Natal em tempo de pandemia

Era uma vez uns elfos que tinham como função ajudar o Pai Natal na sua oficina de brinquedos. Andavam irrequietos e muito atarefados, devido ao imenso trabalho que tinham pela frente.

Estavam preocupados com a saúde das crianças, devido à COVID-19, e também muito ansiosos, pois a véspera de Natal estava a chegar e ainda tinham imensos brinquedos por concluir!!! Em tempo de pandemia, tinham de viajar com segurança e, com tantas restrições na deslocação entre países, não queriam atrasar-se na entrega dos presentes. O que lhes valia era que as renas voavam pelos céus e não tinham de se sujeitar às restrições nas fronteiras.  E as vacinas?! Pois é, tinham que as ir levar para não ficarem doentes!

O grande objetivo dos elfos era colocar no rosto de todas as crianças, sobretudo as que estavam confinadas, um brilho no olhar e um grande sorriso, quando abrissem as prendas que haviam pedido ao Pai Natal.

A azáfama e o entusiasmo na oficina eram grandes, mas, de repente, o pânico instalou-se entre os ajudantes do homem rechonchudo, com barbas branquinhas, vestes vermelhas, cinto largo e botas de couro pretas: as máquinas de criar e embalar brinquedos, devido à sobrecarga de trabalho dos últimos dias, tinham avariado!

Devido a este problema, que apanhou todos desprevenidos, o Pai Natal teve que tomar uma medida extrema. Sem grandes rodeios, resolveu colocar todos os elfos a trabalhar ininterruptamente, 24 horas por dia, na construção dos brinquedos “encomendados” pelas crianças do mundo inteiro.

– Meus caros elfos, todos vocês terão de trabalhar intensivamente e sem resmunguices. Não quero cá nem ais nem uis! Por isso, toca a pôr mãos à obra IMEDIATAMENTE! – ordenou o Pai Natal.

Coitados dos elfos! Trabalharam tanto, mas tanto, que apanharam uma tendinite, imagine-se!

Apesar do esforço e empenho na execução das suas tarefas, todos depressa chegaram à conclusão que mesmo a trabalhar de forma incansável, dia e noite, seria difícil conseguirem acabar os inúmeros brinquedos dentro do prazo estipulado pelo chefe Nicolau. Apesar desta constatação, os elfos continuaram a dar tudo por tudo, para cumprirem os objetivos definidos.

No entanto, quem não aguentou tanto trabalho foram as ferramentas dos elfos, que, sem ninguém esperar, entraram em parafuso, estragando-se!

Verificando mais este problema, o Pai Natal teve que adotar uma medida suplementar: a contratação de um mecânico extra. Mas ele não sabia que o mecânico que havia contratado era, sem tirar nem pôr, o Grinch, que tinha como único objetivo destruir o Natal de todas as crianças do mundo!!! Grinch não tinha a intenção de arranjar quaisquer máquinas, mas sim destrui-las de vez!

Felizmente, a magia natalícia que pairava no ar fez com que rapidamente o Pai Natal se apercebesse de quem era, na realidade, aquela criatura verde e mesquinha que tanto odiava o espírito de Natal. Com a ajuda do Rodolfo, a simpática rena de nariz vermelho incandescente, o Pai Natal abriu um alçapão, já perro por falta de uso, que estava mesmo debaixo da vil criatura, enclausurando-a na Prisão Natal.

De seguida, o amoroso avozinho de gorro vermelho rematado com um pompom branco trancou-se no seu escritório, tentando arranjar uma solução para o problema das máquinas e ferramentas.

Pensou, pensou, pensou até que ouviu três fortes pancadas na porta. Quem seria?! Eram os elfos que traziam uma excelente notícia.

Aflitos com os imprevistos que haviam surgido, eles tinham-se posto a caminho da aldeia mais próxima para falar com uma prima afastada do Avô Natal, a Ti Natalina, que, dado ser muito cusca, estava sempre a par das novidades que ocorriam em toda a Finlândia! Assim, os preocupados elfos cedo souberam da existência de três “doces” jovens, considerados os melhores mecânicos do Polo Norte!

Ao vê-los, o Pai Natal constatou que eram os três demasiados baixos, tão baixos que dificilmente chegariam ao topo das enormes máquinas, como as que existiam na sua oficina, para assim consertarem todas as peças estragadas. No entanto, o sábio velhinho não quis fazer qualquer comentário sobre a altura dos mecânicos.

Elias, Artur e Gabriel, os excelentes especialistas em mecânica, ao verem a dúvida refletida nos olhos do Pai Natal, logo se apressaram a apresentar-se:

– Nós somos os deliciosos bonecos de gengibre. Para além de ótimos profissionais, somos também muito alegres, divertidos e super-rápidos! – exclamaram em uníssono.

– Em apenas três minutos, conseguimos arranjar todas as máquinas e objetos que necessitem de reparação. – declarou Artur.

– Ai sim?! Mostrem-me lá essa vossa habilidade. – disse, duvidoso, o Pai Natal.

Então, os bonecos de gengibre sacaram das suas ferramentas, feitas de galhadas de renas, que magicamente começaram a voar e arranjaram tudo o que estava avariado, incluindo o aparelho de ar condicionado do escritório do Pai Natal que já não funcionava há anos! E, com tanto frio no Polo Norte, quanta falta lhe fazia!!!

E assim, todas as crianças do mundo receberam os presentes desejados. Em todas as casas reinava a alegria e o espírito natalício. Graças à magia do Natal, adultos e petizes encheram-se de felicidade. As casas enchiam-se de conversas animadas e risos, as crianças corriam e cantavam. Durante algumas horas, todas as famílias se esqueceram da pandemia que assola o planeta e que tanta tristeza e infelicidade tem causado pelo mundo afora.

Quem não estava nada, mas mesmo nada feliz, era o Grinch, dado que iria continuar preso na Prisão Natal para o resto da sua vida. Como ele era imortal, seria eternamente atormentado pelo barulho dos sininhos dos elfos, que já se encontravam freneticamente a construir os presentes que iriam ser distribuídos durante o próximo Natal.

Por isso, queridas crianças, portem-se bem, em casa e na escola, e não se esqueçam de endereçar as vossas cartas natalícias ao Pai Natal, para que ele possa saber quais os presentes que cada um de vós gostaria de receber daqui a um ano, em dezembro próximo.

Esperando que tenham gostado da nossa história, nós, alunos do 6.ºA, desejamos a toda a Comunidade Escolar um Santo e Feliz Natal, recheado de muito amor e muita saúde, e um Feliz e Próspero 2022!

6.º A (texto coletivo redigido na aula de Português)

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