Texto de Opinião

Atualmente, o mundo vê-se perante uma situação inigual. Nenhum ser humano até à data terá vivido aquilo que vivemos atualmente: o confinamento, o distanciamento, o isolamento. Desde janeiro que assistimos ao aumento dos casos, da aflição, principalmente daqueles que estão no grupo de risco, e desde fevereiro que os países europeus começaram a adotar medidas com o apoio da União Europeia. A União tem sido um grande apoio a diversos países, todavia será que poderia fazer mais?

Como já referi foram adotadas diversas medidas. Em primeiro lugar, a organização supranacional comprometeu-se a cooperar com três mecanismos: o Sistema de Alerta Rápido e Resposta (SARR); o Comité de Segurança da Saúde (CSS); a Rede de Comunicadores do Comité de Segurança da Saúde, isto facilita a troca de informações. De seguida, a comissão irá fornecer orientações técnicas na avaliação de riscos, definição e diagnóstico através da Healthy Getaway, organização de saúde composta por Estados-Membros. Depois destes pontos, foi definido que a UE iria financiar os voos de repatriamento de cidadãos membros que estivessem, primeiramente, em Wuhan (o primeiro foco da epidemia), ficando estabelecido que iria pagar, pelo menos 75% dos custos dos voos. A União Europeia foi mais além e estabeleceu um fundo de 232 milhões de euros que serão aplicados em diversos pontos do planeta, não só nos Estados-Membros, para ajudar os países em desenvolvimento. Por último, a UE propôs-se a ajudar a China através de ajudas técnicas para a superação da doença.

Todas estas medidas foram estreitamente realizadas de forma correta, porém poderia existir mais ajudas técnicas que fossem diretamente canalizadas para os Estados-Membros, como por exemplo o fabrico de máscaras. Estes últimos tempos foram, também, marcados por um afastamento entre os países-membros, mais nomeadamente entre a Europa do norte e do sul. Alguns deles demonstraram mesmo estar contra as ajudas aos países mais afetados, como Itália e Espanha. Um comportamento incorreto e pouco solidário por parte dos mais contribuintes da União Europeia, mas este fator poderá tornar-se igualmente um fator de distanciamento.

Acredito que as medidas aplicadas tenham surtido efeitos positivos, mas serão suficientes?

Mariana Cardoso, 12ºano

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s