Poeta português, nasceu em Vila Nogueira de Azeitão, Setúbal, em 10 de abril de 1924.
Em 1947, licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi ainda neste ano que iniciou a sua atividade de professor, tendo lecionado em Setúbal, Lisboa e Estremoz.
Colaborador das revistas Árvore e Távola Redonda, Sebastião da Gama ficou para a história pelo seu carisma e dimensão humana, nomeadamente no convívio e empatia que estabeleceu com os seus alunos. Este interessantíssimo testemunho da sua experiência enquanto docente foi registado nas páginas do seu famoso Diário (iniciado em 1949), uma valiosa reflexão sobre o ensino, escrito numa prosa de grande qualidade.
Literariamente, não esteve dependente de qualquer escola, afirmando-se pela sua temática (amor à natureza, ao ser humano) e pela candura muito pessoal que caraterizou os seus textos. Foi, entretanto, instituído com o seu nome um Prémio Nacional de Poesia.
Desde a juventude atingido pela tuberculose renal, que causaria a sua morte precoce aos 28 anos, foi, por prescrição médica, viver para o Portinho da Arrábida.
Com a panorâmica serra da Arrábida a alimentar o seu culto pela paisagem, publicou, em 1945, o seu primeiro livro de poemas intitulado Serra-Mãe.
Ainda em vida, publicou, em 1946, Loas a Nossa Senhora da Arrábida, em colaboração com Miguel Caleiro, e outros dois livros de poesia: Cabo da Boa Esperança (1947) e Campo Aberto (1951).
Já depois da sua morte, no ano de 1952 em Lisboa, foram editados mais três livros de poesia – Pelo Sonho é que Vamos (1953), Itinerário Paralelo (1967) e O Segredo é Amar (1969) -, o seu ilustre Diário (1958) e Cartas I (1994).
No dia 1 de junho de 1999, foi inaugurado em Vila Nogueira de Azeitão, o Museu Sebastião da Gama, destinado a preservar a memória e a obra deste Poeta da Arrábida, como também era conhecido.
Os alunos do 7ºB