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Não era minha intenção fazer qualquer comentário ou apreciação sobre esta modalidade em que o respeito e a preservação da natureza deverão ser os principais objetivos.
Quando se fala em pescadores é comum ouvir relatos extraordinários de pescarias fantásticas:
– Apanhei um peixe com 2 metros!
– Apanhei um peixe com 20Kg!
– Apanhei uma bota da tropa! E tinha que ser da tropa?
– Apanhei um pneu! Etc., etc., etc…
Poderia continuar aqui o resto da noite referindo uma diversidade imensa de pescarias que, não sendo de todo impossíveis, frequentemente não correspondem à verdade.
Vem isto a propósito de um acontecimento ocorrido no nosso concurso de pesca que eu, praticante da modalidade há mais de quarenta anos, ainda não tinha presenciado.
Estava a pescaria no auge quando alguém me chamou referindo que um dos pescadores principiantes apanhara um exemplar estranho, que à primeira vista parecia um “jacaré”.
Preocupado com o” bicho”, pouco comum nestas paragens, dirigi-me ao local, não sem antes ter pensado que, mais uma vez, estaria perante uma das tais pescarias famosas.
Nada disso. Era verdade! Lá estava o “dito”, pendurado no anzol, quietinho e, provavelmente, já arrependido pela sua ousadia. Tratava-se de uma simpática lagarticha ibérica que, pensando ter conseguido a sua refeiçãozinha do dia: 2 gordinhos e gostosos bichinhos, acabou por se tornar o acontecimento da nossa pescaria, apesar de se terem apanhado alguns bonitos pimpões que, cumprindo as regras, foram devolvidos à água.
A propósito, eu, no mesmo sítio onde um amigo meu pescou um barbo com 20Kg, apanhei um candeeiro aceso. Palavra de pescador!
Boas pescarias!
Texto e fotos: professor José Gonçalves