Almoço Solidário

Almoço Solidário – Corações Maiores – Por Mação e Pedrógão Grande – 8 de outubro 2017

 

No passado mês de outubro, o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte mostrou, mais uma vez, a sua total disponibilidade para apoiar causas onde a solidariedade é o mote. E, como tal, juntou-se à equipa CORAÇÕES MAIORES através da professora Cláudia Olhicas, mentora da equipa do almoço Solidário Por Mação e Pedrógão Grande e ainda diretora de turma do 12º A.

No almoço, alguns alunos da referida turma, assim como das turmas de Hotelaria e Restauração, 10º, 11º e 12º Anos e Turma de Cef, apoiaram e representaram a escola com a maior das dedicações. Este encontro contou ainda com a presença de 270 pessoas de vários pontos do país, que passo a enumerar: São Martinho do Porto, Mealhada, Leiria, Barreiro, Torres Novas, Constância, Abrantes, Pucariça, Rio de Moinhos, Alferrarede, Tramagal, Abrançalha, Chainça, Rossio ao Sul do Tejo, São Miguel do Rio Torto, Bemposta, Mação, Envendos, Carvoeiro, Cardigos, Ortiga e Pedrógão Grande. E, surpreendentemente, estiveram presentes grandes corações que, fisicamente, apresentam grandes debilidades.

Este almoço, pensado pouco depois da catástrofe de Pedrógão Grande, e inicialmente previsto apenas para Pedrógão estendeu-se também a Mação. Felizmente em Mação não se registaram vítimas mortais, contudo a área ardida do concelho, as habitações destruídas pelo fogo e os equipamentos de trabalho de muitas famílias motivaram a que o almoço acontecesse também por Mação.

A equipa Corações Maiores tem ido ao terreno reconfortar as famílias com bens materiais, alimentares e com mensagens de esperança e, em conjunto com cidadãos conscientes da realidade da dor da perda e que entendem o verdadeiro significado de “hoje eles, amanhã nós”, tem vindo assim a minimizar algumas necessidades. E foi precisamente nesta linha de ações que o almoço surgiu, para dar continuidade a este incrível trabalho.

Este almoço marcou um dia onde o altruísmo falou mais alto, um encontro de convívio e degustação, mas sempre orientado para um objetivo, contribuir para minimizar a dor de quem tudo ou quase tudo perdeu nos incêndios de Mação e Pedrógão Grande. Decorreu ao som do piano de Nelson Bugalho e contou com a extração de 3 lotos, o que permitiu a obtenção adicional de 390€, usados para auxiliar a recuperação de um residente de Pedrógão Grande que sofreu graves queimaduras e que acordou há pouco tempo de um coma.

E se é verdade que este almoço irá ajudar imensas pessoas, também é um facto que a sua realização não teria sido possível sem a ajuda de algumas pessoas e patrocinadores, pelo que, em nome da Equipa Corações Maiores e do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, deixo um último agradecimento a todos os que estiveram presentes, especialmente àqueles que viveram a catástrofe; ao Diogo Lindo e Fábio Ferreira pelos vários contributos; às professoras Camila Fernandes e Margarida Castanho pela ornamentação das mesas; ao professor José Gonçalves pela partilha de algumas fotos do concelho de Mação; ao ex-aluno da Escola Secundária de Mação, Miguel Lourenço, pela disponibilidade para a organização dos registos fotográficos e vídeos; ao Pianista Nelson Bugalho pela inegável dedicação; aos corações maiores que ajudaram na venda dos bilhetes; assim como aos proprietários dos estabelecimentos de venda dos mesmos, Dom Papito, Dunas de Saber e BeaKid; ao grupo que dinamizou o loto, especialmente à Olga Alves, ao Daniel Pereira e ao Pedro Santos; assim como aos patrocinadores do loto; à AMS, à Quinta das Oliveiras, e, por último, ao alunos das turmas de Hotelaria e Restauração e às técnicas que os acompanharam, Bárbara António, Raquel Rosa e Carla Martins, que com rigor e sabor abrilhantaram ainda mais este evento Solidário.

A união entre todas estas entidades possibilitou a obtenção de 1680€, que serão repartidos em partes iguais por Mação e Pedrógão Grande através de bens a entregar a algumas famílias afetadas, em época Natalícia.

Ninguém ficou indiferente a este significativo gesto e, pessoalmente, como partilho da opinião de que a solidariedade é contagiante, penso que nos devemos deixar contagiar e contagiar o próximo, pois solidariedade é nada mais, nada menos, que amor em ação, e é precisamente disso que o mundo necessita!

 

Raquel Parente, 12º A

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Atividades da Biblioteca

Começam na próxima segunda-feira, dia 20, e termina na quinta-feira, dia 30, de novembro as nossas feiras do livro, nas bibliotecas escolares do agrupamento.

Apareçam para conhecer as últimas novidades de publicações nacionais e internacionais.

Como sempre os preços dos livros são óptimos.

 Esta atividade, como todas as outras, teve o apoio do senhor Diretor do Agrupamento e da sua direção.

 A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

Texto de opinião

O Homem do século XXI

Podemos dividir a clonagem em duas partes distintas, a clonagem terapêutica e a clonagem reprodutiva, sendo que a clonagem terapêutica se foca na manutenção e sobrevivência de um indivíduo, enquanto a clonagem reprodutiva se descreve na forma de criar um ser vivo, geneticamente idêntico a outro já existente.

A clonagem terapêutica tem permitido, ao longo de vários anos, a modificação de tecidos já existentes para que esse tecido tenha a capacidade de combater ou prevenir uma doença genética. É possível criar em laboratório alguns tecidos e/ou partes de órgãos para se permitir a sobrevivência de um indivíduo. Com a utilização de células estaminais ou células já especializadas pode produzir-se o tecido que se pretende e utilizá-lo para substituir o tecido afetado. Por exemplo, as pessoas que sofrem de Síndrome de Imunodeficiência Combinada (SCID): recentemente é possível utilizar a genética para modificar a sua medula óssea de modo a que esta consiga produzir os anticorpos para se defender dos muitos vírus e bactérias. Temos assim alguns dos benefícios da clonagem terapêutica.

Apesar das renitências quanto à clonagem terapêutica, a clonagem reprodutiva nunca foi impedida de avançar, o que abriu a caixa de Pandora para a diversidade genética do ser humano, permitindo aos ricos e poderosos a sua eventual clonagem para preservarem as suas fortunas ou os seus estatutos sociais. Também poderá dar a vírus e bactérias um possível avanço na luta pela sobrevivência. Ou seja, com a clonagem o sistema imunitário não mantém a sua evolução iniciada há muitos milhares de anos, decorrente da eterna batalha entre o sistema imunitário humano e a sobrevivência dos vírus e bactérias (coevolução).

Por estes motivos, consideramos a clonagem reprodutiva como a caixa de Pandora da humanidade e a clonagem terapêutica como a terceira revolução industrial (revolução tecnológica), sendo que o uso de cada uma deve ser debatido e decidido qual a que traz mais benefícios para a humanidade e qual deverá ser punida para não alterar a evolução natural do Homem.

 

Lucas Pita, Rafael Rodrigues e Rafael Pinto, 11º A-Ct

Artigo de opinião

 

A Clonagem

A clonagem inclui um conjunto de procedimentos e técnicas através das quais se podem obter clones. Existem dois tipos de clonagem: a clonagem terapêutica e a clonagem reprodutiva. A clonagem terapêutica consiste na obtenção de células estaminais embrionárias com o objetivo de produzir tecidos ou órgãos para transplantes. Enquanto a clonagem reprodutiva consiste na formação de um ser vivo completo.

Na clonagem terapêutica existem prós e contras. Primeiramente iremos falar dos prós, através desta técnica consegue-se curar doenças genéticas, criar tecidos cuja função passa por substituir outros tecidos afetados por uma determinada doença ou mesmo acrescentar tecidos que estão em falta, uma das suas principais vantagens, para nós, é conseguir criar medicamentos especializados para cada pessoa. Assim seria possível cada um ter o seu próprio medicamento dependendo da sua doença, não correndo o risco de reações alérgicas que podem aumentar o grau da doença. No entanto, nem tudo é bom, apesar de serem poucos os contras eles ainda existem. Quantos seres não precisaríamos de matar para obter as células embrionárias que queremos? Muitos com certeza. Outra das desvantagens seria que em caso de doenças genéticas seria mais complicado obter as células embrionárias, sendo por esse motivo mais difícil curar essa doença.

A clonagem reprodutiva não poderia ficar de fora, e por isso tal como a clonagem terapêutica existem prós e contras. Para começar iremos falar dos prós que são: a criação de seres com a mesma informação genética, podendo atuar como dadores de órgãos (transplantes) e células; permite aos casais inférteis ter um filho usando a informação genética de um dos progenitores, e num futuro pode dar a oportunidade de doenças atualmente sem cura passarem a ser curáveis. Nesta clonagem, apesar dos prós serem apelativos, os contras são muito maiores e passam por: a perda de variabilidade genética, ou seja, compromete a individualidade; causa um envelhecimento precoce; os chamados clones vêm com anomalias; em termos éticos não é aceite por todos e, por fim, era preciso criar milhares de clones para se obter um clone devidamente formado, uma vez que os clones até agora “feitos” ou vêm com anomalias ou morrem na gestação.

Para concluir, na nossa opinião, a clonagem terapêutica é mais importante que a reprodutiva, pois pode permitir que se evitem doenças e que se salvem vidas. No entanto, não se torna justo que, para esta clonagem acontecer, possa ter que se terminar com a vida de um novo ser. Não concordamos com a clonagem reprodutiva, pois esta irá criar seres iguais uns aos outros.

Beatriz Santana e Filipe Serra, 11ºA

Texto de opinião

A Idade Média e o fascínio que exerce na atualidade

 

Atualmente, as pessoas têm um grande fascínio pela Idade Média.

A Idade Média foi um período de grandes mudanças. Como o próprio nome indica, foi o período de tempo entre a antiguidade e os tempos atuais.

Sim, houve grandes mudanças, mas na minha opinião, nada que pudesse causar assim tanto fascínio pela parte das pessoas na atualidade.

Eu penso que as maiores mudanças foram na língua, que teve uma enorme evolução, e continua a evoluir, e na cultura, que, não tanto como a língua, mas também evoluiu bastante.

Hoje em dia, em Portugal, fazem-se as chamadas feiras medievais, onde as pessoas se vestem a rigor, como nessa época, e se divertem como antigamente. Considero que é bom reviver o passado, e mostrar, principalmente aos mais novos, como era viver naquela época, sem tecnologia como a de hoje em dia, sem liberdade como a de hoje em dia.

Atualmente, nós, os adolescentes, temos demasiada liberdade, comparada à que os nossos avós deram aos nossos pais, ou até mesmo à que os nossos bisavós deram aos nossos avós, e mesmo assim continuamos a reclamar do que temos.

Eu julgo que consigo entender o gosto pela Idade Média, mas o fascínio não.

 

Maria João Matos, 10ºA

 

 

Património literário

Em pleno século XXI, em que nos encontramos, a presença dos clássicos nas leituras dos jovens tem vindo a perder espaço. Em substituição encontramos práticas de consumo cultural ligadas a suportes multimédia. A concentração e exigência que a leitura de uma obra integral exige não parecem convencer os mais novos.

Eu considero que a prática da leitura deve ser um hábito quotidiano nas nossas vidas. As obras de literatura clássica, sobretudo a portuguesa, têm escondida nas suas páginas uma vastidão de riquezas, essas que nos levam a sonhar e viajar sem sair do lugar. Obras como Os Maias, Os Lusíadas e o “Sermão de Santo António aos peixes”, conferem a Portugal um património vasto que se não for recebido e inserido nas vidas dos jovens poder-se-á perder.

Na minha opinião, os jovens preferem os telemóveis e computadores em vez de livros porque a leitura exige concentração e raciocínio para perceber a história, enquanto os suportes digitais fazem o trabalho visual que não obriga os mais novos a pensarem.

Concluindo, no meu ponto de vista, se os pais e a escola não estimularem desde cedo as crianças para a presença de clássicos da literatura e de obras literárias, todo o império dos livros vai acabar por se perder e viveremos num mundo de multimédia. Se gerirmos bem o nosso tempo livre, conseguimos, em simultâneo, ler e ter outros tipos de produtos culturais ou práticas multimédias.

 

Maria Margarida, 11ºA

 

Um bem maior

 

Um bem maior

            O conhecimento histórico contribui em grande número para a preservação dos valores culturais e éticos de um povo, pois leva-nos à valorização de tudo o que antes era algo em que nem se pensava.

O tempo passou e com isto muita coisa mudou, os valores foram levados muito mais a sério, as pessoas têm mais direitos e são mais respeitadas, mas, através do conhecimento do passado, tudo tem sido mais preservado com o intuito de que assim se mantenha.

No nosso antes, muitas pessoas e até muitas sociedades tinham hábitos que podiam até ser normais aos seus olhos, porém, para nós, hoje em dia, tudo seria bizarro.

Por conseguinte, isto não são apenas acontecimentos de um dito passado, mas também de um presente que infelizmente ainda predomina em muitos e muitos países e sociedades, por isso muito do que nos resta é aproveitar e agradecer os valores de que usufruimos.

 

Mª João Delgado, 11ºA-CT