A robótica na sala de aula

 

Que influência tem a robótica na sala de aula?

Dr. Seymour Papert é professor na Massachusetts Institute of Technology (MIT), matemático de formação mas é mais reconhecido na Inteligência Artificial. É mundialmente reconhecido pela sua visão de que as tecnologias podem influenciar as aprendizagens. [1]

Este visionário das tecnologias em sala de aula dizia na década de 60 “ que toda a criança devia ter um computador na sala de aula”. Foi uma afirmação que nessa década foi chamada de uma mera especulação, mas que, nos dias de hoje, já é uma realidade, se não o é na totalidade, falta muito pouco. [2]

Para Papert há duas perspetivas de ensino: o instrucionismo e o construcionismo. O instrucionismo nada mais é do que aquele que é aplicado em sala de aula tradicional. O professor é o expositor da matéria e o aluno apenas tem de “marrar” a matéria para os testes. Por outro lado, o construcionismo, é a própria criança que vai construindo o seu saber. [3] Segundo Papert, nesta perspetiva é o “aprendizado que constrói o próprio conhecimento por meio da interação com o software apropriado.” [4] O aluno estará assim a ensinar o computador a pensar. O autor defende que “as crianças farão melhor descobrindo por si mesmas o conhecimento específico de que precisam.” [4]

Mas afinal o que é que Seymour Papert tem a ver com a Robótica Educativa? Segundo os relatos, foi este investigador, o percursor desta atividade, “porque via no computador e nas suas possibilidades um recurso que atraía as crianças e com isso facilitaria o processo de aprendizagem”.[5]

Papert entre 1967 e 1968 desenvolveu uma linguagem de programação voltada para a educação, chamada de LOGO. [2] Esta linguagem de programação é simples e estruturada. Para o autor, programar significa “comunicar-se com o computador, numa linguagem que tanto ele (computador) quanto o homem podem “entender””. [6]

É fundamental que as pessoas se familiarizem com os conceitos lógicos e matemáticos usando atividades espaciais que ajudam o utilizador a formar os seus raciocínios cognitivos. [1] É uma linguagem que foi criada para ser usada com crianças, em que é apresentada uma proposta de ensino – aprendizagem, baseada nas teorias de Jean Piaget, em que as crianças podem ser vistas como construtoras dos seus próprios saberes. [1]

Papert defende que a aprendizagem é mais efetiva quando as pessoas criam. Ou seja, quando as pessoas pensam, planeiam, desenvolvem e executam as tarefas usando o computador, a aprendizagem dá-se efetivamente, não são apenas “recetores de um conhecimento pronto e acabado”. [3]

Uma outra teoria de Papert é que “as crianças também aprendem com os erros.”. Quando estão a programar, e se algo não está bem, as crianças apercebem-se de imediato, pois o erro é visto no ecrã do computador, e daí devem corrigi-lo. Com isto aprendem que nem sempre acertamos à primeira, mas muito provavelmente, onde foi cometido aquele erro, já não se repetirá. [6].

Foi com as ideias de Papert que se começou a introduzir a robótica nas salas de aula.

 

 

Professora Fátima Santos

 

 

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