A notável águia Fábia
Tem a mania que é sábia!
E a sua amiga abelha,
Conhecida por “Groselha”,
Anda sempre com a telha!
A ilustre baleia Doroteia,
Pondo os óculos no nariz,
Lê toda entusiasmada
O livrinho da sereia!
A sua irmã do meio,
Chamada Mara Beatriz,
Tenta com todas as forças
Convencer a baleia Eleia
De que embora se ache feia
Ela é mesmo muito bonita!

A simpática barata Batata
Exibe a nova alpercata,
E o guloso caranguejo Magueijo
Come vorazmente um grande queijo!
A tímida cegonha Fronha
Não fala porque tem vergonha,
Mas o extrovertido crocodilo Cirilo,
Que fala pelos cotovelos,
Faz sempre conversa fiada
Com o pai, o primo e o grilo!

O solene camelo Modelo
Foi aos correios comprar um selo,
Enquanto o cão Comilão
Comia, deliciado, o macarrão!
O pequeno coelho Vermelho
Aleijou-se no joelho
E a grande coelha Azelha
Fez um piercing numa orelha!
Pobrezinha! Ainda ontem foi picada
Por uma irritante abelha:
A abelha Desastrada!

A agitada chinchila Mila
Come uma doce cenoura
Vai abanar o capacete
No festival de Paredes de Coura!
Quando jogou futebol,
A doninha, coitadinha,
Ficou com um enorme galo,
Pois teve o azar de levar
Com a pesada bola na pinha!
Oh, pobre desgraçada!
Tenho tanta pena dela…
É tão azarada, a pobrezinha!
O coral Asdrúbal
Tem toda a moral,
Julga-se um Fernando Pessoa,
Que criativo, este poeta animal!

O dromedário Hilário,
Que é um pobre solitário,
Com os restantes animais arranja
Sempre grandes confusões!
Ontem teve acesas zangas
Com o seu vizinho elefante,
Disse-lhe que ele se julgava elegante,
Mas que no fundo não passava
De um gigante ignorante!

Poema coletivo, 5.ºA