas vezes uma imagem que não é necessariamente verídica da vida dos filhos. Os adolescentes, por sua vez, fazem tudo para esconder a vida que levam com os amigos e as saídas à noite”, reconhece o terapeuta familiar Hélio Borges.
No entanto, o especialista acredita que os jovens que têm estes comportamentos – como as festas onde Inês e os amigos escolhiam os desconhecidos com quem consumiam drogas e faziam sexo, descritas no livro – são ainda “uma minoria”. Já a psicóloga Dora Bicho, que também trabalha com jovens, alerta para o facto de esta realidade ser cada vez mais frequente. “O número de adolescentes que bebe e consome está a aumentar, mas há jovens que conseguem organizar-se e conciliar as saídas à noite com os estudos”, diz.
O desconhecimento da vida dos filhos é o que mais assusta Francisco Salgueiro. Os pais da jovem que viveu as histórias d’O Fim da Inocência não faziam ideia de como a filha vivia e quando descobriram tentaram esconder essa realidade do meio onde viviam. O escritor considera que isso acontece porque “os pais pensam que os adolescentes são como eles eram. Mas há uma realidade social totalmente diferente daquela que os pais de hoje viveram na adolescência”.
Por isso, os psicólogos aconselham os pais a manterem um diálogo aberto com os filhos para evitar que estes tenham comportamentos de risco como os que Inês viveu entre os 12 e os 18 anos. “Os pais devem estar presentes, sem imposições e mostrar uma certa abertura nas conversas”, indica Hélio Borges.
A consciência do mundo em que os filhos vivem também pode fazer a diferença. Dora Bicho sublinha a importância de os pais mostrarem “uma disponibilidade não condenatória para ouvir e para tentar colocar-se no lugar do adolescente sob o ponto de vista actual e não querer que eles vivam como os pais viveram no seu tempo”.
Os jovens do século XXI, que Francisco Salgueiro retrata, estão também expostos aos perigos das redes sociais. Inês conheceu um homem pela Internet, que dizia ser um rapaz de 16 anos, e com quem ela decidiu perder a virgindade, mas acabou por ser violada. “Os pais devem acompanhar o que os filhos fazem nas redes sociais. Devem explicar-lhes os cuidados que devem ter”, refere o autor. “Os 15 minutos de fama transformaram-se em 15 megas, que são colocados na Internet e que ficam para sempre”, diz.
Adaptação de João Pinheiro