Os tempos que vivemos, a tão denominada “crise”, a que muito associamos o fator económico, colocam-nos perante situações imprevistas e necessidade de mudanças de vária ordem que, em conjunto, nos podem conduzir também a uma “crise” ao nível das nossas competências pessoais e sociais.
Como professor, profissional e um apaixonado da “atividade física” serei sempre suspeito de a elevar ao patamar mais alto das necessidades básicas para o nosso bem-estar, físico e mental. Por norma, quando falamos de atividade física, associamo-la, e muito bem, aos benefícios em termos da nossa saúde geral, na melhoria das nossas funções cardio-respiratórias ou neuro-musculares. E porque a atividade física é muito mais que isso, permitam-me que vos fale do “Jogo”. O Jogo, seja ele lúdico, desportivo coletivo, ou até mesmo individual, seja em contexto escolar ou outro, é um momento único na promoção da capacidade de:
- Definir/redefinir uma estratégia (pela relação com o(s) objetivo(s) do jogo);
- Respeito/Cumprimento de regras (pela relação com as regras do jogo);
- Respeito pelo outro (pela relação com os colegas, adversários, árbitros, público e outros);
- Aceitar a derrota (relação com o insucesso);
- Aprender a vencer (relação com o sucesso);
- Lidar com o erro (seu e do outro);
- Lidar com a frustração e expectativas não concretizadas;
- Superação/auto confiança (pela relação com as dificuldades ultrapassadas);
- Cooperação e inter-ajuda;
- Aceitar críticas e Dar/receber elogios;
Sendo o nosso um Agrupamento que valoriza e coloca à disposição dos alunos um leque de oportunidades de atividade física e de “Jogo” onde se pode brincar com coisas muito sérias, gostaria desta forma continuar a sensibilizar/reforçar toda a comunidade educativa, em especial os pais e encarregados de educação, para a necessidade dos vossos filhos/educandos, nossos alunos, praticarem uma atividade física, quer ao nível do desporto escolar ou no clube. Irá, com certeza, ajudá-los a serem cidadãos competentes, contribuindo para uma sociedade mais positiva, e a ficar fora dos números, muito preocupantes, relativos à diabetes na nossa população e que dão conta que, ultrapassamos a barreira de um milhão de pessoas, sendo que cerca de 40% são jovens.
Prof. Ed. Física,
José Carlos