VIAGEM A FRANÇA/PROJETO ETWINNING

A aprendizagem de um idioma é uma preciosa ferramenta, uma ponte que permite atravessar fronteiras rumo à descoberta de outros povos e culturas, uma chave que abre a porta do conhecimento e do sucesso…
No presente ano letivo, os alunos de Francês do 3º Ciclo e Curso Profissional de Cozinha e Pastelaria – 11ºB – vão ter a oportunidade de participar num projeto inovador que promove uma inovadora e profícua interação entre escolas nacionais e internacionais: o Etwinning. O seu nome é “Atravessar fronteiras, alargar horizontes!”
Esta iniciativa nasceu do desejo de realizar uma viagem a França, promovendo, deste modo, a prática, o gosto pela descoberta da língua francesa e o conhecimento de novas culturas.
Para além da partilha de experiências, pesquisas e conhecimentos, o principal objetivo deste projeto é alargar horizontes, num ambiente comunicativo que, decerto, promoverá, de forma divertida e criativa, o desenvolvimento de competências no domínio da língua e cultura francesas, através de um trabalho colaborativo em intercâmbio com jovens de outros estabelecimentos escolares, nacionais e estrangeiros. De momento, o projeto irá desenvolver-se em parceria com a Escola Secundária Manuel Fernandes de Abrantes e também com alunos de Francês, Língua Estrangeira, de uma escola de Itália.
Esta iniciativa nasceu do desejo manifestado pelos nossos alunos de realizar mais uma viagem a França. Deste modo, embarcaremos, em conjunto com outras escolas, numa viagem real e/ou virtual com destino a Paris, “la Ville Lumière”, entre outras divertidas paragens.
Se o entusiasmo é grande, o resultado será, certamente, inesquecível!

As professoras: Clara Neves e Ana Gameiro

Lendas

 

A Lenda de São Gens

Diz a lenda que há muitos anos atrás um grande incêndio queimou todos os pinheiros e vegetação da zona, à exceção de um determinado monte, onde o topo do monte continuou verdejante. Quando os aldeões se dirigiram ao local para verificar o acontecimento invulgar, encontraram uma imagem de São Gens, a quem atribuíram o milagre.
A imagem do santo foi levada para uma capela. Mas, no dia seguinte, tinha desaparecido tendo reaparecido no topo do monte, o processo repetiu-se no dia seguinte, mas o resultado foi o mesmo, desta forma os aldeões depressa perceberam que o santo queria permanecer no topo do monte e decidiram construir uma capela para lhe prestar homenagem.
No início da construção da capela o santo resolveu retribuir ao povo com um novo milagre e do meio do monte brotou água em abundância. Esta nova nascente corria pelos vales formando uma nova ribeira.
Não foi preciso muito tempo para que a água começasse a gerar conflito, de facto todas as povoações vizinhas queriam desviar o curso da ribeira de forma a serem abastecidas por esta água milagrosa. De forma a acabar com a confusão, São Gens realizou ainda um novo milagre. A água deixou de correr pelos vales, e apenas passou a aparecer na bacia da fonte, de onde desapareceria de imediato, quando transbordava. Durante o ano inteiro, a água continua a correr sem nunca sair da bacia da fonte. Esta água é apreciada pelas populações vizinhas. É-lhe atribuído o poder de dar apetite a quem dele tem falta.

Existe ainda, nos dias de hoje, uma romaria em honra de São Gens. Tradicionalmente era celebrada no dia 11 de janeiro, mas atualmente é festejada no sábado seguinte. Nesta romaria prova-se a água e também é costume benzer uns bolos secos semelhantes aos que se fazem no dia de todos os santos. Esta é a única altura do ano em que a capela pode ser visitada.

 

Lenda recolhida e adaptada por Inês Delgado, 7ºA

 

 

 

A Lenda que Perdura na Capela de São Gens

 

Há anos atrás, num monte repleto de pinheiros e de matagais, houve um violento incêndio. Esse incêndio consumiu tudo exceto o cume desse mesmo monte onde sobreviveram apenas algumas touças de torça e alguns pinheiros, que continuaram verdejantes no meio daquela imagem cinzenta.

Algumas pessoas, curiosas, subiram até ao cume do monte para perceber o que se tinha passado. Encontraram então uma pequena laje, com a imagem de São Gens, crendo que o cume do monte não ardeu devido ao seu milagre. Pegaram na imagem e colocaram-na na Capela de São Mateus. No dia seguinte, repararam que o Santo tinha desaparecido da Capela de São Mateus e aparecido, como milagre, na laje que fora encontrada no dia anterior. O Santo voltou para a capela, mas, no dia seguinte, desapareceu novamente e foi encontrado mais uma vez na laje no alto do monte.

Com estes acontecimentos as pessoas interpretaram que São Gens estava a transmitir uma mensagem e que no cimo do monte teria e ser construída uma capela.

 

Jéssica Maria Nunes Moucho, 7º A

 

 

 

Texto de opinião

 

A sociedade do “eu”

A sociedade atual tem vindo a ser cada vez mais fustigada com atitudes que revelam que o ser humano está cada vez mais egoísta.
O poder e a riqueza influenciam o comportamento e a atitude de muitas pessoas. O “eu” está cada vez mais presente em detrimento do “nós”. E, infelizmente este pensamento egoísta tem vindo a aumentar especialmente nas pessoas que possuem mais poder, basta ligar a televisão ou outro meio que transmita informação para perceber que a corrupção é uma palavra com que a sociedade tem que lidar atualmente.
Parece que o ser humano tem no seu ADN a informação que quanto mais tem, mais quer e este pensamento que tem, cada vez mais, cava um fosso entre os ricos e os pobres e se não se fizer nada em relação a isso esse fosso pode nunca ser fechado.
Felizmente, para a sociedade, atitudes altruísta ainda existem (ações de solidariedade, voluntariado, etc.) porém estas atitudes por vezes são manchadas por quem se aproveita delas para retirar algum benefício para si, como é o caso de algumas fundações que se aproveitam da solidariedade de uns e da necessidade dos outros para tirarem benefícios para seu próprio proveito.
Em suma, toda a sociedade devia repensar as suas atitudes e pensar mais no “nós” do que no “eu”, pois só assim poderá existir um mundo com mais igualdade.

Sara Bento, 10ºA

Uma obra crítica

 

Os Maias como obra crítica

                A obra Os Maias de Eça de Queirós é, sem dúvida, das obras a que melhor espelha uma sociedade numa época precisa.

Eça pretendia demonstrar a sociedade lisboeta decadente no século XIX, cujos episódios se relacionam com o subtítulo da obra, Episódios da vida romântica. O autor da obra criou vários personagens-tipo que ilustravam, por exemplo, a educação tradicional portuguesa, o ultrarromantismo, a educação britânica, o jornalismo, o novorriquismo, entre outros. O título da obra Os Maias remete para uma história romântica entre dois irmãos.

Considero que o escritor optou por escolher uma forma muito inteligente de demonstrar a sociedade naquela época. Para esse efeito utilizou: a descrição pormenorizada, a enumeração e a adjetivação que dão à obra uma riqueza literária.

A meu ver, Eça demonstra muito bem e com grande eficiência os ideais naturalistas, que são por sua vez: o meio ambiente, a educação e a hereditariedade. O criador da obra consegue criticar (usando personagens-tipo) a educação, por exemplo, contrapõe a educação de Carlos com a de Eusebiozinho, a educação britânica com a tradicional portuguesa.

Eça de Queirós na sua obra demonstra também a necessidade da sociedade lisboeta do século XIX, de se querer impor e ascender socialmente através do uso do chique e da luxúria, como é demonstrado no episódio de hipódromo e do jantar no Hotel Central.

Concluindo, na minha opinião, o livro Os Maias tem um enorme valor crítico que está presente em toda a obra. Eça conseguiu de forma bela e inteligente criticar a sociedade portuguesa evidenciando bem os seus costumes e defeitos.

 

Maria Margarida, 11ºA

 

Comentário literário

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Conto “Natal” de Miguel Torga
Na minha opinião, considero este texto bastante importante, pois passa uma mensagem muito significativa sobre o Natal e a vida das pessoas que não têm família ou dinheiro ou por vezes ambas as coisas, como neste caso.
Considerei, ao início, que este texto fosse um pouco monótono e igual a tantos outros já vistos, pois este tema –O Natal – é um tema bastante comum, mas enganei-me, pois até a linguagem do texto, para mim, a considerei acessível a pessoas de várias faixas etárias. O desfecho do texto foi também muito interessante, especialmente porque não estava à espera que acabasse deste modo.
Posso concluir que este texto transmite algumas coisas importantes e uma delas é prestar mais atenção às pessoas, pois, por vezes, sentem-se sozinhas e sem ninguém e deveríamos sempre ajudá-las e fazer o nosso melhor para que se sentissem bem. Em geral, penso que toda a gente deveria ler este conto, pois ensina-nos a olhar com outros olhos para estas pessoas sem família ou com muitas dificuldades.

Mariana Mendes, 8ºB

Leituras

 

Biblioteca Pessoal

 

Sempre fui um rato de biblioteca quando era mais pequeno, desde os meus nove aos doze anos de idade. Algo me fez parar do mundo da leitura e tornar ao que eu realmente gosto de fazer: a escrita feita por mim mesmo.

Hão de haver excertos de obras que eu tenha lido e gostado bastante. Mas especificamente só li três livros por completo e por mim mesmo. De meu livre arbítrio, li Máscaras de Salazar,  Meu amor, Sputnik, e Pérola Negra. Acabei pelo primeiro e comecei pelo último citado e realmente interessaram-me. As histórias profundas, o amar e o desespero; a falsidade; a inveja e o silêncio; a realidade e o sexo alvoraçado que se torna em terror. Mesmo sendo impróprios para mim, a maioria destes livros conta o que é a vida e para onde ela pode decair. Há arrependimentos.

Interesso-me mais pela ciência metaforicamente retratada, pelo que a humanidade e a mente humana podem chegar pelo reconhecimento e dinheiro. O desespero muda as pessoas. O desespero de viver.

 

Bruno Rodrigues, 8ºB