Another Message in a Bottle

message in a bottleSomewhere, I have no idea of what day it is…

Dear stranger,

I still remember my name… it is Bruna. I don’t know if I am fifteen years old or still fourteen. My passion for travelling brought me to this island.

I was living in a peaceful city when I decided to spend all my money on a trip. The plane was supposed to take eight hours to land.

I fell asleep and all I can remember is falling directly to the sea.

Lucky me, I woke up in this place. A few hours later three other passengers found me. Between day and night we all lost sense of time.

Fortunately, there is plenty of food, mostly coconuts and bananas. It took a few days up to find fresh water to drink and have a bath, as you can imagine the smell was getting pretty bad. We spend our time building shelter, instruments and playing games we invented. It sounds better than it is. Sometimes it rains all day long. Rainy days are good for fishing. Luckily we have not found dangerous animals yet, but the birds can be very angry.

I miss everything about the world except a desert island.

If you are reading this sheet of paper it means the bottle was well sealed.

      Sincerely tired,

Bruna Santos   10º B

Message in a bottle by Raquel Cabrita

message in a bottle

Hi! My name is Raquel and I’m shipwrecked on a remote island. There is no hope of being rescued, so I want you to know my story.
I’m fourteen years-old, I’m Portuguese and I live on a small village called Mação. I used to play football, listen to music and play computer games. I saw a lot of movies and read a lot of books. I used to write too. But I would never imagine that I would end up in a tale like this.
I left from Lisbon, Portugal, with Japan as destiny. On the twenty-third day of the expedition, a huge and violent storm split our ship in two. I don’t know what happened next. I only remember waking up on the beach the following day.
I haven’t found anyone from the ship’s crew but I know they’re here, somewhere. I can’t have been the only survivor. And I hear people talking, sometimes, but I never find them.
Believe me or not, I’m not crazy. This island, however, is …

I’ve been here for only a week and I’ve noticed … things. The climate on the island is pretty good, like summer every day. But I’m pretty sure I saw snow in the mountains. It’s strange … But I can’t explain the storms either.
So, besides the whole freak show I’ve seen around here, I guess my greatest problem are the wolves. And the freaky guys, those from the freak show. I think they are survivors like me but from other ships – I saw a lot of shipwrecks on the beach. I haven’t made contact yet. They seem dangerous. But it might be only paranoia …
I miss home. I miss my family, my friends and even school. I miss my sister. I hope you’re all okay. I’m fine too. Well, besides the whole lost  on  a  remote  island with  no  hope  of  rescue because  of  the  storms thing. I’m surviving rather well but I still think that I need a real meal instead of the poor animals hunted with bow and arrow. I miss you all and I’m waiting for the day I can see you again.

Raquel Cabrita  10º A

A creScER com o Clube Europeu

 

Foto de Sílvia Ramadas

Parlamento Europeu dos Jovens

 Confesso que quando ouvi falar pela primeira vez sobre este evento fiquei um pouco de “pé atrás”. Não sabia bem o que esperar, o que fazer, o que pensar e se deveria aceitar. O meu primeiro impulso foi dizer que não, mas após uma tarde de pesquisa sobre este maravilhoso projecto dei uma oportunidade a mim mesma, de me surpreender e sair de lá com outra mentalidade. E a verdade é que para quem no início estava preocupada, saí de lá a aplaudir este projecto.

As primeiras horas foram essenciais para que o “quebrar do gelo” se realizasse. Conhecemos a nossa fantástica Chair, Catarina Agreira, que sempre se demonstrou disponível para nos esclarecer em todas as nossas dúvidas e que foi o nosso grande apoio nas horas de trabalho e durante a Assembleia Geral. Sem ela não teríamos conseguido pôr os nervos a um canto e ter a garra de lutar por um lugar na fase Nacional. Tenho a certeza de que posso falar por todos, ao dizer o quanto estamos agradecidos por tudo o que nos disse e por todos os momentos em que nos mostrava um sorriso de coragem e de força.

Reconheço que antes de ter participado neste brilhante projecto que é o Parlamento Europeu dos Jovens, a política não era algo que me cativasse particularmente. É claro que gostava de me ir mantendo a par de todas as notícias e medidas tomadas pelo Governo do nosso país, mas nunca procurava mais do que isso, nem tinha aquela enorme vontade de participar activamente em todo esse processo. O PEJ mudou radicalmente isso em mim. Se antes tinha comigo a certeza de que Ciências da Comunicação era o meu verdadeiro destino, hoje tenho comigo a dúvida, a incerteza e uma outra metade apontada para a Ciência Política.

Já me tinham dito que o PEJ é uma experiência que nos muda a todos os níveis e é verdade. Mudei bastante a minha maneira de pensar relativamente a muitos assuntos e o meu “bichinho” da política acordou e, creio eu que veio para ficar e marcar posição durante todo o meu processo de amadurecimento. Isto, sem falar nas excelentes pessoas que conhecemos e na excelente equipa de Organizers que nos acompanhou o tempo todo e nos fez sentir, realmente, em nossa casa.

As saudades que ficaram após esta curta mas entusiasmante jornada são imensas e a vontade de voltar e poder ficar um bocadinho mais é também notável com o passar do tempo.

Posso afirmar que vou continuar a participar nestes projectos e tenho a certeza de que cada participação que eu venha a realizar vai, sem dúvida, fazer-me crescer todos os dias um bocadinho mais.

Agora lá teremos que esperar mais uns mesitos para defendermos, uma vez mais, o nome da nossa escola na fase Nacional, mas sobretudo para provarmos a nós próprios que somos capazes, aliás que fomos capazes e que saímos vencedores mesmo quando as coisas não pareciam favoráveis para o nosso lado. Foi um prazer trabalhar com a nossa excelentíssima Chair e com os meus colegas: Inês, Susana, Luís, Jaime, Rodrigo, Catarina e Mariana. O nosso trabalho e o nosso empenho foi reconhecido e agora resta-nos fazer ainda melhor e, com ainda mais garra, a fase seguinte.

O PEJ foi sem dúvida uma excelente surpresa, superou todas as minhas expectativas e fez-me crescer. Afinal, é esse mesmo o objectivo do PEJ, fazer-nos crescer por dentro e por fora!

 Joana Jana   11º B

Protesto(Violação dos Direitos Humanos)

 

Ex.mo Senhor Provedor da República:

Sabendo que têm sido aplicadas algumas leis quanto aos maus tratos infringidos aos prisioneiros de guerra, venho por este meio salientar que as mesmas não têm sido completamente respeitadas e na mesma medida que não tem sido aplicada qualquer sanção aos que ousam fazê-lo. Deste modo, venho a protestar contra os maus tratos infringidos aos prisioneiros da guerra.
Não tendo qualquer ousadia em desrespeitar vossa excelência, interpreto de algumas notícias, bastante esclarecedoras, de que os prisioneiros de guerra não têm sido tratados com o devido respeito como qualquer cidadão, recebendo assim enquanto prisioneiros, um tratamento desumano que vai contra os princípios dos Direitos Universais do Homem. Os prisioneiros de guerra possuidores de algum conhecimento acerca da estratégia adversária, segundo me consta, são abordados de uma forma pouco digna e com muita violência, sendo por vezes alvo de tortura até à morte.
Estes, segundo a informação que possuo, são interrogados por militares na sua base no território inimigo, não podendo assim alegar qualquer falta de informação acerca do método utilizado nessas interrogações, apesar de quando usadas, os ditos militares creio que o fazem sem qualquer pressão por parte de outrem e que têm a plena consciência sobre os seus actos.
Concluo, que esta situação não existiria se houvesse leis rígidas aplicadas às situações de guerra e quanto aos agressores seriam punidos mal houvesse oportunidade para tal.
Resta-me fazer votos para que as medidas necessárias sejam aplicadas, de modo a que haja um pouco mais de respeito pelo ser humano e que os maus tratos a prisioneiros de guerra acabem definitivamente.

Mação, 12 de Outubro de 2010

Com os melhores cumprimentos,
Mariana Catroga