Desafio: Cartas de Náufragos

A Grande Onda de Kanagawa de Katsushika Hokusai

 

 

Lancei o desafio seguinte aos alunos da turma B do 7º ano na disciplina de Português:

 

Imagina que és um sobrevivente do naufrágio de um navio que transportava um tesouro.

Escreve uma carta em que relates a uma pessoa tua amiga o que aconteceu durante a viagem. No teu texto, deves incluir uma descrição do tesouro. Respeita os aspetos formais da carta.

Assina a carta com a expressão «Um amigo» ou «Uma amiga».

O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Publico aqui alguns dos textos elaborados.

Professora: Anabela Ferreira

Ilha das Caraíbas, 7 de junho de 1973

Olá, amiga!

Venho nesta carta falar sobre a minha viagem à ilha das Caraíbas, apesar de ter acontecido há 5 anos, em 1968, eu lembro-me perfeitamente daquele dia.

Tudo começou quando eu e o meu amigo pirata ouvimos uma notícia na rádio que informava que se encontrava um tesouro na ilha das Caraíbas. A partir daquele momento, nós partimos em busca do tesouro. Depois de tanto procurarmos, encontrámo-lo por baixo da areia, dentro de uma caverna escura e assustadora. Quando abrimos a caixa onde se encontrava o tesouro, ficámos maravilhados e nos nossos olhos via-se o reflexo da luz tão brilhante de todas aquelas peças preciosas: ouro, prata, colares, coroas… Nós decidimos levá-lo para casa, pois lá viamos com mais atenção tudo o que lá se encontrava, mas no caminho apareceu uma grande tempestade, o mar começou a agitar-se e a formar ondas enormes, parecia que cada onda nos engolia, foi horrível. Nós tentámos controlar o navio, mas fomos contra uma rocha e aí começámo-nos a afundar, mas eu consegui salvar-me. Infelizmente fui a única sobrevivente. Ainda hoje fico aterrorizada só de pensar no que aconteceu.

Beijos !

Uma amiga

Beatriz Pita, 7ºB

DESPORTO ESCOLAR DE FUTSAL – ESCALÃO INICIADO MASCULINO 2019-2020

 

Foi com muita alegria que os alunos da nossa Escola acolheram, este ano, a modalidade de Futsal. Não havendo um número significativo de alunos que respeitasse os critérios de inscrição, nomeadamente o número previsto, 18 alunos, do mesmo escalão e género, considerou-se a subida da maioria dos alunos, do escalão Infantil B para o escalão Iniciado. E foi nesse escalão, Iniciado, que, pequenos/grandes jogadores competiram. E só por isso, pelo entusiasmo e vontade de competir estão os nossos alunos de parabéns.

Apesar de toda a entrega e dedicação aos treinos e jogos, as competições formais ficaram-se pelos Encontros Locais, não tendo os nossos alunos alcançado resultados que lhes permitissem chegar aos Regionais. Conseguiram a classificação de 2º Lugar. As tabelas abaixo traduzem os resultados dos encontros da associação desportiva de escolas em competição, ADE1, da Lezíria e Médio Tejo (Escola Básica e Secundária de Mação, Escola Básica Nuno Álvares, Tomar e Escola Básica e Secundária Mestre Martins Correia, Golegã).

Note-se que, neste escalão, competiram ainda outras 12 escolas, distribuídas pelas ADE2, 3 e 4. Pelo que o apuramento aos Regionais – fase não concretizada este ano, motivada pela suspensão de aulas devido ao novo Coronavírus – teve em consideração as 15 escolas envolvidas nos encontros locais por ADE.

Colocar a foto em anexo

RESULTADOS DOS ENCONTROS DE FUTSAL ADE1

ENCONTROS COMPETITIVOS/

DATA

JOGO RESULTADO
1º – 11-12- 2019

(Organização da Básica Nuno Álvares – Tomar)

Básica Nuno Álvares – Tomar X Básica e Sec. Mação 4-1
Básica e Sec. Mação X Básica e Sec. Mestre Martins Correia – Golegã 10-0

(falta administrativa: nº alunos)

Básica Nuno Álvares – Tomar X Básica e Sec. Mestre Martins Correia – Golegã 10-0

(falta administrativa: nº alunos)

2º – 19-02-2020

(Organização da Escola Básica e Sec. de Mação)

Básica e Sec. Mação X Martins Correia – Golegã 3-1
Básica Nuno Álvares – Tomar vs Básica e Sec. Mestre Martins Correia – Golegã 5-0
Básica Nuno Álvares – Tomar X Básica e Sec. Mação 3-2
3º – 04-03-2020

(Organização da Básica e Sec. Mestre Martins Correia – Golegã)

Básica e Sec. Mação X Básica Nuno Álvares – Tomar 6-4
Básica Nuno Álvares – Tomar X Básica e Sec. Mestre Martins Correia – Golegã 4-4
Básica e Sec. Mestre Martins Correia – Golegã Básica X Básica e Sec. Mação 6-1

 

 

 

  Básica Nuno Álvares, Tomar Básica e Secundária de Mação Básica e Secundária Mestre Martins Correia, Golegã
JOGOS 6 6 6
VITÓRIAS 4 3 1
EMPATES 1 0 1
DERROTAS 1 3 4
GOLOS MARCADOS 30 26 11
GOLOS SOFRIDOS 13 18 33
PONTOS 15 12 9
CLASSIFICAÇÃO

 

Os resultados alcançados pelos nossos alunos refletem não o sucesso desejado, mas o possível. E porque sem esforço não se concretizam sonhos, é imprescindível continuar a acreditar que, com dedicação, empenho, motivação e vontade se chegará lá. Parabéns a todos os atletas e Juízes Árbitros!

A professora Cláudia Olhicas de Jesus

 

Desafio: Cartas de Náufragos

Rochefort’s Escapade de Édouard Manet

 

Lancei o desafio seguinte aos alunos da turma B do 7º ano na disciplina de Português:

 

Imagina que és um sobrevivente do naufrágio de um navio que transportava um tesouro.

Escreve uma carta em que relates a uma pessoa tua amiga o que aconteceu durante a viagem. No teu texto, deves incluir uma descrição do tesouro. Respeita os aspetos formais da carta.

Assina a carta com a expressão «Um amigo» ou «Uma amiga».

O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Publico aqui alguns dos textos elaborados.

 

Professora: Anabela Ferreira

 

Caraíbas, 19 de maio de 2020

Olá, Gustavo,

há algum tempo eu fui de viagem para as Caraíbas de férias.

Mas pelo caminho houve um acidente, o barco colidiu com uma rocha e começou a entrar água por todo o barco. Eu consegui sobreviver, mas fiquei preso numa ilha por algumas semanas.

Durante todo esse tempo, eu encontrei um mapa, no mapa estava escrito que naquela ilha havia um tesouro escondido. Então eu comecei a procurar, mas como é óbvio não encontrei logo no primeiro dia. No segundo dia, eu construí um abrigo, e logo depois comecei a procurar. No mapa dizia que o tesouro estava dentro de uma gruta, eu andei, andei e nada. Eu fiquei triste, atirei o mapa para o chão, mas quando olhei para a frente vi uma gruta, agarrei no mapa e entrei na gruta. Eu vi um baú de madeira muito grande com uns ferros à volta e fui logo a correr em direção ao baú. Quando eu o abri  o quase fiquei cego, pois veio um brilho tão forte quanto o sol. Dentro do baú estavam muitas moedas de ouro, diamantes, esmeraldas e muitas outras preciosidades.

Com os melhores cumprimentos.

 

Um amigo.

 Tomás Martins, 7ºB

 

Diário De Inês Jesus Ferreira

 

23/05/2020

 

Querido diário,

Hoje era apenas um dia normal de quarentena, a mãe e o meu irmão a dormir, o meu pai a trabalhar, mas é nestes dias que me sinto “inútil”, ou seja, sem fazer nada, entediada.

A campainha tocou, fui lá ver e… era o Duarte, o meu vizinho a convidar-me para vir andar de bicicleta com ele, e eu, como não tinha nada para fazer nesta tarde, ou melhor, neste dia, decidi ir com ele.

Passados uns minutos a andar de bicicleta, comecei a pensar: “Bem, já que estamos todos em casa fechados, porque não dar aos meus vizinhos um bilhete para os motivar a continuar em casa?”. Então parei a bicicleta e fui para casa, demorei quase duas horas a fazer 30 bilhetes com a seguinte mensagem: “Obrigada por ficarem em casa! #StayAtHome”.

Lá por essas 20 horas, entreguei-os em cada caixa do correio. Passou uma semana e ninguém me tinha agradecido e obviamente estranhei!

Mas oiço, de novo, a campainha a tocar………….”A esta hora (9:30 a.m) quem será???” , quando abri a porta , reparei que eram as pessoas a quem eu tinha entregado o bilhete (mas, obviamente, todas distanciadas umas das outras). “Obrigada, Inês!”, naquela altura vieram-me as lágrimas aos olhos. Certamente, esta iniciativa será feita de novo, mas com outra mensagem!

 

Até amanhã, Diário!

Desafio: Cartas de Náufragos

Landscape with Pink Blossoms
Ellen Axson Wilson

 

Lancei o desafio seguinte aos alunos da turma B do 7º ano na disciplina de Português:

 

Imagina que és um sobrevivente do naufrágio de um navio que transportava um tesouro.

Escreve uma carta em que relates a uma pessoa tua amiga o que aconteceu durante a viagem. No teu texto, deves incluir uma descrição do tesouro. Respeita os aspetos formais da carta.

Assina a carta com a expressão «Um amigo» ou «Uma amiga».

O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Publico aqui alguns dos textos elaborados.

Professora: Anabela Ferreira

 

 Lisboa, 25 de março de 2010

Olá! Amigo Rubén!

 

Espero que tu e o resto da malta estejam todos bem e espero que recebas esta carta e que a leias com muita atenção.

Como já deves saber, eu era um dos seguranças que foi contratado para proteger o tesouro secreto que continha muitas das relíquias dos últimos reis de Portugal, e como aquilo é uma fortuna, o atual presidente de Portugal decidiu esconder o tesouro, para não cair em mãos erradas.

Estava tudo a correr bem, até que começou a surgir uma tempestade muito forte, com raios a cair por todo o lado, uma chuva de granizo muito intensa, o capitão do navio já nem sabia o que fazer. Ainda para piorar as coisas, o navio estava a aproximar-se de uma rocha muito grande, e as grandes ondas não permitiam que o capitão dirigisse o navio em condições, e então, o capitão tomou uma decisão. Decidiu abandonar o navio, ordenou que os barcos salva-vidas fossem lançados à água, era a única maneira de sobreviver. Então, assim foi, os barcos salva-vidas foram lançados à água com quatro pessoas por barco, a esperança era mínima, estavam todos à beira da morte, mas havia um helicóptero que tinha sido chamado pelo capitão do navio, logo no início da tempestade, que chegou a tempo e, felizmente, conseguiu salvar muitas vidas, uma delas foi a minha. O capitão subiu primeiro para o helicóptero, logo de seguida, foi a hora dos seguranças subirem para o lá, infelizmente, nem todos conseguiram subir, pois a tempestade estava muito forte e já tinha afundado muito barcos salva-vidas, e o navio também já estava praticamente afundado.

Se aquele helicóptero não tivesse aparecido, nesta altura, estaríamos todos mortos ou prestes a morrer, ao todo conseguiram-se salvar seis pessoas, o capitão, e cinco dos dez seguranças que lá estavam.

Foi assim que aconteceu, mas comigo já não precisam de se preocupar, eu já estou bem, e prestes a voltar aí para a terrinha. Quando eu chegar, vamos todos fazer um churrasco para esquecer tudo o que se passou, e para voltar tudo ao normal!

Do teu amigo

 Simão Maia, 7ºB

 

Dia 10 de Junho

Hoje comemoramos o dia do nosso país, do nosso maior escritor e também das comunidades.

Nada melhor para assinalar o dia que ler Camões.

 

Espreitem também a declamação, durante o dia de hoje, de Os Lusíadas na íntegra.

Maratona de Leitura Os Lusíadas – Teatro Nacional D.Maria II.

Desafio: Cartas de Náufragos

The Miraculous Haul of Fishes
henry Ossawa Tanner

 

Lancei o desafio seguinte aos alunos da turma B do 7º ano na disciplina de Português:

 

Imagina que és um sobrevivente do naufrágio de um navio que transportava um tesouro.

Escreve uma carta em que relates a uma pessoa tua amiga o que aconteceu durante a viagem. No teu texto, deves incluir uma descrição do tesouro. Respeita os aspetos formais da carta.

Assina a carta com a expressão «Um amigo» ou «Uma amiga».

O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Publico aqui alguns dos textos elaborados.

Professora: Anabela Ferreira

 

 

Mar, 2 de fevereiro de 2020

Olá, Letícia,

já tenho saudades, por aqui está tudo bem, por aí espero que também esteja.

Bem, eu estou a escrever esta carta para dizer que sofri um grande naufrágio, porque fui à procura de um tesouro que se localizava numa ilha chamada  “Ilha Azul”, bem mas isso não interessa, o que interessa é que foi por causa de um homem chamado Ambrósio que também andava à procura do tal tesouro. Eu, há uma semana atrás, fui falar com a minha prima, para combinar com ela quando iríamos, sim, porque ela vinha comigo. O Ambrósio ouviu a nossa conversa e foi atrás de nós quando chegou o dia de partir. Como o Ambrósio também queria o tesouro, começámos a combater, ele lançou uma bomba contra o meu navio e puff.

Mas o que interessa mesmo, mesmo, é que, apesar de ter naufragado, consegui o tesouro e, claro, o Ambrósio foi preso e é muito bem feito para ele, porque é “cusco”, intrometido, invejoso, muito malcriado, etc… Mas vou-te contar o que era o tesouro, era apenas um mapa para ir à procura de um tesouro…

 

Beijinhos, abraços.

 

Uma amiga

 

 

Miriam Neves, 7º B

Desafio: Cartas de Náufragos

John Peter Russell -Rough sea, Morestil

 

Lancei o desafio seguinte aos alunos da turma B do 7º ano na disciplina de Português:

 

Imagina que és um sobrevivente do naufrágio de um navio que transportava um tesouro.

Escreve uma carta em que relates a uma pessoa tua amiga o que aconteceu durante a viagem. No teu texto, deves incluir uma descrição do tesouro. Respeita os aspetos formais da carta.

Assina a carta com a expressão «Um amigo» ou «Uma amiga».

O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Publico aqui alguns dos textos elaborados.

 

Professora: Anabela Ferreira

 

Do alto mar e terra, 19 de maio de 1870

Olá, grande amigo:

escrevo esta carta a informar que o barco naufragado transportava um tesouro com valor interminável. Este tesouro continha o que a minha tripulação juntou ao longo de uma vida de piratas.

No tesouro havia várias pérolas capturadas a um monstro quando o derrotámos na Costa Rica. O combate durou dias, mas compensou devido a ter-nos dado eternos diamantes com valor incalculável por só existirem dentro do monstro. Tinha também uma grande quantidade de ouro que conquistámos quando invadimos uma mina na África do Sul, depois de uma longa viagem onde apanhámos longas tempestades, mas onde as ultrapassámos. Lá fizemos grandes caminhos a pé com todas as nossas armas para invadir a mina, quando chegámos, foi fácil, porque a mina não tinha ninguém. Regressámos a cavalo com todo o ouro até ao barco.

Partimos no nosso barco em direção à Índia onde encontrámos outra tripulação e batalhámos, mas a minha tripulação saiu vencedora e conquistámos muitas especiarias, colares e anéis muito valiosos. Com todas estas nossas riquezas não achámos seguro levá-las no barco e enterrámo-las numa ilha longínqua, afastada de tudo.

Toda a minha tripulação desapareceu, até hoje não sei o que é feito dela. O mapa está no nosso barco naufragado e numa garrafa à deriva pelos oceanos. E todos os tesouros encontram-se onde os enterrei. Estarão à tua espera!

Boa sorte!

“Um Amigo L.P.”

Lucas Pita, 7º B

Desafio: Cartas de Náufragos

Odsan Naufragio sulla costa, Eugène Delacroix

 

Lancei o desafio seguinte aos alunos da turma B do 7º ano na disciplina de Português:

 

Imagina que és um sobrevivente do naufrágio de um navio que transportava um tesouro.

Escreve uma carta em que relates a uma pessoa tua amiga o que aconteceu durante a viagem. No teu texto, deves incluir uma descrição do tesouro. Respeita os aspetos formais da carta.

Assina a carta com a expressão «Um amigo» ou «Uma amiga».

O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Publico aqui alguns dos textos elaborados.

 

Professora: Anabela Ferreira

 

Lisboa, 16 de abril 2020

Olá, Matilde!

Como estás? Ainda não acredito que o navio do tesouro se afundou.

 

Deves estar a perguntar como é que consegui sobreviver. Bom, aconteceu que quando estávamos a chegar à baía, sem nos apercebermos, batemos contra um rochedo que levou à destruição do barco. Felizmente, eu e a minha amiga Tatiana conseguimos escapar, levando uma parte do tesouro nos bolsos, nadando em direção a uma boia de sinalização que se avistava. Foi muito perigoso, mas valeu a pena, pois esforçámo-nos. O tesouro tinha rubis, pérolas, esmeraldas, colares, pulseiras, brincos, diamantes, tiaras, coroas, moedas de ouro, entre outras. Ainda não saímos daqui. Por favor, podes pedir a algum marinheiro que use o seu barco para nos vir salvar? Não te preocupes, pois, quando chegarmos a terra, vamos poder melhorar a nossa casa e bens essenciais. Mal posso esperar por estar junto de ti.

 

Assim me despeço e fica bem.

Com um beijinho da Leonor e da Tatiana.

 

P.S.: Temos de ir pescar mais vezes juntas.

 

Leonor Pimenta, 7º B

Estado de emergência / Calamidade Pública

Estado de emergência

 

Estado de emergência- O governo de um país pode declarar que se encontra em estado de emergência. Isso significa que o governo pode suspender e/ou mudar algumas das funções do executivo, do legislativo ou do judiciário enquanto o país estiver neste estado excecional, alertando ao mesmo tempo os cidadãos para que ajustem o seu comportamento de acordo com a nova situação, além de comandar às agências governamentais a implementação de planos de emergência.

Um governo pode declarar estado de emergência em resposta a desastres naturais ou causados pelo homem, períodos de desordem civil, declarações de guerra ou situações envolvendo conflitos armados internos ou internacionais. O estado de emergência também pode ser usado como razão (ou pretexto) para suspender direitos e liberdades e garantias pela Constituição ou lei básica de um país, abrindo espaço para a aplicação do chamado direito penal do inimigo. No direito romano, justitium é o conceito equivalente à declaração de estado de emergência. Os artigos 19º e 138º da Constituição portuguesa de 1976 preveem dois níveis de estado de exceção: o estado de emergência e o estado de sítio. Apenas podem ser decretados pelo Presidente da República e com autorização da Assembleia da República. A 18 de março de 2020, o estado de emergência foi declarado, pela primeira vez desde 1976, pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, devido à pandemia de COVID-19. Teve início no dia 19 de março de 2020 e foi renovado por 2 vezes, cessando no dia 2 de maio de 2020. Quem desobedecer ou resistir às ordens das autoridades será punido pelo crime de desobediência. O estado de emergência é sempre declarado pelo Presidente da República, artigos19, 134-d) e 138 da CRP e da Lei nº 44/86 de 30 de setembro, ouvido o Governo, carecendo ainda da aprovação da Assembleia da República através da Resolução nº 15-A/2020 de 18 de março.

Calamidade Pública

O Estado de calamidade está previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, criada em 2006 e por várias vezes revista, e pode ser aplicado quando, perante uma catástrofe ou acidente grave de “previsível intensidade”, o país se vê perante a necessidade “de adotar medidas de caráter excecional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida”. Pode servir o país inteiro ou circunscrever-se a uma zona mais limitada do território, como aconteceu em Ovar, a 17 de março, quando foi imposta uma espécie de quarentena geográfica (salvo raras exceções ninguém entrava nem saía) devido a três dezenas de casos positivos de infeção por Covid-19 e devido ao facto de o surto se ter então espalhado pela comunidade. Neste caso, ao contrário do estado de emergência, uma situação de calamidade não depende de um decreto do Presidente da República; a declaração do estado de calamidade é da competência do governo e é aplicado através de uma resolução do Conselho de Ministros – portanto segue os trâmites normais do processo legislativo.  Nessa resolução deverão ser dadas instruções específicas “aos agentes de proteção civil e às entidades e instituições envolvidas nas operações de proteção e socorro”; deverão ser enumerados quais os critérios para conseguir “apoios materiais e financeiros”, fixados os limites ou condicionamentos “à circulação ou permanência de pessoas”, ao mesmo tempo que deve ser criada legislação “especial” relativa a “prestações sociais, incentivos à atividade económica e financiamento das autarquias locais”.  Quem desobedecer ou resistir às ordens das autoridades será punido pelo crime de desobediência.                                                                                                                Ao contrário do estado de emergência que só é válido por 15 dias, embora possa ser sucessivamente renovado, o estado de calamidade não tem um prazo definido para renovação, podendo manter-se enquanto se mantiver o que lhe deu origem, embora o Primeiro Ministro tenha referido que a situação será avaliada a cada 15 dias.

 

Leonardo Silva, 12º A