Energia solar

Anualmente, o Sol produz 4 milhões de vezes mais energia do que consumimos, assim o seu potencial é ilimitado.

A é a designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa proveniente do sol, e posterior transformação dessa energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja directamente para aquecimento de água ou ainda como energia eléctrica ou mecânica.

No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410 W/m² de energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo reto) com o Sol. Disso, aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é reflectido pelas nuvens. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar está na forma de luz visível e luz ultravioleta.

Na Vila de Amareleja, concelho de Moura, foi construída, em 2008, aquela que será a maior central fotovoltaica do mundo. Com 2.520 seguidores solares com 104 painéis solares cada um, a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, tem a capacidade de produzir 93 mil MegaWatts/Hora. Esta quantidade de energia é suficiente para abastecer 30 mil habitações.

Pesquisa elaborada por: Bruno Mendes, n.º1, CEF2A e Rodrigo Murta, n.º8, CEF2A.

Orientação: professora Helena Antunes

Cientistas portugueses – Segunda parte

Esta é a segunda parte do trabalho realizado pelos alunos do  7ºA, em Área de Projeto, sobre alguns nomes mais ou menos conhecidos em Portugal, relacionados com várias áreas da Ciência.

Clica no link que se segue para ficares a conhecer mais alguns cientistas portugueses.

Cientistas portugueses, segunda parte.

A professora, Helena Aparício Antunes

Energia Geotérmica

Energia geotérmica ou geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior. Devido à necessidade de se obter energia eléctrica de uma maneira mais limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar esse calor para a geração de electricidade. Hoje grande parte da energia eléctrica provém da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, porém, esses métodos são muito poluentes.

Mas de onde vem o calor da Terra? O interior da Terra é formado por magma, que consiste basicamente em rochas derretidas. Com o aumento da profundidade a temperatura dessas rochas aumenta cada vez mais, no entanto, há zonas de intrusões magmáticas mais junto da superfície, onde a temperatura é muito maior. Essas são as zonas onde há elevado potencial geotérmico.

O potencial açoriano

O método mais simples de aproveitamento desta energia consiste na utilização das águas quentes e vapores naturais que são emanados do interior da Terra para accionar turbinas que, à superfície, estão acopladas a alteradores. É também possível rentabilizar este recurso através de abertura de furos a grande profundidade: este método consiste no bombeio de água para o interior desses buracos que, ao descer, aquece e passa da forma líquida a vapor, que, por sua vez, é utilizado para accionar turbinas que movem os geradores.

Em Portugal continental existem essencialmente explorações de energia geotérmica de baixa temperatura ou termais, que podem ser divididas em dois tipos: aproveitamento de pólos termais existentes (com temperaturas entre os 20 e os 76º C) e aproveitamento de aquíferos profundos de bacias sedimentares.

 

Pesquisa elaborada por: Sílvia Raimundo, n.º9, CEF2A.

Orientação: professora Helena Antunes

 

CHARLES DARWIN E A SUA TEORIA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES



Porque é que Darwin tem sido tão mal compreendido?
Editada em Novembro de 1859, a 1.ªedição de “Sobre a Origem das Espécies através da Selecção Natural, ou a Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida”, obra mais conhecida simplesmente por “A Origem das Espécies”, foi desde o início reconhecida como um extraordinário contributo para a Ciência, mas ao mesmo tempo criticada ao colocar em causa a divindade da origem dos seres vivos.
Não obstante o êxito obtido pela 1.ª edição da obra de Charles Darwin (obrigando a uma 2.ª edição em Janeiro de 1860), a teoria aí defendida só alcançou um verdadeiro triunfo na década de 40 do século XX, com o conhecimento acrescentado da genética das populações. Ainda assim, é actualmente mal compreendida e mal interpretada, sendo muitas vezes erradamente citada.
A teoria da selecção natural proposta por Darwin, no século XIX, baseava-se nos seguintes pressupostos: Os organismos variam, e estas variações são herdadas, em parte, pela sua descendência; Os organismos produzem mais descendentes do que os que têm possibilidade de sobreviver, existindo uma luta pela sobrevivência; Em média, os descendentes cujas variações são mais favorecidas pelo ambiente, têm mais possibilidade de sobreviver e produzir descendência (os mais aptos e adaptados e não os mais fortes); As variações dos organismos são aleatórias, podendo ou não produzir organismos melhor adaptados ao meio ambiente; As variações são pequenas originando um processo evolutivo das espécies lento e não repentino.
Foram poucos os argumentos científicos utilizados para contrapor a teoria de Darwin, a sua obra, escrita e reescrita durante cerca de 20 anos, estava muitíssimo bem fundamentada, fruto de um moroso trabalho metodológico e muito estudo e reflexão sobre os dados e observações recolhidas. A sua viagem pelo globo terrestre, a bordo do navio inglês HMS Beagle, entre 1831 e 1836, permitiu-lhe a recolha de inúmeros exemplares de fósseis, rochas e de animais e plantas, que posteriormente catalogou em colaboração com alguns taxinomistas e geólogos seus amigos. Toda a estrutura desta obra é incansavelmente justificada, baseando-se em factos e observações palpáveis. Mesmo após a publicação da sua obra Darwin continuou a investigar e a formular novas questões, consultou literatura da área e trocou correspondência com investigadores de todo o mundo. Por isto mesmo as várias edições da “Origem das Espécies” publicadas em vida contêm algumas correcções à obra original.
O grande obstáculo à sua aceitação reside nas implicações filosóficas da sua mensagem: A evolução não tem qualquer sentido, pois é resultado de acasos; Os indivíduos lutam entre si para aumentar a sua representação nas futuras gerações; A matéria é a base de toda a existência pelo que os fenómenos mentais e espirituais são seus subprodutos (mente, espírito e Deus são produto da actividade neuronal do ser humano). A refutação da obra trata-se, pois, de uma questão social, política e teológica. A teoria da evolução ameaçava o papel da Igreja na vigilância da estabilidade social e moral e, numa derradeira análise, punha em causa o papel do Estado.
No último capítulo da sua obra, o próprio Darwin admite a resistência que a sua teoria da selecção natural terá na Sociedade da época: “Não penso negar que podem opor-se à teoria da descendência, modificada pela variação e pela selecção natural, numerosas e sérias objecções que procurei expor em toda a sua força. Em primeiro lugar, nada me parece mais difícil de acreditar no aperfeiçoamento dos órgãos e dos mais complexos instintos, não por meios superiores, posto que análogos à razão humana, mas por acumulação de inúmeras e ligeiras variações, todas vantajosas ao seu possuidor individual. Contudo, esta dificuldade, ainda que parecendo insuperável à nossa imaginação, não poderia ser considerada como válida se se admitirem as condições seguintes: todas as partes do organismo e todos os instintos oferecem pelo menos diferenças individuais; a luta constante pela existência determina a conservação dos desvios de estrutura ou de instinto que podem ser vantajosos: e, enfim, gradações no estado de perfeição de cada órgão, todas boas por si mesmo, podem ter existido. Não creio que se possa contestar a verdade destas proposições.”
Muitos aproveitaram a sua obra para promover o domínio de uma espécie (Homo sapiens) sobre todas as outras e ainda mais grave de alguns grupos e culturas humanas sobre outros, de acordo com um suposto nível evolutivo superior, a que podemos simplesmente chamar de racismo. Na realidade, Darwin nunca menciona em “A Origem das Espécies” a espécie humana, a fim de evitar controvérsias maiores e porque ele próprio tinha dúvidas. Darwin defendeu que a Selecção Natural conduzia a uma adaptação crescente dos seres vivos ao ambiente e não que aqueles seriam cada vez mais complexos e evoluídos ou superiores. Ou seja, evolução não significa progresso para a complexidade, mas aumento de adaptação.
Actualmente a Evolução por Selecção Natural ou a Evolução de Darwin continua um tema em discussão, objecto de diversas investigações científicas, tema de debates filosóficos, políticos e religiosos. A ideia de Evolução foi o factor unificador de diversas áreas científicas (botânica, zoologia, genética, embriologia, paleontologia), como afirmou Dobzhansky, em 1973, “Nada faz sentido em biologia sem ser à luz da evolução.”
Professora Helena Antunes