José Maria Eça de Queirós, nasceu no seio de uma família de classe média na região do Minho, em 1845.
Após os estudos em Coimbra, iniciou uma carreira diplomática, que o levaria a Cuba, Grã-Bretanha e França, onde morreu em 1900.
De espírito cosmopolita e influenciado pelas teorias socialistas de Proudhon, Eça de Queirós tornou-se no maior expoente do Realismo português. Em todos os seus romances, o escritor denuncia a banalidade e o provincianismo da classe média, sem renunciar a uma veia irónica subtil, muitas vezes pendente para o grotesco.
O seu romance O crime do padre Amaro, publicado em 1874, é revelador deste provincialismo: a vida de uma cidade de província constitui o pano de fundo da história comovente do amor entre um padre e a sua senhoria. O caso tem um fim trágico mas com uma moralidade revolucionária para a mentalidade burguesa da época: o verdadeiro pecador não é o clérigo, mas a instituição que o força ao celibato.
Eis quatro das suas principais obras: O crime do padre Amaro, 1874; O primo Basílio, 1878; Os Maias, 1880; A ilustre casa de Ramirez, 1900.
Prof. Ana Gameiro