“40. º aniversário da revolução de 25 de abril de 1974” – síntese

DSC04830Clica aqui para veres a reportagem completa das comemorações do 25 de abril.

Em 1968, Salazar sofreu uma queda que o incapacitou do seu exercício de funções políticas. Foi substituído pelo Professor Marcelo Caetano. Este abrandou a ação de alguns instrumentos repressivos do regime, como a censura ou a PIDE e, por isso, o seu governo chegou a ser conhecido por “Primavera Marcelista”. Contudo, a falta de liberdade continuou a existir, bem como a repressão. O mesmo aconteceu com a guerra colonial.
Muitos Portugueses emigraram em busca de paz, liberdade, mas também melhores condições de vida. Por conseguinte, os Portugueses tinham diversos e fortes motivos para desejarem uma mudança, uma revolução.
Em 1973, surgiu o Movimento das Forças Armadas (MFA) ou Movimento dos Capitães, como ficou conhecido. Começou por ser um movimento clandestino, que nas suas reuniões organizou o golpe militar para derrubar o governo de Marcelo Caetano, mudar o regime e acabar com a guerra colonial.
As operações do MFA foram comandadas pelo major Otelo Saraiva de Carvalho e obedeciam a regras rígidas para que não pusessem em causa a revolução. Todas as unidades militares deviam sair dos quartéis à mesma hora pondo em marcha um plano já definido de ocupação de lugares-chave: as estações de rádio e televisão, os aeroportos e os quartéis que não tinham aderido à revolução.
O sinal de saída foi a canção “Grândola, Vila Morena” do cantor Zeca Afonso, a passar na Rádio Renascença. Nas ruas, os militares, como Salgueiro Maia, recebem o apoio da população, que os saúda com cravos vermelhos e que acaba por dar um outro nome ao movimento: Revolução dos Cravos.
Os dirigentes políticos estão sozinhos, rendem-se, são presos e depois partem para o exílio.
A Ditadura ia embora e a Liberdade chegava a Portugal, graças à coragem e determinação de militares e do povo português em geral!
No dia a seguir à Revolução, os militares entregaram o governo de Portugal a uma Junta de Salvação Nacional. O seu Presidente era o General António de Spínola que deu a conhecer o programa do MFA até entrar em vigor a nova Constituição Portuguesa: libertação dos presos políticos; extinção da polícia política (PIDE-DGS); extinção da Legião e da Mocidade Portuguesas; abolição da censura; liberdade de expressão e resolução do problema da guerra colonial.
Estes são valores e princípios democráticos que ajudaram a criar Portugal, tal como hoje o conhecemos. Estes valores devem ser defendidos e preservados por todos os Portugueses.

Texto redigido por: Lígia Silva

(professora de H.G.P.)

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