Texto expositivo

 

 

Animais em cativeiro em debate

Existem vários animais em cativeiro, pois o ser humano não consegue distinguir animais domésticos, de animais silvestres. Um animal doméstico é aquele animal que se consegue reproduzir e fazer as suas atividades ao lado do ser humano. Já os animais silvestres são aqueles animais que foram retirados da natureza e aos quais a presença do ser humano incomoda, pois eles não se conseguem reproduzir nem realizar outra atividade qualquer, ou dificilmente o conseguem. Alguns exemplos de animais domésticos são o cão, o gato, a galinha, o porco. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti são alguns exemplos de animais silvestres.

Alguns argumentos a favor dos animais em cativeiro são os seguintes:

Os animais devem estar em cativeiro para se reproduzir mais, para a espécie não ficar em perigo de extinção, mas também para não serem caçados pelos animais mais fortes, pelos seus predadores ou até pelos caçadores humanos.

Os animais devem estar presos pois eles matam pessoas ou deixam-nas feridas.

Os animais devem estar aprisionados pois eles são treinados para ajudarem pessoas com doenças.

Os animais não devem estar em liberdade, pois a ciência tem a ver com os animais e no zoológico conseguem um estudo mais de perto.

Como argumentos contra referiram-se os seguintes:

Os animais têm direitos, e nós, seres humanos, não temos o direito de tirar os animais do seu habitat, nem que seja para se reproduzirem só para não acabar com a espécie.

Os filhotes de muitos animais trazem visitantes e dinheiro, mas este incentivo leva a produzir novos animais, que leva à superpopulação. Os animais excedentes são vendidos não só para outros zoológicos, mas também para circos, para a caça e até mesmo para abate. No zoológico ensinam muita coisa às crianças, então não devíamos ensinar-lhes a aprisionar animais para nosso próprio entretenimento.

Os animais têm de ser livres, pois, como os seres humanos, eles também são seres vivos, por isso não podem ser fechados em jaulas. Há estudos que demostram que os elefantes ao serem mantidos em cativeiro em zoológicos, não vivem tanto tempo como os elefantes que vivem na selva.

Alguns zoológicos apenas matam alguns animais excedentes. A remoção de indivíduos da natureza possivelmente prejudica ainda mais a população selvagem, porque os indivíduos restantes terão menos diversidade genética e terão mais dificuldade de encontrar companheiros.

Os santuários também reabilitam a vida selvagem e abrigam animais de estimação exóticos, indesejados, sem criação, compra e venda de animais, como os jardins zoológicos fazem. Por vezes, os animais escapam dos seus recintos, colocando em risco a si mesmos, bem como às pessoas. Houve mesmo casos de animais do zoológico que atacaram e comeram outros animais do zoológico.

Os animais não deviam estar em cativeiro, pois ninguém se devia sentir preso. Há um argumento que se deve comentar mais um pouco, dada a sua importância, que é o facto de que os animais ficam em cativeiro para se poder fazer um estudo mais de perto e melhor. Mas porquê tirar os animais da sua casa só para os biólogos estudarem? Porque não vão os biólogos ter com os animais?…pois ninguém gosta de sair da sua casa. Os animais são como os humanos, também têm direitos.

Este assunto ainda tem muito por discutir.

Inês Martins Delgado, 7ºB

Texto de opinião

 

Cativeiro de animais em discussão

Na aula de Português foi realizado um debate no qual o assunto a debater era “Os animais em cativeiro”.

A turma foi dividida em dois grupos que debateram entre si se os animais deveriam ou não estar em cativeiro.

A meu ver, o debate foi muito renhido, e ambos os grupos apresentaram argumentos que levaram ao objetivo de um debate que é “discutir” e apresentar argumentos e contra-argumentos.

Na minha opinião, quer os argumentos de um grupo, quer os do outro estavam corretos e aceitáveis, mas a minha conclusão foi que os animais só devem ficar em cativeiro em casos excecionais, por exemplo se estiverem em vias de extinção e precisarem de condições melhores para se poderem reproduzir, nos outros casos os animais merecem e devem ter uma vida normal no seu habitat natural junto dos seus, pois, se esses animais forem habituados a fazerem-lhes tudo, vão perder as suas capacidades de caça, e instinto selvagem, por exemplo.

                                          Jéssica Moucho, 7ºA

 

 

Faróis

Os alunos da MAC 6 abraçaram mais um desafio lançado pelo professor José Sequeira. Desta vez, dedicaram-se à definição e posterior construção ou ilustração de faróis.

E que bonitas que ficaram as suas construções! Que talentosos pequenos-grandes artistas, não acham? Diria mesmo uns verdadeiros arquitetos! Outros fizeram desenhos. E que bonitos que ficaram também!
Apreciemos, pois, os fantásticos trabalhos destes “arquitetos” ou “ilustradores” de mão-cheia!

E o que é um farol?

Um farol é uma estrutura elevada, normalmente uma torre, equipada com um potente aparelho ótico, fontes de luz e espelhos refletores. A sua luz é visível a longas distâncias. Estão instalados junto ao mar, na costa ou em ilhas próximas, tendo como objetivo orientar os navios durante a noite.

Os faróis desempenharam um papel importante na cultura portuguesa e são, hoje, monumentos nacionais muito acarinhados, embora alguns já se encontrem muito degradados. Os faróis foram concebidos para avisar os navegadores que se estavam a aproximar da terra, ou de porções de terra que irrompiam pelo mar adentro.

Quando estudámos a costa portuguesa, os seus aspetos e a sua sinalização, o nosso professor desafiou-nos a construir ou a desenhar um farol.

Espero que tenham apreciado os nossos trabalhos, que foram feitos com muita dedicação!

 Alunos do 4º ano da MAC6 da Escola Básica de Mação

Professor: José Manuel Sequeira

Texto de Opinião

Atualmente, o mundo vê-se perante uma situação inigual. Nenhum ser humano até à data terá vivido aquilo que vivemos atualmente: o confinamento, o distanciamento, o isolamento. Desde janeiro que assistimos ao aumento dos casos, da aflição, principalmente daqueles que estão no grupo de risco, e desde fevereiro que os países europeus começaram a adotar medidas com o apoio da União Europeia. A União tem sido um grande apoio a diversos países, todavia será que poderia fazer mais?

Como já referi foram adotadas diversas medidas. Em primeiro lugar, a organização supranacional comprometeu-se a cooperar com três mecanismos: o Sistema de Alerta Rápido e Resposta (SARR); o Comité de Segurança da Saúde (CSS); a Rede de Comunicadores do Comité de Segurança da Saúde, isto facilita a troca de informações. De seguida, a comissão irá fornecer orientações técnicas na avaliação de riscos, definição e diagnóstico através da Healthy Getaway, organização de saúde composta por Estados-Membros. Depois destes pontos, foi definido que a UE iria financiar os voos de repatriamento de cidadãos membros que estivessem, primeiramente, em Wuhan (o primeiro foco da epidemia), ficando estabelecido que iria pagar, pelo menos 75% dos custos dos voos. A União Europeia foi mais além e estabeleceu um fundo de 232 milhões de euros que serão aplicados em diversos pontos do planeta, não só nos Estados-Membros, para ajudar os países em desenvolvimento. Por último, a UE propôs-se a ajudar a China através de ajudas técnicas para a superação da doença.

Todas estas medidas foram estreitamente realizadas de forma correta, porém poderia existir mais ajudas técnicas que fossem diretamente canalizadas para os Estados-Membros, como por exemplo o fabrico de máscaras. Estes últimos tempos foram, também, marcados por um afastamento entre os países-membros, mais nomeadamente entre a Europa do norte e do sul. Alguns deles demonstraram mesmo estar contra as ajudas aos países mais afetados, como Itália e Espanha. Um comportamento incorreto e pouco solidário por parte dos mais contribuintes da União Europeia, mas este fator poderá tornar-se igualmente um fator de distanciamento.

Acredito que as medidas aplicadas tenham surtido efeitos positivos, mas serão suficientes?

Mariana Cardoso, 12ºano