Objetivos

 

Mar Português

“Mar Português” é um dos mais belos poemas da Mensagem de Fernando Pessoa, que se engloba na segunda parte: Mar Português, curiosamente o título do poema… É um poema bastante interessante e com uma qualidade inigualável.

Os versos “Valeu a pena? Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena” remetem para o sofrimento das mães que choraram a partida dos seus filhos, “quantas mães choraram”; para os filhos que rezaram para que os seus pais regressassem a casa vivos e de saúde, apesar de muitas vezes ser em vão, “Quantos filhos em vão rezaram” e para as futuras noivas, que não tiveram a oportunidade de se casar, devido à morte dos seus amados e futuros maridos, “Quantas noivas ficaram por casar”. Infelizmente, o que foi referido anteriormente foi uma realidade, que provocou um grande sofrimento a todos aqueles que tinham familiares e amigos a bordo.

Será que valeu a pena tanto sofrimento de modo a obter os objetivos? No meu ponto de vista, tudo vale a pena, porque para se alcançar algo de grandioso na vida é necessário sofrimento e espírito de sacrifício e, no final, a recompensa é superior a tudo o resto. Por exemplo, se lutarmos por aquilo que queremos chegaremos sempre ao objetivo final e quando se olhar para trás será possível verificar que valeu a pena todo o sofrimento. A insistência é algo muito positivo porque, por exemplo, se abdicarmos dos objetivos, haverá um arrependimento do que poderia ser feito e não foi.

Em suma, no meu ponto de vista, o esforço e a coragem para obter o que se quer é sempre algo muito positivo. É claro que tudo na vida implica sofrimento e dor, mas a recompensa será muito maior e vantajosa e, no fim, “Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena”.

 

Daniel Patrício, 12ºA

Anúncios

Escrita criativa

E-konomista

 

Um gesto de simpatia

 Numa manhã de primavera, pelas 8:30, as rádios RFM e Comercial decidiram juntar-se para fazer um gesto em torno das pessoas que estão no trânsito muito sonolentas. Nós vínhamos no autocarro para a escola e ouvimos na rádio, para acenarmos à pessoa ao lado, para que todas as pessoas estivessem em união e fizessem novas amizades. Todos começaram a acenar uns para os outros, a rir.

E foi assim que nos tornámos amigos e fizemos muitas mais amizades naquele trânsito e naquele autocarro.

Nós achámos que aquele gesto muito objetivo foi muito importante, pois era algo fora da realidade e não estávamos habituados a esse determinado gesto, e sem aquele gesto nós provavelmente não seríamos amigos. Pensamos que este gesto mudou a vida de muita gente, pois foi um gesto de simpatia, boa educação e alegria. E, se este gesto não tivesse acontecido, nós e muitas outras pessoas que aderiram ao gesto, não teríamos feito novas amizades ou até algo mais a unirmo-nos.

Para concluir, com um simples gesto pode mudar o dia de muitas pessoas, como a nós mudou.

Faça a diferença acene, sorria, faça algum gesto diferente. Mude o dia de alguém.

 

 Miguel Pedro e Joana Delgado, 8B

Desporto escolar – Danças Urbanas 2018/2019

 

No dia 8 de maio, em Caxarias, os dois grupos de Atividades Rítmicas Expressivas participaram no Encontro Final, onde estiveram presentes todos os grupos da Lezíria e Médio Tejo (9 grupos), onde se partilharam experiências, coreografias e muita dedicação por esta modalidade maravilhosa que é a DANÇA.

Ao longo deste ano letivo de 2018/2019, estes grupos-equipa foram incansáveis para conseguir participar nos vários eventos escolares. Desde a Noite da Excelência, o Sarau Final, o Dia da Dança, a Formação de Juízes, os Encontros e Competições do Desporto Escolar, até aos Regionais do Desporto Escolar, foram realizadas muitas horas de treino, sempre com empenho e motivação para fazer chegar o nome da nossa escola o mais longe possível.

Parabéns a todos os Juízes-árbitros e a todas as alunas que participaram nestes grupos- equipa!

 

“A dança é a linguagem escondida da alma.”

Martha Graham

 

Professora Eva Patrício

Resultados do Desporto Escolar – Natação

Resultados – Desporto Escolar de Natação – 2018-2019

Ao longo do ano letivo foram realizados quatro encontro competitivos locais, tendo o último sido realizado nas piscinas Municipais de Abrantes, no dia 8 de maio de 2019, momento competitivo que consagrou os alunos da Escola Básica 2,3 Ciclos com Ensino Secundário de Mação em 3º Lugar, numa prova de grupo, Estafetas.

Do Ranking final, que contabilizou a participação de 45 escolas, da Lezíria e Médio Tejo, foram conseguidos pelos nossos alunos 6 primeiros lugares, 4 segundos lugares e 1 terceiro lugar no escalão Masculino. No escalão feminino a escola subiu ao pódio no primeiro lugar por 2 vezes. Num total, a escola subiu ao pódio 13 vezes. Apesar dos resultados, conseguidos com todo o mérito, esforço e dedicação dos alunos da Escola Básica 2,3 Ciclos com Ensino Secundário de Mação, apenas se prevê a entrega de medalhas aos alunos que participaram em provas de 50 metros e acima destas distâncias.

Com lugares de pódio destacam-se assim os seguintes alunos: Syokan Petrov, 00:18.23 na prova de 25m Pernas Livres, escalão Infantil B – 1º Lugar em competição com 10 atletas; Syokan Petrov, 00:20,55 na prova de 25m Pernas Costas, escalão Infantil B – 1º Lugar em competição com 10 atletas; Francisco Oliveira, 00:16.73 na prova de 25m Livres, escalão infantil B – 2º Lugar em competição com 56 atletas; Francisco Oliveira, 00:22.27 na prova de 25m Mariposa, escalão infantil B – 1º Lugar em competição, sendo o único atleta em prova; Francisco Oliveira, 00:35.61 na prova de 50m Livres, escalão infantil B – 3º Lugar em competição com 15 atletas; Bernardo Fontes, 00:19.04 na prova de 25m Costas, escalão Iniciado – 1º Lugar em competição com 37 atletas; Bernardo Fontes, 00:16.55 na prova de 25m Livres, escalão Iniciado – 2º Lugar em competição com 40 atletas; Pavlo Nazarchuk, 00:15.59 na prova de 25m Mariposa, escalão Juvenil – 1º Lugar em competição com 4 atletas; Pavlo Nazarchuk, 00:34.17 na prova de 50m Costas, escalão Juvenil – 2º Lugar em competição com 9 atletas; Amadeu António, Guilherme Matos, Francisco Oliveira, Rodrigo Loureiro, 1:12.89 na prova de 4x25m Livres, escalão infantil B – 1º Lugar em competição com 7 equipas; Soykan Petrov, Guilherme Matos, Francisco Oliveira, Rodrigo Loureiro, 1:18.82 na prova de 4x25m Livres, escalão infantil B – 2º Lugar em competição com 7 equipas; Marta Matos, 00:27.05 na prova de 25m Bruços, escalão Juvenil – 1º Lugar em competição com 3 atletas; Nicole Duarte, 00:23.87 na prova de 25m Mariposa, escalão Juvenil – 1º Lugar sendo a única atleta em prova.

De todos os alunos que representaram a escola nos vários encontros locais, apenas o aluno Pavlo Nazarchuk, escalão Juvenil, foi apurado para representar o Agrupamento de Escolas Verde Horizonte de Mação nos Regionais de Natação. Fase competitiva realizada em Vila Franca de Xira, no dia 15 de maio de 2019. Note-se que, nesta fase, apenas participam alunos dos escalões de iniciado e juvenil em provas de nível 3 (de 50m, 100 e 200m). Caso fosse possível a participação de todos os escalões (não vejo porque se continua a permitir apenas a participação dos escalões Iniciado e Juvenil, até hoje continuo sem perceber! NÃO É O DESPORTO ESCOLAR PARA TODOS?), teríamos tido nos regionais de Natação, porventura, todos os alunos que subiram ao pódio até à terceira classificação.

Nos Regionais, segundo o aluno Pavlo Nazarchuk, escalão Juvenil, pela motivação e todo o envolvimento duma competição que reuniu mais de 150 alunos, foi possível superar-se e melhorar os seus resultados. Na prova de 50m Costas o aluno alcançou a 8ª posição, num total aproximado de 60 atletas; na prova de 50m Livres o aluno alcançou a 11ª posição num total aproximado de 80 atletas e na prova de 50m Mariposa o aluno alcançou a 18ª posição em 50 participantes.

Ao Pavlo e a todos os alunos envolvidos no Desporto Escolar de Natação um GRANDE BEM HAJA.

 

 

Professora Cláudia Olhicas de Jesus

 

 

 

 

Projetos eTwinning no AEVH

Este ano, os alunos dos 7º e 9.º anos foram desafiados a participar em projetos eTwinning criados e propostos pela professora de Inglês, Ana Sofia Pereira, porque era importante levar estas turmas a fazerem atividades diferentes e a darem o seu melhor. Para os alunos, o facto de poderem colaborar com colegas de outras escolas da Europa foi o incentivo de que esperavam para meterem mãos à obra e se superarem.

Como refere a respetiva página oficial, o eTwinning é a comunidade de escolas da Europa que disponibiliza uma plataforma para que os profissionais da educação (educadores de infância, professores, diretores, bibliotecários) que trabalham em escolas dos países europeus envolvidos possam comunicar, colaborar, desenvolver projetos e partilhar; em suma, sentir-se, e efetivamente ser, parte da mais estimulante comunidade de aprendizagem na Europa.” Neste contexto, foram desenvolvidos dois projetos – um para cada ano de escolaridade.

No projeto do 7º ano – “The People in Our History – You Can Be a Hero, too!” – também inserido no Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, foi dado destaque aos portugueses que se distinguiram nas diferentes áreas do saber que os alunos estudam na escola. Assim, com a ajuda de alguns dos seus professores, os alunos pesquisaram sobre as vidas de personagens como Fernando Pessoa, José Saramago, D. Catarina de Bragança, Aristides de Sousa Mendes, Vasco da Gama, Bartolomeu Dias, Orlando Ribeiro, Pedro Nunes, Amato Lusitano, Bartolomeu de Gusmão, Álvaro Siza Vieira, Paula Rego, Amália Rodrigues, Cristiano Ronaldo e Rosa Mota, entre outros. Depois criaram vídeos sobre eles e, por fim, criaram jogos de Kahoot! para que os parceiros dos outros países os pudessem jogar e aprender sobre os muitos portugueses que fizeram história por todo o mundo e que muito nos orgulham.

 

Se quiserem espreitar os vídeos, usem este QR Code.

Já os alunos do 9º ano desenvolveram o projeto “We Wear What We Sing”, em parceria com as disciplinas de EC-DT, Geografia e Educação Visual, também no âmbito dos projetos dos respetivos Planos de Turma e do projeto “Educar para a Sexualidade e Afetos”. Nele, os alunos escolheram partes de canções em língua inglesa com que se identificavam e criaram T-shirts com essas frases e com ilustrações. Depois criaram vídeos sobre os cantores/ bandas e sobre as canções. Por fim, também quiseram criar jogos de Kahoot! para testarem os conhecimentos musicais dos seus parceiros.

Podem ver todos os vídeos usando este QR Code.

Para os alunos foi importante ver tudo o que já conseguem fazer com a língua inglesa e, claro, também gostaram de conhecer colegas de outros países, com quem têm trocado emails. Esperamos que estas amizades agora criadas se possam prolongar pela vida e, para o ano, novos desafios estarão à espera dos mais valentes.

 

Professora Sofia Pereira

 

 

A robótica na sala de aula

Estado de arte da Robótica Educativa – Portugal

São vários os eventos realizados a nível nacional, uns mais apetecíveis que outros. Desses, vamos salientar alguns:

– Festival Nacional de Robótica – é um festival que se realiza desde 2001 em várias regiões do país. É promovido pela Sociedade Portuguesa da Robótica. Em que decorrem várias competições, nomeadamente: Condução Autónoma, Seguimento de Pistas, Freebots, Robot@factory, entre outras.

– O Micromouse Portuguese Contest – Uma organização da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, através do seu Núcleo de Robótica (EEC-NEUTAD), com o Apoio da SPR.

– Roboparty – realiza-se todos os anos na Universidade do Minho – Guimarães. Promovido pelo departamento de Eletrónica. É um evento direcionado para “principiantes” nesta área do conhecimento.

– MicroRato – realiza-se na Universidade de Aveiro.

– RobôOeste – está toda uma equipa disponível para receber e apoiar qualquer pessoa/escola que queira enveredar nesta área. Para além desta disponibilidade diária, existe um grupo de alunos, professores, psicólogos que apoiam os seus alunos quando participam nas competições, quer nacionais, quer internacionais, pois, a Escola S. Gonçalo é uma referência a nível nacional e internacional nesta prática.

Estes são alguns exemplos de onde se pode vislumbrar mais em pormenor todas as competências inerentes ao uso da robótica educativa, nomeadamente: camaradagem, o poder de comunicação, interajuda, aprender com o erro, o trabalho colaborativo, a partilha de conhecimentos, assim como, muitas outras valências, já relatadas anteriormente.

Na nossa visita à RobôOeste em Torres Vedras, todo este ambiente foi absorvido por nós. Ali não existiam apenas alunos a quererem competir, para terem um prémio no final, mas, muitas outras vivências estavam em crescimento, sem que os participantes se apercebessem dessa realidade.

Conclusão:

Em termos de conclusão deste trabalho apraz-me dizer o seguinte:

Vários são os estudos que comprovam a robótica como uma nova ferramenta de estímulo à aprendizagem, mesmo em alunos com algumas dificuldades, então porque é que esta nova metodologia não é mais recorrente em sala de aula? Em Portugal desde há 2 décadas sensivelmente que o ensino se vem deteriorando, quer em termos de aprendizagens quer em termos de indisciplina em sala de aula, então porque não “acarinhar” mais os jovens e adultos que querem implementar nas escolas estas ferramentas?

Um dos conceitos que considero pertinente é o seguinte:

“A educação lúdica, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do adolescente, possibilita um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito de uma prática democrática, enquanto investe numa produção séria do conhecimento. Sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio.” Segundo Vargas et al. citando Albuquerque (2009) [8] Ora, se a brincar se aprende, porque não colocarmos os nossos jovens a brincar? Porque não tirarmos o maior proveito desta “revolucionária” ferramenta para contribuirmos para o sucesso dos nossos alunos?

Após todas estas questões levantadas, só gostaria de deixar umas últimas frases para reflexão, que são as seguintes:

Segundo Azevedo et al. “Através deste trabalho em equipa, é possível socializar alunos antes isolados de seus colegas por causa de fatores como timidez, diferenças sociais, desnivelamento escolar, bullying, deficiências físicas ou neurológicas entre outras. Estimulando o respeito, a compreensão e a amizade entre os discentes.” [3]

Os mesmos autores continuam: “Outro benefício muito visível com o uso da robótica educacional é o aumento da autoestima do aluno, que sente orgulho ao ver que é capaz de construir um robô e resolver problemas.” [3]

Para finalizar, “Ao término da aula, pode ser trabalhado nos alunos o senso de organização pedindo que eles desmontem os robôs e guardem as peças nos devidos locais.”[3]

Todas estas afirmações deixam-nos a pensar, se vale ou não a pena modificarmos a nossa forma de ensinar, para assim, contribuirmos de uma vez por todas para o sucesso dos alunos.

Bibliografia/Webgrafia

[1] Pinel, H.: Seymour Papert: o Construcionismo, Uma pequena Bibliografia, 2004 Disponível em: http://www.neaad.ufes.br/subsite/psicologia/obs08papert.htm, Acesso em: 10/05/2013

[2] Papert, Seymour. Logo: computadores e educação. São Paulo: Editora, Brasiliense,

1985.

[3] Azevedo, S.; Aglaé A.; Pitta R.: Minicurso: Introdução a Robótica Educacional.

Disponível em:

<http://www.sbpcnet.org.br/livro/62ra/minicursos/MC%20Samuel%20Azevedo.pdf> Acesso em:10/05/2013.

[4] Papert, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artmed, 2008.

[5] Da Silva, A. F.; Guerreiro, A.M.G.; Agaé, A.; Pitta, R.; Gonçalves, L.M.G; Aranibar, D. B.: Utilização da Teoria de Vygotsky em Robótica Educativa, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil. Disponível em:

<http://www.niee.ufrgs.br/eventos/RIBIE/2008/pdf/utilizacion_teoria_vygotkski_robotica.pdf> Acesso em:10/05/2013.

[6] Azevedo, S.; Aglaé A.; Pitta R.: Minicurso: Introdução a Robótica Educacional.

Disponível em:

<http://www.sbpcnet.org.br/livro/62ra/minicursos/MC%20Samuel%20Azevedo.pdf> Acesso em:10/05/2013.

[7] Ribeiro, C., Coutinho, C., Costa, M.F.: Robôcarochinha: um estudo sobre robótica educativa no ensino básico, V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, Universidade do Minho, 2007 Disponível em: <http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/8550> Acesso em: 14/05/2013

[8] Vargas, M.N., Menezes, A.G.C., Massaro, C.M., Gonçalves, T.M.: Utilização da robótica educacional como ferramenta lúdica de aprendizagem na engenharia de produção: introdução à produção automatizada, XL Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia, Belém – PA,  Brasil, 2012 Disponível em:

<http://www.abenge.org.br/CobengeAnteriores/2012/artigos/104401.pdf>. Acesso em: 13/05/2013

[9] Miranda, J.R., Suanno, M.V.R.: Robótica Pedagógica: prática pedagógica inovadora, IX Congresso Nacional de Educação – EDUCERE, III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia, Brasil, 2009 Disponível em : <http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/3534_1980.pdf> Acesso em: 13/05/2013

[10] Júnior, N.M.F., Carla K.V., Francisco, T.H.A.: Robótica educacional e a produção científica na base de dados da capes, http://www.revistareid.net/revista/n4/REID4art2.pdf, Brasil, 2010 Disponível em: http://www.ujaen.es/revista/reid/revista/n4/REID4art2.pdf, Acesso em: 14/05/2013

 

Professora Fátima Santos

A robótica na sala de aula

 

Quais as melhorias que a robótica trouxe à sala de aula?

Segundo (Ribeiro et al. 2007)[7] as potencialidades da robótica educativa no processo Ensino/ Aprendizagem estão organizadas em várias vertentes que são as descritas em seguida:

1º Motivação e entusiasmo dos alunos – segundo estes autores e recolhidos alguns relatos de alguns investigadores, dizem que a robótica por si só já é motivadora, pois até “querem trabalhar nos próprios tempos livres”. (Portsmore et al., 2001, citado por Ribeiro et al.), bem como os alunos desatentos que demonstravam uma falta de entusiamo na concretização de novas tarefas (Rogers e Portsmore, 2004, citado por Ribeiro et al.). Segundo as palavras de Azevedo et al. (n.d.) “…a robótica pedagógica não precisa de ser uma disciplina isolada (atividade fim) ou um “cursinho”, ela pode ser usada pelo professor de qualquer disciplina como ferramenta (actividade, meio) para beneficiar o processo de ensino – aprendizagem e a construção do conhecimento do aluno.” [3]

2º Interdisciplinaridade[1] – a robótica é considerada a área que mais disciplinas podem abarcar, tais como: Matemática, Informática, Mecânica, Eletrónica, Artes Plásticas, Inglês, Português, Física, entre outras. Segundo o relato dos participantes no evento Roboparty, também identificaram algumas destas disciplinas as que foram brindadas com a participação destes, na robótica.

3º Resolução de problemas – os alunos são confrontados com vários problemas do seu dia-a-dia que têm de resolver. Muitas vezes são problemas que numa primeira abordagem podem ser de difícil resolução, no entanto, usando esta metodologia, estes problemas, os alunos sabem que irão resolvê-los.

4º Trabalho em equipa e competências de comunicação – esta realidade foi observada in loco no evento. Todas as equipas eram compostas por pequenos grupos de turmas diferentes, o que levava a que houvesse uma boa interação entre a equipa no seu todo. Quando os alunos são da mesma turma e se conhecem, pode ser mais fácil o diálogo entre os seus pares, neste caso, havia essa comunicação, porque tinham um objetivo transversal a todos os elementos da equipa, e essa comunicação ocorria naturalmente. Uma outra situação também relatada é a interajuda entre os elementos da equipa e mesmo das equipas concorrentes.

5º Imaginação e criatividade – segundo Ribeiro et al. “Os processos de construção e programação de robôs envolvem todo este processo de criatividade convidando os alunos a inovarem no processo de resolução de situações problemáticas.”

6º Raciocínio lógico e pensamento abstrato – a programação é baseada num raciocínio lógico e deve existir uma abstração para se conseguir prever muitos comportamentos dos robôs. Na programação dos robôs é preciso escrever o código não é como carregar num botão e o robô começa a movimentar-se. Para tal é necessário que o aluno possua uma abstração para antecipar os movimentos do robô e os possíveis erros, de forma a corrigi-los. [7]

Estas são algumas das vantagens apresentadas pelos autores do artigo sobre “Ambientes Emergentes”, em semelhança de muitos outros investigadores, nacionais e mesmo internacionais. As opiniões são unânimes.

Segundo Vargas et al. (2012) “A utilização da robótica educativa como ferramenta do processo ensino aprendizagem, torna o ambiente académico mais atraente e enfatiza um apelo lúdico ao mesmo, propiciando a experimentação e estimulando a criatividade.” [8] Segundo Azevedo et al “ O professor neste contexto de educar pode mediar o conhecimento, ajudando o aluno a construir/desconstruir e testar hipóteses para solucionar problemas que estão relacionados com disciplinas curriculares e o seu dia-a-dia, valorizando o trabalho em equipa e com isso estimulando também valores e atitudes.” [3] Segundo as palavras de Miranda&Suanno (2009) “Cabe ao professor administrar esse novo mundo que lhe é apresentado, fazendo aflorar um novo tipo de educador, mais dinâmico, crítico e preparado para os novos desafios da educação. Assim, ele torna-se um eterno aprendiz que renova o seu conhecimento diariamente.”[9]

Se a robótica educativa propicia desenvolver capacidades dos alunos, porque é que ainda não é usada em todas as escolas? Neste âmbito, as respostas são unânimes. As principais razões apontadas segundo Ribeiro et al. (2007) são as descritas em seguida:

– Falta de formação de professores;

– Custo dos materiais;

– Inexistência de materiais pedagógicos desenvolvidos que possam ser trabalhados por professores e alunos da sala de aula.

Para Francisco et al., 2010, a robótica não se usa mais, em sala de aula, porque “… apontam a ausência de preparação tecnológica como obstáculo à consolidação da Robótica nas salas de aulas e nos currículos, indicando, para tanto, a importância da formação dos professores.” [10]

Para Miranda & Suanno (2009) as limitações da robótica são as seguintes:

– Falta de qualificação profissional (robótica educativa);

– Falta de diversidade de kits de robótica e os preços elevados de aquisição/ qualificação de pessoal;

– Perigo da superlotação da sala de aula de robótica e, por consequência, a ineficácia da aula como ferramenta inovadora do processo ensino/aprendizagem;

– Falta de políticas públicas eficazes de incentivo ao uso de novas tecnologias aplicadas à educação, assim como o problema do viés mercadológico que a robótica pedagógica pode ter, causando uma tecnologização. [9]

Todos estes autores, portugueses e brasileiros, detetam as mesmas limitações no uso da robótica como uma ferramenta “poderosa” no processo ensino/ aprendizagem. Mas quero crer com o avanço da tecnologia e os vários estudos que têm sido feitos e vão continuar a fazer-se que possa vir a haver um grande avanço e assim usar os robôs como uma nova metodologia de ensino.

[1] Interdisciplinaridade – segundo (Pacheco, 2001 ) utiliza-se com significados diferentes, podendo representar tanto a simples interação entre duas ou mais disciplinas como a fusão de várias disciplinas numa só , (citando Torres, 2004) [12]

 

Professora Fátima Santos

A robótica na sala de aula

 

Que influência tem a robótica na sala de aula?

Dr. Seymour Papert é professor na Massachusetts Institute of Technology (MIT), matemático de formação mas é mais reconhecido na Inteligência Artificial. É mundialmente reconhecido pela sua visão de que as tecnologias podem influenciar as aprendizagens. [1]

Este visionário das tecnologias em sala de aula dizia na década de 60 “ que toda a criança devia ter um computador na sala de aula”. Foi uma afirmação que nessa década foi chamada de uma mera especulação, mas que, nos dias de hoje, já é uma realidade, se não o é na totalidade, falta muito pouco. [2]

Para Papert há duas perspetivas de ensino: o instrucionismo e o construcionismo. O instrucionismo nada mais é do que aquele que é aplicado em sala de aula tradicional. O professor é o expositor da matéria e o aluno apenas tem de “marrar” a matéria para os testes. Por outro lado, o construcionismo, é a própria criança que vai construindo o seu saber. [3] Segundo Papert, nesta perspetiva é o “aprendizado que constrói o próprio conhecimento por meio da interação com o software apropriado.” [4] O aluno estará assim a ensinar o computador a pensar. O autor defende que “as crianças farão melhor descobrindo por si mesmas o conhecimento específico de que precisam.” [4]

Mas afinal o que é que Seymour Papert tem a ver com a Robótica Educativa? Segundo os relatos, foi este investigador, o percursor desta atividade, “porque via no computador e nas suas possibilidades um recurso que atraía as crianças e com isso facilitaria o processo de aprendizagem”.[5]

Papert entre 1967 e 1968 desenvolveu uma linguagem de programação voltada para a educação, chamada de LOGO. [2] Esta linguagem de programação é simples e estruturada. Para o autor, programar significa “comunicar-se com o computador, numa linguagem que tanto ele (computador) quanto o homem podem “entender””. [6]

É fundamental que as pessoas se familiarizem com os conceitos lógicos e matemáticos usando atividades espaciais que ajudam o utilizador a formar os seus raciocínios cognitivos. [1] É uma linguagem que foi criada para ser usada com crianças, em que é apresentada uma proposta de ensino – aprendizagem, baseada nas teorias de Jean Piaget, em que as crianças podem ser vistas como construtoras dos seus próprios saberes. [1]

Papert defende que a aprendizagem é mais efetiva quando as pessoas criam. Ou seja, quando as pessoas pensam, planeiam, desenvolvem e executam as tarefas usando o computador, a aprendizagem dá-se efetivamente, não são apenas “recetores de um conhecimento pronto e acabado”. [3]

Uma outra teoria de Papert é que “as crianças também aprendem com os erros.”. Quando estão a programar, e se algo não está bem, as crianças apercebem-se de imediato, pois o erro é visto no ecrã do computador, e daí devem corrigi-lo. Com isto aprendem que nem sempre acertamos à primeira, mas muito provavelmente, onde foi cometido aquele erro, já não se repetirá. [6].

Foi com as ideias de Papert que se começou a introduzir a robótica nas salas de aula.

 

 

Professora Fátima Santos

 

 

Canal de Youtube do Agrupamento

 

Abriu recentemente o Canal de YouTube do nosso Agrupamento – o TV AEVH. Lá poderão encontrar vídeos feitos por professores e alunos sobre as diferentes atividades realizadas até agora.

Caso queiram contribuir, enviem os vídeos para tv@verdehorizonte.net com o título e a descrição pretendidos. Se quiserem uma imagem de capa específica, enviem-na também. Se o vídeo for muito “pesado” para enviar por email, também o podem partilhar com o mesmo endereço.

Para acederem ao canal podem usar o QR Code supra.

Colaborem num projeto que é de todos e para todos!

Lá vos esperamos!

 

Professora Ana Sofia Pereira