Filosofia para Crianças: “Regras … O que são? ”

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Dizer “não” a uma criança é uma atitude, dentro do processo educativo, necessária e saudável. A criança precisa de compreender que existem regras, que tudo tem um momento certo e que há horas para brincar, para dormir, estudar etc. Quando a criança tem liberdade total, terá dificuldade em apreender e aceitar regras e limites, pelo que mais tarde dificilmente ascenderá ao sentido pleno da responsabilidade.A falta de firmeza dos pais leva a criança a impor a sua vontade, sem pensar nas implicações dos seus actos e decisões. É ela que determina o que vai comer, o que vai vestir, que programa assistir na TV, etc. Habituados a impor a sua vontade, a criança não aceita ser contrariada.

Dizer “não” a uma criança, no momento certo, não é prejudicial. Muito pelo contrário. Esta pequena palavra é necessária, uma vez que a criança está ainda a construir a sua concepção do mundo. E o mundo, a vida nem sempre é como nós queremos. Écomo é, cabendo a nós saber geri-la. A criança precisa de conhecer os limites, saber distinguir aquilo que pode ou não ser feito, para conseguir viver em sociedade.

Será que estamos a saber fazê-lo enquanto pais e educadores? Ora vejamos:
Mais um dia em que se fez brotar a filosofia destes pequenos pensadores, hoje pensou-se sobre as regras: o que são? E porquê? Qual a sua razão de ser? Ao que me responderam que são coisas que temos de fazer, mas também coisas que tu não podes fazer, como por exemplo dizer a verdade ou entrar num quarto que não é o teu, sem pedir permissão.

As regras estão por todo o lado, na escola, nos sinais, nos jogos, corridas, em casa…Mas será que temos de cumprir as regras?

– “Sim. É importante cumprir as regras para sermos amigos.” P.

– “Para fazermos as pessoas contentes.” V.

– “Se não cumprirmos é uma grande confusão e fazemos os outros tristes.” R.

– “Podemos ser castigados.” M.

– “Há regras mais importantes que outras.” G.

No entanto considerou-se que é mau não cumprir as regras, não somente devido à presença inabalável do outro, mas pela segurança de si próprio. Devemos cumprir as regras para se estar em segurança, isso é da nossa responsabilidade. Mas viver contente ou em grande confusão contribuindo para a tristeza dos outros, também depende de nós.

Assim vimos que ao contrário do que muitos pais pensam, a criança desde cedo é capaz de entender um “não”, isto é, de entender que há limites ao seu desejo de liberdade. E este não gera traumas desde que lhes seja dada uma razão e coerência para a sua interiorização.

Foi o que procurámos fazer em conjunto: procurar as razões do agir e a importância de sua coerência.

Importa agora solidificar estas ideias para que estes pequenos pensadores possam mudar o amanhã e demarcar-se pela diferença numa sociedade em mudança, onde as regras e os valores mais parecem coisas de um passado bem distante.

Até à próxima,

Para conversas de ‘gente grande’.

 

Prof. Renata Sequeira

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