Feirinha de outono

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No dia 16 de novembro realizamos uma feira mostra de outono no Jardim de Infância e EB1 de Cardigos.

Decoramos a sala com objetos históricos, alguns utilizados pelos nossos avós. Aproveitamos também para fazer uma mostra da gastronomia e doçaria local (bolos tradicionais, mel, tartes, compotas e geleias de frutos de outono…), e de alguns produtos agrícolas (couves, alfaces, abóboras, espinafres, azeite, pão…).

Ao longo do dia vieram muitas pessoas para ver a nossa exposição e reviver momentos do seu passado através da visualização dos objetos expostos que mostravam um pouco da cultura da comunidade local.

Foi um dia inesquecível porque a brincar aprendemos um pouco da história e cultura dos nossas antepassados. Também vimos e interagimos com adultos que já não víamos há muito tempo e também com os nossos familiares.

Alunos do JI e EB de Cardigos

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“Mês das Bibliotecas Escolares” na Escola Básica de Mação

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A Escola Básica de Mação, no passado dia 24 de outubro, para comemorar o “Mês das Bibliotecas Escolares”, recebeu a visita da escritora Daniela Rosário. Esta escritora veio promover a sua obra “Assalto ao Museu dos Comboios” e falou com todos os meninos, da pré e do primeiro ciclo, leu livros e deu autógrafos. Foi muito giro e passámos um dia diferente e muito divertido! À tarde, a educadora Perpétua leu-nos a história “Virgínia não foi à escola”, com a visualização de um Power Point para falarmos do Dia Municipal para a Igualdade.

Os alunos da EB de Mação

feiradolivro

É já a partir de dia 15 de novembro que se irão iniciar as nossas feiras do livro. Uma na biblioteca da escola sede e a outra na biblioteca escolar da Escola do 1º ciclo do Ensino Básico.

É necessário, cada vez mais, promover o interesse, o contacto, o manuseamento com os livros apoiando o gosto, o estímulo, o incentivo pela leitura, como forma de prazer e de complemento de aprendizagens, criando espaço de partilha com todos e servindo de ponto de encontro para todos.

Esta atividade, como todas as outras, teve o apoio do senhor Diretor do Agrupamento e da sua direção.

A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

Semana da Leitura – Atualização

S. Leitura

Inicia-se, hoje, a Semana da Leitura na Escola do Jardim de Infância e 1º Ciclo de Mação. Organização das professoras, Cristina Vicente, Perpétua Marques, com o apoio da biblioteca escolar, docentes do 1º ciclo e Jardim de Infância do agrupamento de escolas Verde Horizonte de Mação.

Apresenta-se o programa:

Programa

Programa Semana da Leitura da Escola do 1º Ciclo e Jardim de Infância de Cardigos

A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

Semana da Leitura

S. Leitura

Já falta pouco para a nossa Semana da Leitura, que este ano irá decorrer na primeira semana de fevereiro. Como sempre, organizada pela Biblioteca Escolar, com o apoio do Diretor e da sua direção, do Agrupamento de Língua Portuguesa, dos docentes da escola sede e dos docentes do 1ºciclo e Jardim de Infância do agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação.

De seguida apresenta-se o programa:

Programa atualizado

Alda Serras

Milu Loureiro

A equipa da biblioteca escolar,

António Bento

Filosofia para crianças: 12 Passas, 12 perguntas e um desafio para 2016

CFilo

As crianças e jovens com quem trabalho já sabem… qual a presença constante nas nossas sessões: perguntas. Muitas das crianças ainda não sabem o alfabeto, mas já sabem o que é um ponto de interrogação, ou melhor, o sinal das perguntas e do pensar. De facto, trabalho com perguntas. Digo muitas vezes que gosto de as colecionar, guardar, emprestar, oferecer, dar – tal como se fossem coisas físicas que podemos levar no bolso e partilhar com alguém. O meu trabalho consiste em construir e desconstruir essas perguntas, em grupo, investigando as suas possíveis respostas. É isso que fazemos nas nossas sessões de filosofia. Porque felizmente há um espaço na escola, onde o aluno não é premiado pela resposta certa, mas valorizado pelo seu acto de pensar. Se no final do ano demos corpo ao pensamento, procurando construir uma Caixa da Filosofia, onde pudéssemos guardar os percursos da nossa investigação. Em2016, eu não sei como vai ser o ano, mas de certeza que começará com muitas perguntas que nos lançam em novos desafios. Por isso, está lançada a tarefa de construir uma Caixa de perguntas e assim sendo, gostaria de partilhar convosco algumas perguntas deixadas por estes pequenos filósofos. Algumas delas são fruto da troca de ideias e partilha entre todos nós:

12 perguntas para 2016 (e para toda a vida?)

  1. A filosofia foi inventada ou descoberta?
  2. Qual a diferença entre dar razões e dar boas razões?
  3. O que é a filosofia?
  4. Por que é que nos obrigam a comer lulas?
  5. Por que é que eu sou eu?
  6. É possível deixar de pensar?
  7. O Nada é já alguma coisa?
  8. Por que é que não podemos andar para trás, no tempo?
  9. Por que é que existe o mundo?
  10. Qual é o sentido da vida?
  11. Haverá mentiras boas?
  12. O que é ser tratado como uma pessoa?

Deixo-vos o desafio de pensar e de perceber se estas perguntas vos incomodam ou não. Se tiverem esse efeito, suspeito que serão perguntas importantes para vós e já sabem podem sempre partilhá-las connosco.

Até à próxima, para conversas de ‘gente grande’, desejando a todos vós um Bom Ano.

Prof. Renata Sequeira

Filosofia trocada por miúdos

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Para celebrar o Dia Mundial da Filosofia na Escola Básica, fez-se uma exposição com os pensamentos dos nossos meninos do 1ºciclo,  ao longo das sessões de AEC de  filosofia. E paralelamente, foram feitas duas sessões de filosofia com a  Mac 1 com o tema “O rio de Heraclito” e a Mac 5 sobre a liberdade. Nestas sessões foram criados dois painéis em papel cenário com o mapeamento de  todo o diálogo filosófico entre o grupo de investigação. Os painéis estão expostos no espaço multiusos do Bloco C. A exposição :”Filosofia trocada por miúdos” revela todo o trabalho desenvolvido e a sua capacidade de pensar genuinamente. A exposição ainda se encontra na Biblioteca da Escola Básica para quem queira pensar connosco!

Prof. Renata Sequeira

Filosofia para Crianças: “Regras … O que são? ”

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(Clica aqui para veres as restantes fotos.)

Dizer “não” a uma criança é uma atitude, dentro do processo educativo, necessária e saudável. A criança precisa de compreender que existem regras, que tudo tem um momento certo e que há horas para brincar, para dormir, estudar etc. Quando a criança tem liberdade total, terá dificuldade em apreender e aceitar regras e limites, pelo que mais tarde dificilmente ascenderá ao sentido pleno da responsabilidade.A falta de firmeza dos pais leva a criança a impor a sua vontade, sem pensar nas implicações dos seus actos e decisões. É ela que determina o que vai comer, o que vai vestir, que programa assistir na TV, etc. Habituados a impor a sua vontade, a criança não aceita ser contrariada.

Dizer “não” a uma criança, no momento certo, não é prejudicial. Muito pelo contrário. Esta pequena palavra é necessária, uma vez que a criança está ainda a construir a sua concepção do mundo. E o mundo, a vida nem sempre é como nós queremos. Écomo é, cabendo a nós saber geri-la. A criança precisa de conhecer os limites, saber distinguir aquilo que pode ou não ser feito, para conseguir viver em sociedade.

Será que estamos a saber fazê-lo enquanto pais e educadores? Ora vejamos:
Mais um dia em que se fez brotar a filosofia destes pequenos pensadores, hoje pensou-se sobre as regras: o que são? E porquê? Qual a sua razão de ser? Ao que me responderam que são coisas que temos de fazer, mas também coisas que tu não podes fazer, como por exemplo dizer a verdade ou entrar num quarto que não é o teu, sem pedir permissão.

As regras estão por todo o lado, na escola, nos sinais, nos jogos, corridas, em casa…Mas será que temos de cumprir as regras?

– “Sim. É importante cumprir as regras para sermos amigos.” P.

– “Para fazermos as pessoas contentes.” V.

– “Se não cumprirmos é uma grande confusão e fazemos os outros tristes.” R.

– “Podemos ser castigados.” M.

– “Há regras mais importantes que outras.” G.

No entanto considerou-se que é mau não cumprir as regras, não somente devido à presença inabalável do outro, mas pela segurança de si próprio. Devemos cumprir as regras para se estar em segurança, isso é da nossa responsabilidade. Mas viver contente ou em grande confusão contribuindo para a tristeza dos outros, também depende de nós.

Assim vimos que ao contrário do que muitos pais pensam, a criança desde cedo é capaz de entender um “não”, isto é, de entender que há limites ao seu desejo de liberdade. E este não gera traumas desde que lhes seja dada uma razão e coerência para a sua interiorização.

Foi o que procurámos fazer em conjunto: procurar as razões do agir e a importância de sua coerência.

Importa agora solidificar estas ideias para que estes pequenos pensadores possam mudar o amanhã e demarcar-se pela diferença numa sociedade em mudança, onde as regras e os valores mais parecem coisas de um passado bem distante.

Até à próxima,

Para conversas de ‘gente grande’.

 

Prof. Renata Sequeira

Filosofia para Crianças: “Quando eu nasci…”

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(Clica aqui para veres as restantes fotos.)

Porque hoje foi dia de mais uma sessão em comunidade filosófica, pensou-se a questão do nascimento. Não a explicação do nascimento às criancinhas como o leitor deve estar neste momento a pensar, mas o nascimento no seu sentido filosófico, veremos até onde ele nos leva.

Na barriga da mãe era tudo muito escuro, uma escuridão imensa e quando eu nasci era tudo novo, tudo por estrear, e assim começou o despoletar do nosso diálogo filosófico com a leitura deste conto de Isabel Minhós Martins, conforme o título indica.

– “ Quando não nascemos não vimos nada”. V.

– “ Na barriga não há nada.” P.

– “Antes de nascer nem sabíamos o que era bolo de chocolate!” B.

– “E também não sabíamos nada do planeta e do país.” M.

– “ Será que quando nascemos ficamos a saber tudo?” M.

– “Não, não sabemos, porque os adultos não sabem tudo. Há uns que não sabem fazer o jantar.” R.

– “Quando nascemos conhecemos pessoas, animais, o sol, as nuvens … o mundo.” G.

– “E isso é importante porque ficamos a saber as coisas.” G.C.

Resta agora saber como? Como se dá o conhecimento? Quando nascemos, somos lançados a um mundo que se dá a conhecer e desvendamos paulatinamente uma rede de significações.

Mas afinal o que é conhecer? E o que é necessário para haver conhecimento? E que tipo de conhecimento? Estas questões ficam para a próxima sessão.

E assim se fez em comunidade filosófica um percurso da maravilhosa descoberta do bolo de chocolate à consciência social sobre o que se passa no país.

Até à próxima, com doces pensamentos e sempre a aprender com a simplicidade e o que tem de genuíno a visão destes pequenos grandes pensadores.

Porque as coisas simples são assim …

Prof. Renata Sequeira