Um Natal cheio de magia!

O dia 25 de dezembro aproximava-se. Nicolau e as suas renas andavam muito atarefados.

Entretanto, já milhares de pessoas, pelos quatro cantos do mundo, tinham montado a sua árvore natalícia e esperavam ansiosamente pelos presentes que haviam pedido ao Pai Natal.

As encomendas eram muitas, o tempo era pouco, as renas já estavam velhotas e Nicolau, já com idade avançada e cheio de trabalho, pensou na construção de uma máquina para acelerar o processamento das encomendas.

Sem perder tempo, pôs-se logo a trabalhar com a preciosa ajuda dos elfos na construção da máquina milagrosa.

Passadas algumas horas, a desejada máquina ficou pronta e todos perceberam o quão mais fácil era fazer e embrulhar todo o tipo de presentes.

Enquanto lia as cartas de crianças do mundo inteiro, Nicolau reparou numa em particular. Tratava-se de uma missiva emotiva escrita por um menino ucraniano. Nicolau espantou-se com o envelope que dizia “Sonho urgente!” e ao começar a lê-la logo ficou de lágrima no olho, pois Viktor, o menino que a enviara, não queria brinquedos, como a maioria das crianças, mas sim a Paz para o seu país. Pedia, ainda, que Nicolau derramasse Amor pelos povos da Terra.

Nicolau, emocionado, pensou, pensou e teve uma grande ideia. E se construísse uma máquina do esquecimento? Uma máquina que fizesse os homens esquecerem-se de todo o ódio que, infelizmente, reinava no mundo? Assim, mataria dois coelhos duma só cajadada, pois, sem ódio nos seus corações, os homens esquecer-se-iam das guerras que só causam destruição e dor.

Essa máquina, poderosa e mágica, cultivaria, ainda, sentimentos bons no coração do todos os Homens: amor, tolerância, compreensão, solidariedade e união…

Sem mais demoras, dirigiram-se à nova oficina de Nicolau e colocaram mãos à obra.

Horas depois, sem comer nem dormir, porque o desejo de Viktor era mais importante do que a fome ou o cansaço, um dos Elfos, esgotado da azáfama das últimas horas, acidentalmente acabou por cometer um erro de programação e… puf! A máquina do esquecimento, na qual os Elfos tinham despejado litros e mais litros de afetos, que funcionavam como combustível, explodiu!

– Ai que desgraça a nossa! Valha-nos Santo Agostinho! – gritava Nicolau.

– E agora, equipa veloz? Como é que vamos resolver este imprevisto?! – interrogava, aflito, Rodolfo, a rena de nariz vermelho e luzidio.

– Ei, malta, por acaso vocês já repararam naquele brilho invulgar vindo do céu?! – questionou a rena Dançarina que, de tão nervosa, não conseguia parar de rodopiar.

– Sim, já! – explodiu de admiração a rena Cometa.

– Ahhh! O céu está a ficar repleto de nuvens em forma de coração! – exclamaram em coro.

Nicolau, os elfos e as renas foram apanhados de surpresa, pois ninguém esperava que, ao explodir, a máquina do esquecimento lançasse lágrimas de afeto e impregnasse de amor e bondade todos os habitantes do mundo!

Inexplicavelmente, uma gigante nuvem cor-de-rosa, em forma de coração, cresceu, cresceu, cresceu, cobrindo, num abrir e fechar de olhos, todas as Nações.

Lentamente, ia lançando sobre a Terra suaves pozinhos mágicos. A magia pairava no ar. O ódio, que habitava no coração dos homens, foi secando, aos poucos, até deixar de existir. Os seus corações pulsavam de Amor. Esqueceram-se as mágoas. Travaram-se tréguas. Já ninguém conhecia a palavra “guerra”. A Paz, tão desejada por Viktor, voltou a reinar no seu e em todos os países! A união entre os povos nasceu magicamente, tal como o brilho no olhar e a alegria de viver que Viktor tinha perdido.

E o Natal, em todas as famílias, foi vivido com alegria e amor!

Que a compreensão e a tolerância possam habitar no coração de TODOS os Homens para que a PAZ reine na Terra inteira!

Os alunos do 5.ºA desejam BOAS FESTAS a toda a comunidade educativa!

Texto coletivo do 5.ºA

Visita de estudo ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA)

No dia 28 de outubro os alunos das turmas A e B do 6.ºAno realizaram uma visita de estudo ao CIBA com vista a proporcionar o conhecimento dos factos mais importantes ocorridos durante a Batalha de Aljubarrota. Durante a visita guiada os alunos puderam conhecer a exposição permanente, assistiram a um espetáculo multimédia, no qual as novas tecnologias ajudaram a perceber o passado, e também participaram numa prova de orientação.

A viagem decorreu sem quaisquer problemas até à Batalha e no autocarro até houve oportunidade de rever a tabuada com base num repto lançado pela professora Filomena Rei no qual os alunos a cantaram de forma bastante animada.

Depois a professora de História e Geografia de Portugal propôs que ouvissem a música “Conquistador” do grupo Da Vinci, cujo tema está relacionado com Expansão Marítima Portuguesa, e que anteriormente já tinha sido ouvida nas aulas, tendo obtido uma grande recetividade por parte dos mesmos que a entoaram com grande fervor.

A primeira paragem foi no Jardim dos Infantes onde foi possível passear, brincar e ainda ler as informações constantes nos vários painéis alusivos à “Ínclita Geração” ou seja aos descendentes de D. João I e de D. Filipa de Lencastre que tiveram uma educação bastante esmerada para a época destacando-se entre outros infantes europeus. Os alunos divertiram-se e puderam ler informações sobre os reis e os infantes, bem como alguns trechos escritos por Fernando Pessoa na obra “A mensagem.”

Chegados ao CIBA fomos almoçar e depois teve início a visita orientada, por uma técnica do serviço educativo, à exposição permanente. A guia foi bastante efusiva nos relatos que fez e respondeu a todas as dúvidas colocadas pelos alunos.

Devido às condições climáticas não foi possível realizar a prova de orientação “Descobrir o passado no presente”, no campo de batalha, mas foi uma boa experiência, porque os alunos tiveram que fazer um jogo, em grupo, no qual responderam a várias questões à medida que iam passando pelas diferentes salas da exposição permanente.

Mas o melhor estava ainda para acontecer! Quando os alunos assistiram ao espetáculo multimédia que os transportou para o século XIV e cujo relato era feito pelo cronista real Fernão Lopes. As luzes apagaram-se e começou a ouvir-se o som de cavalos a trotar, surgiram imagens do filme “A batalha real” e em simultâneo aparecia o itinerário das tropas castelhanas e das portuguesas. A música era maravilhosa e transportou os espetadores para tempos de outrora!

A certa altura é disparada uma bombarda e foram vários os alunos e professoras que se assustaram, porque parecia tão real!

Ainda houve tempo para comprar algumas recordações na loja do CIBA para oferecer aos pais ou para os próprios alunos.

Dos relatos obtidos, a partir da avaliação escrita que os alunos preencheram, conclui-se que foi uma visita que proporcionou uma verdadeira viagem no tempo!

A professora Lígia Silva

Frases escritas pelos alunos sobre a visita de estudo:

Francisca Marques N.º 6 do 6.ºA – As professoras ajudaram-nos durante a visita. Gostei do ambiente durante o almoço e na viagem de autocarro. Também gostei do filme.

Copper Maseko N.º3 do 6.ºA – Aprendi que a Batalha de Aljubarrota foi muito importante para o nosso país. Eu gostei mais da viagem e de ver o espetáculo!

Tomás Barrocas N.º 19 do 6.ºA – Fizemos grupos e participamos num jogo. O que mais gostei foi de ver o filme.

Beatriz Cardoso N.º 2 do 6.ºA – Foi pena estar a chover. Gostei do filme, mas tive pena dos cavalos que morreram na batalha.

Francisco Brito N.º7 do 6.ºA – As professoras foram atenciosas e ajudaram-nos sempre que foi necessário. Não pudemos fazer uma atividade no exterior e tivemos de fazê-la dentro do CIBA. O que mais gostei foi a viagem de autocarro e da visita ao CIBA. Gostei do convívio com os meus amigos!

Mariana Moço N.º 15 do 6.ºA – O que mais gostei foi o filme que era muito realista e “nos fez entrar” na história da Batalha de Aljubarrota.

Alexandre Martins N.º 1 do 6.ºA – O ambiente entre as professoras e os alunos foi bom. Eu gostei mais do filme.

Pedro Saramago N.º 16 do 6.ºA – Gostei da visita!

George Bolocan N.º 8 do 6.ºA – Convivemos uns com os outros. Eu gostei mais do filme!

Leonor Assunção N.º13 do 6.ºA – Como estava a chover não fizemos uma atividade no exterior. Gostei do espetáculo!

Benedita Raimundo N.º 2 do 6.ºB – Gostei mais da apresentação multimédia!  É bom os professores criarem ligações com os alunos fora das aulas.

Vera Gaspar N.º 18 do 6.ºB – Adorei ver o filme. Foi muito divertido!

Martim Ferreira N.º 14 do 6.ºB – Foi pena estar a chover, porque tivemos de fazer a atividade “Descobrir o passado no presente” no interior do CIBA.

Guilherme Alves N. 8 do 6.ºA – No início do filme apareceu um livro como se saísse debaixo da terra e eu não estava à espera de ver!

Diana Mateus N.º 4 do 6.ºB – Gostei muito da apresentação multimédia! Gostei do ambiente entre professores e alunos!

Matilde França N.º 15 do 6.º B – Aprendi que a História tem coisas divertidas! Fiz um jogo em grupo e participei com os meus colegas.

João Loureiro N.º 10 do 6.ºB – O que eu mais gostei  foi do filme que vimos sobre a Batalha de Aljubarrota!

Rúben Dias N.º 17 do 6.ºB – O ambiente entre professores e alunos foi divertido e dinâmico. Eu gostei da forma como o filme foi feito, do cenário, do livro a abrir, das roupas e a apresentação da batalha.

Gabriel Dias N.º7 do 6.ºB – Convivemos com as professoras. O que mais gostei na visita foi o filme sobre a Batalha de Aljubarrota.

Dinis Rei N.º 5 do 6.ºB – Aprendi mais sobre a batalha ao ver o filme apresentado.

Ana Rita Rosa N.º1 do 6.ºB – Aprendi que o  CIBA foi construído no local onde aconteceu a Batalha de Aljubarrota.  Gostei da apresentação multimédia.

Francisco Silva N.º 6 do 6.ºA – Gostei muito do filme e de ver as armas!

Dário Gaspar N.º 3 do 6.ºB – Eu só não gostei quando começou a chover. Gostei muito do filme!

Júlia Lopes N.º 11 do 6.ºB – Eu gostei mais do filme.

Margarida Reis N.º12 do 6.ºB – As professoras estiveram sempre atentas aos alunos e nada de mal aconteceu. Eu gostei de ir ao Jardim dos Infantes e de ver o filme.

Rita Mourato N.º 16 do 6.ºB – Aprendi mais sobre a Batalha de Aljubarrota. O que mais gostei foi do filme.

Exposição de trabalhos sobre o “Dia Nacional do Mar”

A 16 de novembro celebrou-se o Dia Nacional do Mar que destaca a importância que o mar tem para a história e identidade de Portugal, bem como para a economia e o desenvolvimento do país.

A data escolhida deve-se à entrada em vigor da “Convenção da Organização das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”, a 16 de novembro de 1994, tendo sido ratificada por Portugal em 1997. Esta convenção é muito importante, pois é a partir dela que são estabelecidos, entre outros, os limites marítimos inerentes à Zona Económica Exclusiva e à Plataforma Continental. Portugal é um país fortemente ligado ao mar, ficando marcado para a posterioridade como o país dos Descobrimentos Marítimos.

Os alunos membros do Clube Europeu do AEVH fizeram diversos trabalhos com vista a dar a conhecer a importância da preservação dos mares.

Os alunos da turma JMAC3 utilizaram técnicas diferentes de pintura, em papel de cenário, para criar os fundos marítimos sobre os quais foram colocados os trabalhos desenvolvidos por alunos mais velhos, tendo ainda realizado também uma morsa com materiais de desperdício.

Os alunos da turma JMAC4, exploraram as obras “Bichos do mar” e “Ovos Surpresa” da coleção “Quem sou eu?” de Cathie Felstead, editada pela editora Impala, que os motivaram a efetuar a pesquisa sobre a tartaruga marinha e a criar uma outra reutilizando cartão e papel amachucado.

Os alunos do 1.º Ciclo, da turma MAC3, sob a orientação das professoras Eugénia Grácio e Susana Gueifão, coloriram a imagem de um peixe, tendo em vista a elaboração de marcadores de livros alusivos ao “Dia Nacional do Mar.” A turma do 5.ºB, com o apoio da Diretora de Turma Lina Dias, participou igualmente nesta atividade, escrevendo nos marcadores provérbios relacionados com o tema.

Nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, os alunos, das cinco turmas do 2.º Ciclo, realizaram origamis de seres marinhos e coloriram várias imagens sob a orientação das professoras Brigita Martins e Rita Santos.

Os alunos do 6.ºA, nas disciplinas de História e Geografia de Portugal, e de Organização Geral e Método, lecionadas pela professora Lígia Silva, fizeram a pesquisa de informação sobre alguns mares, tais como: Amarelo, Cáspio, Báltico, Bering, Egeu, Mediterrâneo, Branco, Morto, Vermelho e do Japão. Posteriormente preencheram uma ficha biográfica referindo dados respeitantes à sua localização, profundidade, extensão e algumas curiosidades respeitantes à origem do nome e seres marinhos que habitam nas suas águas.

Na disciplina de LECA (Ler, Escrever e Contar com Arte) os alunos do 5.ºA, com a ajuda das professoras Luísa Lopes e Raquel Robalo, fizeram acrósticos a partir do nome de alguns seres marinhos, nomeadamente enguia, tubarão, camarão, manta e lagosta.

Os alunos do 6.ºB escreveram, em Português e em Inglês, os nomes de vários seres marinhos.

As diversas atividades implementadas incluíram alunos membros do Clube Europeu e resultam de uma articulação horizontal entre o Pré-Escolar, 1.º e  2.º Ciclos englobando várias professoras que dinamizaram atividades que tiveram uma grande recetividade por parte dos alunos intervenientes.       

A equipa do Clube Europeu do AEVH

Enchedor de baldes

Os alunos do 6.ºA, durante a Jornada GAP (Gentileza, Amizade e Paz), após a leitura e análise da história “Já encheste um balde hoje?” de Carol McCloud, redigiram textos e coloriram desenhos de um balde no qual escreveram palavras demonstrativas de atos praticados ao longo dos dias.

No meu balde posso ter
Tudo aquilo que eu sou.
Vou enchendo-o em cada dia
Com aquilo que recebo e dou!

Amizade, Amor e Alegria,
Às vezes tristeza e desilusão.
Este é o meu balde
E também o meu coração!

Mas o meu balde só faz sentido
Se o partilhar com alguém.
Vamos juntos pensar positivo
Para irmos mais além!

Com o meu balde contribuo
Para o mundo melhorar!
Neste vai e vem de sentimentos,
O que importa é ajudar! 

Francisco Brito

           

 O meu balde

Eu todos os dias tento que no meu balde só entrem bons sentimentos e boas ações!

Ao longo do dia, na escola, faço por respeitar os professores,os auxíliares e os meus colegas.

Nem sempre é fácil ter este tipo de comportamentos, porque algumas das pessoas com quem convivo não enchem os seus baldes com os mesmos sentimentos que eu!

Leonor Assunção

O meu balde

A mensagem que a história deixa é que nós não precisamos de destruir a Felicidade dos outros para conseguirmos ter a nossa.

A Felicidade está em todo o lado! Ações simples só contribuem para que ela se sinta mais e deixemos os outros felizes e nós também.

Algumas dessas ações podem ser simples coisas que para nós não sejam nada, mas que para a outra pessoa faça a diferença.

É só pensar o que eu gostaria que me fizessem quando eu estivesse triste.

Eu sou, tu és, nós somos!

Começa já a contribuir para a Felicidade dos outros e para a tua!!

Mariana Moço

O meu balde teria muita coragem,   porque todos nós temos de ter coragem para enfrentar os nossos medos e não desistir.

O meu balde também terá muita Felicidade, porque sem ela nada é feito e todos nós temo-la no nosso coração.

Vicente Esteves

Hora do Conto “Ouvir a Ler”

A equipa da Biblioteca Escolar informa que, no dia 5 de dezembro, às 16h 40m, iniciou-se,  a atividade: Hora do Conto “Ouvir a Ler” dinamizada pelo professor Hugo Sampaio.

Esta iniciativa da equipa da Biblioteca Escolar realizar-se-á até ao final do ano letivo,

A equipa da Biblioteca Escolar 

Feira do Livro 

Informo que, no dia 12 de dezembro, começaram as nossas Feiras do Livro nas bibliotecas escolares do Agrupamento.

Os preços são ótimos e a disponibilidade de títulos também.

Apareçam!

A equipa da Biblioteca Escolar 

“Os Caminhos são para ir…” – Projeto de Cidadania e Desenvolvimento – 11ºA

Os Caminhos que trilhamos…

Os nossos Caminhos são muito mais do que apenas caminhos.

São aprendizagens que se alcançam e concretizam. Experiências que se vivem. Crescimento e conhecimento que queremos adquirir.

Acompanha-nos nesta caminhada. Faz o caminho connosco… E aprende também!

Dia da Lógica 2022, Parque Arqueo Social Andakatu, Mação

Cidadania e Desenvolvimento – Turma 11ºA

Evocação do Dia da Acessibilidade no AEVH

“Nascer diferente” é uma realidade para muitos. Em 1998, a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. A partir dessa data, passaram a comemorar-se, no dia 3 de dezembro (Dia Internacional da Pessoa com Deficiência), os direitos das pessoas com deficiência.

A tão conhecida frase “Todos diferentes, todos iguais” remete-nos para o facto inegável de que, por debaixo do que os homens, na sua ignorância, chamam de “diferenças”, estão as semelhanças que nos tornam iguais, pois todos somos seres racionais, criativos, pensadores e reflexivos. Assim sendo, todos devíamos ter os mesmos direitos, as mesmas oportunidades. Mas nem sempre isto acontece, sendo que uma das principais causas da exclusão social das pessoas com deficiência motora se relaciona com a falta de acessibilidades. Os obstáculos diários com que estas pessoas lidam, existem dentro e fora de casa: nos prédios, nos transportes, nos serviços públicos, nos restaurantes, nas praias, nas escolas…

E é por isso que, anualmente, a 5 de dezembro, também se evoca o Dia da Acessibilidade. Esta data pretende mobilizar a sociedade para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com deficiência. Criar condições de inclusão destes cidadãos, de modo a garantir a sua independência e autonomia, é um assunto que, no AEVH, não queremos descurar. Urge colocarmo-nos no lugar do outro, sentirmos na pele as suas reais dificuldades, falarmos sobre este tema e darmos a conhecer os desafios que a falta de acessibilidades impõe.

Para mudarmos mentalidades e caminharmos para uma escola mais inclusiva, sensibilizando toda a comunidade educativa para a temática da deficiência e acessibilidade, o Clube Ubuntu do AEVH assinalou, na escola sede, no passado dia 5 de dezembro, o Dia da Acessibilidade, cujo principal objetivo foi passar a mensagem de não deixar ninguém para trás!

Foi neste âmbito que se promoveu a atividade “E se fosse contigo?”, na qual as alunas Margarida Saramago e Joana Rodrigues, com o apoio do aluno Luís Delgado e da professora Eva Patrício, percorreram, em cadeira de rodas, os vários espaços físicos da escola sede, para perceber qual a acessibilidade aos mesmos, por parte de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Detetar obstáculos, com vista a suprimi-los, foi o objetivo primordial do “circuito” levado cabo pelos referidos alunos. E foi com agrado que verificámos que a escola sede, apesar de alguns pormenores que precisam de ser melhorados, passou com distinção nesta simulação.

Durante a “viagem em quatro rodas especiais”, as barreiras encontradas foram as seguintes:

  • a entrada na escola tem de ser feita, obrigatoriamente, pelo portão grande, dado a entrada pelo portão principal ser estreita e não permitir a largura necessária a uma cadeira de rodas;
  • a avaria (temporária) do elevador do Bloco C não permitiu a subida ao primeiro andar;
  •  a entrada para o Pavilhão Gimnodesportivo contempla um pequeno degrau, facto que impossibilita o acesso autónomo e imediato ao mesmo. Para se colmatar este “entrave” foi solicitado aos técnicos do Curso Profissional de Mecatrónica a construção de uma rampa de acesso ao local.
  • ainda no Pavilhão Gimnodesportivo, os alunos detetaram a falta de um elevador que facilite o acesso às salas do 1.º andar, facto que, acreditamos, poder ser ultrapassado.

Em relação aos restantes espaços físicos, a acessibilidade em cadeira de rodas está perfeitamente garantida, com gente de coração enorme, sempre pronta a ajudar, caso haja necessidade de se “dar uma mãozinha”.

Na escola sede há um total de quatro WC, para pessoas com deficiência, que se distribuem pelo Bloco A, C e dois no Pavilhão Gimnodesportivo, sendo que um deles está equipado com chuveiro. Todos os serviços da Biblioteca, Secretaria, Papelaria, Reprografia, SPO, Refeitório, Bar, Direção e Sala dos Alunos são de fácil acesso.

Consciencializar a comunidade para a importância da integração de pessoas com deficiência, na sociedade e na escola, diligenciar atitudes de cooperação, interajuda e respeito pelo próximo, sensibilizando para as diferenças e contribuindo, assim, para a criação de um mundo mais inclusivo e equitativo são alguns dos importantes pilares do nosso Agrupamento. Pretendemos que esta seja uma luta de todos e não apenas de “uma minoria”.

O conceito de acessibilidade pressupõe a eliminação de qualquer tipo de barreiras e os membros do Clube Ubuntu do AEVH, enquanto agentes de mudança, pretendem a criação de uma Escola sem muros, nem barreiras. Uma Escola acessível a todos e não apenas a alguns. Uma Escola que estimule e possibilite a igualdade de oportunidades. Uma Escola que se destaque pelo compromisso de construção de um futuro solidário sustentável, inclusivo e transformador, no qual TODOS possam atingir o seu potencial.

Que a evocação deste Dia da Acessibilidade possa marcar o compromisso de sociabilizar e trabalhar com pessoas com deficiência, garantindo-lhes o acesso a ambientes sem barreiras.

A Equipa Ubuntu do AEVH

Ação – “Traz o que não precisas, leva o que te faz falta…”

A  equipa Horizonte Solidário,  em articulação com as equipas Ubuntu e a Associação de Estudantes, vêm apelar ao contributo e colaboração de toda a comunidade escolar na ação: “Traz o que não precisas, leva o que te faz falta…”.

Esta ação, a realizar entre 12 e 22 de dezembro (de 12 a 15 de dezembro – “Traz o que não precisas” e de 19  a 22 de dezembro – “leva o que te faz falta…”) visa promover não só a troca de bens, assente no lema “No Dar e Receber se constrói a Solidariedade Humana”, como também a reutilização de materiais, ainda em estado de uso, como ação promotora de um processo educativo, cujo principal objetivo se prende com a sensibilização da comunidade escolar para a modificação de hábitos no que diz respeito ao consumo exagerado e ao desperdício. 

As Equipas envolvidas e a Associação de Estudantes agradecem antecipadamente a colaboração e o envolvimento de todos.

“Quem estende a mão ao próximo percebe que o alcance do poder das suas ações é infinito.”

Clique no link abaixo para visualizar o cartaz.

Cartaz Ação Solidária

A Equipa HS