Notícias da L.E.C.A.

 

O Acidente Inesperado

            Luísa morre num acidente de carro na A23, após a colisão com uma grande carrinha preta, que fugiu sem prestar declarações, fazendo-se passar por pessoas importantes, deixando-me com o meu tio Ilídio.

Enquanto explicava a triste história a meu neto Sharovski, ele interrompeu-me perguntando:

– E encontraram-nos?

– Não, mas prometi vingança! – expliquei-lhe eu.

– Então, será feita, amanhã de manhã.

No dia seguinte, partimos sem rumo, só voltaríamos com a prometida vingança. Após longa viagem, encontrámos uma carrinha preta com várias semelhanças, e aproximámo-nos dela. Estávamos cada vez mais perto, até que começámos a reconhecer algumas caras.

-Tio, o que fazes aí? – disse eu.

-É o meu trabalho, e nessa altura eu ainda não estava integrado nesta sociedade.

– Mas porque é que decidiste entrar nela, depois do que aconteceu?

– À procura de provas, mas sem sucesso!

– Porque não nos contaste?

– Não tive coragem… – justificou-se.

– Somos família, devias ter confiado! – Disse o meu neto desapontado.

– Desculpem-me.

– Nós perdoamos-te, pois já foi há muito tempo e já não tem muita importância teres escondido, só tens que prometer que da próxima irás confiar em nós. Juntos podemos mais contra as injustiças.

– Prometo…

 Inês e Luana, 7ºA

Notícias da L.E.C.A

 

 

Numa Noite Escura

 

A noite estava fria, sombria e estava  a começar a pingar quando o Descobridor se assustou com um relâmpago brilhante e estrondoso. Nesse momento, ele pensou em voltar para trás, mas não o fez, pois gostava de se aventurar. Então, continuou a sua busca, mas, quando se ia desviar de uma rocha, uma onda enorme empurrou-o para lá, ele bateu contra a rocha e o seu navio naufragou. Ele ficou muito nervoso e impaciente, naquele mar imenso, mas conseguiu nadar até uma ilha, a ilha das trevas. Uma ilha sombria e aterradora, onde estavam dois gatinhos pretos a brincarem com novelos de lã. O Descobridor Miguel tentou perguntar-lhes se sabiam de alguma maneira para sair dali, mas os dois gatos nem lhe deram resposta. Passado algum tempo, a caminhar para sair da ilha, encontrou um marinheiro chamado Gabriel  que, acompanhado pelo seu gato, naufragara há cerca de dois anos atrás na ilha, e perguntou- lhe com preocupação:Numa noite escura do dia 1 de agosto de 1990, um célebre Descobridor, chamado Miguel, embarcou para o oceano Índico à procura de um animal marinho raro, de mil cores diferentes.

-Boa noite,meu caro senhor, sabe-me dizer como sair daqui?

-Não… Se eu soubesse já o teria feito. Estou aqui há cerca de dois anos,já tentei, mas nunca encontrei saída, só vejo água à minha volta, tentei sair daqui com uma jangada, mas após me ter aventurardo para sair, um monstro, muito colorido, afundou a minha jangada e eu tive de voltar a esta maldita ilha… – explicou o marinheiro.

– Um quê?! – perguntou Miguel com admiração.

-Um monstro colorido.- respondeu Gabriel irritado.

-Queres dizer uma criatura rara de mil cores diferentes,certo?- corrigiu o Descobridor.

-Sim,deve ser isso. Mas agora segue-me, vamos para a minha cabana, lá não nos molhamos.- disse Gabriel pegando no seu gato.

– Sim, pode ser, obrigado.- agradeceu ele.

-Não precisas agradecer, e já agora como te chamas?

-Chamo-me Miguel, e tu?

-Eu chamo-me Gabriel, mas vamos andando.

Então lá foram para a cabana do marinheiro Gabriel. Passado algum tempo, depois de uma jantarada, adormeceram cansados.

Na manhã seguinte,madrugaram para fazer uma jangada com troncos de palmeira e cordas que o Miguel trazia. Ao embarcarem na sua jangada,Miguel perguntou:

-Gabriel,tens esperanças?

-Algumas, não sei…talvez sim, talvez não.

De repente, um vulto ergueu-se perante eles: era uma tal criatura de mil cores diferentes que os tentou deitar abaixo, mas não conseguiu, pois a jangada aguentou o vento e Miguel exclamou:

-É o tal! É o tal!

-É o tal quê?

– O monstro que eu procurava, tira a máquina fotográfica da minha mochila.

-Esta, aqui?- perguntou rapidamente o Gabriel.

-Sim, é essa mesmo, dá-ma rápido!- pediu o Descobridor apressado.

-Está aqui,toma.

-Obrigado.Tenho de conseguir tirar-lhe uma fotografia!

E conseguiu tirar a tal fotografia à criatura, mas, de repente, Gabriel ouve um miar assustado, era o seu gato: estava nas garras da criatura. Gabriel assustado corre para salvar o seu companheiro, e Miguel espantado e sem saber o que acontecera pergunta:

-O que foi? O que aconteceu?

-O meu g-g-a-to está nas mãos da criatura – respondeu o marinheiro gaguejando de tão nervoso.

-Então e onde estão eles?- perguntou Miguel.

-Não sei, desapareceram.

Os dois homens ficaram assustados e muito nervosos, pois o pobre animal estava em perigo, não sabiam o que aquela criatura lhe podia fazer. Andaram por toda a ilha. Chegaram a uma gruta escura, sombria e muito fria, por curiosidade entraram nela. Ao entrarem viram uma sombra grande, ficaram com medo, mas continuaram a andar até encontrarem a criatura e o gato a fazerem um piquenique. A criatura disse:

-Juntem-se a nós!

Os dois homens espantados juntaram-se ao lanche e depois de tudo a criatura perguntou:

-Como vieram aqui parar?

-Bem, é uma longa história que fica para depois.- disse o Miguel.

-E sabes como sair daqui criatura?

-Sim, é fácil, só precisas de três ingredientes.

-E quais são?- interrompeu o gato.

-Bem, para sairem daqui, só precisam de: um trevo de quatro folhas, um dente de leão e uma amostra de ADN de cada um.

Mal a criatura acabou de dizer a lista dos ingredientes, os dois homens desataram a correr para procurar o necessário.

Depois de terem tudo, arrancaram um cabelo a cada um e um pelo ao gato para completar a receita. Juntaram tudo e PUFF, abriu-se um portal. Os dois homens e o gato despediram-se da criatura e entraram no portal, nessa viagem o Gabriel pediu ao Miguel para ficar a  viver com ele, pois não tinha família e o Miguel aceitou, porque vivia sozinho e gostava de ter companhia. Assim, Gabriel e Miguel formaram  uma família não de sangue, mas de amizade.

FIM

 

Maria Carolina, Soraia Serrano e Miriam Neves, 7º B

 

Notícias da L.E.C.A.

 

A História de Felisberto Tim-tim

          Era uma vez um menino chamado Felisberto Tim-tim.           Felisberto Tim-tim desejava ser um dos cavaleiros da Rainha, mas esse desejo acabou por não se realizar. Felisberto Tim-tim foi para casa muito triste a pensar em convidar os seus amigos para se animar, mas todos disseram que não podiam ir, naquela tarde. Ao lado da casa do Felisberto Tim-tim, havia um café, onde estavam sempre senhores a jogar às cartas muito animados.

Quando estavam a acabar as férias, encontrou um colégio muito bom, onde ele se conseguiu inscrever.

Naquela altura, eu também entrei naquele colégio e acabei por conhecer o Felisberto Tim-tim. Quando o vi fiquei impressionada por ele ser tão radical e tão severo.

Dirigi-me a ele e perguntei:

-Está tudo bem contigo?

-Mais ou menos! – respondeu Felisberto Tim-tim.

-E já agora como te chamas?- perguntou Felisberto Tim-tim.

-Eu chamo-me Josefina – respondi-lhe.

Passado algum tempo, numa visita ao Museu da Vida, acompanhados pelo Diretor do Colégio e pela nossa professora de História, eu e o Felisberto acabamos por fazer um disparate. E o Diretor muito aborrecido disse:

-Meninos! Quando voltarmos ao colégio estão de castigo.

Quando chegámos ao colégio, o Diretor nem teve tempo de falar connosco, porque nós fomos logo embora.

De seguida, Felisberto Tim-tim chegou a casa muito cansado, mas recebeu uma carta da Rainha a dizer:

-“Felisberto Tim-tim, se quiseres tentar ser um dos meus cavaleiros, convoco-te para estares em frente ao castelo pelas 15H:45M”.

Felisberto Tim-tim, muito feliz, não conseguia dormir naquela noite.

No dia seguinte, Felisberto Tim-tim foi à prova dos cavaleiros e eu acompanhei-o. Passadas muitas lutas na arena, só sobrou ele e um dos cavaleiros mais fortes existentes na terra. Mas felizmente para ele, e infelizmente para mim, ele ganhou e tornou-se um cavaleiro da Rainha. Nesse momento comecei a chorar, porque nunca mais o ia ver no colégio.

Enviei-lhe uma carta de agradecimento pelas brincadeiras e barafundas que fizemos juntos. A partir daí nunca mais o voltei a ver.

 

António Mendes e Miguel Leitão, 7ºB

Texto de Opinião

 

Um passo para a felicidade

 

Atualmente, são poucas as pessoas que buscam a felicidade com um simples gesto ou palavra.

A felicidade está centrada em todos nós, pois para atingirmos a felicidade é necessário praticar o bem, ajudar os outros, sobretudo estarmos bem connosco próprios e sentirmo-nos felizes.

Era uma vez, um homem que vivia numa aldeia perto de Braga, um morador que, todas as manhãs, acordava cedo para comprar pão fresco para as suas filhas poderem comer. A aldeia onde ele habitava era muito poluída, pois, na altura das tempestades estas destruíam e faziam estragos em muitas habitações que eram habitáveis. Além disso, o que mais prejudicava a aldeia era o rio Tejo, pois muitos dos poluentes ou lixos chegavam à aldeia e poluíam todo o ambiente. As pessoas, incomodadas, queixavam-se, mas ninguém dava importância, pois achavam que não era muito importante e que seria uma coisa passageira, mas na realidade não o era. Um homem chamado João apercebeu-se que algo estava errado na sua aldeia, sem ruídos, barulhos, conversas ofegantes, e então começou a desconfiar, até que um dos moradores da aldeia perguntou ao senhor João:

-Senhor João, o que está aqui a fazer, volte para casa, só irá sair de casa quando este problema da aldeia ficar resolvido. – disse um morador.

O senhor João voltou para casa e pensou numa maneira de resolver este assunto, até que lhe surgiu uma ideia, criar uma organização de combate à poluição. Todos os moradores aceitaram e todos os dias limpavam as ruas até que este plano chegasse a todo o país, e chegou mesmo. No outro dia, milhares de jornalistas rodeavam a aldeia e perguntavam quem era o organizador de todo este plano. O senhor João referiu que era ele e falou para todos queixando-se de tudo. Teve coragem e, como um verdadeiro habitante daquela aldeia, pediu ajuda neste combate e, depois daquele dia, muita ajuda veio para aquela aldeia combater a poluição e toda a população contente se ajoelhava perante o homem agradecendo por tudo. E passado aquele dia, este homem ficou conhecido como o herói da aldeia.

 

 

Mariana Mousaco, 10º A, LH

 

A saga dos verbos com segredos escondidos!

Diz-se “Intervim” ou “intervi”?

Intervim, intervieste, interveio, interviemos, interviestes, intervieram e intervindo são formas do verbo intervir.

Este verbo, como podes observar, é constituído por dois elementos; um deles é precisamente o verbo vir. Ora, acredito que saibas conjugar o verbo vir (vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram, etc.).

 

Pois é, não tem nada que enganar. O verbo intervir conjuga-se como o verbo vir, tal como outros compostos e derivados desse verbo (advir, convir, desavir, desconvir, entrevir, etc.), pois manda a regra gramatical que os verbos compostos e derivados sigam o paradigma de conjugação do seu verbo de base.

Mas por que motivo acontecem estes erros com o verbo intervir? Pensa bem! Acontecem talvez porque nos esquecemos de que o verbo que estamos a conjugar é o verbo vir e não o verbo ver (vi, viste, viu, etc.), não é?

Depois de leres esta notícia, decerto nunca mais te vais esquecer de como deves conjugar o verbo intervir!

Assim, para bem falares e bem escreveres não percas o próximo artigo deste Sem Pontapés na Gramática.

Até à próxima e… cuidado com a língua!

Prof.ª Ana Gameiro

Adeus, férias natalícias!

Mais umas férias chegaram ao fim. Podiam ter continuado? Para muitos alunos da turma a resposta é afirmativa, mas também há alguns que estão contentes por estar de volta às aulas.

Passou-se o Natal e o ano de 2019 chegou ao fim… E quanto a presentes?! Será que todos ficaram satisfeitos com as prendas que receberam? A maioria dos alunos acha que, apesar da azáfama, o Pai Natal foi bastante generoso, pois, como sabem, teve a ajuda preciosa das suas renas especiais, as únicas que conseguem voar para que ele possa entregar os presentes no dia certo e sem atrasos a todas as crianças do mundo. Mas… as coitadas das renas, com tanta correria e tanto trabalho, para além de cansadas, apanharam uma valente constipação, pois o tempo esteve bastante desagradável. Até houve uma tempestade!

Devido às baixas temperaturas que se fizeram sentir, o pobre Rodolfo, a única rena de nariz vermelho e luminoso, que guia o trenó através do nevoeiro, ficou com o nariz, imaginem, arroxeado! Coitado do Rodolfo! A rena Corredora, por sua vez, espirrava tanto que assustava as companheiras e a Empinadora, essa, tossia a toda a hora! A Raposa, o Cupido, o Trovão e o Cometa ficaram com o nariz entupido e os olhos lacrimejantes! Quanto ao Relâmpago e à Dançarina, mal conseguiam voar devido às dores musculares! Pobres renas!

Após terminarem esta sua tarefa, a distribuição de presentes, o Pai Natal e as suas nove renas voltaram para a Lapónia. No entanto, por cá, o frio continua e não faz intenções de se ir embora tão depressa! Logo, agasalhem-se, porque as gripes e constipações andam por aí à espreita! Talvez por isso, grande parte de nós gostasse de continuar ao quentinho da lareira a aquecer os pés e a ler um bom livro. Sim, porque a leitura de um bom livro é muito importante: aumenta a cultura e a criatividade. Ah, e é tão bom voar nas asas da imaginação, não acham?!

Bom, voltemos ao principal assunto deste texto: o regresso à escola. A verdade é que o tempo de descanso acabou e a labuta do dia a dia regressou! Voltaram as aulas, os trabalhos escolares, as avaliações, o estudo diário e… o acordar de manhãzinha ao som do despertador! Mas voltaram também os colegas, as conversas agradáveis, os risos, as brincadeiras, os jogos, enfim, tantas outras coisas boas! Mais uma vez, estamos prontos para aprender, viver, crescer saudavelmente e esperar que o Pai Natal regresse, mas, desta vez, sem as renas adoentadas!

Para já, esperamos que o Novo Ano nos traga saúde, amor, carinho, amizade, sucesso e felicidade.

Com esperança no coração, desejamos a todos um Feliz 2020!

Os alunos do 6.ºA

(Prof.ª Ana Gameiro)

Notícias da L.E.C.A.

 

Uma noite de Halloween

 

Era uma noite de Halloween, eu e a minha família e o treinador Sacarovski, juntámo-nos à volta de uma fogueira a contar histórias de terror.

Começou a minha mãe a contar a sua história, depois o meu pai, o meu irmão, a avó Gertrudes, eu, e finalmente, chegou a vez do treinador Sacarovski.

-Foi há um ano atrás, num dia normal de Halloween, eu e um colega fomos jogar Fortnite, e, de repente, algo de estranho aconteceu. Quando nos apercebemos, estávamos dentro do monitor, na Ilha do Fortnite.

Era tudo muito estranho, havia morcegos, árvores mortas e cadáveres espalhados por todo o lado.

Do nada encontrámos uma carta enorme que dizia:

Bem vindos à Ilha do Fortnite. Para poderem sair, têm que salvar a cadela Tily, que está no centro do mapa, numa torre muito alta cercada de zombies. Para lá chegarem, terão de passar por três etapas: a primeira é subir uma montanha armadilhada de bombas; a segunda é atravessar um rio de lava cheio de crocodilos e a terceira é conseguir derrotar os zombies para poderem subir à torre.

Começámos então o percurso. A primeira etapa não foi fácil, pois havia bombas por todo o lado. A segunda foi ainda mais difícil, os crocodilos tinham um ar mesmo esfomeado. Na terceira tivemos sorte, pois encontrámos armas e munições num baú do tesouro mesmo antes de lá chegarmos. Até que, do nada, o meu colega foi atingido e então tive de o deixar cá em baixo enquanto subia à torre para socorrer a cadela. Depois daquelas etapas, subir à torre e trazer a cadela foi super fácil. Quando cheguei cá a baixo, o meu colega tinha preparado uma espécie de poção que nos teletransportou até ao final do jogo onde havia mais uma carta que dizia:

Caros jogadores conseguiram passar todas as fases e conseguiram salvar a cadela Tily, logo poderão voltar às vossas casas, mas para a próxima não sairão deste jogo vivos. Hahahahah!

-Voltámos então a casa sãos e salvos e nunca mais voltámos a jogar aquele jogo.

E acabou assim mais uma noite de Halloween passada a contar histórias de terror.

 

Jéssica Moucho e Tatiana Cavaco, 7ºA

Coitado do verbo “Haver”! – parte II

Abordámos, no artigo anterior, o verbo haver no seu uso impessoal (usado somente na 3.ª pessoa do singular): acontecimentos (= existem acontecimentos).

No entanto, decidimos voltar ainda ao verbo haver, dado o seu uso incorreto noutras situações! As formas abaixo, evidenciadas a negrito, são muito maltratadas por aí…! Sabiam?!

Ora vejamos:

Eles hadem compreender?! Não! Eles hão de compreender!

Eles hadem cá voltar?! Não! Eles hão de cá voltar!

Tu hades perceber?! Não! Tu hás de perceber, se fores bem ensinado, claro!…

Nas frases acima indicadas, onde o verbo haver é auxiliar da conjugação perifrástica, no presente do indicativo, as formas “hades” e “hadem”, tão vulgarmente usadas por diversos falantes da língua portuguesa, são incorretas!

E, já que sobra espaço e é urgente, dadas as calinadas que se ouvem por aí, aqui fica o presente do indicativo da conjugação perifrástica com o auxiliar haver:

Eu hei de ler

Tu hás de ler

Ele há de ler

Nós havemos de ler

Vós haveis de ler

Eles hão de ler.

Para ti, que gostas de aprender, bom estudo e boas leituras!

E, para bem falares e bem escreveres, não percas a próxima rubrica de Sem Pontapés na Gramática.

Até para a semana e… cuidado com a língua!

As professoras,

Ana Gameiro e Clara Neves

Coitado do verbo “Haver”! – parte I

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos erros que por aí grassam tem a ver com o desgraçado do verbo haver!

Quantas vezes ouvimos:

Vão haver testes nucleares?!… Não! Que horror!

Vai haver testes nucleares! Mas, mesmo sem erro gramatical, que horror!

Nesta aceção, o verbo haver é impessoal, isto é, sem sujeito determinado, pelo que se usa apenas na 3.ª pessoa do singular.

Quando usamos o verbo haver para significar que existe alguma coisa ou existem coisas, o verbo é impessoal, Por isso, usamo-lo apenas na 3.ª pessoa do singular: flores…; discursos…; Houve acontecimentos…; Haverá situações…

Agora que já ficaste esclarecido, não te esqueças de replicar estas regras às pessoas que ainda maltratam o pobre verbo haver!

Para bem falares e bem escreveres não percas a próxima rubrica de Sem Pontapés na Gramática.

Até já e… cuidado com a língua!

As professoras,

Ana Gameiro e Clara Neves

Notícias da L.E.C.A.

A viagem

Hoje vou-te contar uma história que se passou comigo, querida netinha. Há cerca de um ano atrás, eu, a senhora Noémia e o tio Ilídio fomos ao circo “Grupo de pessoas mais importantes do mundo que não falam” que se localizava no deserto do Saara. Fomos de avião e houve uma complicação. Uma das turbinas avariou, porque entrou para lá uma ave, mas felizmente conseguimos aterrar sãos e salvos, graças ao piloto mais velho que parecia o Pai Natal. Conseguiu salvar-nos, pois desde os seus 18 anos que era piloto.

Fomos de camelo até ao circo e, quando chegámos, já tinha começado. Então, fomos para o nosso lugar.

Tudo estava a correr bem, quando um trapezista se aleijou e teve de ir de camelo até ao hospital mais próximo. Mas rapidamente entrou outro trapezista.

E esta foi a viagem mais atribulada que eu já fiz.

Dorme bem netinha.

 

Mariana Barata e Ana Francisca, 7ºA