R. A. T. 7 MMO

SONY DSC(Foto retirada deste site)

Quem à primeira vista não conseguir perceber o que é o dispositivo apresentado na imagem acima, está completamente perdoado. Apesar de parecer uma nave espacial, é um rato de computador. A sério, é mesmo.

O aspeto futurista é dado pela grande quantidade de modificações que é possível fazer. O apoio da palma da mão desliza sobre um carril, podendo ser ajustado ao comprimento da mão do utilizador. As peças laterais podem ser mudadas para se ajustar ao tamanho dos dedos polegar e mindinho, evitando que estes dedos toquem a superfície da mesa. A base do rato tem um sistema de pesos que permite alterar a posição do centro de massa e possui ainda 15 botões programáveis distribuídos pela superfície do dispositivo.

Usa um sensor laser com resolução até 6400 dpi.

É um rato com alma gamer e inclui um plugin para Wold of Warcraft que pemite reprogramar os botões a partir do próprio WoW.

Pronto, já sabem o que me podem oferecer no próximo Natal.

Dia do diploma

SONY DSC

(Clica aqui para veres a reportagem fotográfica completa.)

No passado dia 15 de novembro, à semelhança do que vem acontecendo nos últimos anos, procedeu-se à entrega de Diplomas aos alunos que concluíram, com aproveitamento, no ano letivo 2012-2013, o 12º ano.

Esta é uma cerimónia que olhamos com particular carinho: é altura de rever os nossos alunos, alguns no ensino superior, outros a trabalhar e, infelizmente, alguns que, contra sua vontade, integram a chamada «sociedade nem, nem», isto é, não trabalham nem estudam.

Para celebrar este reencontro a equipa «Artes de Palco», preparou um pequeno (grande) espetáculo, o qual integrou declamação de poemas, interpretação de músicas, devidamente coreografas. O resultado foi extraordinário. O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Mação, Dr. Vasco Estrela, também esteve presente, elogiando o esforço desenvolvido por alunos, pais, professores e Escola para que este evento fosse possível.

Alguns alunos não puderam comparecer, ou porque se encontravam a trabalhar ou porque realizavam frequência no dia seguinte, ou porque…, tendo sido representados pelos familiares.

Nos dias em que vivemos, não nos podemos deixar abater por algumas contrariedades, temos que ser resilientes e, cada vez mais, empreendedores. Como dizia Sebastião da Gama: «Pelo sonho é que vamos».

A Direção do Agrupamento saúda todos os diplomados e famílias, reafirmando que a Escola se mantém de braços abertos para os receber. Só o trabalho em equipa: Professores, Alunos, Encarregados de Educação poderá conduzir a Bom Porto!

Texto: Professora Rufina Costa

Fotos: Professor João Pinheiro

Raspberry Pi – 2

Vimos já a história e filosofia detrás do aparecimento do Raspberry Pi, mas não chega ter um Raspberry para que os utilizadores (potencialmente miúdos) comecem a aprender. No início dos anos 80, na era dos dinossauros da informática, havia livros, artigos, revistas e até programas de rádio e TV que ensinavam os entusiastas a explorar os seus aparelhos.

Na época atual, de FaceBook e conteúdos criados pelos utilizadores, os recursos para o Raspbery Pi estão na internet, criados tanto pelos próprios criadores do Raspberry como pela comunidade cada vez maior de utilizadores.

Alguns dos projetos mais interessantes são, por exemplo, a utilização do XBMC (um software que transforma um PC num centro multimédia completo). XBMC significava inicialmente XBox Media Center, pois foi criado para transformar uma XBox original num sistema multimédia completo. Com o tempo foi evoluindo para o PC e a XBox ficou como um projeto secundário, no entanto manteve o nome original.  O Raspberry é minúsculo, barato e não possui ventoinhas que possam fazer barulho, portanto é o ideal para colocar na sala.

XBMC
XBMC

Um efeito secundário inesperado é a criatividade na criação de caixas. O Raspberry é vendido apenas como uma placa, sem nenhum tipo de caixa, pelo que os utilizadores têm de o utilizar sem caixa, comprar uma das muitas caixas desenhadas especificamente para o Raspberry disponíveis na internet ou inventar a sua própria.

raspberry_pi_ilidio

Raspberry Pi – 1

A Universidade de Cambridge é uma das mais conceituadas universidades do mundo, mas desde há alguns anos se tem vindo a debater com um problema nos cursos de informática. A cada ano que passa os candidatos a estes cursos parecem vir cada vez pior preparados!  O que significa que tem de ser investido mais tempo a ensinar a estes alunos conceitos que já deveriam ter adquirido. Sobra portanto menos tempo para aprender tópicos mais avançados, que fazem a diferença quando as empresas de informática pretendem contratar novos colaboradores. É claro que isto acaba por ter um efeito direto muito mais importante em nós os utilizadores finais: os jogos perdem qualidade, porque não há bons programadores para os fazer!

A Universidade procurou descobrir a razão desta tendência e chegou à conclusão de que se deve ao facto de as crianças terem menos necessidade de “experimentar” os computadores. Quando Bill Gates e Steve Jobs iniciaram as suas fortunas, os computadores eram apenas para “entusiastas” da eletrónica. Os computadores eram vendidos em kits (ou era preciso comprar as peças) e montá-los e programá-los manualmente para funcionarem. Atualmente os computadores são comprados já prontos para ser usados, com uma interface colorida, simples, bonita e cara, que desincentiva os utilizadores a desmontar a máquina e a experimentar.

Iniciou-se assim um projeto para trazer de volta os “bons velhos tempos” em que os utilizadores eram incentivados a experimentar com as suas máquinas. Nasceu o projeto Raspberry Pi.

Raspberry Pi Modelo A
Raspberry Pi Modelo A

Um Raspberry Pi é um dispositivo do tamanho de um cartão de crédito, capaz de realizar as mesmas tarefas de um computador de secretária de entrada de gama, mas produzido de forma a ser de baixo custo.

O modelo A (mais limitado) tem 128 MB de RAM, uma porta USB. O modelo B tem 256 MB de RAM, duas portas USB e uma porta ethernet. Ambos os modelos têm uma porta HDMI e saída vídeo RCA e audio stereo. No lugar de disco rígido possuiu uma ligação a um cartão SD interno. O processador é um ARM 11 a 700 MHz incluído num SoC (System on Chip – todo o sistema está incluído num único chip) que contém também um processador gráfico Videocore 4, capaz de descodificar vídeo em alta resolução.

Todos os componentes foram escolhidos de forma a serem baratos, mas capazes de desempenho aproximadamente equivalente a um PC de secretária e capazes de correr com uma fonte limitada de energia. A alimentação elétrica é fornecida através de uma ligação micro-USB padrão com 5 V, pelo que pode ser alimentada por 4 pilhas AA.

O Raspberry não inclui na embalagem disco, teclado, rato nem monitor. O disco é substituído por um cartão SD que pode ser facilmente trocado (evitando portanto que o sistema fique “bricado”, pois se encravar basta substituir o cartão SD). O monitor é o componente mais caro de um PC, por isso o Raspberry possui uma saída HDMI que lhe permite ser ligado a uma televisão ou monitor recentes e uma saída RCA para ligar a televisões mais antigas.

O dispositivo é compatível com uma série de distribuições linux, existindo na internet muitos recursos, tanto oficiais como de entusiastas, sobre como colocar uma determinada distribuição (versão) de linux no Raspberry Pi. Agora perguntam-se “Linux?! Então e Windows?”. O objetivo do Raspberry é que os utilizadores experimentem e compreendam o funcionamento do sistema, o que não é possível usando um sistema fechado, como o Windows.

Há utilizadores que transformaram o Raspberry em PCs de secretária, servidores, estações multimédia para a sala, colocaram-nos em balões e aviões telecomandados, usaram-nos como partes de um sistema de domótica, etc. O limite é a imaginação 🙂

Windows 8

Ele já anda por aí à solta há largos meses (desde outubro), mas não foi exatamente uma corrida à lojas para ir a buscar o Windows 8. Na verdade bem pelo contrário, faz lembrar quando saiu o Windows Vista, em que os clientes iam à loja ver se podiam TIRAR o Vista e voltar a ter o XP de volta.

Windows 8
Windows 8

Já muitos devem ter pelo menos experimentado o Windows 8 e caso tenham gostado, ficam a saber que são uma pequena minoria.

Tem aspetos positivos, sim senhor, é muito rápido a arrancar, mas mesmo muito rápido. Nem sequer parece o bom velho Windows que demora quase 5 minutos a ficar pronto.

Como é que o Windows 8 consegue ser tão rápido a iniciar? Bem, a resposta é obviamente: batota.

Todas as versões de Windows (e de quase qualquer outro sistema operativo) são bastante rápidas a iniciar quando são novinhos em folha. O problema é que com a utilização e a instalação e desinstalação de programas o sistema operativo vai ficando cada vez mais “pesado” e mais lento a iniciar.

Os tais 5 minutos para arrancar não são um exagero. Um Windows já com algum uso consegue mesmo demorar 5 ou mais minutos a ficar pronto a utilizar. O Windows 8 consegue fazer o serviço muito mais rapidamente. Com o uso também vai ficando mais lento, mas nada que se compare com as “pausas para café” dos Windows anteriores.

O Windows 8 consegue estes tempos extraordinários porque, na verdade, nunca chegar a desligar-se completamente. Quando ordenamos ao Windows que se desligue, o que ele faz é copiar parte da informação em memória RAM para o disco do computador, entrando depois em hibernação. Da vez seguinte não precisa de passar por todos os passos para reiniciar o computador, apenas volta a ler a informação para a memória.

Apenas precisa realmente de reiniciar para instalar algumas atualizações do sistema.

Uma pequena “batota”, mas muito eficaz.

O maior problema do Windows 8 aparece depois de arrancar: o ecrã de início!

É que a barra de tarefas e o botão do windows desapareceram. E os ícones também desapareceram. Na verdade desapareceu todo o ambiente de trabalho! Foi substituído por uma “parede de azulejos interativos”.

A ideia é que o ambiente seja igual no computador de secretária, no tablet e no telemóvel. Até pode ser que seja agradável no telemóvel e no tablet, mas todos se queixam que não faz muito sentido no computador de secretária.

Ainda por cima, as aplicações passaram a ocupar TODO o ecrã e não existe nem barra de menus, nem botões, nem maneira de mudar o tamanho dos programas (nem maneira de os fechar). Há um “modo de compatibilidade” para aplicações “antigas” (ou seja, aplicações do Windows 7) em que aparece o ambiente de trabalho “normal”, com ícones e menus, mas SEM O BOTÃO INICIAR!

Não há mesmo botão iniciar!

Como é que se iniciam os programas sem o botão iniciar?! Bem, é uma autêntica aventura.

Além das alterações de aspeto, há outras coisas que mudaram no Windows 8:

  • O Antivirus Security Essentials é incluído de raiz no Windows;
  • Controlo parental mais avançado, para permitir aos pais controlarem melhor o que os filhos podem ou não fazer no computador;
  • Integração muito próxima com as contas online da Microsoft (Outlook, Skydrive, Skype);
  • Integração com a consola Xbox 360;
  • Acesso a uma loja online onde se podem adquirir programas (alguns gratuitos, outros pagos).

Em março a Microsoft anunciou que ainda durante o ano de 2013 espera disponibilizar uma atualização gratuita, conhecida internamente com o nome de código “Blue” e que será lançada com o nome oficial “Windows 8.1”. Esta atualização estará disponível na loja do Windows 8 para testes a partir de 26 de junho.

Mas há algumas coisas que não mudam, o infame “ecrã azul da morte” que o Windows apresenta quando ocorre um erro fatal, continua a ser azul.

BSOD

Mas se já estão fartos de ecrãs azuis, sempre podem ir para pastos mais verdes.

As 10 tecnologias mais promissoras de 2013

Esta notícia chega-nos sugerida pelo professor João Gonçalves.

Global Agenda Council on Emerging Technologies (Conselho para a Agenda Global sobre Tecnologias Emergentes), parte do World Economic Forum (Fórum Económico Mundial), identificou as dez tecnologias com maior potencial para provocar um impacto significativo na nossa sociedade a curto ou médio prazo.

Isto é, são as tecnologias que é mais provável que venham a ser desenvolvidas, provocando uma alteração nos hábitos de milhões de consumidores de todo o mundo.

As 10 tecnologias são, então, as seguintes:

1. Veículos elétricos online

Apesar dos carros elétricos ainda serem uma novidade já se fala no próximo passo: a distribuição de energia elétrica aos veículos enquanto eles se encontram em movimento, minimizando a necessidade de parar para “abastecer” e aumentando significativamente a autonomia destes veículos. A autonomia dos carros elétricos tem sido um dos principais fatores de crítica à adoção generalizada.

Já estão a decorrer testes com este tipo de carros na Coreia do Sul.

2. Impressão 3D

A impressão 3D, de que já falámos anteriormente aqui e aqui, está cada vez mais próxima da secretária do utilizador comum. Há já várias empresas que comercializam dispositivos de impressão 3D, com preços que se podem comparar aos de uma impressora laser de há uns anos atrás.

Há ainda o projeto Rep Rap, que permite a um utilizador construir a sua própria impressora 3D por cerca de 300€.

3. Materiais autorregeneradores

Imaginem um condutor que ao estacionar raspa com a porta do carro num muro. Normalmente é uma fonte de grande frustração para o condutor, mas os materiais com autorregeneração podem mudar esta situação completamente. Estes materiais, inspirados pelo comportamento dos organismos vivos, são capazes de reparar, sozinhos, pequenos danos.

4. Purificação eficiente de água

Apesar do nosso planeta estar coberto por cerca de 70% de água, na verdade a água disponível para consumo é uma pequena fração. A maior parte da água está nos oceanos e é demasiado salgada para ser consumida. Alguns países têm grandes necessidades de água potável, que apenas conseguem obter a partir da água do mar, retirando-lhe o sal, num processo chamado dessalinização. A dessanilização é um processo relativamente simples, mas caro porque necessita de utilizar muita energia. Estão a aparecer, no entanto, novos métodos de dessalinizar a água de forma muito mais eficiente, o que irá provocar uma grande mudança na qualidade de vida das populações com poucos recursos hídricos potáveis, mas que vivem à beira-mar (como, por exemplo, em pequenas ilhas).

5. Utilização e conversão do dióxido de carbono

O dióxido de carbono é apontado como um dos principais responsáveis do aquecimento global e têm-se procurado formas de diminuir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Até ao momento ainda não há nenhuma tecnologia que consiga realmente resolver este problema, mas há algumas que se apresentam como cada vez mais viáveis.

6. Nutrição melhorada

O desenvolvimento de técnicas de análise do genoma permite compreender melhor as necessidades nutritivas do ser humano. Podem assim ser criados suplementos alimentares melhor adaptados às reais necessidades de cada indivíduo, promovendo uma melhor qualidade de vida e diminuindo as doenças provocadas por erros alimentares.

7. Sensores remotos

Esta área, bastante genérica, tem sofrido uma enorme evolução nos últimos anos e não mostra sinais de abrandar o seu ritmo de desenvolvimento. Os sensores remotos permitem captar informação à distância (desde alguns centímetros até muitos quilómetros,  dependendo do sensor). Permitem, por exemplo, na área das ciências médias, detetar o ritmo cardíaco ou a pressão arterial de um indivíduo e agir em caso de necessidade. Também podem ser usados entre veículos para trocarem informação sobre o estado da estrada ou para detetar lençóis de água subterrânea, etc.

8. Distribuição precisa de medicamentos através de nanotecnologia

A nanotecnologia (construção de dispositivos mecânicos tão pequenos que apenas podem ser vistos ao microscópio) pode vir a permitir a entrega de medicamentos apenas nos locais e às células que deles precisem. Atualmente quando recebemos um medicamento este espalha-se por todo o nosso corpo, chegando a todas as células, quer precisem desse medicamento ou não. Isto é um grande desperdício de medicamentos e pode provocar até alguns efeitos secundários.

9. Circuitos fotovoltaicos orgânicos

Os circuitos eletrónicos que usamos atualmente baseiam-se na utilização de silício. Apesar de o silício ser um material bastante barato, o processo de construção dos circuitos é bastante complexo e dispendioso. Usando materiais orgânicos será possível obter um tipo de circuitos eletrónicos equivalentes mas a um custo muito mais baixo, pois poderão ser até criados por uma simples impressora de jato de tinta (usando um tinteiro com uma “tinta” especial, claro). Espera-se que esta tecnologia permita, por exemplo, criar de forma muito barata os coletores de energia solar, acelerando muito a adoção desta fonte de energia e diminuindo o consumo de combustíveis fósseis.

10. Reatores nucleares e reciclagem de lixo nuclear

A energia nuclear já é usada há mais de 50 anos, mas sempre com grande perigo (Chernobyl, Fukushima), com grandes custos e criando um tipo de lixo muito difícil de tratar (lixo nuclear).

Uma nova geração de reatores promete ser mais segura, mais simples e gerar lixo nuclear em menor quantidade e menos perigoso, reutilizando até algum lixo dos reatores mais antigos.

E tu? Tens alguma ideia de qual vai ser a próxima tecnologia que vai revolucionar o mundo?

Fontes:

http://forumblog.org/2013/02/top-10-emerging-technologies-for-2013/

http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/dez-tecnologias-emergentes-para-2013-1585260

Professor Ilídio Vicente

A impressão 3D e o carpinteiro da África do Sul

Rich Van As é um carpinteiro da África do Sul. Não consta que seja um carpinteiro especialmente dotado, nem que seja possuidor de nenhuma outra característica que o viesse a tornar conhecido. Excepto, talvez, força de vontade. Na verdade tudo indicava que Rich Van As seria para sempre um nome desconhecido de todos os mais de 7 000 milhões de habitantes do planeta, exceptuando, é claro, o seu círculo de familiares e amigos na África do Sul. Nada vinha a indicar que nós alguma vez nos iríamos cruzar com o nome deste carpinteiro.

Rich e Ivan
Rich e Ivan

Muito menos havia a indicação que Rich viria a conhecer Ivan Owen, um técnico de efeitos especiais da cidade de Bellingham, no estado de Washington, Estados Unidos. Na verdade viviam quase no outro lado do mundo, um do outro. Ivan é um apreciador de ficção científica. Em abril de 2011 participou numa convenção de ficção científica usando um fato com alguns “apetrechos tolos” inventados por ele. Os apetrechos fizeram imenso sucesso entre os restantes participantes da convenção.  Ivan até fez um vídeo a mostrar o seu dispositivo.

Rich, o carpinteiro da África do Sul, não sabia absolutamente nada sobre Ivan e o seu gosto por ficção científica. E continuava sem saber nada disto no dia em que, ao cortar uma tábua na carpintaria, um movimento mal calculado colocou os seus dedos na frente de uma serra de corte, que lhe cortou os quatro dedos da mão direita. Não sendo homem de desistir, Rich decidiu comprar uma prótese para substituir os dedos cortados. Pesquisando na Internet, conseguiu encontrar uma empresa que produzia uma prótese indicada para a sua situação. Infelizmente a prótese custava alguns milhares de euros, tanto quanto um pequeno carro. Era impossível para um modesto carpinteiro conseguir juntar dinheiro suficiente para comprar a prótese.

Foi então que Rich, por acaso, viu o vídeo de Ivan com a “garra” que fez para a convenção de ficção científica.

Passado pouco tempo, Ivan recebeu um e-mail do carpinteiro Rich, a pedir-lhe ajuda para construir uma prótese…

Mais de um ano após este e-mail, Rich tem uma prótese nova, com um custo muito inferior ao pedido pela empresa especializada em próteses.

Não só isso, mas há também uma criança de 5 anos, o Liam, que nasceu sem dedos na mão direita, que usa também uma prótese construída pelo Rich e Ivan, com um custo aproximado de 110 € (ou 150 $).

Além do Liam, há já outras pessoas, um pouco por todo o mundo, a usar estas próteses do Ivan e do Rich.

Prótese de Liam
Prótese de Liam

Na construção das próteses, Rich e Ivan esforçam-se por usar materiais fáceis de encontrar. Isto é, usam porcas e parafusos que se possam encontrar facilmente em qualquer loja de ferragens e não utilizam nenhuma forma de dispositivo electrónico.  Todas as próteses são movidas usando a energia do próprio utilizador.

Mesmo assim, há algumas peças que têm de ser especialmente construídas, mas mesmo nesse caso utilizam um método rápido, barato e extremamente eficaz. A impressão em 3D.

A impressão 3D (de que já tínhamos falado aqui no Verde Horizonte On Line: http://verdehorizonteonline.com/2010/05/25/impressoras-3d/) funciona basicamente como a impressão “normal” mas, em vez de se usarem tintas numa folha de papel, é usado plástico derretido para formar objetos tridimensionais.

Assim, usando modelos criados em computador, podem desenhar e “imprimir” as peças necessárias para construir as próteses.

As próprias impressoras 3D podem ser construídas por quem tiver algum jeito para a Educação Tecnológica e electrónica, por umas poucas centenas de euros (cerca de 300€).

Mas Rich e Ivan fizeram algo ainda mais importante. Libertaram a ideia! Não registaram nenhuma patente, nem pedem dinheiro a quem precisar das suas próteses. Muito pelo contrário, disponibilizaram toda a informação necessária e dão apoio para que qualquer pessoa possa construir a prótese que necessitar.

Este é o espírito open source.

Mais informação:

Artigo da Popular Science (em inglês): http://www.popsci.com/diy/article/2013-02/how-two-makers-built-customizable-new-prosthetic-hand-150-and-changed-boys-life

Blog de Ivan e Rich sobre o seu projeto (em inglês): http://comingupshorthanded.com/

Texto: professor Ilídio Vicente

Respostas aos passatempos do Horizontes 10

Aqui ficam as respostas aos passatempos publicados no jornal Horizontes número 10, de dezembro de 2012.

Pág 18: Teste os seus conhecimentos

  1. A
  2. B
  3. A
  4. C
  5. A
  6. C
  7. C
  8. B
  9. B
  10. C
  11. C
  12. A
  13. A
  14. C
  15. A

Pág. 19: O Encanto da Matemática

horizontes10-matematica-respostas

Pág. 19: Objetos sobrepostos

1ª imagem: peixe, caneta, escova de dentes

2ª imagem: agrafador, maçã, chave inglesa

3ª imagem: calculadora, serrote, barco

Pág. 19: Peças da moto

Resposta: opção C