Dia Europeu das Línguas 2020 – Falar com mais de 60 línguas diferentes II

Este é o resultado do trabalho colaborativo em articulação com os alunos das turmas de 8º ano com a ajuda das professoras de Inglês num contributo para a divulgação e para a importância de falar línguas, diferentes línguas, muitas línguas e assim perceber o MUNDO que os rodeia!

As Professoras Ana Sofia PEREIRA e Sílvia RAMADAS

Dia Europeu das Línguas 2020 – Falar com mais de 60 línguas diferentes

Europa: tão pequena e tão grande!

O continente europeu conglomera cerca de 50 países, 27 dos quais fazem parte da União Europeia. Assim, na Europa são falados mais de 60 idiomas diferentes, entre línguas oficiais, regionais e dialetos do povo.

Com vista a promover o multilinguismo e incentivar os cidadãos europeus a aprender novas línguas, foi instituído, por iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia, o Dia Europeu das Línguas (DEL), que se celebra, todos os anos, no dia 26 de setembro, e se comemorou pela primeira vez em 2001.

Deste modo, e como todos os cidadãos devem conhecer o mundo que os rodeia os alunos da escola pesquisaram as diversas línguas e expressões idiomáticas em português, espanhol, francês e inglês, com o objetivo de melhorar a sua cultura e aprendizagem.

Foi um desafio do Departamento de Línguas aos alunos do Agrupamento que fizeram pesquisas sobre expressões idiomáticas e a expressão “Olá! Fala comigo!” em várias línguas da Europa com o objetivo de dar a conhecer a pluralidade linguística deste continente. Aqui fica o resultado! Diverte-te a aprender!…

Texto e fotos de Anaísa Marques, 12ºA

VIAGEM A FRANÇA/PROJETO ETWINNING

A aprendizagem de um idioma é uma preciosa ferramenta, uma ponte que permite atravessar fronteiras rumo à descoberta de outros povos e culturas, uma chave que abre a porta do conhecimento e do sucesso…
No presente ano letivo, os alunos de Francês do 3º Ciclo e Curso Profissional de Cozinha e Pastelaria – 11ºB – vão ter a oportunidade de participar num projeto inovador que promove uma inovadora e profícua interação entre escolas nacionais e internacionais: o Etwinning. O seu nome é “Atravessar fronteiras, alargar horizontes!”
Esta iniciativa nasceu do desejo de realizar uma viagem a França, promovendo, deste modo, a prática, o gosto pela descoberta da língua francesa e o conhecimento de novas culturas.
Para além da partilha de experiências, pesquisas e conhecimentos, o principal objetivo deste projeto é alargar horizontes, num ambiente comunicativo que, decerto, promoverá, de forma divertida e criativa, o desenvolvimento de competências no domínio da língua e cultura francesas, através de um trabalho colaborativo em intercâmbio com jovens de outros estabelecimentos escolares, nacionais e estrangeiros. De momento, o projeto irá desenvolver-se em parceria com a Escola Secundária Manuel Fernandes de Abrantes e também com alunos de Francês, Língua Estrangeira, de uma escola de Itália.
Esta iniciativa nasceu do desejo manifestado pelos nossos alunos de realizar mais uma viagem a França. Deste modo, embarcaremos, em conjunto com outras escolas, numa viagem real e/ou virtual com destino a Paris, “la Ville Lumière”, entre outras divertidas paragens.
Se o entusiasmo é grande, o resultado será, certamente, inesquecível!

As professoras: Clara Neves e Ana Gameiro

Lendas

 

A Lenda de São Gens

Diz a lenda que há muitos anos atrás um grande incêndio queimou todos os pinheiros e vegetação da zona, à exceção de um determinado monte, onde o topo do monte continuou verdejante. Quando os aldeões se dirigiram ao local para verificar o acontecimento invulgar, encontraram uma imagem de São Gens, a quem atribuíram o milagre.
A imagem do santo foi levada para uma capela. Mas, no dia seguinte, tinha desaparecido tendo reaparecido no topo do monte, o processo repetiu-se no dia seguinte, mas o resultado foi o mesmo, desta forma os aldeões depressa perceberam que o santo queria permanecer no topo do monte e decidiram construir uma capela para lhe prestar homenagem.
No início da construção da capela o santo resolveu retribuir ao povo com um novo milagre e do meio do monte brotou água em abundância. Esta nova nascente corria pelos vales formando uma nova ribeira.
Não foi preciso muito tempo para que a água começasse a gerar conflito, de facto todas as povoações vizinhas queriam desviar o curso da ribeira de forma a serem abastecidas por esta água milagrosa. De forma a acabar com a confusão, São Gens realizou ainda um novo milagre. A água deixou de correr pelos vales, e apenas passou a aparecer na bacia da fonte, de onde desapareceria de imediato, quando transbordava. Durante o ano inteiro, a água continua a correr sem nunca sair da bacia da fonte. Esta água é apreciada pelas populações vizinhas. É-lhe atribuído o poder de dar apetite a quem dele tem falta.

Existe ainda, nos dias de hoje, uma romaria em honra de São Gens. Tradicionalmente era celebrada no dia 11 de janeiro, mas atualmente é festejada no sábado seguinte. Nesta romaria prova-se a água e também é costume benzer uns bolos secos semelhantes aos que se fazem no dia de todos os santos. Esta é a única altura do ano em que a capela pode ser visitada.

 

Lenda recolhida e adaptada por Inês Delgado, 7ºA

 

 

 

A Lenda que Perdura na Capela de São Gens

 

Há anos atrás, num monte repleto de pinheiros e de matagais, houve um violento incêndio. Esse incêndio consumiu tudo exceto o cume desse mesmo monte onde sobreviveram apenas algumas touças de torça e alguns pinheiros, que continuaram verdejantes no meio daquela imagem cinzenta.

Algumas pessoas, curiosas, subiram até ao cume do monte para perceber o que se tinha passado. Encontraram então uma pequena laje, com a imagem de São Gens, crendo que o cume do monte não ardeu devido ao seu milagre. Pegaram na imagem e colocaram-na na Capela de São Mateus. No dia seguinte, repararam que o Santo tinha desaparecido da Capela de São Mateus e aparecido, como milagre, na laje que fora encontrada no dia anterior. O Santo voltou para a capela, mas, no dia seguinte, desapareceu novamente e foi encontrado mais uma vez na laje no alto do monte.

Com estes acontecimentos as pessoas interpretaram que São Gens estava a transmitir uma mensagem e que no cimo do monte teria e ser construída uma capela.

 

Jéssica Maria Nunes Moucho, 7º A

 

 

 

Texto de opinião

 

A sociedade do “eu”

A sociedade atual tem vindo a ser cada vez mais fustigada com atitudes que revelam que o ser humano está cada vez mais egoísta.
O poder e a riqueza influenciam o comportamento e a atitude de muitas pessoas. O “eu” está cada vez mais presente em detrimento do “nós”. E, infelizmente este pensamento egoísta tem vindo a aumentar especialmente nas pessoas que possuem mais poder, basta ligar a televisão ou outro meio que transmita informação para perceber que a corrupção é uma palavra com que a sociedade tem que lidar atualmente.
Parece que o ser humano tem no seu ADN a informação que quanto mais tem, mais quer e este pensamento que tem, cada vez mais, cava um fosso entre os ricos e os pobres e se não se fizer nada em relação a isso esse fosso pode nunca ser fechado.
Felizmente, para a sociedade, atitudes altruísta ainda existem (ações de solidariedade, voluntariado, etc.) porém estas atitudes por vezes são manchadas por quem se aproveita delas para retirar algum benefício para si, como é o caso de algumas fundações que se aproveitam da solidariedade de uns e da necessidade dos outros para tirarem benefícios para seu próprio proveito.
Em suma, toda a sociedade devia repensar as suas atitudes e pensar mais no “nós” do que no “eu”, pois só assim poderá existir um mundo com mais igualdade.

Sara Bento, 10ºA

Uma obra crítica

 

Os Maias como obra crítica

                A obra Os Maias de Eça de Queirós é, sem dúvida, das obras a que melhor espelha uma sociedade numa época precisa.

Eça pretendia demonstrar a sociedade lisboeta decadente no século XIX, cujos episódios se relacionam com o subtítulo da obra, Episódios da vida romântica. O autor da obra criou vários personagens-tipo que ilustravam, por exemplo, a educação tradicional portuguesa, o ultrarromantismo, a educação britânica, o jornalismo, o novorriquismo, entre outros. O título da obra Os Maias remete para uma história romântica entre dois irmãos.

Considero que o escritor optou por escolher uma forma muito inteligente de demonstrar a sociedade naquela época. Para esse efeito utilizou: a descrição pormenorizada, a enumeração e a adjetivação que dão à obra uma riqueza literária.

A meu ver, Eça demonstra muito bem e com grande eficiência os ideais naturalistas, que são por sua vez: o meio ambiente, a educação e a hereditariedade. O criador da obra consegue criticar (usando personagens-tipo) a educação, por exemplo, contrapõe a educação de Carlos com a de Eusebiozinho, a educação britânica com a tradicional portuguesa.

Eça de Queirós na sua obra demonstra também a necessidade da sociedade lisboeta do século XIX, de se querer impor e ascender socialmente através do uso do chique e da luxúria, como é demonstrado no episódio de hipódromo e do jantar no Hotel Central.

Concluindo, na minha opinião, o livro Os Maias tem um enorme valor crítico que está presente em toda a obra. Eça conseguiu de forma bela e inteligente criticar a sociedade portuguesa evidenciando bem os seus costumes e defeitos.

 

Maria Margarida, 11ºA