Rifões de A a Z

 

Um povo sem memória é um povo sem futuro, por isso é necessário exercitá-la. No nosso quotidiano, usamos muitas vezes expressões baseadas no senso comum, que constituem uma parte importante da cultura deste país à beira-mar plantado.

Essas expressões são provérbios ou ditados populares, também conhecidos como adágios, anexins ou rifões, que se mantiveram imutáveis ao longo dos anos, significando exemplos morais, filosóficos e religiosos.

Dado que a história de um povo se constrói pela sua memória, os pequenos “historiadores” da MAC6, fizeram a recolha de alguns desses ditados, tão enraizados na cultura portuguesa.

Abaixo, deliciemo-nos com 100 rifões lusos. Uma pesquisa de A a Z…

A água de janeiro vale dinheiro.

A árvore não nega a sua sombra nem ao lenhador.

A barba não faz o filósofo.

A cabeça não se fez só para usar chapéu.

A cavalo dado não se olha ao dente.

A culpa morreu solteira.

A esperança é a última a morrer.

A fome é o melhor tempero.

A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.

A mentira tem perna curta.

À noite, todos os gatos são pardos.

A palavra é prata, o silêncio é ouro.

A pressa é inimiga da perfeição.

A união faz a força.

Abelha não leva chumbo.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Águas passadas não movem moinhos.

Amigos, amigos, negócios à parte.

Amor com amor se paga.

Apressado come cru.

As aparências iludem.

As paredes têm ouvidos.

Bom serás, se morto estás.

Cada macaco no seu galho.

Cão que ladra não morde.

Cobra que não ande, não engole sapo.

Dá Deus nozes a quem não tem dentes.

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Depois da batalha aparecem os valentes.

Depressa e bem, não faz ninguém.

Deus ajuda quem madruga.

Deus tem mais para dar do que o diabo para tirar.

Deus vê o que o diabo esconde.

Devagar se vai ao longe.

Em abril, águas mil.

Em boca fechada não entra mosquito.

Em briga de marido e mulher, ninguém meta a colher.

Em casa de ferreiro, espeto de pau.

Em terra de cegos, quem tem olho é rei.

Errar é humano.

Falar é fácil, difícil é fazer.

Filho de peixe, peixe é.

Filho de peixe, sabe nadar.

Filhos criados, trabalhos dobrados.

Gato escaldado, de água fria tem medo.

Grão a grão enche a galinha o papo.

Há males que vêm por bem.

Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão.

Longa viagem começa por um passo.

Mal de muitos, consolo é.

Mal por mal, antes cadeia que hospital.

Março, marçagão, manhãs de inverno, tardes de verão.

Muita parra, pouca uva.

Não adianta chorar sobre o leite derramado.

Não adianta lamentar a morte da bezerra.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.

Não há rosa sem espinhos.

Não se vive para comer, come-se para viver.

Não vales pelo que tens, vales pelo que dás.

Nem tudo o que luz é ouro.

Ninguém é profeta na sua terra.

No Carnaval nada parece mal.

O pior cego é aquele que não quer ver.

O preguiçoso trabalha dobrado.

O que não mata engorda.

O que não tem solução, solucionado está.

O que os olhos não veem, o coração não sente.

O saber não ocupa lugar.

O seguro morreu de velho.

O trabalho do menino é pouco, quem o perde é louco.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Pela boca, morre o peixe.

Plantar verde para colher maduro.

Por pouco que se tenha, deve chegar sempre para os outros.

Quando um burro fala, os outros baixam as orelhas.

Quem com ferros fere, com ferros será ferido.

Quem com ferros mata, com ferros morre.

Quem conta um conto, acrescenta um ponto.

Quem espera sempre alcança.

Quem não arrisca, não petisca.

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.

Quem ri por último é o de raciocínio lento.

Quem ri por último, ri melhor.

Quem semeia vento, colhe tempestade.

Quem semeia ventos, colhe tempestades.

Quem te avisa, teu amigo é.

Quem tem boca vai a Roma.

Quem tem telhados de vidro, não atire pedras ao vizinho.

Quem tudo quer, nada tem.

Quem tudo quer, tudo perde.

Quem vir as barbas do vizinho a arder ponha as suas de molho.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia lá fica.

Todo o homem com dinheiro tem amigos com fartura, quando o dinheiro se acaba, mais ninguém o procura.

Um dia da caça, outro do caçador.

Um olho no peixe, outro no gato.

Uma consciência culpada não necessita de nenhum acusador.

Vale mais quem Deus ajuda que quem cedo madruga.

Vale mais tarde que nunca.

Vale mais um pássaro na mão que dois a voar.

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Os alunos da MAC6

Professor: José Manuel Sequeira

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s