Poesia

O amor à janela

 

Cinzenta como os teus olhos

Era aquela janela

Daí se via a cidade maravilhosa

Daquela época, a mais bela.

 

Dos velhos bons tempos me lembrei

No dia em que regressei à cidade

Corria, saltava e sorria

Mas sempre com grande vaidade.

 

Em todas as manhãs

Dos quadradinhos eu via

O moço mais esbelto da cidade

Com alegria sorria.

 

Não era moço de uma só

No entanto apaixonou-se
Fiquei somente triste

E a coisa complicou-se.

 

Fui morar para outra cidade

E o meu amor ali deixei

Deixou muitas saudades

Mas à cidade regressei

Onde reencontrei o amor

Que dos quadradinhos observei.

 

Marta Mousaco, 8ºA

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