Escrita criativa

 

Baile encantado

Numa bela tarde solarenga, estava eu, no meio do bosque, aparentemente sozinha, quando começo a escutar um cantarolar vindo de trás de mim.

Quando olho, vejo a Minnie,com um suposto convite para mim. Em seguida, perguntei-lhe:

-O que trazes para mim Minnie?

Ela respondeu:

-O meu marido de Arandell convocou todo o reino para um baile no palácio.

Disse-lhe sem hesitar:

-Vou enviar um alfaiate terça-feira às cinco em ponto ao seu palacete.

Logo em seguida, montei o meu cavalo branco, e parti para o meu palacete com o convite na mão.

Dois dias depois, uma carruagem chegou ao palacete; saindo dele o alfaiate D.Albano com montes de tecido e agulhas.

Depois de algum tempo, tinha o vestido pronto.

O vestido continha baínhas douradas, botões de prata e mangas de seda embaloadas, todo ele azul ciano.

Chegou o dia do baile, muita agitação no reino, muitos preparativos, chegavam carruagens com vários tipos de comida, de toda a parte do mundo.

Chegada a noite, Minnie aguardava à porta do palácio pela nossa chegada, entrámos, e desfrutámos de tudo o que havia para desfrutar, dançámos, degustamos e divertimo-nos!

Foi uma noite excelente!

Matilde Saramago, 9ºB

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Sorrisos

Um gesto de simpatia

Numa manhã de primavera, pelas 8:30, as rádios RFM e Comercial decidiram juntar-se para fazer um gesto em torno das pessoas que estão no trânsito muito sonolentas.

Nós vínhamos no autocarro para a escola e ouvimos na rádio o desafio para acenarmos à pessoa ao lado, para que todas as pessoas estivessem em união e a fazer novas amizades. Todos começaram a acenar uns para os outros, a rir.

E foi assim que nos tornámos amigos e fizemos muitas mais amizades naquele trânsito e naquele autocarro.

Nós achámos que aquele gesto muito objetivo, pois era algo fora da realidade e não estávamos habituados a determinado gesto, pois sem aquele gesto nós provavelmente não seríamos amigos, foi importante. Pensámos que este gesto mudou a vida de muita gente, pois foi um gesto de simpatia, boa educação e alegria. E, se este gesto não tivesse acontecido, nós e muitas outras pessoas que aderiram ao desafio, não teriam feito novas amizades ou até algo mais e não se teriam unido.

Para concluir, com um simples gesto pode mudar o dia de muitas pessoas, como a nós mudou.

Faça a diferença acene, sorria, faça algum gesto diferente. Mude o dia de alguém.

 

Miguel Pedro e Joana Delgado, 8B

 

 

Escrita Criativa

 

Aventura numa ilha

Num belo dia de sol, em época de Verão, a Felisberta e o Rogério foram dar um belo passeio de barco o mar, quando, de repente, veio uma tempestade tremenda, andaram às voltas e voltas e foram parar a uma ilha deserta.
  Quando os recém casados lá chegaram ficaram assustados, pois não tinham nada para comer nem sabiam onde estavam. Ouviram uma voz assustadora vinda do meio da ilha que dizia “Seus gatunos, vêm-me roubar o ouro!”, pois quem estava a falar era uma mulher que andava naquela ilha há anos, à procura do tão valioso ouro.
A Felisberta e o Rogério tentaram pegar no seu barco e fugir, pois estavam cheios de medo daquela voz assustadora, vinda do meio da ilha, pegaram no barco puseram-no na água, mas foi logo ao fundo com os grandes estragos que tinha feito a tempestade.
A mulher, que se chamava Miquelina, era a tal mulher assustadora –  musculada, corajosa, não lá muito simpática e era perigosa. Felisberta e Rogério não tiveram alternativa, pois estavam com fome e tiveram de entrar na ilha misteriosa para ver se havia alguma coisa para comer.
O Rogério e a Felisberta separaram – se para encontrar comida, o Rogério deu de caras com um buraco no meio de um monte muito brilhante, curioso foi até esse buraco e encontrou  um belo tesouro, pegou numa coroa de pérolas e diamantes e deu-a à sua querida Felisberta. Quando Miquelina ouviu dizer que o Rogério ofereceu uma coroa a Felisberta, que era do tesouro que ela tanto procurara, foi ter com o Rogério e perguntou-lhe onde tinha encontrado aquele ouro. Ele disse-lhe que foi na montanha  da ilha, ela foi lá, encontrou o tal ouro que tanto desejava. Contudo, começou a sentir a terra a tremer, pois aquela montanha era um vulcão.   Miquelina começou a correr o mais rápido que conseguia com as bolsas cheias de ouro e muitas outras preciosidades.
Para terminar, Rogério, Miquelina e Felisberta começaram a cortar troncos de árvores para construírem uma canoa e fugirem, Miquelina, cheia de ouro, mal se conseguia mexer, então, tirou o ouro que estava com ela, acabou de construir a canoa e depois fugiram. Miquelina que estava há anos naquela ilha pelo ouro, tinha-se esquecido dele, e assim nunca mais ficou rica como tanto desejou, mas salvou o bem mais precioso de todos – a sua própria vida.
Diogo Pombo, 9ºB

BECRE AEVH-Alunos do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação vão participar nos concursos “Autores Digitais” e “Concurso Nacional de Leitura”

Com o apoio da direção, corpo docente e biblioteca escolar, os alunos do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação vão participar nos concursos “Autores Digitais” e Concurso Nacional de Leitura, tendo como objetivo central estimular o gosto e os hábitos de leitura e compreensão.

A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

3 – Metodologia
3.1 – Formato dos trabalhos
Todos os trabalhos devem ser realizados usando a aplicação web storyjumper disponível
em https://www.storyjumper.com (1)

3.2 – Como concorrer
Inscrição no concurso – o professor interessado em concorrer com as suas turmas ou
grupos de alunos deverá inscrever-se através de um formulário disponibilizado pelo CCTIC
da ESE.
Envio do link dos trabalhos e identificação dos seus autores – este registo será feito após a
conclusão dos trabalhos, em formulário disponibilizado pelo CCTIC da ESE. 1/2
3.3 – Tipo de trabalhos
O professor poderá concorrer com a sua turma ou grupo de alunos nas seguintes
modalidades:
Uma ou várias histórias escritas em colaboração, pelo grupo turma.
Várias histórias escritas em colaboração, por grupos de alunos da turma.
Várias histórias escritas individualmente pelos alunos.
Em todas estas modalidades é desejável o envolvimento dos encarregados de educação,
acompanhando, em casa, o trabalho realizado pelos seus educandos.
4 – Cronograma
Fase 1 – Divulgação, abertura do concurso e inscrição dos professores
(outubro/novembro).
Fase 2 – Ação de formação destinada:
a) aos professores bibliotecários dinamizadores do concurso nas escolas envolvidas (1ª
prioridade);
b) a outros professores inscritos (2ª prioridade, sujeita a confirmação).
A frequência desta ação de formação é facultativa.

Fase 3 – Envio do link dos trabalhos e identificação dos seus autores.
Fase 4 – Divulgação de todos os trabalhos na página do CCTIC e votação pública dos
“melhores”, através de atribuição de estrelas.
Fase 5 – Apreciação pelo júri dos trabalhos concorrentes.
Fase 6 – Divulgação dos trabalhos premiados e entrega dos prémios.
5 – Júri do concurso
O júri multidisciplinar será constituído por membros do CCTIC e professores da ESE de
Santarém, bem como por representantes dos parceiros.
O júri terá em consideração a votação do público, mas esta não será determinante na sua
apreciação.
6 – Prémios
Serão atribuídos prémios individuais e de escola aos melhores trabalhos dos alunos de
cada ciclo.
(1) Em edições posteriores do concurso, esta aplicação web poderá ser substituída por
outra que se considere mais adequada.

 

 

O concurso “Autores Digitais” é promovido pelo CCTIC da ESE de Santarém. Destina-se
aos alunos do 1º e 2º ciclos do Ensino Básico e seus professores, em articulação com as
respetivas bibliotecas escolares e as famílias dos alunos participantes.
Todas as histórias devem abordar temas de educação para a cidadania.
“A educação para a cidadania visa contribuir para a formação de pessoas
responsáveis, autónomas, solidárias, que conhecem e exercem os seus direitos e
deveres em diálogo e no respeito pelos outros, com espírito democrático,
pluralista, crítico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos
humanos.”
Fonte: http://www.dge.mec.pt/educacao-para-cidadania
São admitidas a concurso todas as histórias que se integrem em qualquer das
áreas temáticas de educação para a cidadania. Sugere-se a consulta da
documentação disponibilizada pela Direção-Geral da Educação
em http://www.dge.mec.pt/areas-tematicas
Caberá a cada professor articular o tema escolhido com o Projeto Educativo da
sua Escola/Agrupamento.

 

Final de Ano

Festa de despedida

Há tradições que já não são o que eram, outras continuam a sê-lo, outras ainda são reinventadas e acrescentadas.

A turma B do 8º ano conseguiu fazer um três em um – não foi só o nosso Ronaldo 😉 : lição 100 (há muito tida, mas recuperada pela comemoração), festa de aniversário de uma aluna e comemoração da última aula com festa de despedida feliz, pois não se trata de um “Adeus”, mas de um “até para o ano”!

Votos de excelentes prestações para os alunos que realizarão exames e de boas férias a todos os alunos!

Até breve, caros alunos!

 

Professora Anabela Ferreira

Texto de opinião

 

A sociedade do “eu”

A sociedade atual tem vindo a ser cada vez mais fustigada com atitudes que revelam que o ser humano está cada vez mais egoísta.
O poder e a riqueza influenciam o comportamento e a atitude de muitas pessoas. O “eu” está cada vez mais presente em detrimento do “nós”. E, infelizmente este pensamento egoísta tem vindo a aumentar especialmente nas pessoas que possuem mais poder, basta ligar a televisão ou outro meio que transmita informação para perceber que a corrupção é uma palavra com que a sociedade tem que lidar atualmente.
Parece que o ser humano tem no seu ADN a informação que quanto mais tem, mais quer e este pensamento que tem, cada vez mais, cava um fosso entre os ricos e os pobres e se não se fizer nada em relação a isso esse fosso pode nunca ser fechado.
Felizmente, para a sociedade, atitudes altruísta ainda existem (ações de solidariedade, voluntariado, etc.) porém estas atitudes por vezes são manchadas por quem se aproveita delas para retirar algum benefício para si, como é o caso de algumas fundações que se aproveitam da solidariedade de uns e da necessidade dos outros para tirarem benefícios para seu próprio proveito.
Em suma, toda a sociedade devia repensar as suas atitudes e pensar mais no “nós” do que no “eu”, pois só assim poderá existir um mundo com mais igualdade.

Sara Bento, 10ºA

Uma obra crítica

 

Os Maias como obra crítica

                A obra Os Maias de Eça de Queirós é, sem dúvida, das obras a que melhor espelha uma sociedade numa época precisa.

Eça pretendia demonstrar a sociedade lisboeta decadente no século XIX, cujos episódios se relacionam com o subtítulo da obra, Episódios da vida romântica. O autor da obra criou vários personagens-tipo que ilustravam, por exemplo, a educação tradicional portuguesa, o ultrarromantismo, a educação britânica, o jornalismo, o novorriquismo, entre outros. O título da obra Os Maias remete para uma história romântica entre dois irmãos.

Considero que o escritor optou por escolher uma forma muito inteligente de demonstrar a sociedade naquela época. Para esse efeito utilizou: a descrição pormenorizada, a enumeração e a adjetivação que dão à obra uma riqueza literária.

A meu ver, Eça demonstra muito bem e com grande eficiência os ideais naturalistas, que são por sua vez: o meio ambiente, a educação e a hereditariedade. O criador da obra consegue criticar (usando personagens-tipo) a educação, por exemplo, contrapõe a educação de Carlos com a de Eusebiozinho, a educação britânica com a tradicional portuguesa.

Eça de Queirós na sua obra demonstra também a necessidade da sociedade lisboeta do século XIX, de se querer impor e ascender socialmente através do uso do chique e da luxúria, como é demonstrado no episódio de hipódromo e do jantar no Hotel Central.

Concluindo, na minha opinião, o livro Os Maias tem um enorme valor crítico que está presente em toda a obra. Eça conseguiu de forma bela e inteligente criticar a sociedade portuguesa evidenciando bem os seus costumes e defeitos.

 

Maria Margarida, 11ºA

 

Poesia Visual

 

Foto do professor António Bento

 

Durante o estudo do texto lírico, as turmas A e B do 8º ano elaboraram poemas visuais.

Destes trabalhos alguns integraram uma pequena exposição que esteve patente na biblioteca da escola sede do Agrupamento.

O gosto dos alunos e a sua criatividade revelaram que os nossos jovens estão despertos para a poesia, os seus significados e para a sua beleza.

 

 

Professora Anabela Ferreira

Comentário literário

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Conto “Natal” de Miguel Torga
Na minha opinião, considero este texto bastante importante, pois passa uma mensagem muito significativa sobre o Natal e a vida das pessoas que não têm família ou dinheiro ou por vezes ambas as coisas, como neste caso.
Considerei, ao início, que este texto fosse um pouco monótono e igual a tantos outros já vistos, pois este tema –O Natal – é um tema bastante comum, mas enganei-me, pois até a linguagem do texto, para mim, a considerei acessível a pessoas de várias faixas etárias. O desfecho do texto foi também muito interessante, especialmente porque não estava à espera que acabasse deste modo.
Posso concluir que este texto transmite algumas coisas importantes e uma delas é prestar mais atenção às pessoas, pois, por vezes, sentem-se sozinhas e sem ninguém e deveríamos sempre ajudá-las e fazer o nosso melhor para que se sentissem bem. Em geral, penso que toda a gente deveria ler este conto, pois ensina-nos a olhar com outros olhos para estas pessoas sem família ou com muitas dificuldades.

Mariana Mendes, 8ºB

Opinião

 

 

Influência dos modelos de beleza

 

 

O ideal de beleza feminino é algo antigo, é uma construção social que varia de época para época.

O padrão de beleza já variou imenso, as figuras femininas já foram consideradas perfeitas com um índice de gordura maior do que apresentam agora. Atualmente, as figuras excessivamente magras que dominam os circuitos da moda funcionam como padrão de beleza.

Considero que, no século XXI em que nos encontramos, as principais influências dos modelos de beleza são as redes sociais e as figuras públicas que nelas se expõem, manipulando e seduzindo as figuras femininas que anseiam ficar como elas.

Por vezes pessoas mais débeis e menos estruturadas fomentam comportamentos miméticos que resultam em situações de anorexia e bulimia.

Certas pessoas para ascenderem socialmente sujeitam-se a qualquer tipo de comportamento, mesmo que esse não seja o mais adequado.

Na minha opinião, o ideal de beleza feminino não deveria ser um mero e inútil padrão físico, mas sim um padrão espiritual e de cultura. O nosso corpo não deveria ser algo que usássemos para nos vincarmos no mundo da moda ou para termos uma postura social altiva. O nosso carácter, atitude e bondade é que deveria ser, seguramente, uma arma para nós mulheres nos afirmarmos no mundo.

A anorexia e a bulimia são problemas sérios que afetam a nossa sociedade e as suas vítimas são pessoas que não se conseguem integrar no meio ao seu redor e, por isso, tentam aparentar o ideal feminino imposto pela sociedade.

Os circuitos da moda deveriam ser mais abrangentes e não tipificar e rotular medidas para as figuras masculinas e/ou femininas serem aceites.

Concluindo, o ideal de beleza feminino já se alterou e continua a alterar. No meu ponto de vista, as redes sociais, assim como as figuras públicas, deveriam combater esta tipologia sobre a influência dos modelos de beleza.

 

Maria Margarida, 11ºA