Apreciação crítica

Amor de Perdição | Luso Livros

Amor de Perdição

 

A obra Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco é uma história que tem um título e um subtítulo, baseia-se numa história duma família que nos é apresentada mesmo como realidade e não como ficção. Esta obra fala sobre de um amor proibido entre Teresa e Simão que nunca se concretiza completamente devido ao ódio das suas famílias uma com a outra.

Esta obra é muito interessante porque relata uma história que é baseada numa história real, daí a ser interessante e ter gostado bastante de a ter lido.

Um aspeto que achei muito interessante foi o facto de Teresa e Simão, apesar de saberem que era complicado terem um romance, nunca desistiram e tentaram sempre encontrar-se mesmo sabendo que era muito perigoso, por isso gostei desta parte, pois nos permitiu ver que nunca devemos desistir daquilo que queremos, mesmo que haja muitas dificuldades para isso se concretizar.

Outro momento que considerei bastante interessante foi quando Simão matou Baltasar, pois após ter matado Baltasar Coutinho e saber que poderia ser preso, Simão em vez de fugir com a ajuda de João da Cruz, preferiu entregar-se mostrando que assumiu o que fez, sendo apenas um rapaz com dezoito anos, demonstrava grande maturidade para o ato que praticou e continuando assim a não desistir do seu amor com Teresa.

Em suma, a obra Amor de Perdição é muito interessante e importante para o meu futuro, pois é uma história que ficamos a pensar em como era a sociedade no século XIX.

 

 

Filipe Serra, 11ºA

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Opinião

Art Ideias Ideais
artesanatosideiasideais.blogspot.com

 

Mudar de destino

Ninguém escolhe onde nasce, mas cada pessoa pode escolher o seu destino: resignar-se ao primeiro obstáculo que pode ser o nascer num meio desfavorecido e não fazer nada para mudar e continuar à deriva a ver a vida passar ou pode aceitar o seu primeiro obstáculo, levantar a cabeça e trabalhar para ter uma condição melhor.

Mas será que todos têm as mesmas oportunidades de construir uma vida melhor?

Uma condição social favorável dá mais meios para ter melhores oportunidades como, por exemplo, na educação, porém esta condição favorável não traz talento, pois este não é algo que se compre, é algo que se tem desde sempre e que se vai trabalhando ao longo da vida.

Atualmente, no meio do desporto e das artes são muitos aqueles que nasceram e cresceram em meios sociais desfavoráveis, mas com talento, trabalho e com humildade tiveram a tal oportunidade para contrariar o seu destino traçado logo ao nascer.

Não é sempre um mar de rosas e por vezes aquela tal oportunidade não aparece e podemos seguir por maus caminhos.

Em suma, a vida mostra que a oportunidade aparece com maior ou menor frequência, cabe a cada um agarrá-la com todas as suas forças e cabe-nos a nós lutar para que no fundo todos tenham o mesmo número de oportunidades.

 

 

Sara Bento, 10ºA

Leituras

 

Biblioteca Pessoal

 

Sempre fui um rato de biblioteca quando era mais pequeno, desde os meus nove aos doze anos de idade. Algo me fez parar do mundo da leitura e tornar ao que eu realmente gosto de fazer: a escrita feita por mim mesmo.

Hão de haver excertos de obras que eu tenha lido e gostado bastante. Mas especificamente só li três livros por completo e por mim mesmo. De meu livre arbítrio, li Máscaras de Salazar,  Meu amor, Sputnik, e Pérola Negra. Acabei pelo primeiro e comecei pelo último citado e realmente interessaram-me. As histórias profundas, o amar e o desespero; a falsidade; a inveja e o silêncio; a realidade e o sexo alvoraçado que se torna em terror. Mesmo sendo impróprios para mim, a maioria destes livros conta o que é a vida e para onde ela pode decair. Há arrependimentos.

Interesso-me mais pela ciência metaforicamente retratada, pelo que a humanidade e a mente humana podem chegar pelo reconhecimento e dinheiro. O desespero muda as pessoas. O desespero de viver.

 

Bruno Rodrigues, 8ºB

APANHADOS!

 

Repórter fotográfico: professor José Gonçalves
Estrela: professora Ana Pina

 

Visita de estudo a Viana do Castelo-Braga: últimos preparativos.

Leituras

O meu gosto pela leitura

 

Eu posso dizer que não odeio os livros nem os amo, mas posso dizer que adoro os livros especialmente de aventuras, livros que indicam cenas míticas e também os livros de mitologia grega, mas não quer dizer que eu não leia outros livros.

Os livros que mais me marcaram foram: Os cinco, Uma aventura e todos os livros do Percy Jackson entre outros.

Os cinco e Uma aventura são livros de aventura e os livros do Percy Jackson são uma mistura de elementos míticos e de aventura.

Para mim, os livros de aventura são como se eu estivesse a viver essa mesma aventura, porque parece tão real que não consigo explicar. Os livros de cenas míticas fazem com que a história seja mais perigosa, mas ao mesmo tempo haja mais ação, e, por fim, aprecio os livros de mitologia porque assim conhecemos mais deuses antigos, o que eles faziam, onde eles viviam e outras coisas sobre os deuses.

Por fim, as personagens que mais me marcaram foram: Percy Jackson, Zeus, Hades, Poseidon, o Tim e a Zé.

 

Mateus Fouto, 8ºB

 

Opinião

A Idade Média e o fascínio que exerce na atualidade

 

Atualmente, as pessoas têm um grande fascínio pela Idade Média.

A Idade Média foi um período de grandes mudanças. Como o próprio nome indica, foi o período de tempo entre a antiguidade e os tempos atuais.

Sim, houve grandes mudanças, mas, na minha opinião, nada que pudesse causar assim tanto fascínio pela parte das pessoas na atualidade.

Eu penso que as maiores mudanças foram na língua, que teve uma enorme evolução, e continua a evoluir, e na cultura, que, não tanto como a língua, também evoluiu bastante.

Hoje em dia, em Portugal, fazem-se as chamadas feiras medievais, onde as pessoas se vestem a rigor, como antigamente e se divertem como antigamente. Considero que é bom “reviver” o passado, e mostrar, principalmente aos mais novos, como era viver naquela época, sem tecnologia como a de hoje em dia, sem liberdade como a de hoje em dia.

Atualmente, nós, os adolescentes, temos demasiada liberdade, comparada à que os nossos avós deram aos nossos pais, ou até mesmo à que os nossos bisavós deram aos nossos avós, e mesmo assim continuamos a reclamar do que temos.

Eu julgo que consigo entender o gosto pela Idade Média, mas o fascínio não.

 

Maria João Matos, 10ºA

 

 

Reportagem

 

Turistas a mais em Lisboa?

                O turismo em Portugal, e especialmente em Lisboa, tem vindo a aumentar exponencialmente assim como todos os tipos de negócio ligados, direta ou indiretamente ao turismo.

Segundo o “lobal Destinations Cities Index”, da Mastercard, entre 2009 e 2016 houve um crescimento de 7,4% no número de visitantes internacionais que pernoitam na cidade, colocando assim Lisboa no “top” 5 das cidades europeias com o crescimento mais rápido.

Um outro estudo afirma que a grande maioria dos lisboetas, 90%, está satisfeita ao ver o número de turistas na cidade aumentar de dia para dia. Contudo, ainda existem 10% dos lisboetas inquiridos que se mostram insatisfeitos com o aumento de visitantes internacionais na cidade.

O ponto de vista destes 10% de pessoas inquiridas é completamente compreensível e visível por toda a cidade.

Por exemplo, devido à grande ocupação da capital portuguesa por parte de cosmopolitas e não só, a inflação de preços no setor da habitação subiu bastante nestes últimos anos e consequentemente o número de antigos habitantes da cidade que ficaram sem a sua casa, devido à grande procura de grandes empresas de construção e de hotelaria aumentou. Outro grande problema que estes inquiridos apontam é a “Invasão dos Tuk- Tuks”.

O trânsito na cidade tem ficado cada vez mais caótico, devido aos Tuk-Tuks– veículos de três rodas que, consoante os modelos, podem transportar até seis pessoas em visitas guiadas-que circulam por toda a metrópole, especialmente, nos bairros históricos, provocando incómodos na vida das populações ali residentes e originando várias queixas, como, por exemplo, o ruído e a poluição produzida por estes veículos, por parte dos moradores de várias freguesias da cidade. Em 2015, a freguesia de Santa Maria Maior juntou-se aos subscritores de uma petição que visava o controlo de Tuk-Tuks em Alfama. O presidente da junta reivindicava ainda o controlo da circulação destes veículos noutras zonas da freguesia.  Acabaram por conseguir a proibição da circulação destes veículos em algumas ruas da zona do Castelo. Foram ainda aplicadas regras a este meio de transporte, como, por exemplo, a proibição de transporte de bagagens.

Devido a este crescente interesse, por parte de estrangeiros no nosso país, o investimento em Portugal tornou-se mais atrativo. Segundo o relatório do Fórum Económico Mundial, Portugal encontra-se na 14º posição mundial, num ranking sobre os mercados mais atrativos para negócios no setor das viagens e turismo. Existem até países, como é exemplo a Turquia, que anunciaram investimentos no mercado nacional, neste caso um conjunto de investimentos no valor de 300 milhões de euros, em turismo, habitação, entrada no capital de um estaleiro naval do Norte e no terminal do Barreiro.

Contudo, a maioria dos nossos compatriotas lisboetas está bastante contente com a acessão de turistas que visitam a cidade.

Lisboa, assim como muitas outras cidades, aplica uma taxa turística de 1 euro por noite até ao valor máximo de 7 euros (7 noites seguidas por dormida e por hóspede). Esta medida entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2016.

Segundo um relatório do Instituto Nacional de Estatística a atividade de alojamento turístico em Portugal (hotelaria, turismo no espaço rural e alojamento local) registou 21,3 milhões de hóspedes e 59,4 milhões de dormidas, portanto pode concluir-se que os proveitos totais e os de aposento do setor de alojamento turístico ascenderam, respetivamente, a 3,1 mil milhões de euros e 2,3 mil milhões de euros. Sendo o turismo, atualmente, um grande setor que contribui bastante para a economia do país, estes grandes números pressupõem um crescimento na economia nacional que irá criar novos projetos, estudos, equipamentos ou infraestruturas que produzam impacto direto ou indireto na promoção e qualidade do turismo na cidade de Lisboa numa perspetiva de crescimento sustentável a longo prazo.

O turismo contribui também para a diminuição da taxa de desemprego, o que apenas traz benefícios para o nosso país. Por exemplo, se caminharmos pela Rua Augusta, é quase incontável o número de pequenas lojas de comércio local e de performances de rua, que penso contribuírem tanto para a imagem da cidade de Lisboa como para o aumento do rendimento de inúmeras famílias e indivíduos.

De acordo com um estudo realizado pela “Intercampus” revela que 91% dos residentes e para 80% dos que trabalham em Lisboa a cidade “tem hoje mais vida”. Há ainda 73% da população lisboeta que concorda com a afirmação “o turismo tem-me ajudado a sentir mais orgulhoso em relação a Lisboa“.

 

 

 Mónica Silva, 10ºA