Visita de Estudo Semana Aberta da Ciência e Tecnologia da Universidade de Aveiro

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Foi no dia 20 de novembro de 2013 que a turma do 11ºC ingressou numa viagem até à Universidade de Aveiro, com o intuito de aprender mais sobre o curso Técnico Auxiliar de Saúde.
Quando lá chegamos, pela manhã, iniciamos com uma atividade, denominada “Fisiotec”, onde nos explicaram como fazer fisioterapia em casa, utilizando as novas tecnologias. Este projeto foi lançado no mês de junho deste ano. Depois desta apresentação dirigimo-nos ao refeitório da Universidade para almoçar.
Continuando a nossa visita fomos para a atividade “Cuidados de saúde com contexto hospitalar”, onde durante duas horas observamos uma unidade de cuidados de doentes hospitalizados, alguns materiais e equipamentos hospitalares, empacotamento de material para esterilizar e a separação de resíduos hospitalares.
Ao final da tarde acabamos com a atividade “Ser terapeuta da fala é…”, onde nos dividimos em três grupos e seguimos para as seguintes atividades: disfagia; como manter a voz saudável; o que é um terapeuta da fala.
No final desta grande visita destacamos o acolhimento da Universidade de Aveiro, que nos recebeu muito bem e aos professores, Ana Santos e Jorge Estrela, que nos acompanharam e “aturaram” ao longo desta visita.

Ana Sofia da Silva Martins, nº4
Carolina Alves Agostinho, nº8

A impressão 3D e o carpinteiro da África do Sul

Rich Van As é um carpinteiro da África do Sul. Não consta que seja um carpinteiro especialmente dotado, nem que seja possuidor de nenhuma outra característica que o viesse a tornar conhecido. Excepto, talvez, força de vontade. Na verdade tudo indicava que Rich Van As seria para sempre um nome desconhecido de todos os mais de 7 000 milhões de habitantes do planeta, exceptuando, é claro, o seu círculo de familiares e amigos na África do Sul. Nada vinha a indicar que nós alguma vez nos iríamos cruzar com o nome deste carpinteiro.

Rich e Ivan
Rich e Ivan

Muito menos havia a indicação que Rich viria a conhecer Ivan Owen, um técnico de efeitos especiais da cidade de Bellingham, no estado de Washington, Estados Unidos. Na verdade viviam quase no outro lado do mundo, um do outro. Ivan é um apreciador de ficção científica. Em abril de 2011 participou numa convenção de ficção científica usando um fato com alguns “apetrechos tolos” inventados por ele. Os apetrechos fizeram imenso sucesso entre os restantes participantes da convenção.  Ivan até fez um vídeo a mostrar o seu dispositivo.

Rich, o carpinteiro da África do Sul, não sabia absolutamente nada sobre Ivan e o seu gosto por ficção científica. E continuava sem saber nada disto no dia em que, ao cortar uma tábua na carpintaria, um movimento mal calculado colocou os seus dedos na frente de uma serra de corte, que lhe cortou os quatro dedos da mão direita. Não sendo homem de desistir, Rich decidiu comprar uma prótese para substituir os dedos cortados. Pesquisando na Internet, conseguiu encontrar uma empresa que produzia uma prótese indicada para a sua situação. Infelizmente a prótese custava alguns milhares de euros, tanto quanto um pequeno carro. Era impossível para um modesto carpinteiro conseguir juntar dinheiro suficiente para comprar a prótese.

Foi então que Rich, por acaso, viu o vídeo de Ivan com a “garra” que fez para a convenção de ficção científica.

Passado pouco tempo, Ivan recebeu um e-mail do carpinteiro Rich, a pedir-lhe ajuda para construir uma prótese…

Mais de um ano após este e-mail, Rich tem uma prótese nova, com um custo muito inferior ao pedido pela empresa especializada em próteses.

Não só isso, mas há também uma criança de 5 anos, o Liam, que nasceu sem dedos na mão direita, que usa também uma prótese construída pelo Rich e Ivan, com um custo aproximado de 110 € (ou 150 $).

Além do Liam, há já outras pessoas, um pouco por todo o mundo, a usar estas próteses do Ivan e do Rich.

Prótese de Liam
Prótese de Liam

Na construção das próteses, Rich e Ivan esforçam-se por usar materiais fáceis de encontrar. Isto é, usam porcas e parafusos que se possam encontrar facilmente em qualquer loja de ferragens e não utilizam nenhuma forma de dispositivo electrónico.  Todas as próteses são movidas usando a energia do próprio utilizador.

Mesmo assim, há algumas peças que têm de ser especialmente construídas, mas mesmo nesse caso utilizam um método rápido, barato e extremamente eficaz. A impressão em 3D.

A impressão 3D (de que já tínhamos falado aqui no Verde Horizonte On Line: http://verdehorizonteonline.com/2010/05/25/impressoras-3d/) funciona basicamente como a impressão “normal” mas, em vez de se usarem tintas numa folha de papel, é usado plástico derretido para formar objetos tridimensionais.

Assim, usando modelos criados em computador, podem desenhar e “imprimir” as peças necessárias para construir as próteses.

As próprias impressoras 3D podem ser construídas por quem tiver algum jeito para a Educação Tecnológica e electrónica, por umas poucas centenas de euros (cerca de 300€).

Mas Rich e Ivan fizeram algo ainda mais importante. Libertaram a ideia! Não registaram nenhuma patente, nem pedem dinheiro a quem precisar das suas próteses. Muito pelo contrário, disponibilizaram toda a informação necessária e dão apoio para que qualquer pessoa possa construir a prótese que necessitar.

Este é o espírito open source.

Mais informação:

Artigo da Popular Science (em inglês): http://www.popsci.com/diy/article/2013-02/how-two-makers-built-customizable-new-prosthetic-hand-150-and-changed-boys-life

Blog de Ivan e Rich sobre o seu projeto (em inglês): http://comingupshorthanded.com/

Texto: professor Ilídio Vicente

“ SALA DE AULAS…”

 

  • Nesta Sala, abundam sorrisos e nos olhos dos alunos conseguem-se ver grandes corações.
  • Nesta Sala, constroem-se passos de esperança, o caminho faz-se caminhando devagarinho.
  • Nesta Sala, os objectivos conseguidos num dia juntam – se ao optimismo de recomeçar tudo de novo no dia seguinte.
  • Nesta sala, todos temos um nome, olhos, boca, nariz, orelhas e todas as outras partes que compõem o corpo humano; Mas poderíamos não as ter!
  • Nesta Sala, existe profissionalismo e batem-se recordes de paciência.
  • Nesta Sala, existem alunos cinco dias por semana, mas os dias da semana são todos diferentes!
  • Nesta sala, todos têm cinco dedos nas mãos, mas os dedos são todos diferentes!
  • Nesta Sala, também não há pessoas iguais, corríamos o risco de morrer de tédio.
  • Nesta Sala, impera a unidade, as palavras Integração ou Inclusão não são importantes! Importantes são os alunos que a frequentam.
  • Esta Sala é especial e chama-se: UAM.

(Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência e Surdo-Cegueira Congénita).

A sala da UAM, (Unidade de Apoio à Multideficiência) pertence ao Agrupamento de Escolas Verde Horizonte – Mação e fica situada no primeiro andar do edifício do Jardim de Infância na EB de Mação.

Partilhando a opinião de Bautista et al (1997, pp.383-384) “As possibilidades educativas de qualquer aluno frequentar uma escola do ensino regular, com deficiências associadas não é tema que se debata, uma vez que todos têm direito, não apenas à educação, mas sim à educação em função das suas próprias possibilidades ou particularidades.” A educação deve ser heterogénea, abarcando interesses e necessidades diferentes.

O número de alunos com necessidades educativas especiais, nomeadamente, com multideficiência, tem vindo a aumentar no ensino regular. No actual quadro legislativo, Dec. Lei 3/2008 de 7 de Janeiro, está contemplada no capítulo V (modalidades específicas de educação), artº 26 a criação de Unidades de apoio especializado para a Educação de crianças com multideficiência e surdocegueira congénita. A UAM, tem como principal finalidade oferecer às crianças/jovens portadores de Multideficiência uma educação adequada às suas limitações, proporcionando oportunidades de aprendizagem respeitando o seu ritmo, e melhorar a sua qualidade de vida.

Uma criança/ jovem é portadora de multideficiência quando apresenta necessidades educativas especiais de carácter permanente com acentuadas limitações no funcionamento cognitivo, associadas a limitações no domínio motor e/ou sensorial (visual e auditivo) com reflexos no desenvolvimento e aprendizagem requerendo apoio constante. (Crianças/Jovens com Multideficiência. (2007, Julho).

 

  • Sobre Esta Sala, a UAM de Mação, muito mais existe para contar!…. Voltaremos com notícias “Multi”- especiais!

 

As professoras de Educação Especial com funções na UAM

 

Margarida Castanho

Olga Pereira

 

Comportamentos de Risco

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A adolescência, é quase por definição, uma idade de riscos e exageros, em que alguns casos, podem trazer graves consequências para o resto da vida. Os comportamentos de risco proliferam em “cada esquina”, em casa… na escola…

É a idade das experiências e das inexperiências, da inconsciência, das aparências e das ilusões, que por vezes levam a um desaparecimento precoce de quem já pensa estar em idade adulta. É a idade dos apelos e das tentações e… o mercado… sabe disso. Aliás, sempre soube.

As docentes de educação especial deste agrupamento de escolas estando conscientes e em alerta nesta problemática, partilharam no passado dia 12 de Janeiro, com a comunidade educativa um momento de reflexão sobre a temática dos comportamentos de risco. Foi com agrado que a plateia do auditório da nossa escola se encheu de alunos, professores e encarregados de educação.

Esta acção foi dinamizada pela Psicóloga Clínica do Centro Hospitalar do Médio Tejo, Dr.ª Conceição Calado, que transmitiu a todos, aspectos relevantes da sua prática clínica no sentido de alertar os presentes para os grandes perigos a que estão sujeitos não só os adolescentes mas também as crianças de faixas etárias inferiores. Foram abordados como “riscos” o consumo do álcool e outras substâncias psicoactivas, a violência entre os jovens (bullyng) e o perigo escondido nas teias das redes sociais. O papel dos pais e encarregados de educação é fundamental e não foi descurado, bem como o dos professores e restantes educadores.

No final do encontro a Pianista Camila proporcionou a todos, momentos de “pura magia”com as peças que vimos e ouvimos, não só no piano mas também no seu violino, foi um exemplo marcante e transversal do qual é possível tirar muitas conclusões. Esta jovem pianista, invisual, Licenciada e a frequentar o Mestrado em piano é a prova de que os “riscos” intrínsecos ou extrínsecos à vida do ser humano podem ser ultrapassados com sucesso.

Queremos realçar, a presença, o apoio e as intervenções muito positivas do Director do nosso Agrupamento de Escolas, Dr. José António Almeida, que incentivou o diálogo entre os participantes e destacou a sua preocupação no combate a estes comportamentos.

Agradecemos a presença e o apoio do Dr. Vasco Estrela (Vereador da Educação da Câmara Municipal de Mação) que firmou a necessidade da realização deste tipo de iniciativas, de forma a sensibilizar e minimizar os problemas resultantes dos comportamentos de risco.

A todos os que participaram, fica o nosso reconhecimento pelo interesse e colaboração. À professora de Música, Cidália Gonçalves, agradecemos a disponibilidade e cooperação neste encontro.

 

Texto das professoras de Educação Especial:

Alice Luís

Ana Neves

Margarida Castanho

Olga Pereira

 

Reportagem fotográfica:

Professor José Gonçalves