O Dia da Liberdade é comemorado em Portugal a 25 de abril. Nesta data celebra-se a revolta de um grupo de jovens capitães que levaram a cabo um golpe de Estado militar, que, em menos de 24 horas, derrubou a Ditadura que dominava Portugal há mais quatro décadas. Chegava ao fim um regime ditatorial do Estado Novo que durou 41 anos, desde 1933 até 1974.
António de Oliveira Salazar chefiou o governo a partir de 1933 até 1968 sendo depois substituído por Marcelo Caetano.
Após o 25 de abril de 1974 houve a implantação do regime democrático e a instauração da nova Constituição Portuguesa, a 25 de abril de 1976.
O símbolo do dia 25 de abril é o cravo, a flor que a população colocou nas armas dos militares naquele dia.
Os alunos da turma MAC3 do 1.º Ciclo, a propósito do Dia da Liberdade, ouviram o conto do autor José Vaz intitulado “A fábula dos feijões cinzentos.”
Seguidamente, e com o apoio das professoras Eugénia Grácio e Susana Gueifão, construíram cravos alusivos a este dia. Recorreram a materiais de desperdício como paus de espetada, cápsulas de café e restos de papéis. A atividade foi do agrado de todos e o resultado não podia ter ficado mais bonito.
Também os alunos das turmas JMAC2, JMAC3 e JMAC4, exploraram a história, apresentada pela coordenadora, Perpétua Marques, reproduziram-na em desenho e elaboraram cravos com diferentes técnicas, alguns para o painel alusivo ao 25 de abril na entrada do Jardim de Infância.
Os alunos do 5.ºA, 5.ºB, 6.ºA, 6.ºB e 6.ºC construíram cravos nas aulas de Educação Visual e de Educação Tecnológica sob a orientação das professoras Brigita Martins, Rita Santos e Camila Fernandes. Os cravos foram realizados utilizando a técnica do origami/dobragens e utilizados como materiais, folhas de papel vermelhas e verdes, paus de espetada para o caule.
Na disciplina de História e Geografia de Portugal com a professora Lígia Silva, os alunos do 2.º Ciclo escreveram mensagens para colocar nos cravos.
Da exposição também estavam patentes vários livros que não podiam ser lidos, porque foram alvo da censura durante o Estado Novo. São reproduções das obras originais proibidas e apreendidas durante a Ditadura que foram guardadas na Biblioteca Nacional de Portugal incluindo os relatórios de censura, carimbos, selos e rasuras.

Os títulos expostos eram: “A condição humana” de André Malraux, “Famintos” de Carmen de Figueiredo, “Tormenta” de Orlando Gonçalves, “Esteiros” de Soeiro Pereira Gomes, “São Jorge dos ilhéus” de Jorge Amado, “Sete odes do canto comum” de Orlando da Costa, “Romances do mar” de Bernardo Santareno, e “Duas conferências em defesa da paz” de Maria Lamas e Teixeira de Pascoaes.
Os alunos puderam conhecer diversos títulos de obras cujo tema é sobre o 25 de abril de 1974 e a Liberdade, tais como… “Vinte e cinco a sete vozes”, “O têpluquê e outras histórias”, “Romance de 25 de abril”, “A liberdade explicada às crianças”, “A fábula dos feijões cinzentos”, “A revolução das letras”, “História de uma flor“, “O rapaz da bicicleta azul”, “Abril, Abrilzinho”, “O ladrão de palavras”, “A liberdade o que é?”, “Lá longe onde o sol castiga mais”, “Do cinzento ao azul celeste”, “O tesouro” e “7X25 histórias de abril”, “A luta pelas colónias e “Zeca Afonso e a malta das cantigas.”
No dia 24 de abril os alunos Francisca Marques, Francisco Brito, Leonor Assunção e Mariana Moço do 6.ºA leram poemas da sua autoria sobre o tema “Liberdade.”
A professora de Educação Musical Ana Montargil ensaiou, com os alunos do 2.º Ciclo, a canção “Somos livres (Uma gaivota voava, voava)” que foi interpretada com grande alegria! A canção data de 1974 e é uma celebração à Liberdade conquistada após a Revolução dos Cravos.
Lígia Silva, Olga Pereira e Susana Gueifão




































































