Educação Ambiental – 6.ºA

No passado dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a turma do sexto A, apresentou o espetáculo “Heróis da Terra” com a declamação de poemas, em Português e em Inglês, o Rap do Meio Ambiente e a coreografia SOS.

Para o espetáculo, no auditório da escola, foram convidados os pais, os professores do Conselho de Turma e a Direção do Agrupamento.

O texto, constante do convite para o espetáculo, foi escrito em Português e a construção do mesmo nas disciplinas de Educação Visual e de Educação Tecnológica. Foram feitos diversos elogios, por parte dos Encarregados de Educação, ao convite referindo a originalidade do mesmo.

No átrio do bloco A foram expostos diversos trabalhos elaborados nas disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Português, Educação Tecnológica e Educação Visual. Os trabalhos versavam sobre o tema “Educação Ambiental” sob a forma de textos em prosa e/ou verso sobre como economizar água, a importância dos 5 Rs (Reutilizar, Recusar, Repensar, Reciclar e Reduzir), a sustentabilidade e a apresentação de desenhos elaborados pelos alunos a propósito do título “O Futuro que queremos.”

Também foi possível ler a história “Heróis do Ambiente” que será publicada na revista “Nosso Amiguinho”, do mês de junho, e o Ambicedário, atividades concretizadas nas aulas de Português.

Esteve exposto o trabalho feito sobre o lince, animal endémico português, utilizando a técnica Collage concretizado pelos alunos que frequentam a disciplina de Educação Tecnológica.

No espetáculo, sete alunos da turma leram, em Inglês, poemas cujo tema era o Ambiente de forma bastante surpreendente!

A disciplina de Expressão Dramática/Teatro foi essencial para que os alunos apresentassem alguns dos textos anteriormente escritos de modo a transmitirem, de forma convincente, a importância da preservação do Meio Ambiente.

O Rap do Meio Ambiente teve como base versos escritos pelos alunos e a música foi escolhida pela Artista Residente Francisca Correia. O ritmo do Rap contribuiu para a animação do público que reagiu entusiasticamente à mensagem que se pretendia transmitir de defesa do Ambiente.

Uma das personagens que fez parte do espetáculo foi o SuperEcolápis concebido pelo Tomás Barrocas que ganhou vida e com os seus superpoderes contribuiu para a preservação do Meio Ambiente. Na exposição também estavam os desenhos de outros cinco alunos que criaram o seu SuperEcolápis de modo a proteger o Ambiente.

No exterior do Bloco A os alunos dançaram alegremente ao som da música “SOS” que culminou o espetáculo de excelência no qual todos os alunos se empenharam de forma bastante ativa.

É de realçar a presença de vários familiares dos alunos, para além dos Encarregados de Educação o que é demonstrativo do interesse pela atividade implementada pelas professoras de Português (Alexandra Lourenço), Inglês (Raquel Robalo), Cidadania e Desenvolvimento (Lígia Silva), Educação Visual e Educação Tecnológica (Brigita Martins, Camila Fernandes e Rita Santos), Dança (Eva Patrício) e Teatro (Margarida Cardoso).

O Diretor do Agrupamento dirigiu algumas palavras de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por alunos e professoras enaltecendo o envolvimento dos mesmos e considerou que o espetáculo “Heróis da Terra” foi uma forma de demonstrar um conjunto de aprendizagens no âmbito da Cidadania que os alunos jamais irão esquecer!

Texto escrito pelos alunos do 6.ºA, professoras Alexandra Lourenço e Lígia Silva

Testemunho da Sr.ª Dora Alves  (Encarregada de Educação da aluna Mariana Moço)

“Queremos desde já agradecer o convite e dizer-lhe que adorámos ter estado presentes e o espetáculo em que a nossa filha participou os “Heróis da Terra”, foi maravilhoso.

São atividades como esta que ajudam na consciencialização  e no desenvolvimento de atitudes sustentáveis em relação ao nosso planeta.

Esta interação entre disciplinas de várias áreas também é muito importante para promover o conhecimento sobre os desafios ambientais que enfrentamos e incentivar ações positivas para proteger e preservar o meio ambiente. 

O RAP em que todos os alunos participaram, ajudou a que todos estivessem envolvidos de uma forma ativa, como agentes de mudança no que toca à  redução do consumo excessivo, da reciclagem, da preservação e na mitigação das mudanças climáticas. 

No nosso ponto de vista a educação ambiental é uma prioridade para que todos juntos possamos construir uma escola, uma sociedade mais sustentável. Às vezes  basta que cada um faça ou tenha uma pequena atitude nesse sentido. 

Agora queremos expressar a nossa gratidão a todos os professores que estiveram envolvidos nesta atividade ao longo de todo o ano, que fizeram com que esta temática tenha sido estimulante e inspiradora.” 

     A pirata

 

Era de noite, estava tudo calmo, o mar estava em maré baixa, a brisa quente de início acariciava levemente a folhagem das árvores. Todos dormiam, o que ajudava à fuga de Clair. Finalmente iria ser livre, poderia sair da Irlanda e seria pirata, o seu sonho de infância. 

     Claire era uma jovem mulher, de cabelo cor de fogo e olhos verdes selvagens, com sardas de chita espalhadas pela cara. Era inteligente, segura em si, decidida, mas também teimosa. Ansiava fugir de casa, porque o seu pai era comandante de um navio e ela  queria ter o mesmo futuro que ele, mas foi travada pela família.  Contudo, por ser teimosa, juntou-se a uns amigos que também se queriam aventurar pelo mar.  Eram 13 ao todo, e todos rapazes.

     Clair era a mais experiente em navegação, pois viajava frequentemente com a família, logo seria a capitã do navio.. Encontraram-se no cais , conforme a hora marcada, às 23 horas em ponto. Tinham todos uma pequena mochila só com o necessário: um pouco de comida, para dois dias, no máximo, e umas quantas roupas. A primeira coisa que fizeram foi combinar qual seria o cargo de cada um e que barco iriam tomar, ou melhor dizendo,  roubar. Muitos queriam um barco que tinha atracado há pouco tempo, o Eleonora, mas Clair achava melhor o Devil, um barco que ela tão bem conhecia. Acabaram por escolher o Devil. Quanto ao rumo, metade queria ir para a zona portuguesa, já que os barcos portugueses vinham cheios de ouro e especiarias  enquanto que a outra metade só queria explorar. Até Clair estava indecisa, por isso pediu ajuda a Kayan, o seu melhor amigo e o seu braço direito. E, bem, decidiram então navegar até aos mares nórdicos. Até lá,  iriam treinar para serem os melhores piratas.

     Diogo tinha ouvido falar de uma tripulação pirata que tinha atracado perto do palácio. Então decidiu ir ver com seus próprios olhos, pois nunca tinha visto um pirata, mas o que o surpreendeu foi ver uma mulher… a mulher mais bonita que tinha visto na vida. Tentou falar com ela, mas foi impedido pela tripulação. Assim,  decidiu pedir para se juntar ao grupo, só para falar com ela falar. Passou-se uma semana e passou a ser  aceite por todos. Um  dia quando chegou ao barco, para com eles conviver, encontrou os guardas reais a levarem toda a tripulação. Tentou impedi-los, mas  eles disseram que tinham ordens para os prender.

     Diogo ia vê-los todos os dias, o que deixava Vitória ainda mais irritada. Apesar de tudo,  conseguiu provar que eles eram inocentes e fez com que eles fossem libertados.

     A rainha Elizabeth quis, então,  conhecer Clair, a mulher que tinha ficado com o coração do seu filho. Quando esta lhe foi apresentada. Elizabeth não acreditou que ela fosse uma pirata, pois uma mulher bela, inteligente e de personalidade forte não poderia ser pirata, não na sua opinião. A rainha já estava a ficar velha e precisava de netos e, pouco a pouco, foi aceitando Clair como sua futura nora.  Foi então que o inesperado aconteceu e a pobre rainha morreu às mãos de Vitória que, cheia de inveja, colocou veneno no seu chá. Quando o crime foi descoberto,  Diogo expulsou Vitória do Castelo e do Reino. 

    

 A primeira semana no mar é sempre a mais difícil, mas eles passaram por tudo juntos, como uma tripulação pirata. Ao longo da sua viagem rumo aos mares nórdicos, viveram imensos contratempos,, desde enormes tempestades, até dias de sol tão intenso que dava para assar canas à sombra. Porém,  eles não desesperaram, mantiveram-se unidos e com a mesma alegria com que começaram a sua aventura.

     Passaram-se 5 anos, Clair tinha então 17 anos, sempre fora a mais nova, enquanto que Kayan, o seu melhor amigo, era o mais velho, tendo agora 20 anos. Os restantes tinham entre 18 e 19 anos.

     Certo dia, decidiram  ir à corte inglesa para tentarem roubar a comida da rainha. Má sorte tiveram eles, a corte passava por momentos difíceis, o príncipe não queria casar com a princesa que tinha sido escolhida para ele, a Vitória.  A rainha aumentou o número de guardas reais, pois o príncipe estava sempre a fugir para se aventurar por aí, normalmente ia para perto do mar.

     Vitória tinha o cabelo preto curto, olhos cor de noite, era magra como um cão. Só lhe interessava ser rainha, ela só procurava a riqueza da corte.

     Clair acabou por ser presa juntamente com a sua tripulação. Tudo porque Vitória tinha mandado uma empregada seguir Diogo, o príncipe.

     Passaram-se meses em que o Diogo tudo fez para conquistar Clair e lá conseguiu o que queria. Clair iria tornar-se rainha e a sua tripulação seria protegida pela corte real britânica.

     O casamento foi, bem, único! Clair vestida de pirata, tinha muita luminosidade, a tripulação estava lá toda e Kayan foi o seu padrinho. Clair foi uma rainha inovadora, criou sindicatos para a proteção dos navegantes e bolsas de ajuda para todo o povo, desde os camponeses até aos cozinheiros do palácio e navegantes. Foi algo que o povo inglês guardou  nos seus corações para sempre.

Catarina Camarinhas, 8ºA

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XV Campeonato SuperTmatik de História de Portugal

Este campeonato tem como principais objetivos fomentar o gosto pela aprendizagem; contribuir para a aquisição, consolidação e ampliação de competências e conhecimentos; reforçar a componente lúdica no processo de ensino-aprendizagem e ainda promover o convívio entre alunos, professores e restante comunidade escolar.

A grande final Supertmatik online decorreu de 1 a 26 de maio e constou de três tentativas com vista à obtenção do melhor tempo num jogo em que os alunos responderam a quinze questões.

As três tentativas foram realizadas na mesma data com um intervalo de cinco a dez minutos entre elas.

Na sala onde decorreram as provas estiveram presentes os alunos apurados e o(s) professore(s) vigilante(s).

O melhor resultado de cada aluno foi contabilizado para efeitos de posicionamento no ranking SUPERTMATIK (em caso de empate foram tidos em conta os restantes tempos).

Os vinte e um alunos receberam um diploma de participação.

Aos alunos posicionados entre o 4.ºe 6.º lugar foi-lhes entregue um vale de 10€, e entre o 7.º e o 10.º lugar um vale de 5€ que irão utilizar numa compra no sítio www.eudactica.com, na loja online, até 31 de agosto de 2023.

Resultados obtidos pelos 21 alunos que participaram no XV Campeonato SuperTmatik de História de Portugal:

O XV campeonato SuperTmatik foi coordenado pelas professoras Lígia Silva (História e Geografia de Portugal do 2.º Ciclo) e Maria de Fátima Gonçalves (História do 3.º Ciclo).

Os alunos participantes obtiveram excelentes resultados no campeonato realizado no ano letivo 2022/2023!

A professora Lígia Silva

“No País das Maravilhas… somos Todos Alice”

A MAGIA aconteceu no Cineteatro de Mação no dia 7 de junho de 2023!

O Clube Artes de Palco do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, proporcionou a toda a comunidade educativa um verdadeiro espetáculo de luz, cor e muita emoção, levando cada espetador a entrar num mundo imaginário da Alice, abordando temas da nossa realidade e nos quais as nossas ações podem fazer toda diferença!

O caminho percorrido por todos os participantes (alunos, professores e assistentes operacionais) foi de entrega total, encarnando personagens, realizando coreografias, cenários e adereços, tudo foi pensado ao pormenor, para que culminasse num fantástico Sarau e que todos se sentissem no País das Maravilhas.

Foram realizadas duas sessões (tarde e noite) para que todos pudessem desfrutar desta magnífica viagem!

Este espetáculo está enquadrado no tema do nosso Projeto Cultural de Escola “CRIANDO PONTES PARA A PAZ”, inserido no Plano Nacional das Artes.

O Clube Artes de Palco agradece a todos os que ajudaram a tornar este espetáculo possível, dando a todos a motivação para continuar a trabalhar a SENSIBILIDADE ESTÉTICA E ARTÍSTICA (Perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória) e valorizando cada vez mais a ARTE no nosso Agrupamento.

O Clube Artes de Palco

Torneio de Voleibol e Demonstração de Danças Urbanas

No passado dia 7 de junho foi realizado no Pavilhão gimnodesportivo da nossa escola o Torneio de Voleibol 2×2 e Demonstração de Danças Urbanas.

Ao longo de toda a manhã, alunos do 2º, 3º ciclo e Secundário, demonstraram as suas competências nesta modalidade tão fascinante que é o Voleibol.

No intervalo da competição houve lugar para a demonstração de 2 coreografias: “Dia de aulas” do grupo equipa do Desporto Escolar de ARE – Dança de 5º e 6º ano e “Animals” do grupo do 7º ano..

Todos os participantes demonstraram um enorme espírito desportivo, de Fairplay e concentração em jogo.

Parabéns a todos os participantes!

O agrupamento de Educação Física e Desporto Escolar

CLUBE DE DEBATES – “Cruzar mundos conversando…”

“Cruzar mundos conversando…Com Madalena Lobo Antunes “

A vida é feita de desafios e muitos deles aparecem no nosso dia a dia, obrigando-nos a debater e observar certos assuntos com um ponto de vista crítico, elaborando uma solução adequada ao que estamos a passar.

No âmbito do Clube de Debates, foi realizado no dia 24 de fevereiro, na Biblioteca da Escola sede do AEVH, O Workshop “Cruzar mundos conversando… Técnicas de debate” com um posterior debate onde os alunos deste clube do nosso agrupamento de escolas e da Escola Secundária Nº2 de Abrantes questionaram se as Fake News deveriam ser ilegais.

Esta atividade foi dirigida pela Doutora Madalena Lobo Antunes, membro da ESU Portugal (English Speaking Union) que apresentou a todos os jovens curiosos do Clube de Debates, técnicas sobre como debater com uma postura adequada de modo a convencer o auditório da sua tese. Este foi um espaço aberto para perguntas, curiosidades, dicas e até mesmo um momento onde pudemos aplicar as mais recentes skills aprendidas no decorrer da tarde.

Acompanhados pelas professoras responsáveis pelo clube, Sílvia Ramadas, Luísa Morgado e Graça Dias, estes alunos tiveram o privilégio de poder participar num debate onde a Doutora Madalena Lobo Antunes os ajudou a aperfeiçoar, no que diz respeito à atitude aquando da expressão do seu ponto de vista, numa situação de debate formal, segundo o modelo parlamentar britânico. 

Uma tarde cheia de lições e ensinamentos que, de certeza absoluta, foram uma mais-valia para o futuro destes jovens, porque, apesar do que muitos pensam, a nossa vida é feita de debates.

Luís Delgado, 11ºA

“Cruzar mundos conversando…Com Pedro Delgado Alves

O dia 21 de maio, assinalou de forma marcante o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento. No dia seguinte, a 22 de maio, foi realizada uma apresentação enriquecedora, pelo Sr. Deputado Pedro Delgado Alves, seguida de um debate aberto com os alunos das turmas 8ºA, 11ºA e 11ºB. Essa atividade foi organizada pelo Clube de Debates, e surgiu no âmbito e no contexto da nossa escola enquanto membro da rede UNESCO.

A palestra do Sr. Deputado abordou diversos assuntos abrangentes, como direitos humanos, definição de cultura, assimilação cultural, migração, património material e imaterial, entre outros temas fundamentais para o trabalho desenvolvido pela rede de escolas UNESCO.

Após uma primeira parte mais expositiva, deu-se início a um período de debate, onde os alunos expressaram as suas opiniões de maneira organizada. Apresentando diversos temas que gostariam de ver discutidos e esclarecidos em conjunto com o Sr. Deputado. Desde a defesa dos direitos dos animais até questões do nosso quotidiano, como a legalização dos “pushbacks” na Lituânia, que vão contra o princípio da não devolução mencionada na Convenção de Genebra, ou mesmo as eleições na Turquia.

Através de atividades inovadoras como essa, observou-se um despertar de maiores interesses dos jovens por questões importantes do nosso mundo. Como disse uma das professoras responsáveis, citando o filósofo grego Sócrates, “Não sou Ateniense nem Grego, mas sim um cidadão do mundo”. Assim, incentivou-se os estudantes a tornarem-se cidadãos globais conscientes e comprometidos com a diversidade cultural, o diálogo e o desenvolvimento.

                                          Tomás Pereira, 11ºB

“Cruzar mundos conversando…Com Verónica Pereira

Foram realizados no dia 29 de maio, em parceria com o Serviço de Psicologia e Orientação, vários workshops sobre saúde mental, ansiedade e depressão, no âmbito da atividade “Cruzar mundos conversando” com a psicóloga clínica Verónica Pereira. Os dois primeiros workshops foram dirigidos às turmas do 5ºA e do 6ºC, onde os alunos puderam desenvolver algumas competências socioemocionais através de jogos de cartas, interação e dinâmicas de grupo e posterior reflexão. Ao Clube de Debates foi solicitado pela Presidente da Associação de Estudantes o alargamento da atividade, e foi desenvolvida uma sessão sobre os jovens, a ansiedade e a depressão. A psicóloga chamou a atenção para o problema da ansiedade e depressão nos jovens, tendo em conta as suas novas exigências e etapas. Todos os intervenientes reconheceram a saúde mental como uma prioridade, exigindo um olhar e práticas de proximidade implicando medidas globais, criando sinergias entre os ministérios da Educação e do Ensino Superior.

Sob o olhar dos nossos alunos, estas sessões foram consideradas:

         divertidas              inspiradoras           informativas  úteis    

          fascinantes         transformadoras         uma visão diferente                      

            enriquecedoras        interessantes     um alerta 

                                   As responsáveis pelo clube,

  Graça Dias, Luísa Morgado e Sílvia Ramadas

Dia da Europa

O Dia da Europa, comemorado a 9 de maio, nasceu no Conselho Europeu de Milão, de 28 e 29 de junho de 1985 e foi celebrado pela primeira vez em 1986.

No dia 9 de maio de 1950,  Robert Schuman, ministro dos Negócios Estrangeiros de França, apresentou, no Salon de l’Horloge do Quai d’Orsay, em Paris, uma proposta com as bases fundadoras da União Europeia.

A proposta, conhecida como “Declaração Schuman, baseada numa ideia originalmente lançada por Jean Monnet, destacava os valores de Paz, Solidariedade, desenvolvimento económico e social, equilíbrio ambiental e regional.  Incluía ainda a criação de uma instituição europeia supranacional incumbida de gerir as matérias-primas que, nessa altura, constituíam a base do poderio militar que eram  o carvão e o aço.

Por se ter considerado que esse dia tinha sido o marco inicial da União Europeia, os chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, decidiram consagrar o dia 9 de maio como “Dia da Europa.”

Pretende-se neste dia celebrar a paz e a visão da raça humana como uma irmandade. Este era o sonho que Beethoven tinha para a Humanidade! 

O “Hino à Alegria”, a que muitas vezes chamamos “Ode à Alegria” tornou-se o Hino da União Europeia uma vez que o seu autor Ludwig van Beethoven tinha, para os seres humanos, desígnios absolutamente atuais e  inquestionáveis.

Os alunos membros do Clube Europeu AEVH, do 2.º Ciclo, pesquisaram algumas curiosidades sobre a vida de Beethoven de modo a homenagear o compositor do “Hino à Alegria” que faz parte do quarto movimento da 9.ª sinfonia.

No dia em que a bandeira da União Europeia foi hasteada, ouviu-se o “Hino à Alegria“ tocado por alunos da disciplina de Educação Musical, ensaiados pela professora Ana Montargil, e também pertencentes ao Ensino Articulado sob a orientação da professora Ana Pires.

O “Hino à Alegria” é geralmente tocado sem letra, pois a música é uma linguagem universal e porque se obtém o mesmo efeito de como se fosse cantado. O hino expressa os ideais de Liberdade, Paz e Solidariedade, ambicionados pelo continente europeu e  as suas instituições como um todo.

Este hino não substitui os hinos nacionais dos países membros, mas funciona como uma forma de celebração do lema da União Europeia, “Unida na diversidade”, na sua plenitude e exalta os valores que todos os países se comprometem a cumprir. O hino é entoado em cerimónias oficiais da União Europeia, e em vários tipos de manifestações e eventos que envolvem a instituição. O seu uso não se resume, no entanto, exclusivamente à União Europeia, mas a toda a Europa.

Os alunos membros do Clube Europeu AEVH, do 2.º Ciclo, das turmas A e B do 6.ºAno, com a professora Lígia Silva, e uma aluna do 8.ºB, fizeram trabalhos de pesquisa sobre alguns monumentos históricos das capitais dos países da União Europeia mencionando informações que deram a conhecer aspetos mais emblemáticos da sua construção.

Os alunos do 6.ºA, na disciplina de Educação Tecnológica, com a professora Brigita Martins, fizeram um painel representando o mapa dos países da União Europeia com a seguinte frase “O nosso desejo para a Europa é…” para que  posteriormente fossem escritas frases e/ou palavras pelos restantes alunos e professores do AEVH de Mação.

No Dia da Europa foi distribuído, aos alunos do clube do AEVH de Mação, o cartão de membro e um boné azul.

Na exposição de trabalhos também estavam alguns exemplares de sopas de letras sobre a União Europeia para que, de forma lúdica, os alunos pudessem testar os seus conhecimentos.

Lígia Silva e Ana Montargil

Ser criança é…

Ser criança é ser feliz.

Nunca desistir nem por um triz.

É gostar de brincar,

de aprender e de desenhar.

Ser criança é abraçar o mundo.

É querer saber tudo.

É saltar, pular, correr,

Sem nada a perder.

Ser criança é desafiador,

sem medo algum da dor.

Trepar, cair,

Não parando de rir.

Ser criança é mergulhar na fantasia,

Num mundo de magia!

Repleta de esperança.

Isto é ser criança!

Salvador Garcia Carias, 5.º A

   Dia Mundial da Criança

Em 1925, decorreu em Genebra uma Conferência Mundial para o bem-estar da criança. Aí foi proclamado o Dia Internacional da Criança. Após este evento, vários países adotaram o dia 1 de junho como data para a comemoração deste dia tão especial.
O Dia Internacional da Criança assinalou-se, pela primeira vez, em 1950 por iniciativa das Nações Unidas, com o objetivo de chamar a atenção para os problemas que as crianças então enfrentavam.
Nesse dia, os estados-membros reconheceram que todas as crianças, independentemente da sua raça, cor, religião, origem social ou país de origem, têm direito a afeto, amor, compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita e proteção contra todas as formas de exploração, bem como a crescer num clima de Paz e de Fraternidade.
Oficialmente, o dia é assinalado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a 20 de novembro, data em que, no ano de 1959, foram aprovados pela Assembleia-Geral da ONU, os Direitos da Criança. Na mesma data (20 de novembro), mas no ano de 1989, foi adotada pela Assembleia-Geral da ONU, a Convenção dos Direitos da Criança.
A Convenção dos Direitos das Crianças, com 54 artigos, constitui o mais completo e importante documento sobre os direitos de todos os seres humanos, assentando em quatro pilares fundamentais: a não discriminação, o interesse superior da criança, a sobrevivência e desenvolvimento e a opinião da criança.
A Declaração dos Direitos das Crianças é fruto de uma adaptação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e nela se indicam os seguintes direitos:

  1. Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade;
  2. Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica, do tráfico humano e do trabalho infantil;
  3. Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importando a sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade;
  4. Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade;
  5. Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade;
  6. Todas as crianças têm direito a alimentação, habitação, divertimento e atendimento médico;
  7. As crianças portadoras de deficiências, físicas ou mentais, têm o direito à educação e aos cuidados especiais;
  8. Todas as crianças têm direito ao amor, à segurança e à compreensão dos pais e da sociedade;
  9. Todas as crianças têm direito à educação;
  10. Todas as crianças têm direito a não serem nem maltratadas verbalmente, nem agredidas por pais, avós, parentes ou pela sociedade em geral.

Infelizmente, nem todas as crianças têm os seus direitos assegurados. É habitual vermos na televisão, ou ouvirmos na rádio, notícias sobre guerra ou fome. Nestes cenários, são as crianças aquelas que mais sofrem. Por vezes, enquanto janto, vejo crianças a chorar de fome, magrinhas, em pele e osso. Sinto-me tão mal que nem consigo engolir a comida.
Para além da fome, estas crianças são vítimas de doenças, porque, nesses países, os cuidados de saúde são poucos. Não há dinheiro para comida, muito menos para tratamentos e cuidados. Falta tudo a essas crianças… Para além da comida e da saúde, falta higiene, falta roupa, faltam brinquedos, falta conforto. Desejo muito que, pelo menos, não lhes falte amor, mas, infelizmente, os maus-tratos na infância são, atualmente, um tema recorrente.
Às vezes, ouço histórias de crianças, na guerra, que perderam os seus pais, as suas casas, perderam toda a proteção que tinham. Não consigo imaginar-me numa dessas situações. Se já é difícil pensar, imaginem viver algo semelhante. Num cenário destes é impossível estudar, brincar, viver com normalidade. Imagino que os dias dessas crianças sejam marcados pelo medo. Medo constante de morrer…
A guerra na Ucrânia obrigou a que muitas pessoas tivessem de fugir do seu país. Muitas crianças foram separadas das suas famílias, indo viver para países que as acolheram. Foram obrigadas a partir.
No nosso país, os direitos das crianças são, supostamente, assegurados, mas isso, infelizmente, não é de todo verdade. Lembro-me de, recentemente, ter visto uma notícia sobre umas crianças que viviam com os seus pais numa casa sem condições: sem água, sem eletricidade, sem mobília, sem higiene, sem irem à escola e com pouca comida. Viviam assim há bastante tempo e só foram descobertas por um mero acaso. Em pleno XXI, como é que isto é ainda possível? Não percebo!
Ouvi falar em abusos na Igreja. A minha mãe explicou-me o que tinha acontecido, mas, para mim, tudo isto é ainda mais difícil de compreender.
Eu tenho uns pais maravilhosos, uma família que cuida muito bem de mim. Tenho todo o amor do mundo. Sou um sortudo, mas não me esqueço de que existem muitas crianças que, infelizmente, não podem dizer o mesmo. Desejo que, num futuro próximo, todas as crianças possam ter a proteção que eu tenho. Possam ser felizes. Possam viver em paz.

Salvador Garcia Carias, 5.º A