Texto criativo

Amor, óleo sobre tela, 1935 - Colecção particular - Galeria 111 - Mário Eloy de Jesus Pereira (1900-1951)

Amor, óleo sobre tela, 1935 – Colecção particular – Galeria 111 – Mário Eloy de Jesus Pereira (1900-1951)

«Amor?»

Numa época em que a peste-negra era uma doença insanável, numa terra portuguesa, atacou primeiramente os animais, que vieram de uma encomenda realizada pelo soberano. Aconteceu pois os animais tinham comido partes de ratazanas eivadas que tinham morrido no convés do navio, passando a doença para os animalejos.

Após isso acontecer, os bichos foram trocados até chegarem ao gado de algumas pessoas ricas. Então, a doença foi-se propagando até infetar algumas das pessoas da população da aldeia. O clero achava que era obra de Satanás, então conjurou o povo, livre da epidemia, e alguns com coragem benzeram até os infetados. Infelizmente, muitos do clero morreriam por causa disso: o povo estava atormentado por causa da peste e decidiu revoltar-se.

Após tal revolução, que originou mortes causadas pela nobreza, médicos que já conheciam os sintomas e a própria depravação, decidem entrar na aldeia durante a noite, com fardas especializadas para combater epidemias. Muitos estudos noturnos então foram realizados, descobrindo-se uma cura muito cara, pois os medicamentos e a intervenção para curar uma única pessoa custava centenas de escudos, podendo chegar aos milhares, se a doença estivesse numa fase avançada.

Infelizmente, com esse caso, sobraram mais umas centenas de populares e uma família riquíssima de pintores e médicos. Depois dessa infelicidade, a tal família, Eloy, decide intervir no processo de cura da peste-negra. Pagaram-se dezenas de milhares de escudos para resolver a doença, e também os medicamentos necessários para acabar com esta.

Ulteriormente, a doença acabou, pois as famílias foram capazes de pagar pela cura. Depois de anos, foi celebrado um aniversário em nome do restabelecimento. Alguns médicos, cozinheiros e costureiros juntaram-se para tecer um plano e um banquete – mas, havia sido um cozinheiro que se tinha rebelado ao processo da cura, então tinha instalado uma toxina letal na comida de todos, excepto na da sua filha, a costureira, e na de si mesmo.

Todos acabavam por falecer, excluindo os nomes citados. Depois disso tudo acontecer, o cozinheiro acaba por se arrepender e voltar à cantina onde se encontravam os cadáveres, mas, como era claro, lá estava um fedor terrível. Ele resistiu àquele cheiro e conseguiu recuperar o pano, que estava no colo do imperador morto.

Ele lembra-se da história da sua mulher, o motivo pelo qual a cura tinha sido inventada, então tais arrependimentos tornam-se um motivo para se suicidar. Ele prepara uma sobremesa com a comida que se encontrava ali, e então volta a casa, onde estava a sua filha. Ele entregou o pano e ambos os pratos foram comidos, matando-os lenta e dolorosamente – o povo, o clero e a nobreza sofreram com o cozinheiro, Mário Eloy.

“Sofia Eloy fora a esposa de Mário Eloy, ela era simpática, tinha uma caligrafia bonita e sobretudo era inteligente. Ela dedicou-se à medicina e estudo do latim durante anos, então ela se sacrifica-se em nome do seu país: mata-se a testar a cura experimental, que era feita de uma toxina que acreditava-se ser eficaz na doença. Se não fosse ela, todos tinham morrido graças à peste-negra.”

Lembra-se Mário no seu último pensamento e suspiro. Ele estava a desenhar um quadro futuramente famoso, deixando-o cair ali e finalmente adormecer perpetuamente junto à sua filha Elisa Eloy.

 

 

Bruno Rodrigues, 7ºB

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