Nas asas da poesia…

A PEDRA

O distraído, nela tropeçou,

O bruto a usou como projétil,

O empreendedor, usando-a construiu.

O campónio, cansado da lida,

Dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou,

Já Davi matou Golias…

Por fim,

O artista concebeu a mais bela escultura.

E em todos esses casos,

A diferença não esteve na pedra.

Mas, no Homem.

 António Pereira

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A magia de Natal

   Estava quase a chegar o Natal. A Carolina, o Afonso e os pais montavam a árvore de Natal. A meio da tarde, decidiram ir preparar um lanche quando, repentinamente, entrou porta adentro Pimpão, o gato, correndo atrás de Mami, o rottweiler. Ambos circulavam freneticamente à volta da árvore quando… Pum! Caíram todos os enfeites… Splash! Todos os brinquedos ficaram estragados… Catrapus! A linda árvore estatelou-se no chão… Que confusão! Que desastre! Estaria tudo estragado?

   De repente, os membros da família ouviram uma voz vinda do nada. Alguém rezingava:

   – Ai, as minhas costas! Já estão velhas para reboliços! Que dor! – lamentava-se a árvore.

   – O que é isto? De onde vem este som? – perguntou aflita a Carolina.

   – Como o país anda, há de ser a árvore de Natal! – gracejou o Afonso.

   – Nós vamos ver se a vizinha caiu! – exclamaram os pais em coro – Parece a voz da pobre senhora do andar de cima!

   As crianças olhavam boquiabertas uma para a outra quando, subitamente, ouviram um chamamento:

   – Psiu! Psiu! Psiu! Ei, aqui! Sou eu, a árvore de Natal. – declarou ela.

   – O quê?! Será possível?! – interrogaram-se os dois irmãos com grande espanto.

   – Eu sei que para vós isto deve ser estranho, mas eu preciso de ajuda. Já! – ordenou  furiosa  a árvore de Natal.

   – Para quê? – perguntaram as crianças.

   – Porque se não me montarem rapidamente não vão ter prendas no Natal! – replicou irritada a Natalícia (nome que as crianças deram à árvore).

   Ao ouvirem isto, os irmãos, muito tristes, começaram a chorar copiosamente e quando uma única lágrima de Carolina caiu na Natalícia… Ah! A árvore de Natal pôs-se em pé… Oh! Todos os brinquedos se consertaram… Bravo! Todos os enfeites cintilavam na árvore…!

   Ao reentrarem em casa, os pais de Carolina e Afonso nem se aperceberam do que se tinha passado, pois o ambiente era de harmonia e tranquilidade. Tudo estava no devido lugar!

   Finalmente, as crianças iriam receber os tão desejados presentes, tudo graças à magia de Natal!

Anaísa, 5ºC

Conmemoración del Día de los Muertos en el Instituto de Mação

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 Los días 1 y 2 de noviembre se celebra el Día de los Muertos en la comunidad hispanohablante. Los orígenes de la celebración del “Día de los Muertos” es México. Aunque en la era prehistórica era común la práctica de conservar los cráneos como trofeos y mostrarlos durante los rituales que simbolizaban la muerte y el renacimiento, en la actualidad, para los mexicanos, la muerte no tiene las connotaciones morales de la religión católica donde predomina la tristeza ya que se hacen fiestas en honor a los muertos con altares que honran a los que partieron, donde están presentes las comidas preferidas de los muertos, dulces y algunos símbolos como pan de muertos. También se toca la música preferida de los fallecidos. Esta fecha se celebra con alegría, color, música y comida.

   Así como se celebra en los países hispanohablantes, tampoco en nuestro instituto dejamos pasarlo en blanco. Puesto esto, entre los días 31 de octubre y 4 de noviembre, fue hecha en nuestro instituto una exposición de calaveras y cartulinas alusivas al “Día de los Muertos”.   Los alumnos del 9ºB, 10ºA, 11ºB/C y 12ºB elaboraron calaveras con los más diversos materiales y buscaron hacerlas alegres, coloridas y diferentes. Además de las calaveras, estos alumnos realizaron trabajos en cartulinas donde explicaron el origen de la tradición, así como las conmemoraciones de esta fecha.

   Una vez más, los alumnos de español intentaron crear un día diferente en nuestro instituto, dando a conocer a todos un poco de la cultura hispanoamericana. El mismo día, los alumnos de francés elaboraron una exposición sobre la “Fête de la Toussaint”.

                                                                                               Professora Liliana Correia

A criança que fui

A criança que fui
Adormeceu
Entre as paredes da minha alma
É chama
Que se apagou
E não mais vislumbrei
Primavera que morreu
Nos sonhos que em mim lavrei
É pássaro ferido
No seu ninho aconchegado
Um poema esquecido
Pelas memórias há muito rasgado.

A criança que fui
Adormeceu
Não mais a consegui acordar
Mas ainda a procuro no peito
Em silêncio
Enquanto continuo a caminhar…

Clara Almeida

Infância

Há um lugar mágico
Que cada um guarda dentro de si.
Um país
De fantasia
Onde a inocência ainda é livre.
Um país
Com as cores do arco-íris
A força do Sol
E a pureza da Lua
Um lugar
Onde os homens
Brincam
Acreditam
E mostram a sua alma nua…
Um reino
Onde só nós somos reis
Onde cada gesto
É uma promessa
Um mundo frágil e puro
Onde ninguém tem pressa
De crescer!

Clara Almeida

Diálogo

– Por cada letra,

Por cada verso,

Por cada quadra que faça

Por cada estrofe,

Por cada poema,

No meio, há sempre uma borracha.

– Eu sei, eu bem sei:

Sei que o dom vai e vem.

Sei que a imaginação passa,

Mas também sei que ela me tem.

– E eu bem sei o que é um dom…

O da escrita, pouca gente o tem.

E veias com versos… ainda há mais gente aquém.

Pena é que muita gente olhe a poesia com desdém…

– Não sei o que podem ter contra:

É um poema, tem vida!

Nem todos o conseguem criar,

Apreciem esta escrita!

– A poesia é uma forma

De nos podermos expressar.

Este diálogo foi um modo

De vos pôr a pensar.

 Amélia Silva, 8ºB

Sonho

– Porquê?

Porquê agora, porquê a mim?

Por que é que a vida tem de ser assim?

Não quero ter de acordar,

Ver o meu corpo no espelho.

Não me quero sentir pesado,

Sentir que vivo no passado.

Não!

Quero ser leve, quero voar

Quero ser alado, quero sonhar.

– Eu não te entendo,

Apenas te percebo.

Apenas sei que queres liberdade.

Queres ver o mundo como eu o vejo

Queres voar, ter mais felicidade.

– Felicidade?

Onde, se eu apenas sinto desconforto?

Ninguém concorda comigo.

Isto mais parece um sufoco!

Quero voar: não tenho asas.

Quero sentir as nuvens, não consigo…

Quero ser como tu!

– Vendo a tua reação

Não consigo dizer que não.

Se voar é o teu querer,

É isso que te vou oferecer.

Deixo-te as minhas asas

E com elas as minhas penas.

Agora voa: vê o mundo

Voa e canta com as borboletas!

Amélia Silva, 8ºB

O Mistério da Sapatilha Cor-de-rosa

   No dia 7 de junho, transportada pelas asas da fantasia e confortavelmente instalada na sua carruagem de abóbora dourada, Cinderela, a cintilante protagonista de uma noite deslumbrante, viajará rumo ao palco do Cineteatro de Mação.

   Ao soarem as doze badaladas, irá entrar numa corrida contra o tempo para que o príncipe encantado não conheça, de forma alguma, a magia que nela foi operada pela fada madrinha.

   A aparatosa corrida fá-la-á perder pelo caminho não o delicado sapatinho de cristal mas uma “sapatilha cor-de-rosa”, única pista deixada ao nobre jovem encantado. Irá este encontrar a sua amada?

   Numa adaptação da história dos irmãos Grimm aos nossos dias, esta espécie de Cinderela “modernaça” não é nem uma princesa nem uma criada da madrasta e das irmãs, mas sim uma tímida aluna que pretende ir a um casting para cantar ao lado da sua estrela rock preferida, vista como um verdadeiro príncipe pelas jovens da escola. Este génio do estrelato musical procura nada mais, nada menos, do que a sua “voz gémea”.

   Num enredo onde predominam o sentido de justiça, o respeito, a honestidade, a perseverança e a responsabilidade, valores que visam combater uma nova realidade – o bullying -, o cenário e o contexto deste musical irão adaptar-se aos novos tempos num grande sarau de final de ano letivo.

   Esta adaptação far-se-á não em termos de dimensão, mas sim de vontade e dedicação de professores e alunos desta escola.

  Ao abrir da cortina, mudanças surpreendentes irão ocorrer, mas… para saberes o resto da história, basta estares presente, às 21:00 horas, no local onde “TUDO PODE ACONTECER…”.

A equipa do Clube Artes de Palco

Agrupamento Verde Horizonte Lança DVD

   Segundo Confúcio, “A educação do Homem deve começar pela poesia, ser fortificada pela conduta justa e consumar-se na música”. Eis um motivo que leva o Agrupamento Verde Horizonte a convidar toda a comunidade educativa a participar no seu Projeto DVD.

   Esta atividade, que visa a gravação, edição e lançamento de um trabalho discográfico em formato DVD Musical, envolverá toda a comunidade educativa: alunos, pessoal docente e não docente e encarregados de educação.

   “Cancioneiro Popular – Um tesouro a descobrir” será a temática deste DVD, que incluirá músicas tradicionais portuguesas, com arranjos atuais, onde cada participante terá uma experiência, eventualmente única, de participar numa gravação em estúdio adaptado, com microfones, auscultadores, projetores…

   O espetáculo de lançamento deste projeto, que coincidirá com a Sessão de Abertura da Semana Cultura do Agrupamento, terá lugar no Cineteatro de Mação, onde se reunirão todas as turmas do Agrupamento, desde a simplicidade e candura das crianças do Jardim de Infância até à plenitude e retidão dos alunos do décimo segundo ano de escolaridade.

   Para além de um documentário sobre a escola, entrevista ao Sr. Presidente da Câmara, entrevistas a alunos e testemunhos de professores e Diretor do Agrupamento, no DVD serão também incluídos videoclips das Canções, filmados aquando da captação das vozes. O DVD far-se-á acompanhar ainda de um poster/booklet, com as fotografias dos grupos participantes no projeto.

   A experiente editora “Clave de Soft”, que conta com o apoio do Ministério da Educação e Ciência e que foi reconhecida como “Projeto de Interesse Cultural”, será a responsável pela edição do mesmo.

   Sabendo que compete a todos os educadores despertar nas crianças e jovens “a alegria de trabalhar e de conhecer”, termino deixando no ar esta bela afirmação de Vítor Hugo: “A música é o verbo do futuro”!

A profª: Cidália Gonçalves