Notícias da L.E.C.A.

 

Uma história inesperada

         Olá, eu sou o Cristiano, e tenho um amigo chamado Felizberto Tintim, ele era de uma família pobre, que passava dificuldades. Ele foi trabalhar para um bosque, mas muitos senhores mais velhos diziam que o bosque era encantado. Era mais conhecido por bosque encantado, mas ele não tinha medo, pois ia fazer aquilo pela família. Fez as malas e lá foi.

Quando lá chegou, ficou surpreendido com a quantidade de crianças que havia. Ele também ficou impressionado com a beleza do lugar, as árvores brilhavam, ouviam-se os pássaros a cantar. Passaram algumas semanas e ele cada vez mais contente com aquele trabalho.

Na noite de Natal, quando os alunos estavam a ler livros, ele reparou que apareceu um animal pequeno, era uma gata, que começou a miar sem parar e virou costas em direção a um caminho de terra batida. Felisberto, curioso, foi atrás da gata, até que ela finalmente parou num lugar maravilhoso, um laguinho azulado a refletir o céu estrelado. Num banco, a gata virou-se para ele e disse:

-Eu não sou um animal pequeno, sou uma gata mágica, que pode fazer tudo o que bem entender, e eu posso-te ajudar!

Ele respondeu :

– Como assim, podes-me ajudar?

– Posso-te dar o dinheiro que precisas para tirar a tua família da dificuldade em que se encontra.- respondeu a gata num tom convincente.

– A sério? Dá-me ! – pediu ele curioso.

A gata olhou meio torto para Felizberto e disse :

– Só se conseguires levar o David, o teu belo gato do acampamento, até mim!

Felizberto exclamou:

– Claro, eu posso tudo!

Então levou o David até à gata e ela deu-lhe o dinheiro.

Felizmente, acabou tudo bem, o Felizberto conseguiu tirar a família das dificuldades e a gata mágica casou com o gatão David.

 

 

Denisa e Eva, 7ºB

Notícias da L.E.C.A.

 

Em Ler, Escrever e Contar com Arte, as turmas do 7º ano desenvolveram, entre outras, a atividade que partiu da realização de cubos e das suas planificações e culminou na elaboração de textos, passando pela revisão das categorias e estrutura do texto narrativo.

Aliando as competências de Matemática e de Português, tentando colmatar dificuldades manifestadas pelos alunos, complementando competências de socialização (trabalho de grupo), passando pelo uso das novas tecnologias e sempre numa perspetiva lúdica, chegou-se a vários textos que aqui se divulgam.

Regista-se o ambiente de trabalho saudável e o empenho dos alunos.

 

As professoras Glória Afonso e Anabela Ferreira

Poesia… a arte das palavras tocadas pelos poetas

A nossa história é longa

E cheia de trambolhões,

Mas o que nunca entre nós houve

Foram grandes discussões.

 

Olho para ti

E fico preso ao chão,

Pois

A curva dos teus olhos abraça o meu coração!

 

Eu quero-te muito e sei que

Somos apaixonados doentes…

Quando nos abraçamos

Traço sinais sobre os teus olhos ausentes.

 

É algo grande

Que não dá para descrever.

Eu espero e desespero

Só para te poder ver.

 

Quando falamos, eu paro de pensar

A tua voz é suave como um beijo…

Quando percebo, pareces um anjo a voar

És tudo o que eu mais desejo.

 

Rafael Lobo, 9.º B

Selos Europeus de Qualidade eTwinning

 

Recentemente os projetos eTwinning The People in Our History, You Can Be a Hero, too! e We Wear What We Sing, coordenados e desenvolvidos pela professora Ana Sofia Pereira com as turmas dos 7º e 9º anos, respetivamente, foram galardoados com Selos Europeus de Qualidade eTwinning.

“Este prémio é concedido pelo Serviço Central de Apoio (CSS), sediado em Bruxelas, a professores em projetos que tenham sido indicados para Selo Europeu de Qualidade por, pelo menos, um Serviço Nacional de Apoio, após um processo de seleção. Cada Serviço Nacional de Apoio propõe um terço dos melhores projetos que tenham recebido um Selo Nacional de Qualidade com base na sua classificação. Os projetos devem ainda incluir pelo menos dois parceiros que tenham recebido o Selo Nacional de Qualidade.”

Aqui podem encontrar a lista de premiados. https://www.etwinning.pt/site/node/208

A todos os envolvidos neste processo, os mais sinceros Parabéns pelo trabalho desenvolvido!!

Texto Criativo

O livro viajante

 

Era uma vez um livro, mas não era um livro qualquer! Uma bíblia!

Essa bíblia era utilizada em muitas missas em Fátima (Portugal) até que se fartou daquela vida e decidiu que queria explorar o mundo, especialmente igrejas e bibliotecas.

Um certo dia, à noite e com muito vento, a bíblia saiu do seu local habitual e fez-se à aventura. Começou a bater as suas páginas como um pássaro e lá foi ela!

Viajou muito! Fez vários e vários amigos e amigas! Até que chegou a França! À Catedral de Notre-Dame, onde conheceu um livro especial! Um dicionário francês.

A bíblia e o dicionário andaram muito tempo juntos, visitaram a Torre Eiffel, o museu do Louvre e foram-se apaixonando um pelo outro.

Dez anos depois, já casados e com três filhos, a bíblia e o dicionário estavam em sua casa (Catedral de Notre-Dame) quando um incêndio começou. Eles, aflitos e à procura dos filhos, voaram dali para fora e foram ter ao sítio favorito dos seus pequenotes, perto do rio Sena.

Ao verem que estavam lá todos e bem de saúde voltaram à antiga vida da sua mãe (bíblia) que foi apresentar o mundo a todos eles!

E viveram felizes até à atualidade em que ainda andam à descoberta do Mundo!

 

 

João Durão, 10ºA

Plano de Melhoria da Aptidão Física Continua

 

 

PLANO DE MELHORIA DA APTIDÃO FÍSICA 2019-2020

As crianças e jovens têm hoje maior oferta de atividades desportivas, quer na escola ou fora desta, contudo o uso excessivo das novas tecnologias e a dificuldade em manter uma alimentação saudável e/ou um estilo de vida saudável acarretam consequências pouco harmónicas para com a saúde. É por isso que o Plano de Melhoria da Aptidão Física, iniciado no ano letivo anterior, será novamente uma aposta do Agrupamento de Educação Física e do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte. Pretende-se, por isso, dar continuidade ao trabalho desenvolvido no contexto das aulas de Educação Física, no âmbito da Aptidão Física, possibilitando aos alunos a participação em programas de treino de duração maior e de forma continuada visando a manutenção, o desenvolvimento ou a melhoria das suas capacidades motoras. Incutir nos alunos a importância da Aptidão Física como fator determinante para a saúde é também missão do Agrupamento de Educação Física.

Aparece no pavilhão gimnodesportivo e vem ficar em forma connosco!

A coordenadora do Agrupamento de Educação Física

Cláudia Olhicas de Jesus

Lendas

 

A Lenda de São Gens

Diz a lenda que há muitos anos atrás um grande incêndio queimou todos os pinheiros e vegetação da zona, à exceção de um determinado monte, onde o topo do monte continuou verdejante. Quando os aldeões se dirigiram ao local para verificar o acontecimento invulgar, encontraram uma imagem de São Gens, a quem atribuíram o milagre.
A imagem do santo foi levada para uma capela. Mas, no dia seguinte, tinha desaparecido tendo reaparecido no topo do monte, o processo repetiu-se no dia seguinte, mas o resultado foi o mesmo, desta forma os aldeões depressa perceberam que o santo queria permanecer no topo do monte e decidiram construir uma capela para lhe prestar homenagem.
No início da construção da capela o santo resolveu retribuir ao povo com um novo milagre e do meio do monte brotou água em abundância. Esta nova nascente corria pelos vales formando uma nova ribeira.
Não foi preciso muito tempo para que a água começasse a gerar conflito, de facto todas as povoações vizinhas queriam desviar o curso da ribeira de forma a serem abastecidas por esta água milagrosa. De forma a acabar com a confusão, São Gens realizou ainda um novo milagre. A água deixou de correr pelos vales, e apenas passou a aparecer na bacia da fonte, de onde desapareceria de imediato, quando transbordava. Durante o ano inteiro, a água continua a correr sem nunca sair da bacia da fonte. Esta água é apreciada pelas populações vizinhas. É-lhe atribuído o poder de dar apetite a quem dele tem falta.

Existe ainda, nos dias de hoje, uma romaria em honra de São Gens. Tradicionalmente era celebrada no dia 11 de janeiro, mas atualmente é festejada no sábado seguinte. Nesta romaria prova-se a água e também é costume benzer uns bolos secos semelhantes aos que se fazem no dia de todos os santos. Esta é a única altura do ano em que a capela pode ser visitada.

 

Lenda recolhida e adaptada por Inês Delgado, 7ºA

 

 

 

Lendas

A POMBINHA

     

Há já muitos anos faleceu uma mulher em Mação, deixando uma filha que vivia com o seu pai.

Este possuía uma horta no sítio do Vale Longe, vale muito fundo, rodeado de pinhais, que lhe davam um aspeto triste e misterioso. Certo dia, a filha foi à mesma horta colher hortaliça, viu sair dos pinhais uma pomba de cor escura que, esvoaçando ao redor dela, ora se adiantava, ora se atrasava, até que desapareceu nos pinhais dando gemidos. A rapariga assustou-se; mas não disse a ninguém o que lhe sucedera. Por mais duas vezes foi ao Vale Longe e acontecia sempre a mesma coisa, chegando a pomba a pousar sobre o cesto da hortaliça que ela trazia à cabeça; por isso, ao chegar a casa, contou ao pai tudo o que lhe acontecera e disse-lhe que não voltava mais ao Vale Longe. O pai, impressionado com a narrativa da filha, aconselhou-a a que voltasse ao local, que nada temesse, porque ele a seguiria de perto para a afastar e que ao aparecer-lhe proferisse as palavras que se costumam proferir quando alguma aparição misteriosa ocorre.

Assim foi. No dia seguinte, lá foi a rapariga para a horta e quando lhe apareceu a pomba escura, ela disse:

 

      “- Se és alma do outro mundo diz o que queres que te faça, mas se és o demónio eu te arrenego em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo!”, benzendo-se ao mesmo tempo.

E logo a pomba lhe respondeu:

      “- Eu sou a alma de tua mãe e não posso entrar no Céu por não ter cumprido a promessa de mandar dizer uma missa para eu poder gozar da bem-aventurança eterna.”

Depois do sucedido, a filha contou ao pai o que acontecera. No dia seguinte, o pai mandou dizer missa na capela do Espírito Santo, durante a qual a filha viu a mesma pomba andar esvoaçando ao redor do padre. Terminada a missa, a pomba escura transformou-se numa pomba branca

 

como a neve, veio pousar no colo da rapariga, beijou-a, levantou voo e sumiu-se subindo pelos ares fora. Era a alma da mãe que, agradecida, a beijava e agora já livre de encargos ia ver a face de Deus.

 

 

Texto adaptado por mim com base no original de Francisco Serrano e retirado do livro Elementos Históricos e Etnográficos de Mação, 2ªedição, 1998, páginas 157, 158

 

Inês Jesus Ferreira, 7º A