Texto de opinião

 

A sociedade do “eu”

A sociedade atual tem vindo a ser cada vez mais fustigada com atitudes que revelam que o ser humano está cada vez mais egoísta.
O poder e a riqueza influenciam o comportamento e a atitude de muitas pessoas. O “eu” está cada vez mais presente em detrimento do “nós”. E, infelizmente este pensamento egoísta tem vindo a aumentar especialmente nas pessoas que possuem mais poder, basta ligar a televisão ou outro meio que transmita informação para perceber que a corrupção é uma palavra com que a sociedade tem que lidar atualmente.
Parece que o ser humano tem no seu ADN a informação que quanto mais tem, mais quer e este pensamento que tem, cada vez mais, cava um fosso entre os ricos e os pobres e se não se fizer nada em relação a isso esse fosso pode nunca ser fechado.
Felizmente, para a sociedade, atitudes altruísta ainda existem (ações de solidariedade, voluntariado, etc.) porém estas atitudes por vezes são manchadas por quem se aproveita delas para retirar algum benefício para si, como é o caso de algumas fundações que se aproveitam da solidariedade de uns e da necessidade dos outros para tirarem benefícios para seu próprio proveito.
Em suma, toda a sociedade devia repensar as suas atitudes e pensar mais no “nós” do que no “eu”, pois só assim poderá existir um mundo com mais igualdade.

Sara Bento, 10ºA

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Comentário literário

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Conto “Natal” de Miguel Torga
Na minha opinião, considero este texto bastante importante, pois passa uma mensagem muito significativa sobre o Natal e a vida das pessoas que não têm família ou dinheiro ou por vezes ambas as coisas, como neste caso.
Considerei, ao início, que este texto fosse um pouco monótono e igual a tantos outros já vistos, pois este tema –O Natal – é um tema bastante comum, mas enganei-me, pois até a linguagem do texto, para mim, a considerei acessível a pessoas de várias faixas etárias. O desfecho do texto foi também muito interessante, especialmente porque não estava à espera que acabasse deste modo.
Posso concluir que este texto transmite algumas coisas importantes e uma delas é prestar mais atenção às pessoas, pois, por vezes, sentem-se sozinhas e sem ninguém e deveríamos sempre ajudá-las e fazer o nosso melhor para que se sentissem bem. Em geral, penso que toda a gente deveria ler este conto, pois ensina-nos a olhar com outros olhos para estas pessoas sem família ou com muitas dificuldades.

Mariana Mendes, 8ºB

Opinião

Art Ideias Ideais
artesanatosideiasideais.blogspot.com

 

Mudar de destino

Ninguém escolhe onde nasce, mas cada pessoa pode escolher o seu destino: resignar-se ao primeiro obstáculo que pode ser o nascer num meio desfavorecido e não fazer nada para mudar e continuar à deriva a ver a vida passar ou pode aceitar o seu primeiro obstáculo, levantar a cabeça e trabalhar para ter uma condição melhor.

Mas será que todos têm as mesmas oportunidades de construir uma vida melhor?

Uma condição social favorável dá mais meios para ter melhores oportunidades como, por exemplo, na educação, porém esta condição favorável não traz talento, pois este não é algo que se compre, é algo que se tem desde sempre e que se vai trabalhando ao longo da vida.

Atualmente, no meio do desporto e das artes são muitos aqueles que nasceram e cresceram em meios sociais desfavoráveis, mas com talento, trabalho e com humildade tiveram a tal oportunidade para contrariar o seu destino traçado logo ao nascer.

Não é sempre um mar de rosas e por vezes aquela tal oportunidade não aparece e podemos seguir por maus caminhos.

Em suma, a vida mostra que a oportunidade aparece com maior ou menor frequência, cabe a cada um agarrá-la com todas as suas forças e cabe-nos a nós lutar para que no fundo todos tenham o mesmo número de oportunidades.

 

 

Sara Bento, 10ºA

Leituras

 

Biblioteca Pessoal

 

Sempre fui um rato de biblioteca quando era mais pequeno, desde os meus nove aos doze anos de idade. Algo me fez parar do mundo da leitura e tornar ao que eu realmente gosto de fazer: a escrita feita por mim mesmo.

Hão de haver excertos de obras que eu tenha lido e gostado bastante. Mas especificamente só li três livros por completo e por mim mesmo. De meu livre arbítrio, li Máscaras de Salazar,  Meu amor, Sputnik, e Pérola Negra. Acabei pelo primeiro e comecei pelo último citado e realmente interessaram-me. As histórias profundas, o amar e o desespero; a falsidade; a inveja e o silêncio; a realidade e o sexo alvoraçado que se torna em terror. Mesmo sendo impróprios para mim, a maioria destes livros conta o que é a vida e para onde ela pode decair. Há arrependimentos.

Interesso-me mais pela ciência metaforicamente retratada, pelo que a humanidade e a mente humana podem chegar pelo reconhecimento e dinheiro. O desespero muda as pessoas. O desespero de viver.

 

Bruno Rodrigues, 8ºB

Pensamentos escritos

O que é ser amado?

Se me perguntassem o significado do que é ser amado, penso que não iria ser capaz de dar uma explicação certa ou credível de tal. Na verdade, como é ser amado? É sentir que a pessoa tem uma grande afeição por nós e que se preocupa connosco? É também saber que, independentemente do que façamos temos o apoio e a confiança da pessoa? Sei que não sei o que é ser amado, mas pelas grandes tristezas e desilusões que vejo por aí não tenho a certeza se o quero ser.

 

Outra questão que também me coloco: o que é amar?

Será que nós, sociedade de hoje em dia, sabemos o que realmente é amar? Questões como estas surgem na minha cabeça de tempos a tempos e sei que nunca ninguém me vai responder da forma certa ou igual a outra, porque, supostamente, cada um tem o seu jeito de amar e de demonstrar. Questiono-me se algum dia serei capaz de amar e ser amada pelo meu conceito de amor, mas até lá ainda tenho de descobrir o que é realmente este sentimento para mim.

 

Nicole Duarte, 10º A

Novidades da BECRE

Novidades, Sugestões de Leitura

 

 

Tanto como os campos de concentração — com o que implicam de fome, frio, doença, violência e morte — interessa aqui um desses mundos pessoais e familiares que o nazismo destruiu, e que é das poucas coisas que tem cor frente ao cinzento cortante e ao silêncio. Separação, solidão e saudade estão omnipresentes; a lembrança ajuda a fugir do isolamento e do desterro, e dá lugar — no inóspito do campo (lager) — ao amor, à amizade e à solidariedade: à humanidade, ao fim e ao cabo. Se toda a violência está injustificada, a que põe fim à inocência ainda mais; contra ela, no processo de amadurecimento do protagonista, assistimos a um compromisso até à fusão com Vadío (única personagem com nome e etnia), que representa o reconhecimento no outro na catarse final. O protagonista anónimo de Fumo descobre a realidade, mas filtra-a com a memória de um passado melhor. O despertar magoa-o e leva-o a uma aprendizagem rápida: a dureza e dificuldade da situação, e o instinto de sobrevivência obrigam-no a ser um menino responsável. A inocência, mais que a impotência, marca o desenlace. Os inocentes não sobrevivem, dizia o Primo Levi; é o preço por ver a luz: a mão de Vadío apagando para sempre o medo e escrevendo com fumo uma palavra mágica sobre o céu da Polónia. Uma comovente história de Antón Fortes com intensas imagens da polaca Joanna Concejo, de grande sensibilidade e beleza, apesar de refletir a realidade do protagonista, que se torna mais dura ao enfrentá-la recorrentemente com lembranças da vida de onde foi ou foram todos arrancados.

 

 

 

 

Como o nome indica, este é o relato de uma morte anunciada, ou como o narrador frisa “morte mais anunciada que esta nunca houve na história”. De tal modo, que parece incrível como é que a mesma se concretiza sem que ninguém realmente tente evitá-la e “obrigando” os seus perpetuadores a leva-la a cabo. Temos aqui o relato o mais “sincero” e explicito possível da apuração dos factos e do que correu mal no impedimento desta morte, relembrando a máxima de que “para que o mal triunfe, basta que os homens de bem nada façam”. E neste caso, os homens de bem, na sua incredulidade, na sua incapacidade para ver não o mal, mas o erro, foram capazes de permitir um crime horrendo.

 

 

As folhas de papel deste livro são preenchidas com outras folhas, as das árvores e das plantas que desconhecemos, mas que se tornam cada vez mais familiares, à medida que folheamos e descobrimos um novo poema e uma nova ilustração.
Em Herbário, as palavras brincam umas com as outras, para nos responder a alguns “porquês”:
Por que é que o cogumelo usa um chapéu?
Por que é que o girassol olha para o Sol?
Por que é que as ervas daninhas são tão infelizes?
As respostas encontradas não são cientificamente comprovadas, mas são com certeza as mais divertidas…

 

 

Este livro aborda o tema da guerra e do sofrimento, tenta demonstrar às crianças a crueldade de um guerra e a dor que um menino sentiu ao pensar que tinha perdido a sua amiga, devido a essa mesma guerra.

Ao demonstrar, estes temas às crianças vai fazer com que elas vejam e encarem a vida com outros olhos e que reparem que por mais terríveis que estejam as coisas, elas vão melhorar, como aconteceu ao menino do livro.

 

 

O livro Histórias da Terra e do Mar divide-se em cinco contos de ficção: História da Gata Borralheira, O Silêncio, A Casa do Mar, Saga e Vila D’Arcos. É possível que da leitura de alguns deles se encontrem semelhanças com contos que fizeram parte da nossa infância e é aqui que estes comunicam com a nossa consciência. Cada um deles tem uma harmonia própria que vive de alargadas descrições, de personagens encantadas, de metáforas expressivas que se abrem para o Mundo e para mostrar esse Mundo.

A equipa da BECRE

Professor António Bento

 

Reportagens

Da aldeia até à “cidade invicta”

 

No dia 30 de setembro de 2017 as aldeias de Monte Penedo, Ribeira de Boas Eiras e Espinheiro “mudaram-se” para a cidade do Porto. Cerca de 50 habitantes destas 3 aldeias aventuraram-se num passeio até à cidade portuense.

O dia para esta meia centena de pessoas começou cedo, eram cerca das 7:30 quando o autocarro iniciou viagem rumo à “cidade invicta”. Antes de chegar ao destino por volta das 11:30, o entusisasmo no autocarro era grande. Um dos habitantes dizia que a expetativa era grande em conhecer aquela cidade premiada como melhor destino turístico europeu.

Já no destino, os turistas tiveram oportunidade de conhecer os locais mais emblemáticos desta cidade começando por um pequeno passeio na Avenida dos Aliados seguindo-se a visita ao histórico Mercado do Bolhão. Depois, na pausa para almoçar, tiveram oportunidade de provar uma conhecida iguaria portuense (tripas à moda do Porto).

Depois do almoço, visitou-se a pé a estação de S. Bento, a Sé do Porto, a ribeira e atravessou-se a ponte D. Luís. Na visita por estes locais os habitantes mostraram- se espantados com a beleza da cidade, bem como o movimento que apresentava.

Por último, antes de regressar a casa, visitaram uma das caves de vinho do porto onde tiveram uma explicação sobre a produção deste típico vinho e claro a oportunidade de o degustar. Esta explicação deixou os visitantes entusiasmados visto que muitos produzem para consumo próprio. O dia foi longo e agitado para estas pessoas que estão habituadas à tranquilidade da sua aldeia, porém a oportunidade que tiveram em sair e conhecer pela primeira vez a cidade do Porto deixou-as com um sorriso e felizes com o passeio.

 

 

Sara Bento, 10ºA